Analista acredita que os exclusivos Sony estão numa posição cada vez mais fora do comum de ser atingida.

A Sony é sem dúvida uma das empresas que mais jogos First Party exclusivos lança, apesar de a nível de pontuações obtidas pelas análises a Nintendo ser líder. Mas independentemente de tal os exclusivos Sony são considerados como estando numa posição cada vez mais fora do comum de ser alcançada.

Os exclusivos, quer se queira, quer não, sempre foram e continuam a ser um factor de distinção entre produtos. E com a elevada qualidade que muitos deles possuem, eles pesam na escolha de uma consola.

Apesar de a Sony ser batida naquilo que podemos considerar como as melhores experiências de jogos por equipas da Nintendo que tem conseguido lançar jogos com pontuações perto do perfeito, a realidade é que a Sony teve este ano um enorme lote de jogos exclusivos de qualidade.

A realidade é que o lote de jogos da Nintendo é bom, mas reduzido, mas já do lado da Sony a quantidade abunda, sem que isso implique um corte radical na qualidade, e jogos como Persona 5, Nioh, Uncharted: The Lost Legacy, Horizon: Zero Dawn e Nier: Automata são exclusivos da PS4 e encontram-se entre os melhores jogos do ano.

Se acrescentarmos a isso alguns jogos que estão para sair como Days Gone, Detroit: Become Human, Spider-Man, God of War e muitos muitos mais, a questão surge. Como é que a Sony consegue manter este nível de qualidade em tantos jogos, especialmente numa altura onde os custos de produção destes jogos sobem a olhos vistos?



O director de pesquisa da IDC research, Lewis Ward, pensa ter a resposta:

Bem, tal como a Nintendo a Sony tem um conjunto maciço de equipas que trabalham para si. Mas a questão é que a Sony faz filmes, está ligada à musica, e a várias formas de entretenimento, pelo que entender a estrutura de uma história é parte do seu ADN. Se repararem percebem que a Sony não faz jogos que sejam de mundo aberto e que não tenham uma conclusão clara ou que passe pela exaustão do jogador.

Os estúdios internos da Sony gostam de contar belas histórias que possuem impacto emocional, possivelmente com uma mensagem ou filosofia mais profundamente enterrada caso penses neles. E tal é uma posição que é cada vez menos usual na industria dos jogos. 

Analisando as palavras deste senhor não podemos deixar de lhe dar alguma razão. Os jogos da Sony tem-se destacado pela qualidade das suas histórias! São elas que ajudam os jogos a tornarem-se um sucesso. O facto de a Sony não se limitar a produzir jogos, mas estar ligada ao entretenimento tem certamente um grande peso naquilo que entrega. Mais do que outra coisa, a Sony procura entregar uma experiência… e isso tem sido conseguido, em parte pela forma como a história consegue cativar.

 



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Readers Comments (26)

  1. Na verdade isso é altamente positivo, pois os jogadores têm várias opções e podem assim escolher a consolas ou consolas onde estão o tipo de jogos que mais gostam, a Nitendo embora tenha jogos muito premiados, não fazem nada o meu género e apenas gostaria de experimentar o Zelda e o xenoblades, comprar uma consola para jogar dois jogos que nem sei se vou gostar muito não se justifica.
    Nos RPG gosto de saber as histórias por detrás do jogo, no destiny 2 que estou a jogar agora não faço questão nenhuma de saber a história, sei que tenho que realizar várias quests para ganhar xp armas e gear e para mim isso é suficiente, faço skip a todas as cutscenes…por dar pouco importância ás hsitórias dos jogos é que jogo muito mais no PC e na Xbox, gosto de jogar jogos como o uncharted mas gosto mais de jogar jogos desafiantes e dificeis, por isso jogo todos os jogos sempre na opção mais difícil…que é onde está o maior desafio

  2. Eu concordo e discordo do analista. Sim, a Sony tem jogos incríveis e com grandes narrativas, etc… Mas na minha humilde opinião, a Nintendo está acima na questão de qualidade de games, pelo menos quando o assunto é diversão. Os jogos são fantásticos, por isso que ainda são bem premiados com análises acima da média. Eu por exemplo joguei e terminei super Mario Odyssey semanas atrás e poucas vezes joguei algo nessa qualidade.

  3. Mário, quando ele diz que a Sony está numa posição cada vez mais fora do comum de ser atingida, dá a entender que estão acima dos outros ou estarão em qualidade, pois por mais que a Sony tenha muitos exclusivos, duvido muito que tenha mais propriedades intelectuais que a Nintendo, ainda mais com a unificação da divisão de games portáteis com a de mesa da Nintendo. Não estou colocando a qualidade da Sony em xeque ou dizendo que é pior, mas estou falando em números de games exclusivos, msm não tendo como comprovar.

    • A posição fora de comum de ser atingida é eles estarem presentes em todos os domínios do entretenimento, musica, cinema, e videojogos.
      Basicamente o que ele refere é que devido a tudo isso a Sony tem capacidade para criar produtos que apelam às massas pois tem esse ADN do entretenimento. A forma como a Sony cria os jogos demonstra isso. Não se tratam de jogos por jogos, mas sim jogos que, pegando naquilo que a Sony sabe fazer melhor, contam belas histórias. Tem por isso um argumento de qualidade, algo que falta à maior parte dos jogos hoje em dia.

      Em lado nenhum ele diz que os exclusivos da Sony são melhores ou piores do que os outros, ele apenas justifica como é que a Sony cria tanto exclusivo e em termos gerais todos eles são um sucesso e com qualidade acima da média.

      • Quanto a isso não há como negar! Mário, torço muito ainda para a Sony criar um híbrido. Sonho em ver um lançamento de dois modelos de ps5. Um tradicional para tv e um outro híbrido, com menores performances porém com o diferencial de levá-lo para qualquer lugar, podendo tb ligá-lo a tv. Será que dentro de alguns anos poderemos ter alguma tecnologia de processamento mobile capaz disso, Mário? Semelhante ao que é o switch com o ps4 ou até como foi o psvita com o ps3( menos distância em potência) mas sendo um console principal, ou seja, recebendo games principais. Um autêntico ps5.

  4. “Sony procura entregar uma experiência”

    The Last Guardian que o diga, a relação do menino com o animal, algo comum na vida real onde um acaba dependendo do outro.

    • —OFF-TOPIC—
      Lembra aquela história de que PuBG, seria 60 fps na versão One X…

      https://youtu.be/iKFKSDudWIE

      • O XOX não consegue segurar os 30fps, imagine os 60.

        Vi partes do vídeo e cai para menos de 20.

        • Na verdade na X vai abaixo de 14 fps, a One original vai até os 10fps…

        • caramba sera que é um problema do console ou de opimitizacao da produtora sobre o console? Assim como traz algo fora do artigo, por favor nos apresente alguma coisa sobre o assunto com a produtora aposto que deve achar algo , kkkk Cada coisa

          • Problema do console? Claro que não(pelo menos para este tipo de jogo), mas um jogo cujo MS assumiu parceria é de se estranhar estar péssimo de performance.

            Aliás a desculpa que mais leio ultimamente é “preguiça da produtora em otimizar o jogo”.

            E olhe que PUBG só tem no PC(há 9 meses) e no Xbox agora, então é de se estranhar que a produtora tenha “preguiça” em otimizar.

            Mas ninguém lembra que o gargalo do XOX é a CPU…

            A produtora deve correr contra o tempo porque se demorar para realmente “lançar” o jogo a moda pode ter acabado e ter ido para outro jogo qualquer.

          • Custa a acreditar que tendo várias equipas first party da Microsoft estado envolvidas na versão Xbox o jogo não esteja optimizado (face ao motor que tem) para as consolas.
            Agora a realidade é que pode nem ser culpa das consolas mas do motor. Porque queiram ou não este é um jogo indie, e não podemos esquecer isso.

          • Problema do jogo, CPU Bound e todos sabemos que mesmo o One X veio com o manco Jaguar, tava na cara que seria assim, só os mais ceticos acreditavam no contrário.

          • Mário um ponto que você tocou e tem profunda importância e lembrou a época do PS3 em que muitas produtoras tinham dificuldade em colocar o jogo neste console.

            Ficou a cargo da Santa Mônica estudar e ver como melhor adaptar/desenvolver os jogos. Se alguma produtora estivesse com dificuldades a Santa Mônica ajudava e foi devido a isso que os jogos começaram a sair melhores no PS3.

            E é isso que duvido que não seja feito nos jogos do Xbox, ter pelo menos uma FP que ajude a produtora de PUBG no port do jogo para o Xbox, se o jogo não fosse patrocinado pela MS eu até aceitaria a situação do jogo, mas para um jogo que tende a ser exclusivo vitalício do Xbox e que foi feito marketing para vender mais consoles soltar(sim pq isso não e lançamento) um jogo nesse estado é de se decepcionar.

          • Segundo a Eurogamer a Advanced Technology Group e a The Coalition estiveram a ajudar na passagem do jogo. E se mesmo com eles a coisa está assim há aqui bottlenecks sejam de software, sejam de hardware.

          • Uma quase resposta:

            “A Microsoft revelou que o Advanced Technology Group esteve envolvida no port e estes indivíduos tratam-se de mestres da sua arte – trabalham com os produtores para tirarem o máximo partido do hardware da Xbox. Foi dito também que a equipa por trás de Gears of War, The Coalition, fez também parte do processo e, segundo a nossa opinião, o trabalho que fizeram em Gears of War 4 consiste num dos melhores usos do Unreal Engine 4 em qualquer consola – e o PUBG corre no mesmo motor. [ACTUALIZAÇÃO: Para clarificar, as equipas da Microsoft suportaram a PUBG Corporation, oferecendo assistência, enquanto que The Coalition ajudou na optimização dos controlos.]”

  5. Na verdade na X vai abaixo de 14 fps, a One original vai até os 10fps…

  6. Não é defendendo o game, mas pelo que sei, ele ainda não foi lançado, foi? Foi a Beta que estava rodando.

    • Além das micro transações um outro ponto negativo nos games atuais é essa de “Early Access” ou “Preview” no caso do PUBG no Xbox.

      Jogo ainda em desenvolvimento(e já está a um bom tempo) e te vendem por um preço próximo ao de full game, algo não está certo nessa conversa.

      A pressa da MS em apresentar um jogo “relevante” é tanta que disponibiliza uma versão não finalizada para ser parte da line-up ainda em 2017

    • Beta que custa no Brasil 130,00 reais, não tem como defender amigo.

      Álias o termo beta geralmente é usado num jogo que vai lançar mais logo adiante e é sempre free.

  7. Pontos observar
    Pontuações são ótimas referencias porem não deixa também de ser algo taxativo e pessoal em muitos casos.
    Qualidade tanto a Sony e a Nitendo tem de sobra visto que as duas já trabalham nesta linha de exclusivos alguns anos.
    Porem o analista expressa uma opinião pessoal ou ate mesmo entre um senso em comum de muitos mais não trato como massivo, visto que alguns deste exclusivos joguei este ano e não achei fora do comum.
    Por isso acho que textos e contextos são totalmente diferentes quando parte de visões e pessoas diferentes, agora não confunda qualidade com diversão, narrativas, jogabilidades etc.
    Antes que venham com resposta atravessadas e reatividades a parte isso assim como o tal analista se resume uma visão pessoal minha então se acalma se kkk

    • Não é bem pessoal. Estamos numa altura onde as produtoras não se atravessam com novos IPs. São riscos elevados face aos custos.
      Mas a Sony lança constantemente novos IPs e tem-se dado bem, com todos ou quase todos a cobrirem os custos e a entrarem nos lucros.
      O que analista faz é tentar dar uma explicação sobre como isso acontece e aqui não podemos sequer comparar com a Nintendo onde os AAA não existem.
      Olhando para trás, TLOU foi elogiado pela história, Umcharted e Horizon tambem. Basicamente é isso que ele constata e explica com o ADN da Sony na área do entretenimento.

  8. @Gabriela

    Respondendo ao seu comentário e sem fugir muito ao assunto. A resposta seria os dois…

    1= o jogo é problemático em PCs de alta gama, mas a Blue Hole teve apoio da Coalition e da Microsoft para fazer o port, tanto que jogo ganhou status de exclusivo, como muitos diziam no YouTube, “os sonystas terão de vender seus PS para jogar o “exclusivo”… então algo fora muito mal ao se trabalhar nas consoles, como foi explicado no artigo da DF há momentos em que a CPU pode ser o gargalo e outros em que pode ser o GPU… Ainda quando se vê que o jogo corre abaixo do low no PC a que se ter em conta o quanto isto é jogavel.

    2= o software a olhos vistos está qualquer coisa abaixo do pré-alfa, ocupa pouco mais que 5gb, há momentos de framedrop em que não se está a se fazer absolutamente nada.. Abrir uma porta do banheiro e cair para 15fps, não é nem nunca será culpa do console, isso é o código a matar a performance, aqui fica ressalva que isto acontece no PC ou em qualquer console que fosse..

    Qualquer pessoa que queira fazer controle de dano em um jogo que custa 130,00 reais e anda na casa dos 10fps? Por favor…esqueçam a marca e olhe o p
    Jogo como esta.

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