Compra da Oculus pelo Facebook deixou muita gente descontente.

O Facebook não é algo pelo qual todos morram de amores, e a aquisição da Oculus levou muita gente a repensar o suporte e apoio ao produto.

Oculus

A compra da Oculus pelo Facebook está a desagradar a muitos. O projecto Oculus teve inicio no Kicstarter onde se amealhou o dinheiro necessário para a investigação e desenvolvimento do projecto, e nessa altura o que era apresentado a esses investidores era um produto livre de qualquer grande empresa e com total liberdade de acções. Uma situação que muitos dos que investiram no produto inicialmente vêem agora como estando anulada devido ao que chamam de vergar-se aos interesses de uma mega corporação que vive de explorar os dados pessoais dos seus utilizadores, estando agora a tentar receber o seu dinheiro de volta.

A questão que actualmente as pessoas colocam não passa pelas coisas boas que o facebook pode fazer com o Oculus, mas sim pelas coisas más que estão inerentes a todo o conceito de Facebook e registo de dados. Afinal, com ou sem razão, a dúvida fica – Apesar de todo o paleio da próxima plataforma de comunicação social e de fazer o mundo um local mais conectado, interessa é saber aqui como é que o Facebook vai recuperar o investimento? E todo o historial em fazer dinheiro do Facebook passa pela obtenção, gestão e “manipulação” de dados privados de utilizadores.

Como um artigo da Incgamers refere, a visão do Facebook passa por assistir a jogos em num banco ao lado do campo, estudar em uma sala de aula com alunos e professores de todo o mundo e mesmo ter uma consulta com um médico face a face. E que melhor empresa com quem partilhar todas estas actividades? Com o historial do facebook todos os registos clínicos seriam certamente compilados e vendidos a empresas de publicidade de remédios.

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Por outras palavras, se o Oculus levará a interacção social a outro patamar, levará igualmente a que todo o tipo de acções (o que se olha, para onde se olha), gostos (o que quer ver, o que não quer ver), questões clínicas (historial médico) e outras situações, passem a ser do conhecimento do Facebook. Ou seja, há um outro patamar de interacção, mas igualmente um outro patamar de perda total de privacidade que nem todos estão dispostos a experimentar. E esse problema não é da Oculus, é do Facebook!

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E esta situação não foi algo que quem investiu dinheiro no Kickstarter tivesse como vindo a ser uma realidade. Havia um produto capaz de criar realidade virtual e abrir novos mundos ao mundo, mas sem recolhas de dados ao bom estilo Facebook. E assim sendo, naturalmente há muito investidor chateado!

A situação levou mesmo a algumas acções que não terão qualquer tipo de sucesso, mas que passam por um novo “Crowd Funding” para recolher 2 mil milhões de dólares para re-adquirir a Oculus das mãos do Facebook. Naturalmente é uma acção condenada ao fracasso, não só porque o valor é muito alto, mas porque o produto já é do Facebook e ele não é obrigado a vende-lo, seja porque dinheiro for. No entanto a medida serve para mostrar o desagrado dos investidores!

E a comprovar isso surge a onda de cancelamentos das reservas do produto. Uma onda que levou a que o link de cancelamento do Oculus atingisse o top de popularidade na secção de gaming do Reddit que possui 4.8 milhões de subscritores.

Entre os desagradados está Markus Persson, fundador da Mojang AB, na qual desenvolveu o popular jogo Minecraft, e que foi um dos apoiantes iniciais do Oculus, no qual investiu 10 mil dólares, e que à cerca de duas semanas tinha visitado a empresa e acordado com Carmack a realização de uma versão de Minecraft para o produto. Mas agora Markus refere que o projecto não irá avançar pois o Facebook nunca quis nem quer saber de jogos, e só se preocupa em obter utilizadores e os seus dados em grandes números. E refere que mesmo que agora isso possa vir a ser diferente, o passado da empresa “mete-me medo“.

notch

 

 

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