Agência espacial europeia quer aterrar uma nave não tripulada num cometa já em 2014.

Mesmo com a tecnologia actual, a dificuldade da tarefa é grande, mas a agência espacial europeia quer tentar aterrar uma nave espacial não tripulado num cometa já em 2014.

Será já para o ano que vem que a Agência espacial Europeia quer aterra uma nave num cometa, numa missão difícil e comum que está a ser planeada já à mais de uma década e que está agora a entrar na sua fase critica.

A nave será a sonda Rosetta (na foto), lançada em 2004 e que está a navegar no espaço desde então. Ela será acordada da sua hibernação em Janeiro e preparada para tentar aterrar na superfície gelada do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko em 11 de Novembro de 2014.

A ideia é diferente da missão “Deep Impact” da nasa que usou uma sona para disparar um projéctil para um cometa em 2005. Aqui o plano é muito mais complexo sendo previsto a colocação da sonda a viajar lado a lado com o cometa descendo um tubo que irá recolher e analisar amostras.

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Retomando o nosso artigo

Como refere  Paolo Ferri, chefe de missões da Agência Espacial Europeia:

Nunca ninguem fez isto antes

Ferri fez ainda uma comparação com a missão da Nasa de 2001 onde se aterrou uma sonda num asteroide, referindo que aqui a situação é muito mais complexa dado que que os cometas são mais problemáticos devido à libertação constante de poeiras e gases que podem danificar uma nave. Uma cometa é essencialmente uma bola de gelo sujo; um asteroide é uma rocha.

Dado que o comenta passará a cerca de 100 mil Km/s a sonda Roseta teve de ganhar velocidade para o acompanhar, fazendo várias passagens perto da terra e do sol, usando a gravidade para acelerar.

Agora que a sonda possui velocidade suficiente e na rota desejada para se encontrar com o comenta, esta está hibernada à dois anos para poupar energia.

A neve possui actualmente dois problemas para os quais foram encontradas soluções. Duas das rodas de reacção usadas para virar a nave funcionavam mal, e uma fuga de hélio que poderia afectar os motores.

O comenta possui cerca de 4 KM de diâmetro e não é visível da terra a olho nú. O tubo que será descido tem apenas 80 cm de comprimento será disparado com um arpão. Várias brocas abrirão o gelo obtendo amostras deste gelo com 4.6 milhões de anos que serão analisadas com os instrumentos da nave.

A pergunta chave da missão é: São os comentas responsáveis pela água na terra?

A missão poderá só durar três dias devido aos danos sofridos ou o término da energia da sonda.

Fonte: CTVnews

 

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