Consolas – o fim de uma era! O início de outra.

ps45

Desde o seu aparecimento que o termo consola significa um hardware com um longo período de vida. Mas os tempos mudam, e a evolução do hardware avança a um ritmo onde isso deixa de ser possível.

NOTA: Todo o artigo que se segue baseia-se nas especificações e regras que foram dadas a conhecer por um insider e relativas à nova Playstation Neo. A realidade dos factos, caso seja diferente da referida, poderá alterar a posição e interpretação dos factos de seguida indicados.

As consolas estão connosco à umas largas dezenas de anos, e isso foi sempre possível graças à evolução do hardware e os custos de produção permitirem a criação de algo capaz de performances e de se aguentar por vários anos.

Assim as consolas eram criadas, suportadas, tornadas mais atrativas e com menores custos graças a modelos slim e pequenas revisões, e em períodos de 5 a 7 anos lançava-se uma nova consola para substituir o modelo anterior.

Mas esta situação não era e nem nunca foi uma regra inviolável. Por exemplo na era da PS3 vimos novos modelos a serem lançados com menos características que os anteriores. Menos portas USB, remoção do hardware da PS2, mantendo compatibilidade por software, e posteriormente total remoção dessa compatibilidade e mesmo da possibilidade de se executar sistemas operativos como o Linux.

A Nintendo tambem teve um sistema de expansão na sua Nintendo 64, e lançou consolas como a DSi e a nova 3DS.

A Microsoft tambem não foi excepção com uma Xbox original que nem sequer teve direito a qualquer tipo de revisão devido a ter tipo um tempo de vida extremamente curto, juntando-se assim a consolas como a Gamecube ou a Dreamcast que tiveram um tempo de vida reduzido e sem direito a revisões.

Estas situações mostram irregularidades naquilo que não é nem nunca foi uma industria perfeita. Mas mesmo assim uma situação contrária à realidade atual do mercado onde basicamente tudo recebe novas versões anualmente. TV’s, tablets, smartphones, CPU’s, GPU’s, e tudo o mais relacionado com tecnologia de ponta.

Mas as consolas eram uma excepção… Previa-se que eventualmente a sua vida útil pudesse encurtar, mas dada a excepção, a expectativa era que estas escapassem à frenética necessidade de atualizações.

Ora caso a PS4K venha a ser uma realidade, um dos maiores nomes da industria das consolas, basicamente a marca que tornou as consolas populares junto dos consumidores, dará um golpe nessa excepção.

Ora aqui não vamos discutir se concordamos ou não com estas alterações, se preferíamos ou não que o antigo modelo se mantivesse, mas sim discutir os motivos que levam a esta alteração de uma realidade que tomávamos como assumida.

Pessoalmente nunca fui uma pessoa presa a marcas. Tive consolas Nintendo, Microsoft e Sony, e ainda hoje, apesar de o tempo já não me permitir o que permitia antes, tento aderir a todas as consolas onde estão os jogos que gosto.

Para além do mais, as quebras de retrocompatibilidade das consolas nunca me fizeram ficar preso aos jogos que tinha  e comprar uma nova consola pensando neles, preferindo manter as consola antigas. Mas claro, há aqueles que tomaram uma decisão e optam por se manter fieis a uma marca.

Mas o mercado no seu global não é assim. O mercado Americano por exemplo era completamente da Sony na era da PS2, mas virou para a Microsoft com a 360, e agora o maior volume de vendas voltou para a Sony com a PS4. Curiosamente, outra consola de sucesso, a Wii, não teve o mesmo nível de adoção com a WiiU.

A questão é que, no que toca a manter a biblioteca de jogos, a lealdade a uma marca não tem nem nunca teve verdadeira razão de ser devido às quebras de compatibilidade que não garantiam a passagem dos jogos que já possuíamos. A Microsoft reverteu à algum tempo a realidade com uma retrocompatibilidade por software lançada posteriormente, mas mesmo na Xbox One essa realidade não existia na altura do lançamento.

Desta forma, não sendo uma questão de preferência de determinados franchisings associados a uma marca, a lealdade a marcas… não tem razão de ser! Mas como as vendas de jogos como Halo mostram, com quebras sucessivas dos volumes de venda, os IPs com vários anos começam a tornar-se cansativos, e a inovação traz-nos coisas novas que podem estar em qualquer consola.

Mas basicamente com ciclos que basicamente quebram todos os laços com a geração anterior, o motivo de alguém se manter numa marca acaba por ser mais o sistema onde os amigos estão, e onde os jogos que queremos estão.

Ora para se garantir um melhor futuro às consolas, está na altura de se quebrar com essa situação, fazendo a retrocompatibilidade começar a pesar na escolha na altura da compra, e a tecnologia adotada pela atual geração de consolas permite isso mesmo!

Atualmente o paradigma está prestes a mudar… e em muitos sentidos!

Analisando a geração passada percebemos que, tal como em todas as gerações anteriores as consolas foram lançadas com uma performance acima do nível que os PCs da altura eram capazes de oferecer. Mas nessa geração, pela primeira vez, as consolas foram lançadas bastante abaixo do que os PCs podiam fazer.

 PC_Consoles

Mais ainda, a geração passada revelou já uma mudança radical face às anteriores. O preço para se conseguir essas performances tornava-se proibitivo, e as consolas foram lançadas a 700 euros, um preço que afastou durante muitos anos o grosso do mercado da adesão em massa às mesmas, que apenas aderiu em força às mesmas quando os preços desceram de forma radical.

Ora nos anos de vida da geração passada a situação complicou-se ainda mais, com o hardware de topo dos PCs a dar grandes saltos performance, mas desta vez acompanhado de preços desse hardware que se tornavam proibitivos. Lançar uma consola capaz de competir com o hardware dos PCs, e a preços atraentes para gerar boas vendas, pura e simplesmente deixou de ser uma realidade. O mercado mudou… e mudou de uma forma que impede que a realidade que conhecíamos para trás continue a subsistir.

Aqui as pessoas olham para as marcas como as más da fita. Mas na realidade a culpa é quase exclusiva dos consumidores e da realidade da economia mundial. Apesar de o dinheiro não abundar no bolso da maior parte das pessoas, os consumidores ao aderirem a práticas como as da Nvidia que lança placas gráficas a 1000 euros, que se tornam sucesso de vendas, habituaram mal o mercado. Agora estas empresas percebem que há mercado para produtos a esse preço, e dada a grande margem de lucro obtida aí há dinheiro para investimento em novas placas ainda mais potentes. E com modelos potentes a serem descontinuados, o mercado meio e baixo de gama vão igualmente beneficiando dessa performance graças a tecnologia potente que se vai tornando ultrapassada e acessível.

A consequência é que as consolas pela primeira vez na história foram lançadas com performances bastante abaixo do topo dos PCs, e estes em apenas 2,5 anos passaram dos 4.49 Tflops da Titan que em 2013 custava 1000 euros, para os 8.6 Tflops da Fury X que custa 620 euros.

Em apenas 2 anos, os PCs passaram de 2.4/3.44 vezes mais potentes (PS4/Xbox One) para 4,6/6.5 vezes mais potentes, com o custo da performance a descer, graças às ofertas da AMD, ao ponto de, por 200 e poucos euros termos GPUs PC, como a R9-380, a oferecer 3.5 Tflops.

É uma diferença tão radical face ao passado que esperar por um ciclo completo de 5 anos se torna impossível com o atual paradigma. Não só porque a nova PS5 para ser acessível não conseguirá, mesmo com um ciclo de apenas 5 anos na PS4, competir com o que haverá na altura no PC (a não ser que tenha um preço descomunal), mas as atuais consolas tornar-se-ão obsoletas mais rápido do que o normal, e as análises da Eurogamer tem vindo a demonstrar que as consolas cada vez menos apresentam novidades gráficas, cortando cada vez mais e mais face ao PC.

Com o PCs com APIs de baixo nível e com performances 4 ou mais vezes superiores em apenas 2.5 anos, as consolas precisam de mudar radicalmente a sua forma de encarar o mercado. Em 2018, altura em que as consolas fariam 5 anos, a disparidade de performances que já existe seria alarmantemente gigante, e sem possibilidade de ser recuperada, mesmo com lançamentos futuros de novas consolas.


Pior ainda, apesar de a AMD nos oferecer alternativas mais baratas que as NVIDIA, a tendência é o custo de produção das placas das topo de gama subir,. É o custo da performance perante uma tecnologia acessível que está prestes a atingir o limite com os 7 nm e com tendência a se tornar mais cara nessa altura. Tão cara que competir com a mesma numa consola se torna impossível

Torna-se por isso imperativo definir e vincar as plataformas. Ter a certeza que serão as consolas base a ditar os jogos para o hardware mais potente e não o mais potente a ditar os cortes para o mais fraco. Daí que a compatibilidades entre os sistemas mais fracos e mais fortes é imperativo, sendo que há que se criar as condições para ser o mais fraco a ditar as leis para garantir a optimização máxima de todos os sistemas, o que não acontece quando se pensa da forma inversa.

Nesse aspecto, e recolhendo tudo o que já falamos até agora, a escolha da tecnologia x86 é um grande passo. Oferece às futuras gerações algo que até agora não tivemos, a facilidade de mantermos sempre a retrocompatibilidade. E isso quer dizer que em 2050 poderemos continuar a jogar o Uncharted 4 ou o Halo 5 tornando as consolas mais atrativas e presas ao software já existente!

Esta tecnologia desce ainda os custos de desenvolvimento das consolas, permitindo que as mesmas sejam vendidas bastante mais perto do custo real do hardware, tornando-as assim mais atraentes a nível de preço face ao PC.

Mas restam algumas situações para salvaguarda. O garantir a subsistência da plataforma é essencial pois com ele surge a certeza que as bases se mantêm activas e atractivas, e igualmente o garante que as consolas, mesmo com os problemas de evolução futura, se mantêm competitivas enquanto podem face à performance e capacidades de um PC, ditando não só os jogos, mas oferecendo igualmente as performances que as melhores máquinas desejam.

A Microsoft foi a primeira a atuar nesse sentido. Quebrou com a barreira que sempre separou o PC das consolas, trouxe um API comum para o PC e a consola, e pela primeira vez na história, trouxe as optimizações do API para o PC.

Assim a Microsoft torna a Xbox numa plataforma mista que envolve o PC e a consola. A consola é a base de desenvolvimento, e o PC poderá usar a sua performance adicional para fazer mais e melhor, sem no entanto , graças a regras rigorosas, apresentarem grandes disparidades gráficas, tudo graças à existência e um sistema operativo comum, o Windows 10, e um API de baixo nível igualmente comum, o DirectX 12.

Esta foi certamente uma decisão polêmica, mas a Microsoft foi primeira empresa a caminhar nesse sentido. A Xbox One tornou-se na base da plataforma, o sistema mais optimizado, mas igualmente o mais fraco. Mas apesar de eventuais queixas, torna-se lógico que esta é a solução mais coerente no sentido de fazer a consola co-habitar com o PC e mantê-la relevante. É um sacrifício necessário!

É nesse âmbito que surge agora a PS4K. Uma consola da Sony que pretende fazer o com a sua plataforma o que a Microsoft fez com a Xbox ao trazê-la para o PC. Oferecer alternativas de maiores performances à plataforma Playstation, mantendo-a relevante face ao PC e à concorrência, e mantendo a Playstation como uma pltaforma igualmente atrativa que possa continuar a atrair novos potenciais clientes.

Ora quando Shuhei Yoshida refere que não tem a certeza se haverá uma Playstation 5, e Phil Spencer refere que haverá uma nova Xbox One, esta situação reflete as realidades diferentes das duas empresas.

Se para a Microsoft uma nova consola apenas precisa de ser um PC mais potente que eleve as especificações da base da sua plataforma, para a Sony uma nova consola precisa de ter uma base mais barata e uma alternativa um pouco mais cara com performances que possa competir com os topos das plataformas concorrentes. Basicamente, sem a opção dos PCs, a Sony precisa de duas máquinas para fazer o mesmo: uma base, e uma oferta mais potente, não sendo a mais potente substituta da existente, ou sequer compra obrigatória.

É isso que irá existir nesta geração com a PS4 e a PS4K, mas poderá não existir novamente com uma PS5 em formato físico, ou se existir ela deverá ser, mais uma vez, apenas uma PS4K melhorada, colocando a PS4K na posição da PS4 e a nova consola na posição da PS4K, não sendo assim uma verdadeira Playstation 5.


Basicamente, e face à atual realidade, para garantir o futuro da sua plataforma a Sony precisará sempre de uma consola base e uma com melhores performances para ser competitiva face ao PC e manter a marca Playstation atraente para os clientes desse mercado que estejam interessados nos jogos Sony.

Num futuro mais longínquo, e isso já foi discutido por várias vezes, sendo que mesmo a Microsoft já estudou essa possibilidade, acabarão as consolas físicas e o gaming passará pela oferta de jogos como um serviço. A Sony quando adquiriu o Gaikai pensava já nessa possibilidade! E com o PS Now, o serviço de streaming de jogos da Sony, o futuro da Sony e da PS5 poderá passar mesmo por aí, talvez mais cedo do que se pensa.

Seja com que perspectiva for, o lançamento de uma PS4K parece, do ponto de vista empresarial e do futuro da marca, a melhor solução da Sony. Naturalmente, pelo desagrado que a situação trará, a consola deverá ser atrasada o mais possível, mas perante estas perspectivas o seu lançamento parece inevitável, quanto mais não seja para que, mesmo que o futuro passe pelo streaming, o mesmo possa ocorrer a 4K com 60 fps. Mesmo o PS VR torna-se mais competitivo e passa a ter as performances desejadas enquanto o mesmo for dependente da Playstation, podendo competir com o PC e devendo, no futuro suportar o PC como periférico.

Com políticas que garantem que o desenvolvimento nas consolas da Sony se processa da mesma forma que na plataforma Xbox, ou seja com a PS4 a ser a plataforma de desenvolvimento e a PS4K a ser apenas capaz de executar o mesmo de forma melhorada a nível de performances, a PS4 garante a continuidade do seu suporte, e a Sony garante o interesse e competitividade da plataforma para os próximos 3 anos.

Não é algo que um cliente da PS4 atual deseje, e não é algo que agrade à maioria, mas é algo que, depois de devidamente analisado, entendo que parece revelar-se como necessário, mesmo sendo eu um dos que não fica agradado com esta situação. Mas seria utópico pensar-se que a Sony não sabe da revolta que a situação criará. Infelizmente a empresa está colocada numa posição onde os consumidores, com as suas práticas, a puseram. E agora necessita de reagir e pensar no futuro da sua plataforma consciente que mesmo que  sua consola ainda tenha trunfos na manga eles não chegam para acompanhar a força bruta dos PCs e a evolução garantida à Xbox com a criação da plataforma mista com o PC.

Será certo que devido a tal todos sentiremos no futuro falta do lançamento de novas grandes consolas, com deltas de performance esmagadores face aos modelos antigos. Agora o que teremos serão atualizações a cada 3 anos… até à inevitável passagem para os serviços de streaming. Mas perante a realidade introduzida pela Microsoft que garante um futuro à Xbox onde teremos sempre um modelo base e toda uma plataforma mais potente a ser suportada, a Sony não pode nunca cair no erro de manter apenas um modelo base ultrapassado à partida, apenas apostando no nome e marca. Até porque os utilizadores que se mostram agora revoltados serão os primeiros a saltar do navio se virem a consola a ficar para trás face ás ofertas da concorrência…

Pessoalmente fico triste… Gostava mais das coisas como eram! Mas ao menos fica a garantia que a PS4 será, tal como a One, a plataforma base de desenvolvimento. E o que se tem visto com esta política no lado da Microsoft, até tem sido bons resultados.

Mas as consolas como as conhecíamos… chegaram ao fim! A Microsoft misturou-as com o PC, a Sony mantem o conceito fechado mas necessita de mais do que um modelo no mercado, que ofereça jogos idênticos, desenvolvidos para o modelo base, mas que ofereça performances de topo.

É o fim de uma era! E o inicio de outra!

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Readers Comments (13)

  1. Luciano S. Carvalho 30 de Abril de 2016 @ 9:11

    Infelizmente se essa realidade se confirmar, será muito triste, talvez com isso estejam decretando a morte dos consoles. A Sony pode estar dando um tiro no próprio pé, acabando com o seu principal negócio hoje em dia. Vamos esperar e ver no que vai dar. Que venha a E3!

  2. Luciano S. Carvalho 30 de Abril de 2016 @ 10:28

    É como disse o Oráculo à Neo em Matrix: “Tudo que tem um começo, tem um fim.”

    Agora só nos resta aguardar por esse futuro novo.

    Parabéns pelo excelente texto!

  3. Interessante é que no Oriente(Japão,China,Coréia,etc) o número 4 tem um sentido semelhante a morte.
    Não sei bem o que pensar em relação a “morte” dos consoles na forma tradicional de ser… Só sei que vai ficar caro pra quem quiser ficar atualizando a máquina de 3 em 3 anos… Essa próxima E3 vai ser bem agitada.

  4. Estou confuso ainda!
    Iremos ter melhor gráficos????
    Já percebi que iremos ter como resolucao, no mínimo 1080p, e irão promover os fps…
    Mas iremos ter melhores gráficos?
    Talvez só nos jogos third party???
    Porque para ter melhores gráficos, sou bem capaz de fazer o upgrate!!
    Uma vez que não me interessa jogos a 4k!!!
    Ainda estou bastante longe para adquirir uma tv que o permita!

  5. Mário, excelente artigo, concordo de facto que o futuro que desenhas venha a ser real, é para isso que eles estão a trabalhar, o que não concordo contigo é nalguns pontos como por exemplo, a questão da performance das consolas face ao PC.
    De facto a performance é importante, sem dúvida, muito do hardware das consolas é derivado de tecnologia existente no PC, embora extremamente alterada e personalizada, sendo que as semelhanças ficam-se por ai, logo não percebo qual é a necessidade das consolas terem que acompanhar o PC, porquê?
    Não percebo porque há anos que o grosso do catálogo do PC anda um pouco a reboque do catálogo das consolas, a esmagadora maioria dos jogos AAA que estão no PC, derivam de produções oriundas de investimentos nas consolas que são mais lucrativas para a produtoras que o PC, e além disso, temos também o facto de que as versões PC desses mesmos jogos estão algo ”capadas” a nível de performance para manter uma certa paridade entre versões.
    Perante este cenário, não percebo a necessidade e a pressa de uma consola ter que acompanhar o PC, quando é a consola que ”manda” na industria, mesmo que tenha um volume de negócio menor.

    Outra coisa que não percebo é porque é que a Sony tem que temer ou competir com a nova plataforma Xbox ou o PC?
    Em primeiro lugar, isto da plataforma Xbox é mais dúvidas que certezas, já para não falar no descontentamento, em segundo lugar, o que há a temer com uma consola que bate recordes de vendas mês após mês e que está a tornar-se na consola mais vendida de todos os tempos?

    A questão da retorcompatibilidade a mim não me convence, sempre tiveram a oportunidade de o fazer mas preferiram lucrar com ela, a Microsoft está a fazê-lo? Da forma como está a ficar para trás todos os trunfos contam.
    Certo é que alguns jogos da PS2 que comprei para a PS3, são-me novamente cobrados na PS4, logo a mim não me convence, e ainda por cima quando se percebe no filão de ouro em que se tornaram os remasters.

    Para mim o cenário é muito claro, novas consolas a cada 3 anos nada tem a ver com retrocompatibilidades e muito menos com actualização tecnológica para seguir mais de perto o PC, um mercado completamente diferente, para audiências totalmente distintas, isso é uma utopia, a grande maioria das pessoas que fazem a PS4 estar no topo dos numeros do NPD e outros tops mundiais, não quer saber qual é o CPU/GPU da PS4, querem é bons jogos, jogos como o que vai sair dia 10, quiçá o jogo visualmente mais avançado que já vi, a correr nessa consola que por algum motivo que não interessa minimamente ás massas, tem que andar a correr atrás do PC, como se o PC é que ditasse o mercado de videojogos.

    A PS4 não precisa de mais poder, precisa de mais poder sim, quando se compara com o incomparável, o PC, ai cria-se a ilusão da falta de poder, quando na realidade a PS4 tem o poder certo para aquilo que é, uma consola, uma consola que faz aquilo que estamos prestes a ver, o que a PS4 de facto precisa não é de mais poder, é de mais investimento, como aquele que a PS3 teve que resultou num naipe de grandes exclusivos tanto em quantidade como qualidade, não em novos modelos da mesma consola com mais poder que vai dividar a user base.

    O objectivo da Sony com a Neo não é o retro, não é melhor tech nem sequer dar opções, é tentar vender mais que uma PS4 à mesma pessoa, é o season pass em forma de hardware, e o facto de se acreditar que é opcional, é onde reside a ilusão.

    • Respondendo às tuas questões:

      As consolas não tem nem nunca tiveram de acompanhar o PC… Porque apesar das evoluções do PC, ao final de pelo menos 5 anos de vida as consolas lançavam um novo modelo que lhes era superior. Isto foi uma realidade até à geração passada.
      Mas como a geração passada demonstrou, colocar consolas superiores ao PC custava 700 euros. E atualmente irias para os 1000!
      As consolas nunca mais acompanharão o PC, e a nova geração saiu logo à partida inferior.
      Sim, é certo que as consolas tinham trunfos na manga que lhes permitiam ao longo dos anos irem produzindo mais resultados. Hardwares mais complexos que iam sendo dominados e mesmo APIs de baixo nível.
      Agora… isso acabou! O X86 permite dominar as consolas rapidamente, e sem os APIs como vantagem… as consolas são o que são face ao PC.
      Daí que se antes tinhas diferenças grandes nos números, convinha perceber que o PC em média requeria o dobro do hardware das consolas para a acompanhar. Agora o fosso está muito menor, e as consolas não possuem nenhuma tecnologia que o PC não possa igualmente implementar, melhor ou pior. E no futuro nenhuma consola acessível vai competir com o PC, pelo que há que se criar uma plataforma que, mesmo não competindo permita a qualidade… e a performance!

      Agora a Sony tem de temer a Xbox. Claro que tem! A Xbox concorre pelo mesmissimo mercado! São concorrentes e as concorrentes tem de se temer uma à outra.
      A Microsoft quebrou a barreira da definição consola ao trazer a mesma para o PC. A Xbox One é agora apenas um PC acessível, optimizado para jogos, e com formato consola.
      Isto muda o paradigma do que conheciamos até hoje!
      A Sony não quer ir tão longe. A sua plataforma irá manter-se fechada, mas necessita de ter as alternativas de performance para competir. Não podemos dizer que os exclusivos Xbox correm a 1080p 60 fps no PC, mas a 900p 30 fps na PS4 (independentemente de na Xbox One ser 720p 30 fps).
      A Sony precisa de competir com as performances… de uma forma opcional, apenas para que esse factor não seja diferenciador. É assim que eu vejo a coisa!

      A PS4 descerá para os 290 euros, a Neo irá para os 399. 110 euros de diferença. Ambas as consolas mantêm-se e não competem uma com a outra, mas a oferta é superior.

      É assim que eu estou a entender a manobra. Só pode mesmo ser isto e assim, pois não encontro outra explicação lógica para a situação, e como sabemos a Sony tem mais a perder do que a ganhar com isto, pelo que a única explicação lógica é mesmo a necessidade de implementar a plataforma de forma mais vincada no mercado!

      Agora a retrocompatibilidade, pela primeira vez, interessa-lhes… e o x86 vai permitir isso!

      • E sabe qual é o meu medo de isso tudo e que eu acho que a jogada da $ony vai dar certo e eles vão vender muitos PS4 comuns e neos para saciar essa sede de mais e mais tecnologia o meu é mais é melhor e os jogos vão ser posto em segundo plano e viveremos de COD e FiFa.

        • Já percebeu que ninguém lança um novo IP após agosto?
          Já vivemos os últimos meses do ano de Call of Duty, Assasins Creed e Fifa a um tempo, e esses são os meses de maiores vendas no ano. Cada Call of Duty consegue a proeza de vender pelo menos 20 milhões de cópias em um ano, sendo apenas o mesmo jogo anterior com algumas leves mudanças. A última boa campanha que conheci nessa série foi em Black Ops de 2010. Modern Warfare 3 nem tive vontade de terminar e decidir abandonar a série ali. Joguei os outros com meu irmão só para ter certeza de que não precisava comprar, e mesmo ele que é um consumidor comum que tem o PS4 e o Xbox One em casa e não consegue ver a diferença do mesmo jogo em plataformas diferentes, já notou que não existe nenhuma evolução entre as sequências.
          Então, enquanto o público mainstream não se importar de comprar o mesmo jogo todo ano, a tendência é a total banalização da indústria, o que incluirá os consoles. Se a estratégia da Sony de lançar uma nova plataforma for par competir com a plataforma Xbox no PC, eles fizeram totalmente errado e não irão atrair nenhum jogador de PC.
          O PS4 Neo foi feito pro mesmo publico que comprou o PS4 de novembro de 2013 até agora.

  6. Eu espero sinceramente, que esse movimento de lançar atualizações de hardware na metade do ciclo de vida médio dos consoles, deem muito errado. Por enquanto parece que irá ser iniciado pela Sony, acredito que a Microsoft ainda prefira esperar para ver no que vai dar, até porque ela já, ao meu ver, se arriscou e cometeu um erro ao lançar os até então exclusivos do XBOX ONE no PC tirando parte da atratividade do console. De qualquer maneira, quem irá decretar o sucesso ou não dessa nova política no mercado dos consoles serão os jogadores, somente eles podem dizer se é isso que realmente desejam daqui para frente. Eu particularmente, prefiro que se for para ser assim, que então pulemos de vez para o modelo onde os consoles se tornem um serviço, pelo menos não teríamos mais que investir uma quantia considerável de recursos em algo que logo se tornaria obsoleto, investiríamos sim, no que realmente importa, o verdadeiro e único objetivo de todo gamer, os jogos.

  7. Surgiu hoje o rumor sobre o próximo console da Microsoft. Por enquanto nada deve ser encarado como sério, apenas suposição.
    Seria um lançamento para a primavera de 2017, o que nos leva para algo entre o final de março até o final de junho. A Microsoft estaria disposta a vender o console com prejuízos no inicio para ter um hardware que seria 5x mais poderoso que o PS4 e mais de 2x mais poderoso que o PS4 Neo.
    As especificações supostas seriam uma CPU Zen, GPU Vega de 64CUs, Memória HBM ou DDR4+HBM numa configuração semelhante à ESRAM+DDR3, não é muito preciso. Esse console seria modular, então os componentes podem ser atualizados no futuro como a patente vazada recentemente.
    Particularmente acho que duas coisas são reais nesse rumor, a microsoft vai lançar seu console novo após a Sony e ele será mais o poderoso, pelo menos para ter o marketing ao seu lado.
    Todo o resto não deve ser tomado como sério nesse momento, porém algumas coisas devem ser levadas em consideração:

    A GPU Vega que é superior a Polaris 10 promete o mesmo desempenho de um R9-Fury pela metade do preço, não é impossível de ser colocado em um console que seria vendido com prejuízo se assim a Microsoft estiver disposta, e se alguém poderia fazer isso entre as empresas de consoles, é somente ela nesse momento.

    Vender consoles com prejuízo não é um problema se outra fonte de renda cobrir os gastos. Tendo o marketing certo, eles podem vender mais unidades e o retorno viria na venda de softwares e serviços como a live, já que a pirataria em consoles praticamente foi extinta. É um risco de qualquer forma que só pode ser tomado por quem não está dependendo dos lucros desse produto para sobreviver.

    Por último, eles terão o PS4 Neo como referencia da recepção do mercado e usarão as falhas do mesmo para justificar se vale a pena investir no Xbox.

    Acho que os dois vão falhar de inicio e esses consoles vão encalhar no primeiro ano e isso vai forçar tanto Microsoft como Sony a voltar atrás no plano de atualizações de hardware constante e serão obrigados a transformar os consoles atualizados em nova geração e segurá-los por um tempo maior.

  8. Me parece que estão tentando compensar uma certa escassez de novas ips relevantes com novos hardwares. Tentarão dar uma nova sacudida no mercado com esses hardwares, mas não posso deixar de apontar para uma geração morna em novas ips, ao passo que a geração passada foi excelente nesse ponto.

    Caso a Microsoft resolva lançar seu novo hardware também, Lá pro final de 2017 eu penso na hipótese de migração. Espero que este novo console seja exponencialmente superior ao Xbox one atual (tipo 4x), pra justificar a migração. Contanto que mantenham compatibilidade integral com acessórios e jogos, não seria um problema.

    Eu honestamente preferiria que lançassem só em 2018, mas já que não será assim, irei analisar as coisas, a fim de tirar melhor proveito possível da situação.

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