Consolas Android/iOS… a grande ameaça à Microsoft, Sony e Nintendo.

Os processadores móveis evoluem a olhos vistos, e apesar de não podermos afirmar que eles possam brevemente conseguir as performances de uma consola, a realidade é que eles possuem já performances suficientes para as ameaçar.

Perf

NOTA: este artigo aborda a performance global CPU+GPU. Pensando apenas a nível de CPU, o A8X da Apple e K1 64 bits da Nvidia possuem performances por núcleo que deverão inclusive bater os Jaguar das consolas de nova geração. E só não as batem na performance global devido ao número de núcleos disponíveis nas consolas.

Os novos processadores A8 e A8X usado no iPhone 6 e Apple Air 2 e o K1 da Nvidia nas versões 32 e 64 bits usados no Nvidia Shield e Nexus 9 são potentes. Bastante potentes! Basta ver como o K1 na imagem de cima bate os dois i5 com uma Intel HD 4400 e 4200.

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Independentemente de estes processadores poderem ou não ser comparáveis em performance às consolas de antiga geração, as suas condições de funcionamento são normalmente bastante diferentes.

Pouca capacidade de armazenamento, execução de diversos processos relativos ao funcionamento genérico do tablet em segundo plano, largura de banda de acesso à memória mais limitada, baixo consumo energético e outras situações, criam nestes chips condições e limitações de funcionamento diferentes das que podemos encontrar numa consola de mesa.

No entanto o poder de processamento está lá e já supera as consolas de última geração, sendo que com as devidas alterações, as restantes restrições podem ser eliminadas.

E essa situação poderá ser uma realidade caso a Google ou a Apple avancem com uma consola, algo que poderá ser uma realidade mais rapidamente do que se julga.

Com um acesso a uma memória com maior largura de banda, funcionamento sem restrições energéticas (ligado à ficha), e com um espaço de armazenamento maior (por exemplo, discos USB), essas mini consolas tornam-se ameaças sérias a uma PS4, Xbox One ou WiiU. Aliás, mesmo sem essas alterações, os jogos actuais, com mais ou menos restrições podem ser adaptados, e o poder de processamento poderá até permitir casos onde os jogos são superiores aos que víamos na anterior geração. E tudo isso a um preço baixo e com uma livraria de jogos pré existente gigantesca.

Vamos ver então o que esperar destes processadores.

Apple A8

É uma evolução do A7, que foi o primeiro processador a usar o conjunto de instruções 64 bits ARMv8. A Variante A8 é um dual Core, a A8X é um triple core. O GPU ao A8 é uma GX6450 com 4 núcleos, o do A8X é um PowerVR GX6650 com 6 núcleos.

Hardware: DirectX 10 Levels 9_3/10_0. Alguns elementos do DirectX 11.1

APIs: Open GL ES 3.0, METAL, Open CL 1.2 EP, OpenGL 3.2/4.4, Renderscript, Open CL.

Fonte: Apresentação oficial da Power VR série 6XT

Novidades: A PowerVR GX6650 é actualmente a placa gráfica mais potente que a Imagination Technologies produz e é actualmente exclusiva deste tablet. A acompanhar o lançamento do A8 e A8X surge igualmente um novo API gráfico de baixo nível compatível com os processadores ARMv8 (o que inclui o A7) e que permite ganhos de performance adicionais. Como já referimos várias vezes em referência a estes APIs os ganhos de performance oferecidos por eles podem ir dos 40 aos 100%.).

As placas gráficas que equipam as versões do A7 e do A8 possuem capacidades de GPGPU, mas no entanto a Apple nunca libertou o suporte OpenCL de forma pública aos criadores pelo que a capacidde nunca foi usada. Agora não só o OpenCL será libertado, como o Metal permite ele próprio o uso do GPGPU.

Titulos Futuros e demos tecnológicas

Vainglory (Jogo ainda por lançar que tira partido do novo API METAL)

Unreal Engine Tech Demo (Demostração tecnológica usando o motor Unreal Engine 4)

FrostByte Tech demo (Uma tech demo prova de conceito onde partes o jogo Battlefield foram recriadas no iPad) Infelizmente não há video disponível, apenas algumas imagens. Desconhece-se performances ou o que foi eliminado, mas o resultado e muito bom, e foi conseguido usando o API METAL.

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BF_A8_Metal_2 BF_A8_Metal_1

Nvidia K1

O K1 surge em duas versões. Uma 32 bits e outra 64 bits. Curiosamente as duas não são compráveis. A versão 32 Bits usa um CPU com quatro núcleos ARM A15. Já a versão 64 usa o Nvidia Denver com tecnologia ARMv8, e é um Dual Core com performances bastante superiores. A placa gráfica é em ambos os casos baseada nas placas Nvidia Kepler, e com todas as funcionalidades existentes nos computadores de secretária.

Hardware: DirectX 11.2/12

APIs: Open GL 3.1 ES + AEP, METAL, Open CL 1.2 EP, OpenGL 3.2/4.4, Renderscript, Open CL, Open CV, CUDA, Thrust, NPP, cuFFT, cuBlas, cuSPARSE

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Fonte: Apresentação oficial da Nvidia

Novidades: O K1 acrescenta ao OPEN GL 3.1 ES as extensões AEP que trazem funcionalidades apenas disponíveis até agora nos computadores de secretária, como por exemplo o uso de tesselização e suporte total ao OpenGL 4.4. Estas caracteristicas não são suportadas por mais nenhuma placa gráfica do mercado móvel pois requerem suporte hardware DirectX 11.

Na sua versão 64 bits possui igualmente uma novidade a nível de sistema operativo com a versão 5.0 do Android, optimizada para performance, e com um API com acessos de menor nível que as versões anteriores. O Android 5.0 acrescente ainda um novo Runtime Engine denominado ART e que oferece ganhos até 400% face ao Dalvik existente nas versões anteriores do Android. (Ver http://www.android.com/versions/lollipop-5-0/)

A grande atracção desta placa reside no facto de ela trazer pela primeira vez para os aparelhos móveis a totalidade das funcionalidades existentes nos computadores de secretária, nomeadamente todas as funções e acelerações gráficas da norma DirectX 11, 11.1, 11.2 e 12.

A nível de GPGPU a Nvidia possui já vários anos de experiência obtidad no mercado de computadores de secretária, e entra directamente no mercado móvel com as ferramentas e o suporte ao seu CUDA 6.5, tal como existente nas Geforce série 7. E as livrarias existentes para PC de fisica, animações de tecidos, efeitos de pelo e outras funções, ficam directamente acessíveis.

Titulos Futuros e demos tecnológicas

Trine 2 (Jogo disponível para o K1 versão 32 bits (compatível com 64 bits))

Unreal Engine Tech Demo (Demostração tecnológica usando o motor Unreal Engine 4)

Serious Sam 3 (conversão de jogo PC/consolas de 2012)

Conclusões:

Como se pode perceber, sem ter a potência para serem verdadeiras concorrentes às novas consolas, estes processadores possuem poder suficiente para apresentarem jogos de qualidade. Ora alargando-se o mercado das consolas, e sendo o poder de compra limitado, haverá sempre quebras nas vendas quer de jogos, quer no número de consolas mais potentes.

Estamos perante sérias ameaças, perante processadores que podem criar consolas de baixo custo (100/150 euros), com livrarias de títulos mega extensas, software gratuito e jogos acessíveis. E todos os anos saem mais e melhores, com as consolas a irem ficar estagnadas!

E vocês o que pensam? Estamos perante ameaças ou não?

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