Ciência explica luz e túnel visualizado por aqueles que estiveram à beira da morte

São bastante comuns aqueles que estando à beira da morte relatam ter visualizado um túnel com uma luz no seu final. É essa situação que agora a ciência explica.

tunel

Se as experiências relatadas por aqueles que estiveram às portas da morte são normalmente vistas como algo místico, a ciência dá-lhes agora uma explicação cientifica.

Os relatos destas pessoas são muito semelhantes. Sensação de que estão mortos, de que a alma abandonou o corpo, uma viagem na direcção da luz e a chegada a uma realidade onde a felicidade reina.

Naturalmente que há que referir que nada do que aqui diremos pode ser tomado como uma verdade absoluta. Trata-se apenas de uma explicação que a ciência apresenta para o facto, o que não invalida nada da experiência vivida.

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Mas no sentido de tentar encontrar uma explicação para algo que já é relatado desde os tempos da antiga Grécia um grupo de 58 pacientes foi alvo de estudo. Destes apenas 30 estavam efectivamente em risco de morte, apesar de quase todos eles acreditarem que estariam em igual situação.

Assim, a ciência refere que o fenómeno vivido pode ser explicado biologicamente. É pelo menos o que acredita o neuro-cientista Dean Mobs da Conselho Médico de Pesquisa Cognitiva e Ciências do Cérebro de Cambridge que trabalho ao lado da Drª Caroline Watt na Universidade de Edimburgo e que colocaram os resultados da sua pesquisa online.

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Assim estes afirmam que o sentimento de estar morto não é limitado a quem esteve perto da morte, sendo que pacientes com o Sindroma de Cotardotard também possuem a ilusão de estarem mortos. Trata-se de uma desordem que surge após trauma causado por doenças como a febre tifóide ou a esclerose múltipla e está relacionada com regiões do cérebro como o cortex parietal e prefrontal, o primeiro relacionado com a atenção e o segundo com as ilusões verificadas em casos psiquiátricos como a esquizofrenia.

As experiências “fora do corpo” são igualmente comuns em padrões de sono interrompidos que precedem o adormecer e o acordar, e podem ser artificialmente activadas por estimulação da junção parietal direita do cérebro, o que parece fazer crer que é a confusão sensorial que leva a esta experiência

Quanto ao encontro e visualização de entes falecidos, há doenças como o Parkinson onde os pacientes reportam visão de fantasmas e mesmo monstros. Tal deve-se ao funcionamento irregular da Dopamina , um neuro transmissor que pode provocar alucinações. Já o reviver momentos da sua vida o culpado poderá ser o locus coeruleus, uma região do cérebro que produz a noradrenalina, uma hormona do stress que é produzida em grande quantidade durante os traumas. E dado que o locus coeruleus está conectado às regiões do cérebro que controlam as emoções a memória, como a amygdala e o hypothalamus, tal explicaria as sensações vividas.

Finalmente a visão mais comum, o viajar por um túnel na direcção da luz. Esta uma situação onde as causas ainda não são claras mas que pode acontecer quando o sangue e o oxigénio não chegam aos olhos, o que acontece nas proximidades da morte.

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