A maior parte dos jogos DirectX 12 para 2015/2016 estão a procurar parcerias com a AMD

AMDvsNvidia

As capacidades de computação assincrona das placas AMD estão finalmente a ser reconhecidas. E nesse sentido a maior parte dos jogos que vão sair nos próximos dois anos irão ter parcerias com a AMD no sentido de se optimizarem para as placas da marca.

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O facto de as placas Nvidia atualmente no mercado não serem, presentemente, capazes de realizar computação assíncrona, e se o vierem a fazer será por emulação software (no CPU) das componentes que permitem re-ordenar as tarefas, uma vez que não existem componentes hardware para tal, está a dar a vantagem às placas AMD.

Curiosamente, e ao contrário da Nvidia que se limitou ao longo dos anos a fazer placas cada vez mais rápidas e caras, pagando aos programadores para optimizar o código para as suas placas, a AMD procurou inovar para novas técnicas. Infelizmente, por falta de apoio da Microsoft com atualizações ao DirectX que fossem capazes de explorar as suas capacidades, as suas placas foram ficando para trás, forçando a AMD a desenvolver o seu próprio API, o Mantle.

No entanto o timming é que saiu mau. Algum tempo após o lançamento do Mantle a Microsoft dava a conhecer o seu DirectX 12 que suportava a maior parte das capacidades do API da AMD, sendo que dada a grande popularidade do API da Microsoft, contra o qual não era vantajoso concorrer, a AMD acaba por abandonar o seu.

Curiosamente poucos foram os programadores que se aventuraram no Mantle percebendo as suas reais vantagens, mas agora com o DirectX 12, um API familiar, finalmente as mesmas começam a saltar à vista de todos. E percebe-se agora a potência que estava dormente nas placas AMD, com modelos com mais de 4 anos de idade a demonstrarem suporte ao API e às suas capacidades, melhorando em muito as suas performances.


O ponto mais relevante das inovações será a computação assincrona. Falamos de várias centenas de Gflops de potência de cálculo inutilizada e presente nas placas gráficas que apenas pode ser obtido na totalidade com esta técnica que mistura o processamento gráfico e genérico dos GPUs sem penalizações.

Uma capacidade na qual atualmente a AMD é líder, e que, curiosamente, nem sequer é totalmente explorada pelo DirectX 12 que deixou as chamadas “Cross lane operations” por suportar. Uma característica que aumenta em muito as performances deste tipo de cálculo, e que, nesta fase, ficará reservada às consola.

Ora como Robert Hallock, Chefe Global de Marketing Técnico da AMD dá a entender, estas capacidades não estão a passar despercebidas às equipas de programadores, que estão a procurar parcerias com a AMD para melhor perceberem e explorarem as características das placas.

Como este refere num post do Reddit:

Irão perceber que a vasta maioria dos títulos DirectX 12 para 2015/2016 estão com parcerias com a AMD. O Mantle mostrou ao mundo do desenvolvimento como se trabalhar com um API de baixo nível, as consolas usam AMD e APIs de baixo nível, e agora verão essas sementes a darem frutos.

E pensar que a Nvidia andava a pagar para ter estas parcerias que agora a AMD vai ter gratuitamente…

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