Análise: EEE Transformer

Introdução:

Finalmente temos a oportunidade de analisar por nós mesmos aquele que consideramos como a melhor relação qualidade/preço a nível de tablets Android. Mais uma vez agradecemos à Asus a disponibilidade demonstrada no envio deste produto.

Efectivamente o EEE Transformer é provavelmente o melhor tablet Android do mercado, com características técnicas que não ficam a dever nada a nenhum dos seus concorrentes, um preço quase imbatível, e acima de tudo, ostentando o nome Asus.

Concorrentes como o Samsung Galaxy Tab 10.1, Sony Tablet S e Motorola Xoom, todos ficam a perder face ao preço e versatilidade deste Asus Transformer, senão vejamos:

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Retomando o nosso artigo

– A nível de hardware todos estes tablets possuem uma oferta semelhante, com um processador Nvidia Tegra 2 a 1 Ghz.

– Todos oferecem um ecrã 10.1” 1280*800, com excepção do Sony Tablet S onde o ecrã é 9,4” e a resolução é 1280*720.

– Todos possuem 1 GB de RAM

– A memória de armazenamento interna varia entre modelos, mas todos possuem slot SD para expansão.

– Apesar de variações, todos possuem Wi-fi n, giroscópio, câmaras frontais e traseiras, giróscopio, etc.

Por outras palavras, e oferta é muito renhida entre entes tablets, sendo as diferenças entre eles muito poucas. No entanto há algo que os distingue, os preços, a versatilidade, e a qualidade de construção.

O EEE transformer consegue ser o mais barato de todos estes produtos, com um preço de 379 euros para o tablet na sua versão 16 GB sem 3G, ao qual acrescem posteriormente mais 100 euros caso se pretenda a docking.

E por incrível que pareça, até porque é um extra, é pela docking que vamos começar, uma vez que é ela que oferece a este Tablet caracteristicas que o tornam único.

A Docking

Esta docking, opcional, oferece uma versatilidade tremenda, sendo que possui vários atractivos de peso.

Para começar a docking aumenta a autonomia do tablet de 9.5 horas para 16 horas (valores anunciados), oferecendo ainda um teclado qwerty com teclas específicas pensadas para se tirar o melhor partido do tablet. Assim, teclas como as do cursor, permitem o deslizar entre ecrãs nos menus do Android, existem teclas pré programadas para o volume, reprodução áudio/vídeo, luminosidade, activação e desactivação do Wi-fi/Bluetooth, brilhos, Internet, home, retorno, pesquisa, capturas de ecrã, etc.

A docking possui acrescenta ainda conectividade adicional, como uma ficha de carga, duas portas USB e um leitor de cartões MMC/SD(SDHC.

Todas estas benesses complementadas com um rato na forma de um touchpad, igualmente adaptado para Tablet, ele próprio multitouch e que move um cursor circular com a dimensão da ponta de um dedo, mostram que a Asus não se limitou aqui a colocar um teclado e um rato, mas pensou seriamente na sua optimização para complemento das características do sistema, oferecendo assim um conjunto que de momento não possui paralelo no mercado, e que tornam este EEE PC na melhor escolha, em Tablets Android, do mercado.

O encaixe entre o tablet e a docking é perfeito, fornecendo ao sistema um aspecto de um pequeno portátil. A zona de encaixe é reforçada para evitar que forças excessivas possam quebrar algum dos componentes, e o conjunto é mantido preso graças a um sistema de fecho com molas que obriga ao deslocamento de um botão metálico para separar o conjunto

O Tablet

Mas se começamos por dar destaque à docking station por acharmos que esta oferece ao Tablet uma versatilidade sem paralelo, há que analisar o tablet só por si, afinal ele é o coração de todo o sistema, e o facto é que, mesmo esquecendo que este possui a possibilidade de ser ligado à docking, estamos perante um produto que, questões estéticas à parte, só por si nada fica a dever à concorrência.

Possuindo um ecrã de 10.1 polegadas, com uma resolução de 1280*800 num ecrã IPS retro-iluminado com um ângulo de visualização de 178 graus, o tablet possui uma estética que poderá ser criticada por muitos face, por exemplo, ao oferecido pelo Galaxy Tab 10.1. No entanto há uma razão pela qual este tablet se apresenta mais espesso e arredondado, e tem a ver com as forças flectoras que são exercidas sobre este quando se abre e fecha o conjunto Tablet+Docking. Um tablet mais fino cederia facilmente, ou obrigaria a uma mola menos potente, criando assim uma ligação que nunca poderia ser tão perfeita.

Os materais usados são os mesmos que já referimos aqui na nossa análise ao EE PC 1018p, com a diferença que o trabalhado do plástico é agora diferente. Numa perspectiva comparativa diga-se que prefiro o acabamento e cores usadas no 1018p, sendo que este castanho com a luz, rapidamente assume um tom cobreado, uma cor um bocado infeliz. Apesar de tudo a qualidade dos materiais e da construção está ao nível do que a Asus nos habituou.

No tablet encontramos o já referido processador+gráfica Nvidia Tegra 2, 1 Gb de RAM, 16 GB de armazenamento, Wi-Fi 802.11 b/g/n, Bluetooth 2.1+EDR, uma câmara frontal de 1,2 Mpixels e uma câmara traseira de 5 Megapixels com auto focus, tudo isto gerido pelo sistema operativo Android Honeycomb (no nosso teste o tablet possuía a versão 3.2.1).

A conectividade do tablet é igualmente completa, podendo-se encontrar uma ficha para carga (que à semelhança da existente na Docking é proprietária da Asus, algo estranho numa altura onde a uniformização para as fichas mini USB são obrigatórias na Europa), o botão de power, os botões de volume, um jack áudio para colunas ou microfone (2 em 1), uma porta mini HDMI 1.3a e um leitor de cartões micro SD/SDHC. Temos ainda um microfone interno e colunas estéreo com suporte SRS Sound (som surround virtual).

O EEE Transformer

O Nvidia Tegra 2 é um processador bastante interessante e que torna este tablet bastante atractivo. Os movimentos são fluidos e a transição entre aplicações rápida e sem problemas, graças ao 1 GB de Ram ali presente. O Asus EEE Transformer é mesmo mais rápido do que a média dos tablets equipados com este processador, como o demonstram os testes efectuados pelo site LaptopMag. O gráfico de performances é válido para a data de lançamento do tablet em Abril de 2011, mas caso sigam o nosso link colocado sob a imagem podem ver como ele se comporta igualmente bem face ao Samsung Galaxy Tab 10.1 acabado de lançar.

Vejam mais benchmarks neste link.

O tablet quando analisado separadamente deixa a desejar esteticamente e aquelas duas barras laterais visíveis da frente eram perfeitamente dispensáveis, isto apesar de, quando inserido em conjunto com a Docking, o produto total até ganhar alguma harmonia com a sua presença.

No entanto, quando se usa o tablet sózinho estamos perante um produto algo volumoso e pouco atractivo face à estética de algumas ofertas da concorrência.

Já com a Docking Station a dinâmica que este Tablet oferece é única, transmitindo a sensação de que estamos realmente perante um computador, e onde tudo está optimizado para a sua forma de funcionamento, dispensando-se assim totalmente a necessidade de tocar no ecrã.

Mas esta ilusão desvanece rapidamente quando acedemos a muito do software.

É que apesar de funcional o software Android está pensado para ecrãs tácteis e por isso a disposição dos botões não tem grande preocupação em pensar se o rato está do lado errado do ecrã. Afinal mover o dedo ao ecrã demora o mesmo quer se o coloque no lado direito ou no esquerdo, mas já com o rato, quando o cursor está do lado errado, há que atravessar a totalidade do ecrã para se lá chegar.

Independentemente desse facto o Transformer é um senhor Tablet, que vem de fábrica munido de software diverso proprietário da Asus, e do qual se destaca:

Asus My Cloud – Inclui MyContent, My Destop e @vibe

O MyContent que permite aceder e visualizar todo o tipo de documentos e dados multimédia a partir da Cloud, um bocado à semelhança do oferecido pelo serviço Dropbox, mas aqui exclusivo para clientes Asus. A partilha entre formatos diferentes é possível graças à integração com o Asus Webstorage. Este é um serviço gratuito por um ano.

O MyDesktop basicamente permite o acesso remoto a um PC ou Mac a partir do EEE Transformer. É para todos os efeitos um software de remote desktop. O suporte de vários tipos de gestos como o toque rápido para fazer clique, e o afastar e aproximar de dois dedos para Zoom, funcionam na perfeição.

O @vibe fornece conteúdos via Stream a partir da Internet que podem ser reproduzidos no media player incorporado.

Igualmente disponibilizado está o Asus MyNet, um cliente/servidor DLNA, que permite visualizar no Tablet, vídeos e imagens emitidos de um servidor DLNA, como o Zon Hub. Permite igualmente transmitir este tipo de conteúdos para clientes DLNA como televisores ou outros.

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No entanto este é um software que, infelizmente, se revela apenas interessante como servido. O motivo prende-se com o baixo número de codecs suportado, e o facto de este software não permitir o uso de leitores multimédia externos, como o MX Vídeo Player que pode ser obtido na Android Store.

A título de exemplo, no acesso a um disco rígido DLNA através do ZON HUB, apenas ficheiros em MPEG 2 e MPEG 4, bem como 3GP criados pelo próprio tablet é que reproduziram sem problemas.

Quer isso dizer que Divx e Xvid não estão excluídos, mas dado que são alterações ao formato Mpeg 4 original, apenas um número reduzido de títulos irão reproduzir.

Assim, torna-se evidente que este é um software que apenas se revela interessante para reproduzir conteúdo do tablet em outros locais, mas pouco interessante para o efeito contrário.

A alternativa encontrada foi a conjugação do MX Vídeo Player com o BubbleUPnP, um cliente DLNA que nos resolve o problema. Mas mesmo neste caso ficamos limitados a conteúdos 720p.

Para terminar esta referência às aplicações fornecidas, referimos o Polaris Office, um software que permite a compatibilidade com documentos Microsoft Office 97-2007. É uma adição bem vinda, que permite editar documentos criados nesta plataforma.

No que toca às restantes aplicações, como seria de esperar, o tablet possui à sua disposição os milhares de Apps disponíveis no Android Market, pelo que não faltarão com toda a certeza as apps para aquilo que o utilizador desejar.

Infelizmente, tal como acontece com todos os dispositivos Android, a compatibilidade com as aplicações encontradas não é garantida, podendo haver casos em que as mesmas não funcionam. Este é porém um problema relacionado com os diferentes hardwares disponíveis na plataforma Android, e não com o tablet em si.

As câmaras

 

As fotos tiradas com a câmara frontal de 1,2 mpixels aparecem com uma resolução algo estranha de 1024*768, bastante abaixo dos 1,2 Mpixels anunciados.

Já o vídeo é capturado por defeito a 640*480, no formato Mpeg 4, com um container 3GP, com o áudio em mono, a 44100 hz e 96Kbps.

A qualidade da câmara frontal fica a dever em muito à presente na traseira, com sub?exposição das imagens, o que se traduz em ambientes bastante escurecidos. No entanto esta é uma situação que é comum a quase todos os tablets, incluindo os iPad.

A qualidade da câmara traseira é bastante superior à frontal, e as fotos são tiradas a efectivamente 5 Megapixels (2592*1944).

A sensibilidade à luz mostrou-se nas fotos obtidas como muito boa.

O vídeo captado por esta câmara mantêm as mesmas definições usadas na câmara frontal, mas a resolução sobe para 720p, ou seja 1280*720.

Curiosamente apesar de a resolução ser três vezes superior, um clip com a mesma duração (8s), apenas se revela com o dobro do tamanho de um outro filmado no mesmo local com a câmara frontal, indiciando que a compressão de vídeo não é idêntica em ambas as câmaras.

Nota: Com o intuito de vos mostrar a realidade das imagens e dos vídeos capturados, decidimos não recodificar os mesmos com o nosso logótipo, modificando assim a imagem. Para verem as fotos na resolução total, clique na mesma com o botão direito do rato e escolham a opção para “abrir em novo separador”. As imagens são obtidas sobre o Porto, lado de Gaia, com um dia de sol.

A bateria

Os nossos testes de bateria foram realizados com a reprodução contínua de conteúdo vídeo a 720p reproduzido por DLNA.

Desta forma, pudemos contactar que a bateria do EEE Transformer nos dura em média algo como 8 horas sem o uso da docking, aumentado para perto das 14h e 30 minutos com o uso da mesma. Estes são valores que não correspondem às 9h 30 minutos anunciados para o tablet e 16 horas para o conjunto, mas há que ter em conta que os valores indicados são obtidos com uma utilização mista e não de reprodução vídeo constante de alta definição sobre wi-fi.

Apesar de este tipo de leitura não obrigar à leitura da memória de armazenamento interna, é bastante intensivo no processamento e no uso do wi-fi, penalizando a bateria. Acresce ainda que usamos os já referidos MX Player + BubblePNuP, softwares de terceiros e com optimizações de utilização desconhecidas.

Mas independentemente de tal, mesmo com este tipo de utilização, estamos perante valores excelentes, particularmente com o uso da docking, acreditando-se que com uma utilização mais standarizada os valores anunciados possam ser atingidos sem problemas.

Os pontos negativos

 

O que se pode apontar de negativo ao EEE Transformer? Bem, na realidade não muito.

Existem efectivamente pontos que nos desagradaram, mas muitos não estão directamente relacionados com o Tablet, mas sim com a plataforma Android (e isso analisaremos num outro artigo onde compararemos directamente o Android com o iOS, usando este tablet e um iPad 2). Ficamos contudo decepcionados com o MyNet, um utilitário criado pela Asus para este Tablet e que lhe deveria trazer uma mais valia, mas que pela falta de codecs suportados se revela decepcionante. Desta forma, basicamente este software é quase inútil, forçando à instalação de outros programas que façam a mesma coisa.

Relativamente ao tablet em si a apontar pontos negativos teremos de falar do Design. O tablet não prima pela elegância, apesar de o conjunto tablet+docking estar bem conseguido, imitando muito bem um Netbook EEE da Asus. A cor poderia igualmente ter sido melhor conseguida caso se optasse pelo simples preto ou branco (afinal quem nega que o EEE 1018p é bem bonito?)

Notas finais

Independentemente do Design, estamos perante um excelente Tablet Android, bastante completo no seu hardware e conectividade e com boas performances, pelo que só podemos recomendar vivamente a sua compra. O EEE transformer é sem dúvida dos melhores, se não mesmo o melhor tablet Android que podem adquirir.

E nesta análise é exactamente isso que teremos em conta, o EEE Transformer não como concorrente ao iPad, mas como concorrente aos restantes Androids do mercado. Prometemos contudo trazer brevemente um novo artigo onde colocaremos lado a lado este tablet com o iPad 2, fazendo ver os pontos fortes e fracos de cada um deles.

NOTA IMPORTANTE: Tem recentemente vindo a circular informação sobre o lançamento do EEE Transformer 2 já para o mês de Novembro, pelo que consideramos a hipótese de devolver este produto à Apple sem qualquer tipo de análise. No entanto, a Asus insistiu para que não o fizéssemos e que continuava a existir todo o interesse em que publicássemos o nosso artigo.  A realidade é que mesmo com a presença de um modelo superior, uma descida de preços no actual modelo continuará a torna-lo interessante uma vez que continua a mostrar-se muito atractivo face ao que a concorrência, à data desta análise, oferece.

Acredita-se que o novo tablet venha a ser lançado a um preço de 499 euros, devendo o actual descer para 349 euros, mantendo-se os dois no mercado, até porque a Samsung acabou de lançar o seu Galaxy Tab 10.1 que não possui melhores relação qualidade/preço que este produto analisado. Mas esta é uma situação que não temos como oficial, baseada apenas em rumores recolhidos ao longo dos tempos. 

A Docking Station deverá manter-se ao mesmo preço de 100 euros.

 

Análise: Asus EEE Transformer.
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Quando analisamos o eee pc 1018p encontramos um produto extremamente atraente, e fizemos mesmo a afirmação que os tempos dos designs duvidosos da Asus estavam ultrapassados. No entanto, aqui com este EEE Transformer foram tomadas decisões estáticas bastante discutíveis, sendo a nosso ver, a cor do produto a escolha mais infeliz. Relativamente à concorrência o Design do tablet é apenas mediano, mas no entanto, quando inserido na docking station, e já com um aspecto de PC até consegue alguma harmonia inesperada.
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Plásticos de qualidade e pontos de ligação dos dois componentes reforçados e com botões em aço. A qualidade da construção é uma característica da Asus.
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O PVP recomendado para o tablet é de 379 euros para a versão testada. Se considerarmos as suas excelentes performances e caracteristicas, e os preços da concorrência para produtos semelhantes, temos aqui um produto imbatível. Os 100 euros adicionais pela docking station são opcionais, mas como pretendemos reforçar fortemente nesta análise, a docking é um dos pontos mais fortes deste produto, sendo optimizada para ele e tornando o EEE Transformer em algo único. Mesmo com os 100 euros adicionais, e o reforço das características aportadas pela docking, ficamos com um produto ainda assim com preços competitivos e face ao qual a concorrência simplesmente não existe verdadeiramente
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Trata-se de um equipamento dotado do Nvidia Tegra 2, actualmente o melhor hardware a equipar equipamentos Android. Simplesmente não há nada a apontar.
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Este é um dos melhores, se não mesmo o melhor Tablet Android do mercado, e apesar do Design duvidoso seria a nossa escolha em caso de compra de um produto Android.

 

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