As mulheres como heroínas nos videojogos. A evolução!

Quantos jogos possuem mulheres como heroínas? E quantos possuem homens? O panorama não é exactamente igual, e a evolução… bem, é complexa.

Estávamos em 2015, mais especificamente na E3, e dos totais de 76 jogos mostrados na feira, qual a percentagem de jogos que possuíam mulheres como protagonistas principais e qual a percentagem em que eram homens?

Bem, desses 76 jogos, 13% não eram homens nem mulheres, eram criaturas ou animais, e não seres humanos, mas dos restantes 87%, apenas perto de 9% ou 7 jogos, possuiam as mulheres como protagonista principal.

Já com um homem nesse lugar tinhamos cerca de 24 jogos, o que representa perto de 32% dos jogos.

Mas apesar de tudo o panorama nem era mau, e 46% dos jogos ou 35 jogos, possuíam homens e mulheres como alternativa de escolha!



Qual a evolução que verificamos então de 2015 para 2016?

Bem, 2016 foi um ano onde o numero de jogos mostrados decaiu, passando para apenas 59 no seu total. E isso impede que esta análise tenha os efeitos desejados.

Seja como for, 7% desses jogos eram mais uma vez ocupados por protagonistas não humanos, o que nos deixa 93% como protagonistas humanos.

E desses, apenas uns míseros aproximados 3%, ou seja, 2 jogos, tinham mulheres como protagonistas! Já os homens ocupavam esse lugar em 41% dos jogos ou 24 jogos. Em compensação, o número de jogos que oferecia alternativas subia para 49%, o que aqui representava 29 jogos.

Passemos a 2017 e o que temos?

Bem o número de jogos apresentados subiu tremendamente para 109 jogos, e desses 15% não possuíam protagonistas humanos. Isso deixa-nos com perto de 85% ou 93 jogos para avaliar.

Desses jogos a percentagem de jogos onde as mulheres ocupam o papel principal sobre face a 2016, para 7%, mas não atinge os valores de 2015 com 9%. No entanto se a percentagem diz isso, os números concretos mostram que estes 7% correspondem a 8 jogos, o que em termos globais acaba por ser um número de jogos superior ao de 2015.

O número de jogos com homens no principal papel é que levou um rombo, caindo para 26%. E aqui a queda não é só a nível percentual, mas efectivo, pois tal são 28 jogos, o menor número de sempre!

A evolução dá-se então nos jogos que oferecem escolha, que passam para 52%. E isto são nada mais, nada menos do que 57 jogos!

Claramente este estudo não permite ver se o número de personagens femininas nos videojogos está a aumentar, mas permite ver que claramente o número de jogos onde os homens são a personagem principal está a cair, sendo que a possibilidade da escolha do género é cada vez mais uma realidade.

Note-se que se desconhece como este estudo contabiliza jogos como por exemplo Uncharted 4, onde o personagem principal é um homem, mas que na componente multi jogador possui mulheres. Mas naturalmente Nathan Drake ou Lara Croft não podem mudar de sexo, e a oferta de escolha na vertente multi já deveria servir para contabilizar o jogo como oferecendo ambas as escolhas.

Fonte: Engadget

 



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