A evolução das consolas de secretária e portáteis e as previsões para o futuro que daí advém.

Como evoluíram as consolas de secretária e as portáteis? Eis aqui uma ideia da evolução geral da potência a cada nova geração

Actualmente temos no mercado três grandes produtores de consolas, Microsoft, Nintendo e Sony. E as três andam nisto já à alguns anos!

Vamos avaliar as ofertas de cada um deles no campo das consolas quer de mesa, quer nas portáteis (um campo inexplorado pela Microsoft).

O artigo que se segue é mais um exclusivo da PCManias.

Consolas de mesa

Geração 1

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Retomando o nosso artigo

Antes domais convêm esclarecer que o termo geração 1 surge aqui de forma um pouco liberal. Esta não foi a primeira geração de consolas, mas para este caso, foi a primeira onde pelo menos duas destas marcas entraram no mercado em simultâneo. Daí que cronologicamente, este é a primeira geração que analisaremos:

Nesta primeira geração que analisaremos, tivemos a Sony a entrar no mercado com a sua Playstation, e a Nintendo com a sua Nintendo 64. Comparativamente, eis como as duas consolas se escalavam a nível da performance oferecida:

Curiosidade das curiosidades, apesar do nível de sucesso bem diferente que foi atingido pelas duas consolas, ambas possuíam uma performance máxima teórica idêntica de 100 Mega Flops.

Geração 2

A geração que se seguiu, viu a terceira empresa, neste caso a Microsoft a aparecer no mercado, com a sua Xbox. Aqui as performances eram bem diferentes entre elas, um facto que pesou pouco no nível de vendas. Vejamos!

A consola mais potente desta geração era a Xbox da Microsoft, com 20 Gflops de performance. A Gamecube aparecia em segundo com 9.4 Gflops, e a PS2 da Sony aparecia em último, com apenas 6.2 Tflops.

Comparações da evolução entre a geração 1 e 2

Vamos aqui ver a evolução das consolas destas marcas, neste caso apenas a Nintendo e a Sony, uma vez que a Microsoft apenas apareceu no jogo nesta geração, e até bastante tardiamente.

Como vemos o salto foi, em ambos os casos, significativo, mais especificamente 9400% (94x) na Nintendo e 6200% (62x) na Playstation.

Vejamos, num gráfico percentual, ao que corresponde a variação entre as gerações:

Geração 3

A terceira geração aqui referida é bem conhecida de todos, pois foi a geração anterior à atual. Foi uma geração bastante ativa a nível de vendas de consolas, a mais activa de sempre, diga-se!

Eis as consolas que apareceram e as suas performances máximas teóricas:

Apesar de a Wii ter sido uma decepção a nível de performances, com apenas 12 Gflops, a consola soube inovar no capítulo da jogabilidade. Era uma consola única para a altura, e inovadora como mais nenhuma tinha sido até então, o que lhe valeu um sucesso tremendo e um apelo a todas as idades e gerações, conseguindo mesmo trazer para os jogos pessoas que nunca haviam jogado antes.

Playstation 3 e Xbox 360 eram bastante próximas a nível de performances máximas teóricas, mas a melhor arquitectura da consola da Microsoft, e um hardware mais avançado presente igualmente na mesma, colocavam a PS3 num patamar abaixo e obrigavam a PS3 a despender Flops extra vindos do Cell para conseguir igualar a consola da Microsoft, o que só aconteceu nos anos finais da sua geração.

Comparações da evolução entre a geração 2 e 3

Como é perceptível pelos gráficos, o salto existente na consola da Nintendo foi bastante baixo, com um aumento de performances de cálculo que se limitaram aos 27,65%. Já o ganho oferecido pela PS3 face à PS2 foi de 3709% (37,09x) e o da Xbox 360 face á Xbox foi de 1200% (12x). Valores ainda impressionantes, mas inferiores aos da geração anterior.

Vamos ver, mais uma vez, num gráfico percentual como estas diferenças se traduziram:

Como é claro, a consola da Sony foi a que conseguiu manter uma proporção no salto mais parecido com o que acontecera com a geração anterior. O salto da Xbox foi menor, mas o da Wii foi bastante reduzido.

Geração 4

Eis-nos chegados à atual geração. Vamos ver igualmente os valores apresentados pelos três maiores fabricantes para as suas consolas:

Aqui, mais uma vez, os valores das consolas da Nintendo destoam. A sua Wii U é pouco superior a uma das consolas da concorrência da anterior geração, e a disparidade face às performances de topo são grandes.

Tal poderia não ser um problema. Na geração anterior a Wii apresentara uma disparidade ainda maior, e emergira como a consola mais vendida da geração. No entanto aqui a Nintendo não viria a ter a mesma sorte.

A novidade dos comandos de movimento da Wii perdera-se, a a Wii U não conseguiu inovar verdadeiramente. Sem um sucesso de vendas por trás, os fabricantes Third Party falharam, e a consola viu-se apenas suportada pela Nintendo e produtores menores, o que se traduziu num número de vendas bastante decepcionante.

A XBox One e a PS4 acabaram por se posicionar de acordo com as suas performances, sendo a geração atualmente dominada pela Sony que vende numa proporção superior a 2:1 face à consola da Microsoft.

Comparações da evolução entre a geração 3 e 4

Finalmente vemos o salto da Nintendo, com uma evolução de 2933% (29,3x), mas para valores que, como referidos, não acompanhavam a atual geração. A Sony dá um salto com as suas Playstation de 800% (8x), e a Microsoft um salto de 545,8% (5.45x).

Aqui percebe-se que há uma quebra muito grande no valor dos saltos, com a Nintendo a ter o maior, mas a ser igualmente a mais conservativa. Estamos já longe dos ganhos de vários milhares de percento das gerações anteriores.

Eis os gráficos percentuais:

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Retomando o nosso artigo

Claramente a dimensão das fatias ocupadas pela performance da geração anterior aumenta, mostrando cada vez menos aumentos na passagem de geração.

Geração 4.5

Esta quarta geração  teve como novidade absoluta a introdução de consolas de meio de geração. Algo inédito até hoje e ao qual a Sony e a Microsoft aderiram com a sua PS4 Pro, e a ainda por lançar, e para já apenas conhecida pelo seu nome de código, Xbox Scorpio.

Entretanto a Nintendo lançou uma nova consola, a Switch que, pelo menos nesta fase, concorrerá com a quarta geração e com esta geração 4.5, com a qual a iremos comparar.

A Switch é uma consola peculiar. É uma consola de nova geração, mas ao mesmo tempo não é! A consola aposta num modelo híbrido misto entre a consola de mesa e uma portátil, o que a impede de se impor convenientemente no campo das consolas de mesa.

Eis os valores, para as consolas da Nintendo, Sony e Microsoft, respectivamente.

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Retomando o nosso artigo

Comparações da evolução entre a geração 4 e 4.5

As evoluções estão referidas no gráfico de cima!

No caso da Xbox o salto é o maior com um ganho de 458% (4.58x), ou seja, quase tão grande como o salto existente na geração anterior. Esta situação pode ainda levar a que a Microsoft venha a posicional esta consola como de nova geração mas, pelo menos nesta fase, isso ainda não aconteceu e o previsto é ser mesmo considerada uma geração intermédia.

O salto da Sony passa ligeiramente os 228% (2.28x), sendo considerado por isso como meramente modesto.

O salto da Nintendo é basicamente negligenciável, não passando os 11,64%. Note-se porém que este artigo apenas aborda os aumentos de performance máxima teórica e não os avanços na tecnologia, os aumentos nas larguras de banda, e os aumentos de memória, situações que todas juntas podem fazer uma diferença que conta ao mesmo nível que o aumento da performance máxima teórica.

Eis os percentis de evolução:

Como se percebe, verificando a diminuição das percentagens de aumento a cada geração, a Scorpio podia-se efectivamente enquadrar nesse campo. Já as restantes consolas possuem pouca evolução para poderem efectivamente serem consideradas nesse campo.

No entanto a Sony nunca tentou sequer classificar a sua PS4 Pro como uma nova geração, e no caso da Nintendo, a Switch, a intenção é a versatilidade, não o verdadeiro aumento da performance. Algo que, perante a realidade que vimos na Wii U, poderá vir a ter o seu preço.

Mas para que percebam a aposta da Nintendo, vamos fazer a comparação anterior novamente, mas desta vez… nas consolas portáteis.

Consolas portáteis

Geração 1

A geração 1 das consolas portáteis, ou seja, a primeira das gerações onde pelos menos dois destes fabricantes estiveram presentes, ocorreu bastantes anos mais tarde do que a geração 1 das consolas de mesa. Mais ou menos na altura da terceira geração acima referida, e eis as performances dos seus intervenientes:

Esta geração é mais uma vez peculiar. A Nintendo DS, apesar da sua muito menor performance face à Playstation Portable da Sony, inovava com uma ecrã tatil que tanto agradou o público alvo. E como consequência foi um sucesso de vendas sem paralelo.

Ao ponto de a Nintendo a fazer evoluir para uma nova geração.

Geração 2

A 3DS manteve o nome e as características de sucesso da 3DS, melhorando-a ainda mais com um ecrã 3D. A PS Vita por sua vez apostou, tal como a PSP na performance bruta, sem grande sucesso. A PS Vita sempre vendeu mal e como tal o suporte nunca foi verdadeiramente compensador da sua compra.

Comparações da evolução entre a geração 1 e 2

Os saltos da DS para a 3DS foram de 800% (8x), sendo que os da PSP para a PS Vita foram de 1969,23% (19,69x). A potência da PS Vita era monstruosa para a altura, não havendo no mercado móvel nada com capacidade idêntica. Mas no entanto, a performance bruta de nada lhe valeu.

Eis os percentis da evolução:

Como sabemos, atualmente a Sony não anunciou, e duvida-se que anuncie, qualquer nova portátil. E desta forma, não tendo a Microsoft o hábito de concorrer neste campo, a Switch da Nintendo não terá concorrente geracional.

Eis a evolução que ela oferece face à 3DS da geração anterior:

A Switch oferece 157,3 Gflops em modo portátil, o que lhe garante a melhor performance alguma vez vista numa consola portátil. No entanto, apesar de tal, ao contrário da PS Vita que inovava no campo da performance, a Switch, no que toca aos atuais dispositivos móveis, é uma consola bastante ultrapassada a nível de performances.

Independentemente de tal o salto foi de 3277% ou 32,77x, o que é bastante significativo, especialmente para uma Nintendo que, como sabemos, faz milagres com baixas performances.

Conclusões

Esta evolução pode ser vista meramente como informativa, mas no entanto permite concluir muito sobre o que acontece e virá a acontecer no futuro.

Para começar a Nintendo Switch. Percebe-se que a Nintendo optou por não entrar em concorrência directa com a competição, entrando por um campo híbrido. O resultado é uma consola de mesa em tudo semelhante à Wii U mas com algumas melhorias, mas em contrapartida uma consola móvel com um poderia como nunca outra teve.

Mas como já referido aqui e em outros artigos, a cartada da Nintendo não foi bem jogada. O posicionamento da consola a nível de preços torna-a uma consola portátil cara, e uma consola de mesa caríssima, o que é piorado pela necessidade de extras quase obrigatórios que acrescentam ao preço, e um online pago.

Seja como for, a estratégia da Nintendo mudou. A empresa percebe que o futuro não passa por competições de potência, mas sim por meros produtos capazes de trazer diversão, e isso é algo com que concordamos. Mas no entanto, nesta fase transitória, o posicionamento a nível de preços da Nintendo foi muito mal escolhido!

Percebe-se ainda que a Scorpio, da qual falamos ontem, mesmo que não definida oficialmente como uma nova geração, possui uma variação de performance face à One que se enquadra num salto geracional, havendo mesmo quem já tenha tido contacto com ela e que refira claramente que ela é uma consola de nova geração, e isso quer dizer que, a Sony fica claramente como a única marca sem uma solução verdadeiramente definida para os próximos anos, uma vez que a sua PS4 Pro se revela basicamente apenas uma PS4 para 4K (algo que a empresa nem sequer esconde).

Não será por isso de estranhar que a Sony responda em breve com a apresentação de um produto para os próximos anos. E dado o apresentado pela Scorpio, o produto da Sony terá de ser superior, quebrando com a diminuição da percentagem de melhorias que temos verificamos ao longo dos anos e bem visível neste artigo.

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Readers Comments (26)

  1. Se seguirmos a risca somente a matemática, o Master System seria um console de “meia geração” face ao NES, confirmado na prática em diversos jogos onde o Master System costumava apresentar diferença gritante. Midiaticamente, eles são da mesma “geração”.

    Pela matemática, o super Nintendo seria uma “meia geração” em relação ao que o Mega Drive poderia fazer face ao ps1, mas sabemos na prática as coisas foram bem niveladas, onde o que fez a diferença foram os chips agregados nos cartuchos.

    Como se vê, o N64 teoricamente teria os mesmos mflops do Playstation 1, mas a diferença prática era gritante nos jogos, só tendo como único fator limitador o cartucho. A unidade de processamnto gráfico do N64 era estupendamente superior ao ps1, mas isso não impediu que ele fosse posicionado mesma “geração” mercadológica do ps1.

    E o que dizer do Xbox 1, face ao ps2? Se levarmos em conta somente a matemática dos flops, seria uma “meia geração”? A diferença nos jogos dedicados a ele era estupenda face aos demais, no entanto ele foi inserido na mesma “geração” do ps2, por razões mercadológicas. As coisas não orbitam em torno da matemática dos flops, existe uma gama ampla de interesses a ser levado em conta na hora de posicionar um produto no mercado, que afetam diretamente o desenvolvimento dos jogos.

    Com todo respeito ao autor do artigo, que se esforçou para conseguir alguns dados matemáticos (alguns estão imprecisos, mas tudo bem), mas na minha humilde opinião (como é saudável ter opinião própria, né?), debater “geração de consoles é similar a enxugar gelo ou andar em círculos, pois dificilmente consegue se chegar num consenso. Os conceitos são variados para defini-los, de acordo com a concepção de cada um.

    Eu fiz questão de deixar o termo geração entre ” (aspas) porque fica um tanto óbvio que, considerando o atual debate sobre se o Scorpio é ou não uma “nova geração”, este é um debate meramente conceitual.

    • Que dados estão imprecisos?
      O artigo estuda a evolução dos GPUs das gerações e mostra como a percentagem de evolução tem caido a cada geração. Salvo erro de digitação ou nas contas das percentagens não estou a ver que erros possa ter.
      O artigo não referm a potência total das consolas, mas sim e apenas dos GPUs.
      Mas agradecia que indicasses pois caso haja erros, gostava de os corrigir.

      • Desculpa mário, imprecisos não, incompletos. Na geração 2, não incluiste o Dreamcast junto ao ps2, Cube e Xbox classic.

        No ps3 só incluiste a GPu (sem o processador Cell). Sabe se tem a performance teórica total com o processador Cell? Dizem chegar 350 gflops, mas nunca ficou oficialmente confirmado, não que eu saiba.

        No mais, em termos de hardware, o artigo tá certinho. São muitos dados pra considerar mesmo.

        • Não falei da Dreamcast pois só abordei Nintendo, Microsoft e Sony. Os três atuais no mercado.
          A PS3 com o Cell tinha 400.4 Gflops.

          • Mário vc acredita que algum estúdio ou game passou dos 230gflops se aproximando do pico teórico de 400gflops?

          • O problema Edinho é que somar Gflops pode ser feito, mas o resultado é o mesmo que somar larguras de banda.
            Quando se dizia que a Xbox One tinha 214 GB/s + 68 GB/s isso era verdade, mas ao mesmo tempo mentira.
            Havia algo com 214 e algo com 68, mas em lado nenhum tinhas 272 GB/s. Daí que somar isso era mais um exercício matemático do que uma realidade.
            Com a PS3 era a mesma coisa. O Cell era super potente e rápido e podia interferir no processo gráfico, daí que, a lógica de somar os dois era maior do que em qualquer outro sistema.
            Mas infelizmente o uso da performance na obtenção de resultados não era idêntica. Para fazer o mesmo que circuitos dedicados a grafismo, o cell requeria que se despendesse muitos mais flops.
            E isso quer dizer que na prática o resultado final não se equivalia a 400 Gflops no GPU.
            O que vimos no final da geração foi que a PS4 conseguiu superar a X360. Mas mesmo com um eventual uso total de toda a performance do sistema, nunca vimos nada de muito superior.
            Onde notarias isso era se o Cell fosse usado a 100% para cálculo genérico. Terias grafismo inferior, mas um CPU muitas vezes superior.
            Como o Cell tinha de compensar os gráficos e ainda compensar pela ausência de 2 núcleos PowerPc que a X360 possuia e a PS4 não… mesmo com tudo usado a diferença era pequena.
            No entanto, se tal não acontecesse, e todo o poder do Cell pudesse ser usado no CPU, a diferença face ao CPU da x360 seria esta:
            http://www.pcmanias.com/wp-content/uploads/2014/10/GDC3.jpg
            O que até bate o CPU da PS4:
            http://www.pcmanias.com/wp-content/uploads/2014/10/GDC-4.jpg

          • Entendo então esse potencial que o processador tinha era mais para compensar as deficiências do PS3 em relação ao X360 que era um console mais equilibrado. Então não houve uma game que foi feito de raiz para explorar todo o potencial diferencial do cell.

          • Como dizem os programadores presentes no Beyond 3D. “Nunca vimos o potencial do Cell, porque nunca ninguem chegou a usa-lo no máximo das suas capacidades”!
            Aliás, só o simples facto de o aprenderem a usar demorou quase a vida toda da consola. Eram 7 SPUs, que não comunicavam entre si, e coordenados por um PPU central. Gerir isto era por sí uma tarefa dantesca!

  2. Mário, uma pergunta: Pelos números mostrados, o vita tem 1/4 do xbox 360 e ps3, e tinham em alguns momentos, os mesmos games. O switch tb é mais ou menos 1/4 do xbox one, isso no dock, mas sem o dock, fica mais ou menos 1/10 do one. Entendo assim que o switch no dock tecnicamente pode rodar alguns games então que roda no one/ps4, porém em modo portátil eles tb podem rodar, terão alguns games que somente poderão rodar no switch no dock por conta do aumento de clock?

    • A Swich tem +- 393 Gflops na dock. Isso menos de 1/3, mas não chega a 1/4.
      Quanto ao que referes dependo dos jogos.
      Um jogo a 60 fps pode ser colocado a 30 com metade da performance.
      Desce a resolução e poupas ainda mais. Corta precisão no grafismo e tens ainda mais.
      Dependendo dos jogos é possível, mas depende dos jogos.

  3. Isso é bem Off-topic mas, lá vaí, a diferença de consumo de energia entre o modelo original do PS4 e o PS4 Slim é enorme, rodando the witcher 3 o primeiro console consome 146.2 W e o mais novo 88.9W, seria possível com a utilização dos 7nm e a construção especifica para baixo consumo com nas gtx 10 mobile, fazer um console ps4 portátil como o Switch? Mesmo que para isso se tire componestes do console e coloque no dock, como o blu-ray.

    dados : trustedreviews

    • Antes do mais Manoel, benvindo, pois é o teu primeiro post.
      Deixa-me dizer que apesar de apreciarmos participação, por norma os primeiros posts quando são off topic… não entram!
      No teu caso abri uma excepção porque achei a pergunta interessante!
      Por isso aqui vai a resposta:
      Não!
      A PS4 tem um consumo de perto de 150 Watts, que com a Slim desceu para os 90! Os teus dados são correctos!
      A descida para os 7 nm deverá ainda descer mais o consumo, mas não na mesma escala. Ou seja, aqui ao passares dos 28 para os 14 desceste quase 60 watts, mas esta poupança não é linear, pelo que agora o corte não seria tão grande.
      De toda esta energia, o grosso do consumo vem do CPU+GPU, pelo que mover peças para uma dock poderia ajudar, mas não resolvia tudo.
      Um X1 gasta em pico 15 watts e por esse motivo a nintendo não o colocou no máximo. Mesmo assim a consola tem uma duração média de bateria prevista que não deve passar as três horas.
      Por isso, mesmo que cortasses mais 60 watts, ainda terias 30.
      E com 30 terias uma portátil com bateria de 1 hora. 🙁
      O que teria solução, mas terias de andar com uma bateria de camião às costas 🙂
      Eventualmente em futuras revisões da arquitetura, talvez seja possível meter o GCN em baixos consumos que se adaptem a uma portátil. Mas não vejo que isso venha a acontecer com o hibrido 1.1/2.0 da PS4. Quem sabe um dia com um novo GCN compatível.

      • A APU A12-9800B tem quatro núcleos rodando a 3,6 Ghz, o que é mais potente que oito á 1,6Ghz, e a parte gráfica roda à 758 MHz com a seguinte configuração: (512:32:8) (Unified shaders : texture mapping unit : render output unit), tudo em 28 nm, com tdp de apenas 15w. O ps4 tem (1152:72:32) á 800 Mhz. Por isso acho que se necessário, eles poderiam fazer um portátil rapidamente e até mesmo com certa facilidade. Sobre a bateria, o Switch tem uma bateria de 4.310mAh, e um tablet como o iPad 3 de 2012 possui uma de 11560 mAh. A Glofo estima uma redução de até 60% no consumo utilizando 7nm (fudzilla.com/news/42050-gloflo-thinks-7nm-vital-for-industry). Mesmo usando a mesma litografia, 28 nm, a Sony reduzil em 23% o consumo do ps4 com o modelo CUH-1200(eurogamer.net/articles/digitalfoundry-2016-hands-on-with-the-playstation-4-slim-cuh-2000). No começo da geração, quem imaginaria uma atualização como o PS4 Pro? Não é minha intenção desmerecer a Sony, mas, ela tem no histórico o fato de o Move ser um Wii para Playstation, alem disso há o PlayStation 1 lcd screen. E desta vez, caso a Sony se inspire de novo, teria uma vantagem de 800+ jogos, entre eles: GTA 5, Call of Duty, Destiny etc. Por fim, poderia até mesmo ser um pouco maior que o Switch, para pessoas realmente aficionadas que não se incomodam, ou quem utiliza mochila ou bolsa como estudantes. Obs. Espero não estar infringindo a norma do off-Topic novamente, só achei relevante os dados que pesquisei para a nova resposta.

        • Não estás off topic pois a mensagem já seguiu e como tal agora aceito continuar a mesma.
          Vamos lá a ver.
          Aquilo que a Glofo refere são valores máximos. Como te disse o corte não é linear e depende da arquitectura usada.

          Repara que se a tua pergunta é se pode haver uma consola compatível e com a performance da PS4 portátil, isso não é impossível. Os criadores de SOCs para aparelhos móveis preveem passar a potência das atuais consolas de mesa este ano.
          Agora esse A-12, criado com os baixos consumos em mente, não só não tem no GPU stream processors suficientes, como os seus 4 núcleos de CPU, mesmo tendo capacidade a 3.2 Ghz ou mais de fazer o mesmo que o jaguar, requeria patches nos jogos por causa dos timmings internos.
          Talvez a 7 nm, se existisse, colocando lá mais stream processors pudesse superar a PS4 e numa portátil, e isso não seria nada fora dos atuais roadmaps.

          Agora o que eu percebi é se achava que a PS4, e o seu hardware, descendo para 7nm podia vir a ser colocado numa portátil, aí sinceramente acho que não.
          E tambem não estou a ver a vantagem de tal, pois não justifica manter linhas de montagem apenas para trazer arquitecturas ultrapassadas para essa litografia.
          A vantagem do x86 é exactamente a possibilidade de esses custos não existirem. E assim sendo, para quê manter?

          No fundo a resposta à tua pergunta tem uma resposta simples. Os portáteis funcionam a bateria, e se houver APUs superiores à PS4 lá, eles podem ser usados numa consola portátil.
          E vão haver em breve. Mas não será o hardware da PS4, que sinceramente até duvido que venha a vir a ser criado a 7nm.

  4. Mário acho que tens 2 erros quando estas a falar da geração 3, penso que querias escrever Ps3 e não Ps4 nos ultimos paragrafos desse topico.
    O artigo é bastante elucidativo e compreendo que só tenhas incluido as 3 marcas atualmente no mercado mas podias ter incluido a Saturn na primeira geração e a Dreamcast na segunda..
    (A minha primeira consola foi uma Saturn😁)

  5. Excelente texto Mário, parabéns! Já pensou na comunidade na Live? Seria interessante jogar contigo e demais leitores

  6. Até onde eu entendo, os desenvolvedores tomam por parâmetro de uma geração o hardware mais forte e não o quanto um console supera o antecessor.
    O PS3 é 37x mais poderoso que o PS2, mas ele é apenas 11,5x mais forte que o Xbox original, assim como o 360 é 12x mais fote que o seu antecessor. A referencia da geração era o Xbox, e não o PS2.
    O PS4 é 7,6x mais forte que o 360, o One é apenas 5,45x mais forte. A Microsoft sabia que não teria o hardware mais forte, mas era o suficiente para a nova geração.
    Não existe exatamente um número que diga que tipo de salto é uma nova geração para enquadrar os exemplos. A diferença entre PS2 e PS3 é absurda, mas a diferença entre o primeiro Xbox e o PS3 é semelhante a diferença entre o Xbox 360 e o Xbox original.
    Essa história de dizer que um console é nova geração apenas pelo tanto que ele evolui sobre o antecessor causa imprecisão, pois afinal se assim fosse, o PS3 seria considerado tão avançado que estaria uma geração a frente do concorrente.
    A métrica para a geração atual é o PS4, e o scorpio é 3,26x mais forte que ele, o insuficiente para chamar de nova geração e se assim fosse definido, que ele é uma nova geração, o PS4 Pro também seria pois ele se enquadraria à uma situação semelhante a do Xbox One, tem capacidades de nova geração desde que ceda aos compromissos necessários por ser um hardare mais fraco e ter dado o menor salto.
    A Microsoft não é uma empresa de pessoas que não fazem a menor ideia do que está ocorrendo com o hardware, eu acedito que se eles quisessem uma nova geração, teriam olhado para o PS4 e criado um console que representasse um salto significativo sobre ele, pois sabem que a sua máquina é o console de menor potência.
    O futuro ainda é uma incógnita, mas eu tenho a impressão de que a Microsoft não pensa em deixar a Sony ter o hardware mais forte novamente, pois foi um argumento de vendas muito forte para eles nessa geração.

    • Nunca se disse que há um número que defina um salto geracional.
      O artigo mostra apenas que há uma descida constante no salto, e que o salto da Scorpio poderia ser enquadrado com geracional caso a Microsoft assim o entenda.
      Mas sinceramente, eu duvido que a Scorpio seja nova geração.
      Com excepção de outsiders, e salvo má mensagem, os dados internos não apontam nesse sentido.

      • Acredito que a Microsoft não lançará esse Scorpio como nova geração, se assim o fizer, termina de se queimar com seus consumidores, e olha que nessa geração ela se esforçou bastante pra isso.

  7. Para mim a Scorpio, não é mais nem menos que a PS4 Pro da Xbox One, desengane-se quem acha que vai correr jogos AAA a 4K nativos, e se correr vai ter imensa dificuldade em manter uma framerate decente, agora se estivermos a falar de jogos da XO a correr a 4k nativos na Scorpio, tal como acontece na Pro, ai sim, e penso que será esse o seu propósito, o de competir com a Sony.

    Se de facto for uma nova geração, é o salto mais tímido da história entre gerações bem como uma futura dor de cabeça para a Microsoft, porque não só a consola não estará preparada para lidar com motores de jogo criados para usufruir de 4k, como ficará muito atrás da próxima consola da Sony em termos de specs.

    Acredito mesmo que o novo Forza 7 venha a 4k/60fps na Scorpio, terá é que fazer tremendos sacrificios como por exemplo, a ausência de clima dinâmico e atalhos g´raficos como o publico de cartão de Forza 5.

    Vai ser interessante esta E3, uma consola nova com a velha pastilha elástica, veremos…

  8. Muito bom artigo Mário!

    Pra mim o artigo serve para provar que houve uma desaceleração da tecnologia nos últimos anos,e com isso também o aumento de custos.

    Alguém consegue imaginar lá em 2020/2021 um console,ou até mesmo PC com os melhores componentes 62x mais poderoso que o atual PS4?tal como foi o salto computacional do PS1 para o PS2?Mesmo que o PS4/Xone fossem o Scorpion no lançamento ainda teriam um menor salto.Então existe uma razão clara porque o salto possível de até 8X foi o menor na atual geração.E é muito provável que o salto possa ser menor ainda na próxima geração(PS5/Xbox4)

    A Atual tecnologia de chips,memórias e litografia esta chegando aos seus limites..Antes os saltos eram imensos por que estavamos no início de uma revolução.As CPUs por exemplo, já estão um bom tempo estagnadas,e acho que vamos precisar de chips quanticos ou algo do tipo para vermos enormes saltos novamente.

  9. Excelente artigo, bem explicativo. Uma curiosidade que eu tenho é qual será a diferença de performance entre a CPU do Wii U e a do Switch? Porque a GPU é semelhante, descontando é claro que a GPU do Switch tem uma arquitetura bem mais avançada. A CPU do Switch é um Quad Core ARM Cortex A57 executando a 1GHz. A CPU do Wii U é um Tri-core IBM PowerPC 750 com clock de 1,24 GHz. Na prática qual será a diferença de performance?

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