Análise: Call of Duty – Black Ops

A série Call of Duty já é costumeira no período natalício. Aliás em Portugal este é um dos poucos jogos multi formato que tem honras de publicidade na TV, e Black Ops até teve direito a uma notícia no telejornal dado que o exército português, numa campanha promocional, simulou a tomada de um navio ao melhor estilo do que é visto neste jogo.

Mas diga-se, com publicidade ou não, dados os sucessos dos títulos anteriores este é um jogo que estava destinado a ser um sucesso de vendas, independentemente da qualidade. A pergunta é se realmente ele é assim tão bom e se consegue usar os sapatos dos seus antecessores até porque a Infinity Ward, responsável pelos títulos anteriores, passou a bola à Treyarch que fica agora com a responsabilidade de manter o sucesso da saga.

A  questão é que a Treyarch inventou, mas simplesmente tornou coisa mais apetecível ao analisar o que funcionou e o que não funcionou nos títulos anteriores. Se por um lado isto garantiu uma qualidade ao nível do que estamos habituados, por outro lado criou um jogo que se parece e joga exactamente da mesma forma que os anteriores, sendo no fundo, mais do mesmo, apesar de o período de tempo abrangido por este jogo ser o maior de sempre da série, abrangendo desde a guerra do Vietname até um período mais moderno não definido.



Onde mais inovações foram introduzidas foi no modo online, o modo preferido por muitos e que estende a vida do jogo, sendo que essas adições foram bem vindas.

O herói é Alex Mason, ao qual é Sam Worthington que lhe dá a voz, e ao contrário das séries anteriores, este é o único personagem que encarnamos (excepção feita a uma das ultimas missões), isto apesar de a trama saltar entre períodos diversos da guerra fria, iniciando-se na Baia dos Porcos em 1961, e levando a personagem desde Cuba ao Vietname, passando pelos montes Urais e indo até à Star City, um complexo militar de pesquisa e treinamento, situado na Russia.

Black Ops é talvez o jogo mais “maduro” de todos, com cenas de uma violência extrema. Fica aqui o aviso que apesar de ser um jogo, as imagens que contêm não o tornam adequado a crianças, sendo exclusivamente destinado a um público mais adulto.

O jogo em si é, à semelhança dos jogos anteriores da série, bastante sólido, acrescentando alguns brinquedos novos como granadas de gás e uma besta (leia-se bésta, a arma), com uma campanha atraente que tanto passa por missões na linha da frente como por outras mais furtivas.

O grafismo está extremamente bem conseguido, rivalizando com qualquer jogo de topo, e as animações das personagens, quer faciais, quer do corpo são do melhor que se tem visto. Já no tocante ao multiplayer, o grafismo não é exactamente ao mesmo nível.



Infelizmente, à semelhança de todos os jogos da série, o jogo é extremamente linear e baseado em scripts pré programados. Ora se isso facilita o encontrar do caminho certo, a verdade é que perdendo teremos de repetir de novo o nível que se vai desenrolar exactamente da mesma forma que antes. As mesmíssimas animações e acontecimentos independentemente das acções do jogador.

E mais ainda, um pecado que acompanha a série desde o início. Há infinitos inimigos, e por muitos que se matem, se a personagem não avança eles continuarão sempre a aparecer. Aliás aqui, à semelhança dos outros jogos da série, é possível com um bocado de sorte (diga-se antes: muita sorte) avançar sem matar ninguém, pois a partir do momento que a personagem atinge um novo checkpoint o ponto anterior é considerado passado e anulado.

Felizmente para o jogo estes pequenos erros são mais mesquinhices do que problemas reais, não removendo minimamente a qualidade ao jogo.

Acrescente-se ao jogo tradicional o divertido modo Zombie que transita do jogo anterior e onde podemos, juntamente com mais três pessoas combater as hordas de zombies que se aproximam em três modos de jogo distintos. Mas não digo mais para não estragar a surpresa.

Nota: Versão analisada – PC

PCMANIAS: Análise a Call of Duty: Black Ops
Gráficoswww.dyerware.comwww.dyerware.comwww.dyerware.comwww.dyerware.comwww.dyerware.com
Um grafismo suberbo, com excelente detalhe e qualidade, especialmente nos níveis na selva do Vietname. Alia a isso um excelente trabalho de animação.
Somwww.dyerware.comwww.dyerware.comwww.dyerware.comwww.dyerware.comwww.dyerware.com
As musicas não são nada de espectaculares, mas até passam despercebidas no meio do som dos tiros e das explosões. Existe por vezes um pequeno problema com o sincronismo do audio que se torna irritante.
Jogabilidadewww.dyerware.comwww.dyerware.comwww.dyerware.comwww.dyerware.comwww.dyerware.com
É Call of Duty. Acção, adrenalina, stress e muita diversão. Só é pena não inovar verdadeiramente.
Atracçãowww.dyerware.comwww.dyerware.comwww.dyerware.comwww.dyerware.comwww.dyerware.com
Este é um ponto difícil de avaliar: A qualidade está lá, mas o nível de atracção acaba por ser diferente para os novos jogadores e para quem já segue a série à muito tempo. Seja como for, para ambos os casos é um jogo que prende e que pelo seu multiplayer se torna de longa duração mesmo após o fim da campanha
Overallwww.dyerware.comwww.dyerware.comwww.dyerware.comwww.dyerware.comwww.dyerware.com
Um Call of Duty digno desse nome. Não o considero tão bom como o Modern Warfare, para mim o melhor da série, mas mesmo assim não deixa de ser surpreendente.

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