A conferência da E3 da Microsoft

A Microsoft realizou a sua conferência da E3, e apresentou as suas novidades bem como deu a conhecer o preço e o nome final da Scorpio. Eis o que achamos do que vimos!

Se leram ontem o nosso artigo, sobre o que a Microsoft necessitava para uma boa E3, terão certamente já uma ideia daquilo que vamos dizer.

Seja como for, vamos ver:

A E3 no seu global

A Microsoft teve uma E3 com quantidade… talvez mesmo a maior quantidade de sempre. Mas sinceramente esperava mais a nível da qualidade! Quando a Microsoft referiu que iria aumentar a dimensão da sua conferência para além dos 90 minutos porque não queria deixar ficar de fora nenhum jogo, não estava à espera que esta perdesse 15 minutos a, numa feira de videojogos, repetir as especificações hardware que já todos conhecíamos da Scorpio.

E da mesma forma não esperava que jogos como Assassins Creed e Sea of Thiefs tivessem direito a largos minutos de jogo. Basicamente o aumento do tempo não foi verdadeiramente para mostrar mais jogos, mas para a Microsoft incluir a re-apresentação da Scorpio no meio dos videojogos.



Apesar de tal a Microsoft teve a sua maior conferência de sempre, mostrando um total de 42 jogos, algo que se revelava necessário para mostrar suporte à sua consola. Infelizmente no que toca a exclusividades e títulos de qualidade a Microsoft decepcionou. E podia-os ter… mesmo que fossem jogos de terceiros.

No total desses 42 jogos, 9 eram exclusivos e 4 eram… Exclusivos de lançamento. Uma categoria que nem sei bem como se enquadra no termo exclusividade uma vez que a janela de lançamento de um produto não é um valor fixo, podendo variar entre mês e meio a um período um pouco maior. Ou seja, basicamente estes serão jogos que sairão pelo menos um mês e meio antes na Xbox (talvez mais), mas que no entanto são multiplataforma e como tal sairão nas consolas concorrentes. E diga-se que seja por um mês e meio ou algo um pouco maior… o termo exclusivo estava ali só para confundir. Um “launches first on Xbox” faria o mesmo e se calhar de forma mais correcta!

Dos 10 exclusivos, 5 eram já conhecidos, e 5 foram novidade. E curiosamente… nenhum desses 5 novos é um jogo AAA. Basicamente no futuro próximo não há um único jogo AAA novo previsto para as consola da Microsoft. Dos restantes 5 já conhecidos Forza 7 lidera a lista dos desejados, State of Decay 2 mostrou-se super decepcionante com animações do tempo da Xbox original , Sea of Thieves ficou para 2018, Cuphead, apesar de Indie, continua a não decepcionar e a ser desejado, e o mesmo se pode dizer de Ori and the Whill of the Wisps que é um Indie muito, muito interessante.

Mas basicamente, se é certo que os jogos vendem consolas, os AAA são quem os vende mais, e não só a variedade destes é pouca, como nem todos os apresentados se mostraram os mais apetecíveis, sem que haja novidades exclusivas neste campo para os próximos tempos.

E neste aspecto só podemos considerar que a conferência E3 da Microsoft foi decepcionante. Perante o lançamento da Scorpio esperava-se muito mais, e pelo menos uma ou duas surpresas de peso para acompanhar o lançamento da consola.

Os jogos

Foram 42 no total, sendo que os que encheram verdadeiramente mais o olho e se acredita possam vir a ser sucessos de venda, ajudando a impulsionar a consola foram poucos!

Nessa lista incluiria:

Forza 7 – Um dos jogos mais impressionantes ali mostrados, e agora com tempo dinâmico. É um título a não se perder.- Exclusivo
Metro Exodus – Um grafismo de chorar por mais. Promete muito. – Multiplataforma
Assassins Creed: Origins – Decepcionante em alguns aspectos. Mistura mecânicas de Far Cry Primal com as habituais em Assassins Creed. É mais um jogo da série. – Multiplataforma!
CodeVein – Uma boa surpresa. Um jogo que promete. – Multiplataforma
Crackdown 3 – Mistura efeitos com gráficos com um estilo muito próprio. Muita coisa no ecrã, mas não necessariamente um jogo do interesse de todos. Venderá nem que seja pela Cloud – Exclusivo
Anthen – Impressionante em todos os apectos. Poderá ser um franchising de sucesso. A quantidade de efeitos no ecrã é impressionante. – Multiplataforma
Shadow of War – Aparentemente mais do mesmo. Não impressionou tanto como isso, mas a sua ligação ao universo de Tolkien deverá garantir o seu sucesso. – Multiplataforma
Cuphead – Um pequeno jogo Indie de uma qualidade extrema. Será certamente um sucesso de vendas – Exclusivo
Ori and the Whill of the Wisps – Mais um Indie de uma qualidade invejável, e que melhora face ao primeiro. Certamente será uma surpresa nas vendas. – Exclusivo!

Sem se querer retirar eventual interesse e qualidade a outros dos jogos apresentados, estes são os jogos a que antevemos maior sucesso. 7 são AAA, 2 são Indie. 4 sao exclusivos, incluindo dois AAA (já conhecidos) e 2 Indie.

Os restantes jogos apresentados foram:

Battlegrounds – Como nota não se pode deixar de referir as animações muito fracas. – Multiplataforma.
Deep Rock – Exclusivo
State of Decay 2 –  Um jogo curioso que mistura bons gráficos com animações até bem conseguidas, mas muito mal executadas, e que no global fazem lembrar o que havia no tempo da xbox original. Adiado para 2018 – Exclusivo
The Darwin Project – Exclusivo
Minecraft – Multiplataforma
Dragonball Fighter X – Multiplataforma.
Black Desert – Terá lançamento inicial na Xbox.
The last Knight – Terá lançamento inicial na Xbox
The artfull escape – Multiplataforma
Sea of Thieves – Exclusivo
Tacoma – Terá lançamento inicial na Xbox
Super luckys Tale – Uma tentativa de trazer o estilo de jogos da Nintendo para a Xbox? Um jogo de plataformas um pouco infantil, mas com aparente qualidade. – Exclusivo
Osiris Raiders – ID@Xbox
Battlerite – ID@Xbox
Unruly Heroes – ID@Xbox
Path exile – ID@Xbox
Surviving Mars – ID@Xbox
Fable fortune  – ID@Xbox
Observer – ID@Xbox
Roboccraft – ID@Xbox
Dunk Lords – ID@Xbox
Brawlout – ID@Xbox
Ooblets – ID@Xbox
Dark Light – ID@Xbox
Strange Brigade – ID@Xbox
Riverbound – ID@Xbox
Hello Neighbour – ID@Xbox
Shift – ID@Xbox
Conan Exiles – ID@Xbox
Minion Masters. – ID@Xbox
Life is strange: Before the Storm – Multiplataforma



Variedade e quantidade certamente há… Já a qualidade essa ficou um pouco para trás, particularmente naquilo que será exclusivo e só poderá ser jogado na consola.

Outros assuntos

Bem, a Microsoft aproveitou esta feira de videojogos para dar a conhecer o seu novo hardware. E a Scorpio chamar-se-à oficialmente de Xbox One X. (XoneX ?)

Mas se a consola é a nível de dimensões uma proeza (mais pequena que a S), o seu custo será de 499 dólares… Ouch!

Se considerarmos que a Microsoft oficialmente desceu o custo da One S para 249 dólares, a X custará o dobro da consola base!

Para uma consola que correrá os mesmos jogos da base, e que não tem no futuro próximo qualquer tipo de jogo exclusivo AAA, este parece ser um custo exagerado apenas para mais uns Fps e resolução. Normalmente as pessoas pagariam bem este aumento de custo para uma nova geração, com novos jogos exclusivos. Mas aqui isso não existe, e a base parece revelar-se uma melhor compra na relação qualidade/preço, especialmente se verificarmos a percentagem de Tvs 4K existente no mercado..



500 euros por uma consola de meio de geração, sem grandes mostras de suporte exclusivos AAA para os próximos tempos… soa a muito! As versões base podem não ter a mesma resolução e fps, mas terão exactamente o mesmo jogo! E por metade do preço.

Ora dada que os exclusivos AAA não estão no horizonte, a consola limitar-se-à a melhorar os multi. E nesse campo a oferta da concorrência com a PS4 Pro aparece como igual hipótese. E essa consola, mesmo que não ofereça 4K nativos, oferece 4K reconstruidos (para perceberem a diferença disto para os 4K re-escalados oferecidos pela Xbox One S, vejam este artigo, e igualmente este), algo que visualmente, face ao nativo, é algo muito reduzido, poupando atualmente 100 euros (mas espera-se uma descida de preços anunciada amanhã pela Sony aumentando essa diferença para os 150 euros).

Não é que isto tire méritos à Scorpio, mas que esta conjunção de fatores lhe retira o interesse para muitos, isso é inegável.

Basicamente a Microsoft apresentou aqui um hardware de qualidade, mas falhou em dar-lhe o suporte software que se esperava ver nesta E3. E isso foi o aspecto que mais decepcionou nesta apresentação. Uma consola só vale pelo software que lhe dão, e resolução e FPS são pouco face a software de qualidade e exclusivo. A PS4 não se destacou apenas por ser mais potente, mas por ser mais barata, mais potente e por ao longo dos tempos ter apresentado um crescendo de suporte. A Xbox fez o contrário, começou cara, menos potente, e com o suporte a decair com os anos.

Esperava-se que isso se alterasse nesta E3, perante a presença de, tecnicamente, uma das melhores consolas de sempre,com grandes novidades para o futuro. Mas elas não existiram… E uma grande consola sem jogos exclusivos igualmente grandes…

Numa outra nota, a retro compatibilidade da Xbox foi aumentada passando futuramente a incluir jogos Xbox.



Posts Relacionados