Crackdown 3 foi dos maiores flops de vendas dos últimos anos.

Os valores de vendas da NPD apareceram, e Crackdown 3 nem sequer aparece na lista.

Crackdown 3 foi um flop. O exclusivo não conseguiu sequer aparecer nas listas dos jogos mais vendidos. Nem no top 20 global, nem sequer no top 10 exclusivo da Xbox. Sendo normal que, mesmo de forma temporária, os jogos exclusivos recém lançados apareçam nas listas de jogos mais vendidos, Crackdown 3 é uma excepção.

Eis uma notícia relativa ao lançamento de Crackdown 2, um jogo que também esteve longe de ser um sucesso, vendendo pouco mais de 40 mil cópias no lançamento, mas que mesmo assim entrou para o primeiro lugar dos mais vendidos da Gametrack (Reino Unido).

Os motivos são diversos, sendo que a fraca qualidade do apresentado será o principal. Mas a sua presença no Gamepass terá de ser igualmente tomada em conta pois o facto de este jogo estar presente no serviço torna a sua compra, mesmo que este fosse um jogo com alta qualidade, muito menos atractiva e desejada. Afinal basta pagar 1 euro por um mês de serviço (e as promoções nesse sentido tem sido muitas), para testar o jogo por um mês. E nesse sentido, as vendas digitais, cujos valores não se conhecem, não deverão também ter sido exactamente famosas.

Aliás, mesmo com o Gamepass a receptividade ao jogo tem sido má… tanto que, apesar de recente, ele nem aparece na lista dos 50 jogos mais jogados na Xbox.



Após 5 anos em desenvolvimento, e publicidade diversa ao longo dos anos, o jogo terá forçosamente um investimento considerável, as fracas vendas do jogo não deixam dúvidas que estas não chegaram sequer para compensar os custos. No Reino Unido, o segundo maior mercado do mundo o jogo vendeu um total de… 4 mil cópias.

Sim… 4 mil cópias! Quatro mil…

 

Recordemos que Crackdown 3 foi o porta estandarte do Poder da Cloud, um slogan que ficou colado à Xbox, e que ficou agora com uma imagem terrível junto do público pela baixa qualidade do entregue e aceitação do público, tendo sido um jogo falado activamente nos fóruns ao longo dos anos, publicitado por diversas vezes, e um jogo esperado por muitos por ser o jogo que finalmente traria o poder de 12 consolas Xbox One para cada utilizador.

Sinceramente não tenho memória de um jogo Second Party das consolas tão amplamente promovido, tão falado internamente, e com tanto tempo de desenvolvimento ter sido um flop tão grande. Que não gerasse lucros suficientes para se pagar, ainda vá que não vá, o mercado é grande, a oferta é extensa, e os jogos podem dar-se mal. Mas vender 4 mil cópias… isso são valores de vendas que apenas encontramos em jogos de terceiro plano de baixa qualidade e pouco publicitados e desejados, e não em jogos exclusivos e com tanta visibilidade e promoção como a que foi dada pela Microsoft a Crackdown 3.

 



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José Galvão
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José Galvão

Crackdown 3 no dia de hoje é aquela piada que é verdadeira, deve ser do poder da nuvem.

Livio
Visitante
Livio

Imagina se não tivesse o poder da nuvem!

Edson
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Edson

E essa eu tenho certeza que não é 1° de Abril.rs

Rodrigo Silveira
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Rodrigo Silveira

Quer melhor resposta do consumidor senão pelas “vendas” dos jogos? Crackdown 3 é um jogo bastante divertido, mas de qualidade mediana realmente; e não está a representar os exclusivos da Microsoft (na minha opinião).

E lamento que o autor tenha se baseado em “falácias”, como quando cita que o mesmo esteve por “cinco anos em desenvimento”. Sim, de fato desde o anúncio até o seu lançamento passou-se “cinco anos”; porém não em desenvolvimento. Este jogo passou por “idas e vindas” de estúdios e a sua demora esteve relacionada diretamente com o “amadurecimento” da nuvem pela Microsoft, para entregar nele um modo online similar em desempenho independente de o consumidor jogar no XONE original ou no XONE X. Tudo isso está devidamente esclarecido na Revista Xbox (aqui no Brasil), edição de fevereiro, por um dos Diretores de um dos estúdios que finalizaram o jogo (que não vou me lembrar agora dos nomes). E cita ainda que praticamente a metade do jogo foi finalizada no último ano antes do seu lançamento, em 2018. Estas são as informações oficiais.

Apesar de esclarecido acima, não muda o fato de Crackdown 3 ser um jogo mediano (AA), que não tem a pretensão de suprir “carência de jogos exclusivos de peso” – como dizem por aí.

Sendo este jogo o último jogo anunciado antes da era Phil Spencer na divisão XBOX da Microsoft, e tendo esta reformulado aquela divisão em vários sentidos, esperamos que a qualidade nos jogos exclusivos da Microsoft volte em grande altura ainda a partir deste ano com Gears 5, Ori, Battletoads…, e continue com os novos estúdios que estão sendo contratados e expandidos, e com todo suporte financeiro, de recursos humanos e de tecnologia da Microsoft, eles possam focar na criatividade e no desenvolvimento de jogos para fazer até melhores jogos do que já fizeram até agora no histórico de cada um deles.

O XBOX merece; e o Playstation também um concorrente a altura.