Análise: Asus Transformer Pad TF103

As análises aos produtos Asus nunca são uma surpresa. A marca já nos habituou a produtos com materiais agradáveis e com qualidade.

Mas tendo testado o anterior Transformer, o que posso dizer é que a evolução foi muito grande. O novo Transformer possui um material muito mais agradável, não só visualmente, mas igualmente ao toque, possuindo uma textura que faz lembrar o toque da borracha. A qualidade global do produto é muito interessante, e certamente muito acima de tudo aquilo que a concorrência, nesta gama de preços oferece, uma vez que se limitam aos tradicionais plásticos rígidos.

O TF103

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O TF103 pode ser encontrado a partir de 217 euros só o tablet, ou a partir de 269 euros no conjunto tablet+dock.

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Este aparelho é um meio de gama. Não pretende concorrer com os produtos de topo, mas sim destacar-se dentro da sua gama de preços. E assim sendo, será nesse sentido que o analisaremos.

O transformer Pad, apesar de poder ser um mero tablet, foi concebido para funcionar com a sua dock. Trata-se de um teclado querty completo, que acrescenta uma porta USB adicional e com uma touch pad capaz de detectar mais do que um dedo, permitindo assim detecções de gestos mais complexos. Esta pad, ao contrário do que acontecia com o Transformer original, não acrescenta uma bateria adicional, descendo assim o peso do conjunto, e igualmente o custo da dock.

O sistema operativo é o Kit Kat 4.4.2, o ecrã táctil, capaz de reconhecer até 10 toques em simultâneo, é um IPS com 10.1 polegadas que se mantêm claramente visível de todos os ângulos, e com uma resolução de 1280*800 (e aqui é pena que não tenha optado pelo FullHD). O tablet testado trazia 16 GB de armazemanento interno e uma slot MicroSD para expansão da memória. Há igualmente uma slot USB, uma porta Micro HDMI para ligação a uma TV, e um jack para headphones.

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Como ponto forte, este Asus suporta um cartão SIM, e ligação por 3G à Internet. E com esta característica, face aos outros tablets da mesma gama, o seu preço torna-se claramente imbatível.

O processador é um Intel Atom Z3745 quad-core, um processador que muitos poderão estranhar encontrar num Tablet Android, e possui 2 GB de RAM.

A ligação entre a Dock e + Tablet foi aperfeiçoada face ao modelo original, sendo rígida e com uma fixação perfeita. O sistema de desacoplagem não podia ser mais simples, bastando pressionar o botão saliente no centro da zona de encaixe, e o tablet desliza facilmente para fora da dock.

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Um dos inconvenientes (e aqui trata-se de uma questão de gosto pessoal) é que este tablet Asus não possui os tradicionais botões de opções, menu e retorno do Android, optando por inserir os mesmos no ecrã. Dessa forma coloca no fundo do ecrã a tradicional barra preta com essas três teclas virtuais, roubando um pouco do espaço disponível e tornando diferente e um pouco mais complexa a utilização face aos botões fixos.

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Na lateral do tablet podemos ainda encontrar os botões de volume e de ligar/desligar.

Ponto importante, todos estes botões são bastante bem fixos e não se nota qualquer oscilação dos mesmos, o que normalmente é algo comum em tablets de menor qualidade de alguns fabricantes. Esta situação, associada ao seu perfeito funcionamento, transmite uma ideia de resistência e durabilidade dos mesmos.

O peso é pouco superior a 1 Kg para o conjunto, e 550 gramas para apenas o tablet. Como comparação com um modelo de referência, o iPad, apenas o iPad Air desceu abaixo dos 500 gramas, com todas as restantes versões a andarem acima dos 600 gramas.

Curiosamente, alguns softwares de benchmark que testamos possuíram dificuldades em indicar o hardware contido no produto (consequência do uso do CPU Intel), mas no entanto nenhum deles se recusou a funcionar e com as devidas performances.

O teclado/dock

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Como já referimos, a dock é opcional, mas é uma das características fundamentais do produto, sendo mesmo a ela que este lhe deve o nome. E com a sua presença, a linha que separa este híbrido de um netbook, torna-se bastante fina.

Não só a qualidade do teclado é excelente, como possui várias teclas dedicadas a funções do tablet, com uma qualidade que bate mesmo a que existe em muitos netbooks do mercado. Nesse sentido, aplicações de produtividade são muito mais eficientes neste tablet com esta dock do que alguma vez seria possível usando apenas o ecrã táctil. É um mundo novo que se abre, e que se calhar poucos conhecem na plataforma Android, mas que não há porque não se explorar.

A cereja no topo do bolo surge da sua touchpad, que responde a diversos tipos de movimentos, reconhecendo dois dedos e gestos de forma adequada a um tablet.

O único senão encontrado prende-se não com a dock em si, mas com algum software que, apesar de funcionar, não se encontra devidamente adaptado ao uso na mesma. Um pouco consequência da realidade do mundo Android, onde a produtividade não é encarada com a seriedade que deveria ter. Nesse sentido é muito comum andarmos a alternar entre o teclado e o ecrã táctil, quando isso será algo desejável que não acontecesse.

Performances

Performances não são necessariamente apenas o obtido em benchmarks, havendo outros factores a considerar. Um deles é a forma como o ecrã se comporta em interiores e em exteriores. Um ecrã que não é visível no exterior é um ecrã morto, pelo que sem ele, o tablet por muito bom que seja, é inútil.

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Ora pelo que pudemos contactar o ecrã deste TF103 continua visível mesmo quando exposto à luz solar directa, o que é um ponto a seu favor.

Apesar de o tablet não ter optado pelo Full HD, ficando-se pelos 1280*800, o ecrã está longe de ser penalizado por isso. Muito pelo contrário, é suficientemente claro e com definição suficiente para se usufruir completamente do tablet e de todas as suas funcionalidades.

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O som é igualmente vigoroso e claro. No entanto nos volumes mais altos, há uma ligeira vibração em toda a estrutura do tablet. No jogo Real Racing 3, com o motor do carro constantemente em fundo, a vibração transmitida à moldura, e consequentemente às mãos, obrigou a descer um pouco o volume por se tornar desagradável ao fim de algum tempo.

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Apesar de o facto de este tablet correr perfeitamente o jogo Real Racing 3, ser uma demonstração mais do que clara que as suas performances são mais do que aceitáveis (este é dos jogos mais pesados existentes para Android), naturalmente fizemos alguns benchmarks específicos, como o Antutu, e o 3D Mark.

Os valores obtidos não impressionam face aos modelos de tablets e mesmo smartphones topo de gama, mas para a sua gama de preços e segmento, são claramente bons.

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Bateria

Por norma o teste de bateria que fazemos passa por a levar à exaustão. No entanto aqui não o fizemos. O que podemos dizer é que em 90 minutos de reprodução vídeo a bateria desceu dos 100 para os 72%. Com estes dados fazemos uma estimativa de 5 horas de reprodução constante de vídeo Full HD. A Asus aponta uma capacidade de bateria capaz de 9.5 horas de uso, o que por este cálculo simplificado parece ser algo excessivo. No entanto a estimativa da Asus poderá ser em utilização mais variada e com alterações na utilização dos componentes.

As aplicações

Uma curiosidade que reparamos quando colocamos o filme no tablet é que a Asus ocupa perto de 4 GB de espaço com o software que vem pré-instalado no mesmo. Mas felizmente, aqui, e ao contrário dos produtos Samsung onde as apps da marca são inamovíveis, é possível remover tudo o que não se quer. Esta é uma curiosidade interessante uma vez que, tal como nos referiu o representante da marca, “… a Asus é um fabricante de hardware, não de software, pelo que não tem de impingir nada a ninguém”.

A escolha de apps de origem é variada e até diríamos que é uma boa selecção. Mas o utilizador pode remover, trocar ou instalar o que melhor entender.

Conclusão

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O TF103 foge da tentativa da Asus de colocar os transformers como produtos topo de gama. É em vez disso um excelente e completo produto de meio de gama.

Com uma oferta tremenda, este é um produto que se destaca, possuindo algumas características excelentes para a gama de preços, o que lhe permite colocar-se em posição de destaque face à concorrência.

O mercado de Netbooks morreu, e pode parecer um conceito errado a Asus tentar com este transformer uma colagem a um mercado defunto. Mas na realidade não é isso que se passa. A Asus não tenta transformar o seu Pad num Netbook, mas sim trazer as características de produtividade de um Netbook para o seu Pad. É exactamente o conceito contrário, e algo que o mercado Android pouco ou nada explora, apesar de possuir boas aplicações para tal e que ficam limitadas pelo conceito tradicional de introdução de dados usando um ecrã táctil, de um tablet.

As suas performances e características, tornam-no um excelente produto para o preço, e acima de tudo num modelo que merece a pena ser considerado e comparado com eventuais alternativas.

O que mais gostamos

O facto de a dock ser opcional
A 3G de origem
A qualidade de construção
A boa relação qualidade/performances/preço
A flexibilidade e versatilidade trazida à produtividade pela dock

O que menos gostamos

A ausência de teclas Android físicas.
A bateria poderá não corresponder aos valores anunciados.
A vibração do tablet com o volume no máximo.

 

Análise: Asus Transformer Pad TF 103.
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Sem dúvida uma tremenda evolução face aos modelos anteriores. O produto adopta uma estética algo generalista mas bem aceite pelo mercado. Não se destaca verdadeiramente, mas ao contrário dos modelos anteriores não marca pela negativa. A harmonia do conjunto Tablet+Dock é muito bem conseguida.
Qualidade de construçãowww.dyerware.comwww.dyerware.comwww.dyerware.comwww.dyerware.comwww.dyerware.com
A qualidade de construção é algo que sempre distinguiu a Asus com um produto sólido e bem montado, com uso de bons materiais. A ligação à Dock merece especial atenção pela qualidade do encaixe e reforços. Pena a ligeira vibração causada pelo audio que impede a nota máxima.
Relação Qualidade/Preçowww.dyerware.comwww.dyerware.comwww.dyerware.comwww.dyerware.comwww.dyerware.com
Apesar de este Pad se inserir num segmento diferente dos seus antecessores, a relação performance/qualidade/preço continua excelente. Se considerarmos as performances e características face à oferta da concorrência, vemos que o produto da Asus é seriamente de ser tomado em consideração. A docking Station é opcional e o seu custo é metade da que custava o tranformer original que testamos. É no entanto um dos pontos mais fortes deste produto, sendo optimizada para ele, oferecendo um nível de produtividade que quem necessita certamente apreciará
Performanceswww.dyerware.comwww.dyerware.comwww.dyerware.comwww.dyerware.comwww.dyerware.com
Um pouquinho melhor que muitos concorrentes, mas completamente ao nível esperado para o segmento.
Overallwww.dyerware.comwww.dyerware.comwww.dyerware.comwww.dyerware.comwww.dyerware.com
Um produto a ter em compra para quem pensa adquirir um tablet neste segmento. A relação preço/oferta é extraordinária, e a dock é algo único.

 

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