Battlefield 3 – Análise PCMANIAS

Fazer uma análise a Battlefield 3 não é certamente fácil. Afinal trata-se de um jogo de guerra ao estilo do que já jogamos em Call of Duty faz muitos anos. Mas no entanto Battlefield 3 é igualmente muito mais do que isso, e torna-se num dos jogos mais aditivos e viciantes que já tive o prazer de jogar.

Os motivos para isso… não são fáceis de explicar. Mas é uma realidade que o jogo cativa como nenhum.

Battlefield é um simulador de combate. Até aqui não há nenhuma novidade.



Também não há novidade nenhuma sabermos que o jogo possui uma versão singleplayer e uma outra multiplayer, sendo que é a segunda o real atractivo do jogo, servindo a versão singleplayer apenas como mostra do poderio gráfico do motor Frostbyte, um dos motores mais potentes e visualmente agradáveis dos últimos tempos.

No meu caso quase que estou numa situação em que até poderia dizer “Existe uma versão singleplayer?”. É que a versão multiplayer é de tal forma cativante que quem a experimenta não quer mais saber se o jogo é jogável de outra forma. É para o multiplayer que o jogo foi concebido, e é aqui que o jogo brilha.

Esta não é igualmente uma novidade, pois Call of Duty é tambem um jogo que segue os mesmos princípios, com o singleplayer a servir apenas de aperitivo para o real argumento do jogo, o multiplayer.

Mas o que distingue este jogo de Call of Duty? Um conjunto de pequenas diferenças que por sí não são 100% relevantes, mas que no seu conjunto tornam Battlefield 3 no melhor jogo de guerra alguma vez criado.

Para começar o aspecto gráfico. Se MW3 usa o mesmo motor de Black Ops, que por sua vez já era uma versão alterada de Modern Warfare, um jogo de 2007, e um derivado do motor de Quake 4 de 2005, Battlefield 3 utiliza as ultimas tecnologias gráficas no seu motor conseguindo um visual super atraente e realista. Efeitos de poeiras, explosões, partículas projectadas, e um grau de destruição único e total distinguem-no de Modern Warfare 3 onde uma simples caixa de cartão é pura e simplesmente… indestrutível.

Com visuais deslumbrantes, uma física quase perfeita, mapas extremamente bem conseguidos e um mundo aberto onde efectivamente há uma guerra a decorrer e o simples meter da cabeça de fora deve ser encarado com o devido cuidado sob pena de se ser morto por um sniper colocado fora do alcançe das nossas balas, Battlefield 3 cria um novo patamar de excelência para estes jogos que Modern Warfare 3 necessitará de superar, o que só acontecerá quando possuir um motor de jogo novo e não o adaptado (e já irreconhecível) motor de Quake 4.

Como em jogos deste género as personagens começam com acesso reduzido ao equipamento e necessitam de evoluir para ganhar acesso a novas armas, acessórios e habilidades, quer para as armas, quer para os veículos aéreos e terrestres. Battlefield 3 premeia ainda o jogo de equipa ao permitir que os jogadores mais evoluídos partilhem com os restantes os seus bónus, desde que devidamente inseridos dentro de um esquadrão.

De referir contudo que esta situação não penaliza os jogadores mais novos, pois apesar de não possuírem estes extras as armas iniciais são tão mortíferas como qualquer outras.

Existem no total quatro classes a escolher:

Recon – Constituída por snipers, esta é uma classe que usa maioritariamente armas de tiro lento e de longo alcance. Possui também a capacidade de colocar no terreno rádios e antenas que permitem aos restantes soldados fazer respawn no local onde são colocados, bem como podem colocar localizadores laser que facilitam o fixar de mísseis teleguiados sobre os veículos.

Engineer – Os engenheiros. Possuidores de ferramentas capazes de reparar e danificar veículos, possuem ainda rockets, mísseis teleguiados e minas. São basicamente os soldados melhor equipados para combater veículos terrestres ou aéreos.

Assault – Constituída por médicos, esta classe possui armas ligeiras e é totalmente ineficaz contra veículos ou aviões. Possui no entanto a possibilidade de ceder kits de primeiros socorros e possui igualmente um desfibrilador capaz de recolocar a pá colegas tombados, desde que actue sobre os mesmos a tempo.

Support – São quem transporta as armas pesadas e quem fornece munição adicional aos restantes jogadores. Possuem igualmente os explosivos C4, um dos melhores “brinquedos” de Battlefield.

É aliando as capacidades destes quatro elementos num único esquadrão que é possível criar o grupo mais coeso e capaz. Mas essa é uma questão táctica e como tal pode ser alterada.

Com um motor que permite a destruição quase total dos cenários, e onde nenhum local é seguro para um jogador se sentir abrigado, onde aviões, helicópteros, mísseis, tanques, blindados, anti aéreas e soldados a pé são uma constante, Battlefield atinge um realismo quase único. Há inclusive certos mapas onde no final de uma ronda o cenário é quase irreconhecível, com edifícios e arvores completamente arrasados e espalhados pelo chão, e onde os jogadores no seu interior morrem com a queda dos materiais.

Com o evoluir da personagem cada vez mais se torna difícil atingir o nível superior com o número de pontos necessários para a evolução a aumentar. Mas Battlefield premeia os jogadores nesta fase com medalhas obtidas pela obtenção consecutiva de objectivos, bem como as chamadas Service Stars obtidas a cada 100 inimigos mortos com uma arma, ou ao obter a pontuação máxima de cada classe.



Mas o ponto mais interessante de Battlefield 3 é o seu Battlelog, uma página web onde a qualquer momento um jogador pode consultar a sua evolução e a dos seus amigos. É uma ferramenta preciosa com todas as estatísticas possíveis e imaginárias que desde o seu aparecimento nunca mais será dispensada pelos jogadores. É igualmente aqui que os amigos se visualizam e podem juntar-se em grupos (partys) para jogos, podendo comunicar entre si por voz usando o sistema aí existente, de forma a coordenarem as suas estratégias.

Nem tudo em Battlefield é perfeito, faltando por exemplo a possibilidade de se disparar (às cegas) sem sair da zona onde nos encontramos protegidos, a possibilidade de disparar quando subimos escadas, ou quando estamos dentro de agua, e mesmo o chamado “cozinhar” das granadas. Eventualmente essas situações destruiriam o jogo criando uma jogabilidade completamente diferente, mas não podemos deixar de a referir quando o jogo está tão perto da perfeição.





Battlefield 3 – Análise PCMANIAS
Gráficoswww.dyerware.comwww.dyerware.comwww.dyerware.comwww.dyerware.comwww.dyerware.com
O motor Frostbyte é arrebatador, e os efeitos visuais são extraordinários. A nível gráfico, num jogo como este, pouco ou nada mais há a pedir
Somwww.dyerware.comwww.dyerware.comwww.dyerware.comwww.dyerware.comwww.dyerware.com
Boa banda sonora, mas acima de tudo, até porque é o mais normal, os sons de guerra estão extraordinários. Numa cidade em batalha ouvir gatos a miar, ouvir a electricidade nos postes eléctricos semi-destruídos, a agua a pingar nos canos arrebentados, e muitos outros pormenores são toques de detalhe e realismo que roçam a perfeição. Mas acima de tudo o som serve igualmente como elemento preponderante no jogo, pois com a devida atenção permite ouvir-se o inimigo que nos chega pelas costas.
Jogabilidadewww.dyerware.comwww.dyerware.comwww.dyerware.comwww.dyerware.comwww.dyerware.com
Não fosse este o jogo que mais me cativou nos últimos anos, poderia dar uma nota inferior, mas Battlefield 3 cativou-me de tal forma que voltei a jogar online. E o vício é tal que mesmo pessoas que jogavam WOW o largaram e actualmente jogam online comigo. No entanto, como já referi, para o realismo total haveria de alterar algumas coisas, e o facto de um jogador que sobe uma escada ou se encontra dentro de agua ser um alvo fácil e sem defesa são pontos negativos que há que corrigir no futuro.
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Eventualmente nem todos gostarão de Battlefield 3, mas quem gosta levará essa paixão aos extremos. Um jogador inexperiente poderá ter alguma dificuldade de adaptação face aos veteranos que por lá se encontram, mas a insistência é premiada com armas melhores, adaptadores para as armas e habilidades. Seja como for há servidores dedicados aos iniciados e onde estes podem sentir-se mais à vontade
Overallwww.dyerware.comwww.dyerware.comwww.dyerware.comwww.dyerware.comwww.dyerware.com
Battlefield 3 é actualmente o melhor jogo de guerra existente, e apesar de Call of Duty ainda o suplantar na base de utilizadores, isso apenas se deve ao seu historial. No entanto, quem experimenta Battlefield temtremendas dificuldades em retornar para Call Of Duty, pois o nível dos jogos é tão distante que, apesar dos méritos reconhecidos a esse jogo, os dois estão em ligas distintas.



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