Como será a física dos jogos que aí vem?

A próxima geração apostará numa tremenda melhoria no poder de de computação presente no CPU. O resultado serão físicas inéditas e a um nível nunca antes visto.

Se um aumento na capacidade do GPU resulta em grafismo mais cuidado e com mais fotorealismo, o aumento na capacidade do CPU resulta em uma física interactiva muito mais capaz.

O que poderemos então esperar no futuro a nível de física? Bem, é isso que a GDC 2019 nos tem mostrado com demonstrações como a de baixo.

Vejam e digam o que acham:

A demo é da Epic Games e demonstra a física de próxima geração que estará presente na versão 4.23 do seu Unreal Engine 4. Trata-se do Chaos o novo sistema de destruição e física de alta performance.

A demo é em tempo real e mostra como é possível uma destruição em larga escala com visuais cinemáticos, com um controlo sem precedentes dos artistas sobre a criação do conteúdo.

E diga-se que ao lado disto, o prometido “Poder da Cloud” que a Microsoft tanto prometeu, sem entregar, em Crackdown, revela-se bem humilde.



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Carlos Zidane
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Carlos Zidane

Bacana, sei que alí é tratado o detalhe da destruição, mas uma coisa que além dessa física das construções, espero ver na próxima geração, é maior “vida” nos cenários de jogo, como a reação dos NPC’s a uma situação assim e a população alí presente ter um comportamento verossímil a realidade, o vídeo por exemplo, é “morto” por parecer uma área ou deserta ou evacuada, lembrando que o foco alí é outro, estou me referindo a “vida” em um jogo, a coisa mais importante em que espero ter melhorias, por exemplo, GTA ou no próprio FIFA, onde a torcida… poderia ter uma variação total de “pessoas” invés dos clones e gêmeos que estão as vezes lado a lado… e o principal claro, a reação deles ser mais natural e variada, entregando assim, maior imersão. No FIFA 19 (apesar de parecer o 18 atualizado) que a torcida em certo momento desce todo pra o canto onde o jogador comemora. Já é um detalhe que apesar de pequeno ajuda.
E num mundo aberto a coisa fica ainda mais complexa com a reação dos NPC’s aos nossos comportamentos. Isso pra mim entregaria uma imersão sensacional e poderiam até se precisar sacrificar um pouco a quantidade de detritos das paredes tudo bem, pois como estou dizendo, a sensação de um ambiente “vivo”, a I.A. aplicada nos personagens ao dar um cover mais condizente em combate onde tem que se cuidar, demonstrar medo, alegria ou raiva nas mais variadas situações, é a coisa mais fascinante que pode ser melhorado nos próximos consoles penso eu, além da interação com ambiente como aparece em um momento no trailer gameplay de TLoU 2 onde a Ellie é arremessada por cima de uma bancada. Esse é o principal motivo por eu querer que o próximo GTA seja lançado pra próxima geração e não tenha nem versão pra PS4 e One pra não abrandar/influenciar o seu potencial na altura (Não sei se daria certo pro mercado ou está nos planos deles mas, esperança taí pra isso).
E por aí fora.

Rodrigo Silveira
Visitante
Rodrigo Silveira

O que você falou me fez lembrar imediatamente de Red Dead Redemption 2. A Rockstar conseguiu ampliar essa experiência nesta geração trazendo um mundo mais “vivo”, inédito até então nos games. Acredito que a sua expectativa será atendida na próxima geração, e será possível evoluir ainda mais o que já foi feito em RDR2.

Carlos Zidane
Visitante
Carlos Zidane

Ah, sim. Pelo equipamento atual RDR2 me deixou bastante satisfeito. O mundo lá tem realmente muito capricho. Um excelente trabalho da Rockstar.

bruno
Visitante
bruno

Belo comentario, Carlos.

Espero que isso seja assim, realmente e uma das coisas que mais me chateia em certos titulos e a falta de reatividade dos NPCs ao contexto do que fazes em titulos de mundo aberto.

Rodrigo Silveira
Visitante
Rodrigo Silveira

A matéria é interessante. Estou curioso em como, de forma adicional, o processamento em nuvem – através do projeto xCloud da Microsoft, poderá ampliar esse tipo de “experiência”, ou mesmo ajudar a aliviar o processamento no console.
Outras dúvidas:
– Se o processamento em nuvem será utilizado apenas no modo online ou se também no singleplayer?
– Se o processamento em nuvem será capaz de “igualar” gerações; ou seja, fazer diminuiu a diferença entre um XONE S e o futuro “XBOX SCARLET”, por exemplo?

bruno
Visitante
bruno

Nao percebi a tua questao…

O xcloud sera streaming, nao a fisica da nuvem. E serao rackets com APUs semelhantes ao da Xbox ONE S, pelo menos numa primeira faze que se vao dedicar a rodar os titulos existentes da Xbox remotamente para utilizadores.

A fisica da nuvem era outra coisa que a MS prometeu mas nao conseguiu implementar (e esta demo em hardware local ultrapassa o que foi mostrado ate nas demos da fisica da cloud nos melhores videos de crackdown 3). Se o conseguira de futuro? Talvez, mas os ultimos rumores apontam para hardware dedicado ao calculo da fisica na proxima Xbox pelo que nao me parece que neste momento estejam a contar com isso.

Edson
Visitante
Edson

Mário, esse suposto switch pro que especulam que estará ao nível do xbox one pra mais, ps4 base e xbox one conseguiriam rodar a próxima geração, msm em resoluções nas casas do 720p ou menos?

By-mission
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By-mission

Sei que não foi para mim mas a resposta é um sincero não.
E já até tiveste esta resposta nesta geração, ora Batlefield 4 saiu para Ps4 e Ps3 teoricamente o mesmo jogo mas na prática completamente diferentes.

A título de gráficos mais coisas ou melhor, menos coisas estamos todos no mesmo barco, pois Doom a 482p na Switch e a 4k na XxX continua a ser Doom, agora um Boos que desvia de seus ataques em uma versão e na outra simplesmente não faz nada tem bastante diferença não achas.

Seria como um Forza 8 no Scarlet com desgaste de pneus, física de arrasto aerodinâmico etc e o mesmo Forza na One S a 720p mas com toda a física desligada… Na teoria até daria algum desconto mas na prática nunca serão o mesmo jogo.

bruno
Visitante
bruno

Esta demo esta fantastica – era algo que esperava ver nesta geracao mas que infelizmente nao ocorreu.

E sim, enche de vergonha a performance da cloud da MS (que diga-se de passagem, ja na altura foi envergonhada por Battlefield 4, numa demonstracao ridicula que fizeram ainda antes do anuncio de Crackdown 3).

E impressao minha ou a qualidade dos edificios esta ao nivel disto?
https://www.youtube.com/watch?v=oGvppTf5-b0

Se as consolas de proxima geracao conseguirem rodar com este nivel de fisica sem problemas, ocorrem-me dois titulos que gostaria de ver ressuscitados: War of the Monsters (ja me deixa agua na boca imaginar este titulo, na nova geracao, com esta destrutividade) e Black (e a EA bem precisa de se reinventar).

Mario, sabe-se alguma coisa dos sepcs em que corriam estas demos?

Por outro lado, Dreams a mim tambem me esta a impressionar no quesito fisica: ha uma demo de um shooter onde se dispara contra um bloco de cubos verdes e estes reagem de forma extremamente realista.

Estou desejoso de ver saber o que faz o titulo funcionar, pelo que sei ate a data deve ser o jogo que mais explora o GPGPU, quer na modelacao quer no resto.

Vitor Calado
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Vitor Calado

Em 2015 quando a Microsoft DEMONSTROU o poder de destruição em Crackdown 3 também estava bem impressionante, apesar de o jogo não ter um visual foto-realista como o de esta demo. Parece-me pouco razoável comparar um jogo de consola com uma Demo que esta a correr em tempo real sim, mas numa máquina imagino eu ( o que é que tu achas?) bastante mais potente que uma xbox (mesmo com o poder da nuvem incluindo). Não vejo onde está a vergonha disso.

De notar que é fácil hoje criticar o poder da nuvem que a MS prometeu, mas não te esqueças que as empresas investem de forma racional e não com o coração, a partir do momento em que os ânimos se exaltaram e a contestação se generalizou contra o “sempre ligado” do xbox one e a MS recuou na sua perspectiva de ter TODAS as xbox ligadas á NET, o projecto poder da nuvem e o investimento em poder de processamento que isso requeria deixou de fazer sentido.
Achas que um poder da nuvem com milhares de máquinas em vários data centers são rentáveis para processar efeitos de destruição em apenas um jogo e que vendeu 3000 cópias no lançamento?? a MS e a Sony foram bastante criticadas pelas consolas de meia geração, se a MS tivesse mantido o poder da nuvem sendo que uma parte estava ligado e outra não, iria obter o mesmo tipo de reacção das consolas de meio de geração, com a agravante que os benefícios seriam menores, logo se vais ganhar menos e deixas uma parte dos teus clientes mal dispostos, acho que não é preciso ser um génio em gestão de empresas para ver que sem o always ON o poder da nuvem ficaria (e ficou) irremediavelmente comprometido…

bruno
Visitante
bruno

Acho que o grande problema aqui Vitor, e que pareces NAO ENTENDER o conceito de CLOUD.

Se a MS anuncia fisica rodar em servidores, entao os SERVIDORES nao estao – como afirmas – a rodar localmente numa consola Xbox, apesar de o jogo estar a ser jogado atraves da Xbox. Ou seja, a FISICA esta a rodar em SERVIDORES e nao na consola XBOX.

Da mesma forma e tendo em conta que a MS nao parou no TEMPO e continuou a ATUALIZAR a sua infraestrutura, e de todo justificado comparar o que se fez este ano, com um titulo lancado… este ano! Sobretudo porque se trata de um titulo que ate ao momento, esta rodar a FISICA na CLOUD da MICROSOFT.

OU SEJA, ao contrario do que afirmas, e de todo justificado comparar esta demo impressionante com outras demos (ou para tu entenderes em letras garrafais, DEMONSTRACOES) tambem a rodar na cloud, mesmo que tenham sido ha 4 anos. Sobretudo porque, de acordo com o que tenho lido, todas as demonstracoes que a Epic tem feito estao a rodar em sistemas com core i7 e a GTX 2080Ti. Mas ainda nao ha confirmacao sobre esta.

E SIM, apesar de o melhor ter sido uma DEMONSTRACAO em 2015, mesmo essa, que provavelmente estava a rodar puramente em servidores ou foi pre-cozinhada, esta pior que esta, em que tens detruicao controlada por parte de projeteis e fisica individual das particulas geradas pela destruicao, algo que a demo de 2015 nao tinha. E pior, ha mesma escala.