Análise tecnológica: Lexus CT 200h Executive Plus

Fruto do desenvolvimento tecnológico associado aos seus produtos, e à amabilidade da Lexus, pudemos ter acesso a uma viatura CT 200h Executive Plus, com o intuito de uma análise à sua tecnologia.

A tecnologia está presente em tudo nas nossas vidas, sendo que um mercado onde ela está em crescendo é o automóvel, com cada geração automóvel a acrescentar mais e mais tecnologias, sejam elas relacionadas com a segurança ou com o entretenimento.

Ora a PCManias é um website dedicado à tecnologia, e como tal uma análise à tecnologia automóvel, apesar de não ser algo comum, não é algo despropositado, sendo que foi com essa ideia em mente que embarquei neste desafio de análise a este Lexus.

No entanto que fique bem claro que a análise recairá sobre a experiência no uso da viatura e na sua tecnologia e não sobre a viatura em si, até porque não nos sentimos competentes para comparar consumo, espaços de bagageira, prestações, posições de condução, qualidade de materiais, e outras situações normalmente analisadas por revistas da especialidade automóvel.
Naturalmente isso não impede que possamos ter uma opinião sobre muitos assuntos não ligados directamente à tecnologia e mais ligados à viatura como viatura em si (consumos, prestações, prazer de condução, qualidade de materiais, etc). E nesse sentido não a deixaremos de a dar sobre alguns pontos abordados ao longo deste artigo. No entanto esses pontos serão sempre na óptica de um utilizador de viaturas Premium, e uma opinião puramente pessoal relacionada com a experiência vivida com esta e outras viaturas deste segmento.

Já no que toca à tecnologia presente na viatura, a situação será diferente. Iremos analisar a mesma, os seus pontos fortes, os seus pontos fracos, onde está muito bem, onde pode melhorar, o que gostamos mais, o que gostamos menos.



No entanto, sendo este um artigo algo pioneiro na PCManias, e não existindo o hábito nos utilizadores deste website de encontrarem artigos deste género, o mesmo será cedido a um blog da especialidade, e nesse sentido acordamos já com o blog PELAESTRADAFORA a cedência deste artigo após algum tempo de exibição exclusiva na PCManias, de forma a que, nesta fase, o mesmo possa alcançar um publico alvo mais virado para as notícias do mundo automóvel.

Espero que esta experiência se possa repetir novamente no futuro, e que, eventualmente, outras marcas possam mostrar interesse em análises semelhantes. Se tal for o caso, nada como deixarem um comentário no website (www.pcmanias.com), identificando-se e indicando um contacto.

Pequena introdução à Lexus

Pelo menos em Portugal, a referência à marca Lexus não lhe dá junto de todos o devido enquadramento. A marca Lexus é uma marca Premium que concorre com marcas como a Audi, Mercedes,  BMW, Volvo, entre outras, mas a realidade é que junto da maior parte dos Portugueses a marca é algo esquecida quando se aborda o segmento.

E tal não podia ser mais errado!

A marca Lexus pertence ao grupo Toyota, sendo uma divisão de veiculos de luxo que opera em mais de 70 países e territórios pelo mundo fora, e a qualidade dos seus veículos está perfeitamente ao nível das marcas com que concorre, sendo que no entanto se destaca pelas suas tecnologias híbridas que misturam motores a hidrocarbonetos e eléctricos.

A Lexus é uma das 10 maiores marcas Japonesas, tendo sede em Nagoya, no Japão e centros operacionais em Bruzelas, Belgica e nos Estados Unidos. Em Portugal o representante da marca é o grupo Salvador Caetano.

Análise Tecnológica: Lexus CT 200h Executive Plus

A viatura gentilmente cedida pela Lexus foi um CT 200h Executive Plus. Trata-se de um modelo entrada de gama para a marca, mas que nem por isso deixa de ter todo o tratamento relativo a qualidade e equipamento dos modelos superiores, contando de série com um nível de equipamento que teremos forçosamente de considerar como extremamente elevado!
De referir que o modelo cedido contava ainda com alguns extras, nomeadamente o sistema GPS, sendo que a viatura em questão, com todo o equipamento aqui referido, pode ser adquirida por um preço oficial de 35.869,88€.

Trata-se de uma viatura híbrida, isto é, que combina duas fontes de propulsão, uma um motor a gasolina com uma cilindrada de 1798 cc, e 98 cv, e um motor eléctrico de 60 KW, que permitem uma potência combinada de 136 cv, para uma velocidade máxima de 180 Km/h e com uma aceleração dos 0 aos 100 km/h de 10,3 segundos.

A combinação destas duas fontes permite uma redução das emissões de CO2, e do consumo de combustível, sendo que o sistema Lexus Hybrid Drive auto-carregável permite a recuperação das energias cinéticas bem como o uso do motor eléctrico para manter a bateria sempre carregada, o que lhe permite anunciar a possibilidade de se atingir um consumo combinado de 4,1l por cada 100 Km

Começo por dizer que foi com um sentimento de pena por a experiência ter terminado que devolvi a viatura ao fim dos quatro dias, tendo apreciado tremendamente a mesma. A viatura não decepciona minimamente, e a qualidade de construção está ao nível do que seria expectável nas marcas Premium. O CT 200h emprestado tem neste momento já quase 1 ano e conta cerca de 21 mil km, sendo que, como seria de esperar em carros do segmento Premium, não apresentava qualquer ruído parasita no interior, por muito pequeno que fosse.
A qualidade da construção e os materiais empregues enquadram-se perfeitamente no patamar de qualidade expectável para o segmento e gama de preços. Há no entanto, como em qualquer carro, um ou outro ponto que pode merecer observação, mas abordaremos essa situação mais tarde.

Não posso deixar de deixar uma nota para a cor, um branco pérola (designado pela Lexus como Branco Sónico), e que mudou a minha ideia sobre os brancos. Confesso que essa nunca foi cor da minha preferência, mas curiosamente neste carro, perante esta tonalidade pérola, achei que a cor era extremamente bonita. Diga-se mesmo que, como opinião pessoal, esta é cor que mais favorece este modelo.

A realidade é que conduzir um Lexus, e isto não é uma frase patrocinada, é uma experiência diferente e mesmo enriquecedora. E isso graças ao seu sistema Lexus Hybrid Drive que altera e muito aquilo que são os hábitos de condução. É um caso onde podemos aplicar perfeitamente a frase “Primeiro estranha-se, depois entranha-se” pois realmente após algum tempo de condução começa-se a apreciar este tipo de veículos híbridos.

A experiência pessoal

Antes de entrar na análise da tecnologia gostava de relatar a experiência pessoal que tive com o carro, começando com uma pequena história algo engraçada que ocorreu no seu levantamento.

Cheguei às instalações da Lexus era já tarde e com os serviços quase todos já fora de funcionamento, tendo sido atendido pelo segurança da Salvador Caetano. Após me ter identificado, foi-me entregue a chave do carro e fornecida a indicação do parque onde o levantar.

Dirigindo-me à viatura, e entrando na mesma deparei-me com um carro com mudanças automáticas. Confesso que foi a primeira vez que conduzi um carro 100% automático. Até hoje, por preferência, sempre conduzi carros com mudanças manuais ou semi automáticas sequenciais. Mas nunca tinha conduzido um carro com caixa 100% automática!

Num aparte, confesso que não desgostei, mas que não foi algo que tenha ficado na minha preferência. Sou daquelas pessoas que tem um prazer enorme em conduzir, e apesar de não ser grande adepto das grandes velocidades, gosto de sentir a potência do motor disponível conforme quero, reduzindo se a quiser subir ou subindo a mudança se a quiser descer. Isso é algo que não acontece num carro destes quando a condução se dá em modo ecológico ou normal, sendo que dava comigo instintivamente à procura da caixa de velocidades ou das palhetas para alterar a velocidade. Há contudo de referir que esta queixa desaparece quando o modo desporto está activo. Mas sobre isso falaremos mais tarde!

Tentei arrancar metendo a caixa em Drive (D), mas a mesma não se moveu, fornecendo a informação que deveria colocar o carro em “Parque” antes de arrancar. No entanto a caixa de velocidades não possuía qualquer posição parque (P), pelo que fiquei ali a olhar para o carro por uns segundos.

Eis o esquema sobre a caixa de velocidades neste carro:

Onde está o modo “Parque”?

Apercebi-me depois de um botão perto da caixa de velocidade com o procurado símbolo P, que pressionei de seguida. Acendeu uma luz verde e quando voltei a meter o carro em “Drive”, este finalmente aceitou. Estava prestes a avançar!

Eis que pressiono o acelerador e… Um aviso! Destrave a viatura!

E aqui é que a porca torcia o rabo… onde estava o travão?

Por mais que procurasse não encontrava o travão em lado nenhum… Claramente o sistema de travagem não era o convencional usado em quase 99% das viaturas!

Lembrei-me então do travão de pé usado pela Mercedes, pelo que fiz uma pesquisa táctil com o pé pelo lado esquerdo dos pedais à procura de algo… mas nada!

Estava completamente perdido! E na altura sem ninguém na Lexus a quem perguntar, sendo que o segurança da entrada ainda estava longe.

Mas o pedal de pé estava lá! Encostado quando ao fundo, ele era quase imperceptível por uma pesquisa táctil, tendo-me obrigado a espreitar. Apercebi-me depois que, independentemente daquilo que o pressionamos na travagem, o Lexus o recolhe para o fundo, ficando este numa posição onde é quase imperceptível de forma a não se tornar um estorvo ou prejudicar a movimentação dos pés. Refira-se que nas primeiras vezes que peguei no carro, mesmo sabendo a posição do pedal, tive dificuldade em percepcionar a sua presença quando precisava de destravar o carro. Mas ao fim de três ou quatro vezes de uso do travão, o pé colocava-se instintivamente e uso dele parecia já algo perfeitamente natural.

O motivo pelo qual resolvi partilhar esta pequena história foi que ela demonstrou-me desde o primeiro minuto que ia experimentar algo que era diferente. E essa pode ser uma das palavras que posso usar para definir toda a experiência, “Diferente”. Mas certamente não é a única, sendo que, no global, só poderia usar palavras positivas para esta avaliação.

Após alguma habituação ao motor Hibrido, a viatura comporta-se como qualquer outra, com a benesse das poupanças de combustível, sendo que o modo desporto, onde ambos os motores trabalham em conjunto, é vivo e com acelerações eficazes, revelando um motor perfeitamente equivalente a um tradicional motor a gasolina com a totalidade da cavalagem equivalente (à custa do sacrifício das poupanças de combustível).
Mas com a condução no modo normal, a grande vantagem deste motor acaba por ser a redução dos consumos! A média de consumos efectuada pelo carro no final da experiência, foi de 5,2 litros aos 100, um valor extremamente satisfatório.

Uma pequena nota apenas para referir que no modo normal ou económico, é possível obter-se a potência desejada, bastando para isso pressionar mais o pedal de aceleração. A questão é que tendo usado esta característica, quando peguei novamente no meu carro, com motor tradicional, dei comigo a acelerar demasiado o motor.

Refiro ainda que o carro se revelou extremamente confortável e muito agradável de conduzir, sendo que não se pode negar o prazer e satisfação de circular em modo eléctrico, com o barulho do motor a não existir.

Naturalmente que sem o barulho do motor, uma situação que chama a atenção foi o barulho que se ouvia no interior quando o carro rolava, deixando no ar a dúvida sobre se tal se deveria a má insonorização na parte inferior da viatura, ou se meramente ao facto de o carro, ao rolar sem qualquer ruído do motor, tornar este ruído particular mais perceptível.

Para tirar essa dúvida, resolvi fazer uma medições comparativas de ruído:

Com a viatura parada e totalmente desligada, fiz uma medição do ruído ambiente. eis o resultado:

O barulho interior ambiente, com a viatura parada deu um valor entre os 24 e os 28 dB (não reparem nos valores máximos e médios indicados pois a medição apanhou um período de conversação no interior do carro). O valor obtido era equivalente ao do simples abanar de folhas ao vento

De seguida a viatura foi colocada em movimento, e levada aos 120 Km/h, onde se manteve a mesma a rolar. A ideia era ter um nível de ruído que apanhasse o motor, o rolamento da viatura, e ainda o barulho do vento sobre a mesma.

A medição obtida foi a seguinte:

Mais uma vez o valor máximo não pode ser tomado em conta pois havia conversação antes da captura. Mas com o radio desligado, total silêncio, em estrada sem tráfego, e a 120 km/h o ruído medido variava entre os 58 e os 66 dB, com os 63 dB a ser o valor mais comum. O som de uma conversação em tom normal!

A dúvida era… isto é um valor acima dos parâmetros normais dentro destes carros Premium ou não?

Para se tirar a dúvida repeti a operação, desta vez com um Sports Activity Veicule da BMW, usando as mesmas condições de teste. Os valores medidos foram os de baixo:

Os valores oscilaram basicamente entre os mesmos obtidos na medição do Lexus. O valor mais constante foi 62 dB, o que demonstra que há equivalência na qualidade da insonorização, e que tudo não passou uma ideia que é gerada pelo facto de o barulho do carro a rolar ser, por vezes, o único audível devido ao motor eléctrico.

Como ponderação global, confesso que adorei a experiência, sendo que não só esta serviu para passar a ter uma imagem bem superior da Lexus, mostrando que efectivamente ela possui elevados argumentos para concorrer com as restantes marcas Premium, com as quais já tenho contacto directo há largos anos, bem como para ter contacto com os motores híbridos aos quais, garantidamente, irei estar atento no futuro.

A análise

Mas vamos ver e analisar a tecnologia do CT 200h Executive Plus referindo desde já que apesar de ao longo da mesma irmos tocar em muitos pontos, não vamos ser super exaustivos no equipamento que o carro possuía, apenas abordando aquilo que nos parece relevante e capaz de melhorar a experiência de condução.

De notar ainda que neste artigo iremos dividir a análise dos diversos equipamentos, em duas partes, referindo pontos que nos agradaram mais e outros que nos agradaram menos, mas que fique claro que esses pontos menos positivos não são problemas ou sequer defeitos do carro, mas sim situações onde achamos que a Lexus poderá vir a melhorar em futuras revisões da sua viatura. Não há carros perfeitos e qualquer um que estivesse sobre idêntica análise teria igualmente referências aos seus pontos menos fortes. É no fundo isso que é uma análise imparcial!

— Farois —

Pontos que gostamos mais:

  • Faróis de nevoeiro, traseiros e de presença em LED
  • Faróis de halogéneo
  • Opção de acendimento automático baseados em sensor de luz, extensível aos máximos.
  • Inclinação de faróis regulável

Pontos que gostamos menos:

  • Os máximos automáticos funcionam baseando-se na luz medida sobre a viatura, sendo que o seu funcionamento, perante a realidade da luz existente, é irrepreensível. No entanto há casos onde há interesse em se ter os máximos activados, mesmo  que o local onde o veiculo se encontra esteja iluminado. Um exemplo muito simples é quando estamos a passar pelos postes finais de uma zona iluminada, entrando numa zona florestal sem qualquer luz, e onde não se visualiza a estrada que está da zona iluminada para a frente. Nessas situações o sistema automático revela-se ineficiente pois não liga os máximos uma vez que a zona onde a viatura se encontra ainda está iluminada, existindo nestes casos interesse em se desligar o modo automático para se activar manualmente os farois. Infelizmente neste Lexus, esta simples operação não se revelou directa e intuitiva. A questão é que o botão que desliga os máximos automáticos não é de fácil visualização pois não só está num nível inferior do tablier, como é tapado pelo volante. Daí que sem o condutor possuir a informação do local onde este se encontra, e não sendo de visualização fácil a sua localização, o condutor é tentado a testar outras possibilidades, como o desactivar dos faróis automáticos, algo que não resulta em nada.

Eis a localização do botão, numa zona interior da parte inferior do tablier, e ao nível do joelho. Como referido, o mesmo é tapado pelo volante durante a condução.

— Espelhos retrovisores —

Pontos que gostamos mais:

  • Generosos e esteticamente agradáveis.
  • Aquecidos para evitar embaciamentos.
  • Regulação eléctrica.
  • Recolha eléctrica.
  • Iluminação de boas vindas integrada.

Pontos que gostamos menos:

  • A recolha dos espelhos não funciona após se desligar o completamente o motor, sendo que se torna necessário activar a electricidade do carro. Um temporizador de energia para esta função era bem vindo.

— Vidros laterais do condutor e passageiros —

Pontos que gostamos mais:

  • Eléctricos, com elevação por impulso.
  • Controlo global na porta do condutor, incluindo fecho centralizado de portas.
  • Botão de activação e desactivação de permissão de abertura de vidros nos restantes lugares.

Pontos que gostamos menos:

  • Tal como os retrovisores, os controlos dos vidros ficam inoperacionais após se desligar o motor. Neste caso é mesmo preciso voltar a pressionar o botão de “start” uma vez que o comando das portas não permite o fecho dos vidros.

  • A posição dos controlos dos vidros nas portas está um pouco mal conseguida, sendo que os controlos estão demasiadamente para a frente, indo para lá da posição do volante, sendo por isso comum o condutor abrir o vidro traseiro por engano. O passageiro também tem de se dobrar ligeiramente para chegar ao controlo do vidro.

Gostando da possibilidade de poder conduzir com o cotovelo apoiado na porta, a minha posição natural de condução é intermédia, nem com os braços esticados, e nem colado ao volante. E como se pode ver na na foto de cima, o braço totalmente esticado coloca-me os dedos sobre os controlos dos vidros traseiros.

Este á uma questão que passa pela ergonomia do carro, e mesmo sendo o CT um modelo que a marca Japonesa teve o cuidado de o seu desenvolvimento ser levado a cabo tendo por princípio os gostos/preferências/orientações do mercado Europeu, esta foi uma questão que passou um bocadinho ao lado na concepção. É no entanto uma questão que com o tempo desaparece dada a habituação à sua realidade.

— Câmara Traseira de marcha atrás —

Pontos que gostamos mais:

  • Excelente resolução e qualidade de imagem.
  • Auxiliar visual de volumetria do veiculo para estacionamento.

Pontos que gostamos menos:

  • Não sendo verdadeiramente um ponto contra, o auxiliar visual de volumetria para estacionamento é algo incompleto face a ofertas da concorrência, não prevendo a posição futura do carro, e limitando-se a demarcar de forma estática uma zona de segurança na traseira.
  • Não estando directamente relacionado, mas sendo igualmente um auxiliar de estacionamento, normalmente associado à câmara, estranha-se a ausência de série de sensores volumétricos de estacionamento. Quer-nos parecer que face a tanta tecnologia que o carro possui e que iremos ainda abordar, e por ser essa a lógica seguida pelo restante mercado, estes sensores teriam primazia a serem incluídos de série, inclusive sobre a própria câmara.

— Sistema “Smart Key” —

O sistema Smart Key da Lexus permite ao condutor aceder às funções viatura em todas as situações que necessitaria de usar a chave (abrir e fechar portas, iniciar o motor), sem a retirar do bolso.

Pontos que gostamos mais:

  • O sensor no puxador que só desbloqueia a porta quando a mão efectivamente pega no puxador.
  • O sensor na parte frontal e superior do puxador que fecha as portas com uma passagem do polegar.
  • O facto de o sistema só funcionar se o possuidor da chave estiver a uma distância de tal forma reduzida em que essa seria a sua posição obrigatória para realizar a operação.
  • A comodidade e aparente segurança de todo o processo.

Pontos que gostamos menos:

  • Nada a assinalar

— O Lexus Media Display —

O “Lexus Media Display” é um ecrã que ocupa uma posição de destaque na consola central dos veiculos Lexus, e que é o coração de controle de uma grande parte das tecnologias ali presentes. No caso do CT 200h Executive, este é um ecrã de 7 polegadas .

Eis o mesmo na parte superior do painel central deste Lexus.

É por intermédio deste ecrã que temos acesso a toda uma panóplia de funções avançadas do veiculo, nomeadamente radio, funções adicionais do sistema de climatização, configurações de funções da viatura, GPS (opcional), funções multimédia, etc.

Este sistema é controlado pelo “Jog Dial”, o botão rotativo e redondo de vemos em baixo junto das teclas Audio, Menu e Retrocesso, que se move como um joystick em todas as direcções, com a sua cabeça a rodar sobre si própria para permitir a selecção de opções de forma simplificada.

Pontos que gostamos mais:

  • A integração de inúmeras funções, como radio, bluetooth (telemóvel), GPS, funções multimédia, painel de gestão de energias do veiculo, e algumas outras pouco comuns como os controlos de climatização e que analisaremos com mais detalhe de seguida.

Apresentamos de seguida algumas imagens do “Media Display”, sendo que convêm referir que foi extremamente difícil tirar fotos ao mesmo, e explicamos o porquê.

A situação ideal para captura de fotos deste ecrã seria num ambiente com pouca luz, onde apenas a iluminação do ecrã se sobrepusesse a tudo o resto. Infelizmente o refrescamento deste ecrã é 50 hz, o que dificulta a captura de fotos pois a câmara usada captava a cintilação causada pelo refrescamento lento do ecrã e as fotos ficavam cheias de barras escuras e claras.

As fotos com luz apresentavam outros problemas. Pior visualização do ecrã e reflexos…

Nesse sentido as fotos foram sendo tiradas das duas formas, sendo que, por ter tido mais tempo durante o dia para dedicar à análise, foi com luz natural que tirei mais fotos.

Pontos que gostamos menos:

  • Apesar de não nos chocar a forma como este painel parece um tablet inserido numa ranhura do tablier, essa semelhança a um tablet acaba por ser um ponto negativo por outros factores.
    Um desses factores é o facto de os plásticos do “Media Display” serem radicalmente diferentes de tudo o resto que está no tablier, sendo este um plástico rígido e altamente reflector. Ora fazendo o painel lembrar um tablet, e normalmente este tipo de materiais apenas aparecer em tablets de qualidade e preço inferior, surge no subconsciente a imagem de um produto de menor custo e qualidade.
    Essa ideia aumenta ainda mais devido às duas bordas laterais do ecrã, de grandes dimensões. Numa altura onde televisões, tablets e smartphones tendem a eliminar bordas, apenas sistemas baratos e ultrapassados usam bordas de grandes dimensões. E diga-se que olhar para este ecrã como um produto ultrapassado é uma ideia que não podia ser mais errada.
    Nesse sentido, não teria sido má escolha um revestimento que criasse uma homogeneidade na transição entre o tablier e o ecrã, removendo a ideia de algo ali inserido e estranho à viatura, assim como não teria sido má escolha o ecrã possuir algum tipo de pala ou estar mais colocado para o interior, reduzindo a sua exposição à luz solar que, desta forma, facilmente incide sobre o ecrã.
  • Refira-se ainda que o plástico ao ser altamente reflector, fica cheio de pontos de brilho devido à luz nocturna dos candeeiros de iluminação pública. E esta situação, com o movimento da viatura, cria um efeito visual que me apercebi existir por três vezes nestes 4 dias de uso: a existência de pontos de luz moveis sobre o topo do ecrã que distraem o condutor dando ideia de algo se estar a mover para a frente, ou a fugir da frente da viatura.
  • Diga-se também que achamos os menus e funcionamento deste “Media Display” pouco intuitivos, mas essa realidade parece estar a tornar-se uma norma em todas as marcas à medida que a quantidade de funcionalidades tecnológicas aumenta, não se pretendendo transformar o tablier num conjunto interminável de botões. Seja como for, os menus pouco intuitivos e sem acessos rápidos obrigam sempre a que o condutor possa perder mais tempo do que o absolutamente necessário a olhar para ecrã, em vez de ter os olhos onde devia… na estrada!
    Como nota final, aceitando-se que esta foi uma opção de design, a realidade é que um “overlay” num canto deste ecrã (actualmente de série em todos os modelos), da informação das horas, evitava a necessidade do enorme relógio digital existente no centro do tablier, libertando um pouco o painel para alguns botões extra que seriam bem necessários para a questão da simplicidade de uso de algumas funções do painel.



  • A regulação de brilhos e contraste do ecrã, apesar de ser uma opção que pode ter o seu uso, não deveria permitir regulações ao ponto de arruinar a total visualização do ecrã. Quando do levantamento da viatura, uma consulta ao GPS mostrava a seguinte imagem:

Aparentemente a imagem está normal. O conteúdo visível parece estar perfeito, não sendo por isso fácil detectar-se qualquer problema aparente. Mas onde estão as estradas?
Após mexer nas regulações do ecrã, a imagem alterou para o seguinte:

Como se percebe, as regulações passam acima do aceitável, impedindo a visualização. Dado estarmos perante um sistema que permite a regulação no sentido de melhorar a visualização em caso de incidência solar ou outra, os parâmetros limites, que destroem a visualização, não deveriam estar disponíveis.

— Relógio Digital —

Pontos que gostamos mais:

  • Leitura directa e fácil
  • Fácil de acertar

Pontos que gostamos menos:

  • Dispensável face à presença do “Media Display” que poderia fornecer essa informação.
  • Não trabalha no sistema 24h.
  • Ausência de conexão ao sistema GPS para obtenção automática das horas.

— Sistema de Som —

Pontos que gostamos mais:

  • Sistema audio Panasonic.
  • 6 altifalantes para som envolvente, estando dois na zona inferior frontal das portas da frente, dois sobre o tablier e dois nas laterais das portas traseiras.

Pontos que gostamos menos

  • O efeito envolvente está longe de ser perfeito, sendo as colunas traseira mais um auxiliar para levar o som melhor aos passageiros de trás.
  • Ausência de um subwoofer.

— Leitor CD/DVD —

Pontos que gostamos mais:

  • Leitura de CDs de musica e DVD’s video.

Pontos que gostamos menos:

  • Nada a assinalar.

— Radio —

Pontos a que gostamos mais:

  • Pesquisa de estações automática, com sistema RDS EON.
  • 6 memórias para estações favoritas.
  • Controlo de volume e estações no volante.
  • Informação detalhada sobre a estação no tablier (analisaremos com mais pormenor mais tarde).

Pontos que gostamos menos:

  • O tablier não possui botões dedicados para cada uma das 6 estações memorizadas, obrigando ao salto sequencial entre estações, seja nas teclas com setas do controlador de volante, ou pelo uso das teclas com setas do painel do radio.Este sistema de salto sequencial tem resultados diferentes conforme o radio se encontra no modo estações de radio (todas as estações), ou no modo estações memorizadas (6 estações preferenciais). A mudança deste modo não é directa obrigando a alguns passos dentro das configurações do radio.

— Sistema de climatização —

Pontos que gostamos mais:

  • Opções de circulação de ar com reciclagem ou re-circulação.
  • Controlo individual de temperaturas para passageiro e condutor.
  • Várias opções de redireccionamento de ar.
  • Sistema controlado pelo Media Display

Pontos que gostamos menos:

  • Ventilação mínima um pouco forte (uma situação que actualmente parece comum a todos os carros e marcas).
  • Ausência de saída dedicada de ar condicionado para os bancos traseiros..

— Sistema de informação —

Pontos que gostamos mais:

  • É aqui que temos o já comum computador de bordo com dados diversos, informação sobre consumos em cada utilização do carro, e  uma informação para carros hibridos sobre o fluxo de energias. Neste caso é uma informação bastante completa, e que usa um grafismo bem conseguido, podendo ser visualizada no tablier da viatura (abordado com mais detalhe mais tarde) ou no “Media Display”, por um sistemas de setas que acendem conforme a origem da energia (não visíveis na foto).

Pontos que gostamos menos:

  • Não há

— Kit mãos livres —

Este sistema funciona por intermédio de Bluetooth, ligando o smartphone ao carro e permitindo a realização de chamadas sem a necessidade de se pegar no telefone, bem como a transferência de audio.

Pontos que gostamos mais:

  • Funcionamento simples e intuitivo para adição e remoção de telefones.
  • Detecção automática e sem problemas das capacidades do sistema pelo sistema operativo Android (Smartphone usado – Samsung Galaxy S8 Plus).
  • Reconhecimento de fotos presentes no telefone com respectiva apresentação das mesmas no ecrã.
  • Uso de protocolos de partilha de internet para funções GPS.
  • Pesquisa simplificada ao permitir saltos para grupos de contactos ao dividir o abecedário em grupos de 3 letras.
  • Reconhecimento de voz por intermédio de botão no volante, para chamada directa, mediante a gravação prévia de marcadores de voz.

Pontos que gostamos menos:

  • Pequeno feedback audível no início de cada chamada (desaparece imediatamente).

— Conectividade multimédia com smartphone e sistemas de armazenamento —

Pontos que gostamos mais:

  • Possibilidade de conexão por intermédio de Jack de 3.5″ para audio.
  • Duas portas USB no tablier para conexão e carga de Smartphones, bem como ligação de aparelhos de armazenamento de massa.
  • Leitura de fotos de sistemas de armazenamento de massa.
  • Sistema Mirrorlink para reprodução do ecrã do smartphone no “Media Display”.
  • Suporte para sistema “Car Mode” (modo menos intrusivo para uso durante a condução) no modo Mirrorlink em smartphones Android.



GPS (equipamento opcional)

Esta secção não pode ser analisada sem uma ligeira introdução, até porque é nossa opinião que, actualmente, todos os sistemas GPS a que tivemos acesso em viaturas se revelam arcaicos face ao que existe em smartphones. Temos dificuldade em perceber o motivo pelo qual ao querermos ir para qualquer sitio, as viaturas requeiram a introdução da cidade de pesquisa, obrigando ainda a definir muitos mais parâmetros, se o que pretendemos for um ponto de interesse.

Actualmente com a facilidade das bases de dados, a pesquisa deveria ser directa com introdução directa da rua ou local de interesse. Por exemplo “Norte Shopping”, seria aceite sem mais dados, sendo que a base de dados deveria imediatamente reconhecer o local sem necessidade de localizar a cidade e definir que se pretende um centro comercial. Da mesma forma, a introdução do nome de uma Rua deveria ser directa sem mais dados. E em caso de várias possibilidades, aí sim, serias indicadas todas as hipóteses, sendo a escolha da cidade feita aí.

Atualmente para pontos de interesse é necessário definir a cidade, o tipo de ponto de interesse (por vezes é dificil enquadrar o mesmo nas categorias existentes), e depois pesquisar de uma lista. É algo arcaico perante aquilo que vemos ser o sistema de funcionamento de aplicações como o Google Maps, e  que poderia perfeitamente ser replicado localmente em qualquer viatura, mesmo que o sistema usado não seja o da Google.

Este tipo de situação é algo que esperamos ver rapidamente a ser implementado em viaturas, mas que infelizmente, ainda não é um standard.

Mas perante a realidade existente no mercado automóvel, e com o qual temos de conviver,  o GPS deste Lexus mostra-se perfeitamente enquadrado com o que há no mercado, implementando muitas das tecnologias de topo actuais.

Pontos que gostamos mais:

  • Navegação por ruas, pontos de interesse, coordenadas e moradas associadas a telefones, tomando mesmo em consideração números de portas.
  • Ecrã dividido com duas visualizações diferentes do GPS (3D Isométrico, 2D com norte fixo, 2D com direcção de viajem para o topo do ecrã ou bússola)
  • Voz extremamente agradável e informativa.
  • Monumentos representados a 3D.
  • Gravação de trajectos para poderem ser repetidos mais tarde.
  • Excelente lista de pontos de interesse.
  • Possibilidade de marcação directa no mapa do ponto de destino.
  • Sistema de recepção de informações de trânsito para traçado de percursos alternativos.
  • Memórias para destinos mais frequentes.
  • Indicação dos limites de velocidade, conforme o tipo de estrada.
  • Sinalização sonora de indicação da presença de radares fixos.

Pontos que gostamos menos:

  • Muitas informações são dadas de forma desnecessária ainda a largos Km de distância, sendo depois repetidas na altura.
  • Actualização de ecrã bastante lenta.
  • Poucos edifícios 3D (face ao visualizado em outros GPS).
  • Grafismo um pouco conservador, e opções de esquemas de cores do mapa em número reduzido (2).
  • As opções de cores do mapas, curiosamente, não se encontram no interior das configurações do GPS, mas nas configurações gerais, na opção Navegação, do “Media Display”.

— Tablier, modos de condução e tecnologias de segurança —

O volante do Lexus CT 200h é bastante completo, como podemos ver na imagem que se segue:

Da esquerda para a direita, e de cima para baixo, vemos a manete dos piscas, com dois níveis de sensibilidade, sendo o primeiro um activar em número limitado de vezes do pisca (número configurável nos menus da viatura), destinado a mudanças de direcção, e o segundo o bloqueio dos piscas, desactivado pelo volante ao retomar a sua posição normal. Nesta manete temos igualmente o controlo das luzes, existindo o modo auto para acendimento automático.

Depois, já no volante temos um conjunto circular de 3 botões destinado ao controlo do sistema audio. Do lado esquerdo, no perímetro exterior temos o controlo do volume, no meio o botão OK que muda o tipo de “input” do sistema de som, e do lado direito, novamente no perímetro exterior, temos setas para salto sequencial entre estações radio pré memorizadas.

No botão comprido situado logo por baixo temos os comandos do sistema Bluetooth para efectuação de chamadas, nomeadamente o atender e o desligar. Sem qualquer recepção de chamadas o pressionar de um destes botões dá acesso aos menus para acesso à lista de contactos.

E terminando este lado do volante temos o botão para comandos de voz, que permite a efectuação de chamadas após gravação de “bandeiras” vocais no sistema da viatura (esta situação não foi experimentada por o telefone usado fazer sozinho chamadas, mediante comandos de voz)

Passando para o outro lado do volante temos, no topo, a manete de controlo dos sistemas limpa vidros e sistemas de ejecção de água para os vidros.

Logo por baixo temos uma espécie de D-Pad que controla um pequeno ecrã existente no tablier, que fornece informação diversa, e sobre o qual falaremos já de seguida.

Passando aos botões de baixo, o primeiro botão longitudinal possui as funções de chamada do menu de informação do tablier (acabado de referir em cima), e uma função de retrocesso.

Logo abaixo temos os botões de activação/desactivação de dois dos sistemas de segurança presentes no veiculo, o LDA (Lane Departure Alert) e o PCS (Pre-Colision System), sobre os quais falaremos igualmente mais à frente.

E em baixo de tudo, para terminar, temos a manete que controla a função de “Cruise Control” que permite fixar uma velocidade de cruzeiro.

Vamos agora dar uma vista de olhos explicativa sobre o tablier deste Lexus.

O tablier do lexus CT 200h possui o habitual conta Km, no seu centro, tendo a indicação da mudança engrenada do lado esquerdo, bem como, ainda do mesmo lado, um indicador relativo ao funcionamento do sistema Lexus Hybrid Drive.

Aqui neste mostrador temos 3 zonas distintas. Por defeito o ponteiro encontra-se na posição que vemos na imagem, estando assim o motor a carregar a bateria. No entanto ele pode mover-se para baixo para a zona CHARGE, indicando uma carga mais intensa, o que acontece em situações como em descidas ou travagens, onde a energia produzida pelo veiculo é superior à que se encontra a consumir.

Já a zona ECO indica uma condução ecológica, onde a poupança de consumos está a existir. Aqui, havendo carga na bateria (que carrega e descarrega constantemente), o veiculo funcionará em modo eléctrico (Electric Vehicle ou EV, e assinalado pelo ícone verde no ecrã) até aos 50 km/h, usando acima disso uma combinação de motores, mas que mantêm a condução económica.

No entanto, precisando-se de potência, e pressionando-se o acelerador para a obter, o ponteiro entra na zona POWER, e o veiculo coloca a potência ao nosso dispor.

E já que falamos de potência, vamos abordar agora o modo desporto (SPORT).

O tipo de condução do CT 200h é feito usando o botão rotativo que se encontra no centro do seu tablier, e que podemos ver de seguida:

Aqui temos o botão rotativo central, que permite escolher o modo ecológico ou ECO (economia máxima de combustível e uso máximo de modo eléctrico), o modo normal, e o modo desporto (SPORT). Temos ainda botões para activar o modo EV que permite forçar o uso do modo eléctrico, e o botão TRC que desliga o controlo de tracção.

Como vemos, o botão possui uma transparência circular que permite ver uma luz azul. Mas quando o modo desporto é activado, esta muda:

O modo desportivo muda a cor deste botão para vermelho, sendo que não é única alteração que o veiculo sofre. A imagem animada de baixo mostra a passagem do modo normal para o modo SPORT.

Para além da mudança de cor na parte superior, temos o desaparecimento do indicador de funcionamento do motor, substituído por um conta rotações.

Uma alteração que se revela visualmente muito interessante e que certamente agradará a muitos.

Falemos agora do outro lado do tablier, do painel do lado direito.

Este é um painel informativo, controlado com os botões já referidos acima, e colocado do lado direito do volante, sendo que possui muito informação e funções uteis.

Por defeito, esta é a informação mostrada:

É indicada a temperatura exterior da viatura, logo seguida de um gráfico com o consumo instantâneo, onde o pequeno diamante indica o consumo médio do veiculo, e cujo valor actual podemos ver mais abaixo..

De seguida vemos um pequeno sinal de trânsito, que requer alguma explicação: Trata-se da tecnologia RSA que, com o auxilio de uma câmara colocada na zona do retrovisor traseiro, permite ao veiculo ler os sinais de trânsito na estrada, indicando ao condutor os limites em vigor.

Diga-se que esta tecnologia funciona muito, muito bem, tendo lido mesmo sinais em muito mau estado, e até um pintado à mão. Não deixa de ter pequenas falhas, como por exemplo ler os limites de velocidade impostos nas faixas de saída das auto estradas, quando estas correm paralelas, fornecendo uma informação errónea, assim como, devido a sinalizações localizadas que podem impor limites temporários abaixo dos normais (por exemplo, obras), a informação por vezes conflitua com a dada pelo GPS, que refere limites conforme o tipo de estrada, podendo criar ao condutor menos atento, alguma confusão. Mas mesmo assim, a tecnologia é fantástica, tendo sido das que mais apreciamos na viatura.

Temos ainda no fundo a informação do estado do combustível no depósito, e os quilómetros efectuados pela viatura.

Movendo este menu para baixo, usando os comandos do volante temos acesso a mais informação:

Aqui vemos a autonomia que se espera que a viatura ainda possa vir a ter, e a velocidade média a que o veiculo tem circulado.

Movendo novamente para baixo, temos:

Aqui temos o consumo médio desde a reposição do conta quilómetros parcial a zero (feito usando o botão no vidro do painel), e o tempo que a viatura se deslocou na última viagem.

Ainda neste menu informativo, continuando para baixo, temos acesso a uma mini esquema de direccionamento de energias da viatura, com a representação dos dois motores e das rodas (na foto não há setas pois a viatura estava parada):

Finalmente, ainda nesta opção, e para a terminar, movendo para baixo, temos um indicador de descanso que se activa quando se marcam viagens de grandes dimensões no GPS, recomendado pausas para evitar fadiga. É um sistema denominado de “Sway Warning” e que se activa igualmente em caso de ser detectada uma condução algo inconsistente derivadas de correcções de direcção dentro da mesma faixa, ou frequentes aproximações das linhas guia da estrada.

Mas os dados fornecidos por este painel não terminam aqui, pois usando as setas do volante para nos movermos para a direita, entramos num menu informativo sobre o sistema audio, que nos indica o que está a ser reproduzido pelo mesmo:

Novamente para a direita entramos num menu relativo às tecnologias RSA já descrita e que permite ler os sinais de trânsito, bem como a tecnologia LDA (Lane Departure Alert), que passamos a descrever.

A tecnologia LDA usa igualmente uma câmara colocada na viatura. Mas aqui, em vez de ler os sinais de tráfego, são lidas as faixas de rodagem através das pinturas existentes na mesma. O sistema pode ou não reconhecer as pinturas, e este menu indica isso mesmo. Vamos ver uma imagem do menu para percebermos melhor:

O menu mostra-nos o último sinal lido, bem como duas linhas que representam as faixas de rodagem. Em caso de a viatura conseguir ler as faixas, elas são preenchidas completamente a branco, podendo isto acontecer apenas com uma delas, ou com as duas.

Quando a faixa ou faixas são reconhecidas, o sistema, que só funciona acima dos 50 Km/h, alerta o condutor, por intermédio de sinal luminoso e sonoro, caso este se aproxime da faixa de forma lenta, usando a tecnologia LKA (Lane Keep Assist), de assistência à manutenção na faixa de rodagem, para prender ligeiramente o volante numa direcção que impeça a ida para cima da faixa. Numa abordagem normal à faixa, como acontece nas mudanças de faixa em casos de ultrapassagem, nada é alertado!

A ideia desta tecnologia é evitar acidentes caso o condutor dormite ligeiramente ao volante e vá deixando o carro fugir lentamente do centro da faixa.

De referir que pode perfeitamente acontecer que o condutor mude muito lentamente de faixa sem estar a dormir, o que pode acontecer caso esteja numa auto-estrada desimpedida onde acabou de ultrapassar. Mas o sistema apenas torna o volante mais rijo, não impedindo o seu manuseamento, pelo que caso a manobra seja propositada, o condutor só terá de fazer um pouco de mais força no volante do que o normal. No caso de o indicador de mudança de direcção, vulgo pisca, se encontrar activado, o sistema não se activa pois percebe que a manobra é intencional.

É igualmente uma tecnologia de segurança muito, mas mesmo muito interessante, e que, tal como o RSA e o PCS, são instaladas de série neste modelo.

Falta-nos só falar do PCS, que vemos referido no último menu, caso pressionemos novamente a tecla para a direita.

O PCS (Pre Colision System) é um sistema de alerta de possível colisão. Basicamente, por intermédio de uma combinação de câmaras e um sistema de radar frontal, ambos presentes no veiculo, este observa as manobras dos veículos e teoricamente inclusive peões circundantes, alertando com aviso luminoso no tablier e sonoro caso estes efectuem alguma manobra brusca ou se atravessem repentinamente de forma anormal. Segundo os video publicitários da Lexus o sistema, ao detectar algo, prepara os travões para uma travagem mais brusca.

O sistema verifica ainda se a colisão é inevitável, e caso determine que isso irá acontecer, se o condutor não travou ainda, inicia uma travagem automática para reduzir a velocidade de impacto.

Este sistema de radar permite a existência de um sistema de cruise control dinâmico capaz de manter a distância ao veiculo da frente (e até parar a viatura).

É mais uma sistema de alerta que vimos funcionar apenas uma vez quando um carro travou repentinamente à nossa frente, e são tecnologias ao serviço da segurança que são de louvar dado essa ser uma das preocupações da Lexus.

Este conjunto de tecnologias, que a Lexus engloba num pack denominado Safety System+, e existente de série neste modelo, confiram uma forma algo embrionária de um sistema de condução autónoma sendo, a nosso ver, um dos pontos tecnológicos de maior destaque deste modelo especifico.

E desta forma terminamos a análise à tecnologia deste veículo, faltando apenas agradecer mais uma vez à Lexus a sua cedência, e mostrando desde já a nossa disponibilidade para uma outra análise a outro veiculo da marca.

 

 

 

 

 

 



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Livio
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Livio

Uma excelente inciativa em analisar a tecnologia que não seja do ramo PC, consoles e TV. Este artigo vai agradar aqueles que acompanham o sítio e gostam de carros(significado viatura no Brasil remete aos carros utilizados pela polícia)!

Um excelente artigo.

Edson Romagna
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Edson Romagna

Parabéns pelo artigo,Mário! Sensacional!

Ewertom
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Ewertom

Qual valor de entrada este veículo sai da concessionária.
Achei bem bacana está matéria.e mais importante do ACC.este dispositivo é muito bom onde na linha Volks a força de frenagem atinge 60% quando o ACC percebe um impacto iminente.
Parabéns pela materia

Carlos Zidane
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Carlos Zidane

Houve uma época em que fui apaixonado pelo mundo do automóvel, comprava revistas, colecionava modelos, ia nos encontros de carros enfim, tudo que um bom amante de carros faz.
Com o tempo foi se perdendo até que hoje esse tema me passa ao lado, porém, sua análise me fez lembrar dos bons tempos e das boas análises.
Parabéns pelo artigo Mário, detalhado, feito com esmero.
Muito bom.