Agências federais americanas pedem aos jornais que não revelem que colocaram “backdoors” na encriptação internet.

Cada vez mais sabemos que aquilo a que chamamos de privacidade é algo que não existe na internet. Mas o New York Times tem mais uma história a acrescentar.

Big-brother

Se acordo com as fugas de informação de Edward Snowden sobre a NSA e a GCHQ, sabemos que estas agências criaram as chamadas “backdoors” que lhes permitem passar sobre vários sistemas de encriptação existentes. Para tal estas agências participaram na criação dos standards e recrutaram pessoas nas empresas que lhes permitiram injectar de forma encoberta as “backdoors” no código.  Estes dados são dados agora a conhecer pelo NY Times e pelo Pro Publica.

Eis um extracto do artigo do NY Times:

Funcionários dos serviços de informação pediram ao The Times e ao ProPublica que não publicassem este artigo, alegando que tal poderia fazer com que alguns alvos estrangeiros mudassem a sua forma de encriptação ou que as comunicações se podessem tornar mais difíceis de obter ou ler. A organização noticiosa revomeu assim alguns factos específicos mas decidiu publicar o artigo na mesma devido ao seu valor num debate público acerca das ações governamentais que enfraquevem mesmo as mais poderosas ferramentas de protecção da privacidade dos Americanos e outros.

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Retomando o nosso artigo

Já o Pro Publica, resolveu colocar uma explicação detalhada dos motivos porque decidiu publicar a história:

A historia, assim acreditamos, é bastante importante. Mostra as expectativas de milhões de utilizadores da Internet no que toca à privacidade das sus comunicações são completamente erradas. Estas expectativas guiam as práticas de individuos particulares e negócios, muitos deles inocentes de qualquer tipo de má conduta. O potencial para abuso de tais extraordinárias capacidades de vigilância, incluindo objectivos políticos, é considerável. O governo insiste que colocou situações e balanceamentos para limitar o mau uso da tecnologia. Mas a questão sobre se elas são eficazes está longe de ser clara e é um assunto que pode apenas ser debatido pelas pessoas e pelos seus representantes eleitos se as bases dos factos for revelada.

Os dois artigos são extensos e mostram muita da realidade dos actos realizados por estas empresas, pelo que recomendamos que sigam os dois links em cima se querem perceber realmente como a privacidade na internet é algo que, na prática, não existe.
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