Análise: Start the Party

Start the party é mais um jogo exclusivo PS3 e exclusivo Move, mas que se encontra comercializado nas lojas de videojogos ao preço de 39,90€.

Trata-se de um party game, um género que se tornou popular devido às características da Nintendo Wii, e um mercado onde a Sony pretende agora com este jogo entrar.

Start the party é alegre em tudo o que faz, desde as animações ao humor subjacente aos minijogos de que é composto, permitindo inclusive atacar os avatars do oponente (as pequenas molduras animadas com a foto do jogador, como visíveis na imagem de cima, mas será que isso é suficiente para um bom party game?

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A análise

O jogo é constituido por vários mini jogos que são intercalados entre si, tendo até ao momento sido vistos um total de 9 jogos diferentes, e todos eles tiram partido da câmara, dos moves e, em alguns casos, inclusive do microfone.

Todos estes jogos são simples, e até se pode dizer que são divertidos, mas no entanto, há que reconhecer que, após alguns jogos seguidos se começam a tornar algo monótonos, isto apesar da sua perfeita implementação técnica.

A primeira reacção quando começamos o jogo é “Oh, isto é igual ao Eye Toy”, mas rapidamente nos apercebemos que a tecnologia actual deixa a do Eye Toy a milhas de distância. Aqui não nos temos de preocupar em desobstruir o ecrã de outras pessoas ou de zonas de movimento, dado que o nosso corpo é meramente um figurino e toda a interacção se faz por intermédio do move que no ecrã é substituído por um dos objectos dos vários mini jogos (seja um taco de baseball, uma espada, um taser, um arpão, um martelo, uma ventoinha, etc).

Mas esta substituição não é meramente estética, e funciona de forma realista. No caso do jogo de cima, caso rodemos o Move  e não se use o bico do martelo para bater na pedra, o efeito será quase nulo, mostrando o cuidado que foi colocado com estes pormenores. Da mesma forma, no caso do jogo da foto de baixo, onde teremos de cortar com a espada que temos na mão a fruta que cruza o ecrã caso não tenhamos a parte afiada da espada virada para o objecto, o corte não será feito, e apenas teremos um efeito de choque em que a fruta é repelida para o lado sem qualquer corte. Um excelente pormenor que obriga a algum cuidado no jogo e não apenas ao movimento sem sentido, que se nota em todos os jogos e que força o objecto que possuímos na mão a ser usado realisticamente.

O jogo possui vários modos, sendo que apesar de poder usar vários Move, todos eles podem ser jogado com apenas um comando, uma vez que cada jogador joga sempre na sua vez e não há jogos em simultâneo. Temos assim o modo de jogo de Grupo, onde vários jogadores passam o Move entre si para vários desafios, o modo Festa onde jogaremos os minijogos em rounds, e o Mix onde os minijogos são mais aleatórios. Há ainda os modos de um único jogador que incluem o Jogo Livre onde se pode escolher qual dos minijogos jogar e o modo Sobrevivência onde os jogos são aleatórios e se repetem até o jogador falhar.

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A verdade é que todos os jogos, apesar de divertidos são muito simples, e por vezes até dá ideia que a Sony pensou mais na criançada do que em criar um verdadeiro party game, o que não quer dizer que os adultos não se divirtam igualmente com eles, mas a verdade é que poderia haver um ou outro um bocadinho mais complexo.

O minijogo que mais piada achei foi o dos fantasmas, onde temos de mover o move num ecrã negro como se fosse uma lanterna, de modo a procurar pelos fantasmas que aparecem no ecrã. Mas há que ter cuidado com os fantasmas maiores que nos atacam. E como é que podemos fazer para que a luz da lanterna que temos não mão não os atinja? Muito simplesmente como faríamos com uma lanterna real, tapando a sua frente com a mão, que neste caso é colocada na frente do move, cobrindo assim a sua bola de luz.

PCMANIAS: Análise a Start The Party
Gráficoswww.dyerware.comwww.dyerware.comwww.dyerware.comwww.dyerware.comwww.dyerware.com
Divertidos e 'cartoonescos', adequando-se à diversão geral. A imagem do jogador e o ambiente onde se encontra acaba por ser o principal foco de atenção.
Somwww.dyerware.comwww.dyerware.comwww.dyerware.comwww.dyerware.comwww.dyerware.com
Nada de extraordinário. Adequa-se às situações usando o esquema geral de sons dos desenhos animados para caricaturizar ainda mais a cena.
Jogabilidadewww.dyerware.comwww.dyerware.comwww.dyerware.comwww.dyerware.comwww.dyerware.com
Para o que se propõem fazer a implementação das capacidades do Move são perfeitas, mas os minijogos são bastante simples e tornam-se repetitivos com o tempo
Atracçãowww.dyerware.comwww.dyerware.comwww.dyerware.comwww.dyerware.comwww.dyerware.com
Não é um jogo que se possa jogar todos os dias, até porque acaba por cansar e saturar, mas para ser jogado em família nas ocasiões em que esta está toda reunida, ou com os amigos de vez em quando, é uma diversão perfeita, e um jogo que certamente virá sempre à baila
Overallwww.dyerware.comwww.dyerware.comwww.dyerware.comwww.dyerware.comwww.dyerware.com
Por ser o único no seu género é igualmente o melhor. Mas há outros party games que não envolvem o move, como é o caso dos jogos Buzz, e que acabam por ser menos repetitivos. Aqui a duração dos jogos é o seu ponto fraco, tornando a repetição uma realidade ao fim de menos de 1 hora. No entanto, não deixa de ser um jogo divertido e competente, e uma boa montra tecnológica para o move.

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