De 4500 criadores presentes no Game Developers Conference, apenas 3% estão a trabalhar na Switch

O sucesso da Switch depende acima de tudo do suporte dado à consola. Mas o suporte depende das vendas! E misturando as duas coisas, a Switch ainda está muito tremida.

Antes de abordamos a notícia em si, vamos fazer um pequeno enquadramento para quem não está a par das eventuais justificações que podem ser encontradas para os números que já leram no título. E aqui vai ele!

A Switch tem uma grande sombra a pairar sobre si. A Wii U!

A Wii U teve a infelicidade de ter um  mau arranque. A consola não vendeu muito, e consequentemente os jogos Third Party ali presentes tambem não venderam. A consequência foi um corte no suporte que diminuiu ainda mais as vendas da consola. E o resultado final foi uma consola que acabou por ser um flop comercial.

Perante a sua antecessora, o receio do mercado, quer do lado do consumidor, quer do lado dos criadores, existe, e nesta fase é ainda muito cedo para se saber ao certo que tipo de sucesso a Switch terá, especialmente sendo conhecido que a consola sofre de vários problemas que já abordamos, tendo inclusive já sido hackada, o que cria um grande desinteresse junto dos criadores de software, pela perspectiva de menores vendas.

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Retomando o nosso artigo

Ora como é habitual, todos os anos é feito um inquérito aos criadores de software presentes na maior conferência mundial da área. a Game Developers Conference ou GDC, e este ano tal não foi excepção, sendo inquiridos um total de 4500 dos criadores de software presentes.

Os resultados são os que se seguem:

Estes dados acabam por ser relevantes em mais do que um aspecto, nomeadamente o facto de o PC ter mantido a percentagem do ano passado, a PS4 e Xbox terem tido um crescimento de quase 15% face ao ano passado, os tablets e smartphones terem tido uma quebra brutal de mais de 20%, o aparecimento de uma boa percentagem de criadores a desenvolver para equipamentos de realidade virtual e de realidade aumentada, e a pequena percentagem de criadores que se estão a mostrar interessados na Switch.

Apesar de este ser o ano de estreia da Switch, a realidade é que esta situação mostra os receios do mercado. e muito certamente (e aqui especulamos) desses 3% uma boa parte estará envolvida em jogos multi plataforma, nomeadamente jogos partilhados com as plataformas moveis.

Resumidamente, o futuro da Switch está ainda muito tremido e incerto, e não são as notícias de valores recordes de vendas no lançamento que alteram isso, até porque as vendas que contam não são as iniciais, mas sim as que se conseguem manter de forma sustentada ao longo dos tempos.

E quanto a essas… temos de esperar!

Eis uma lista mais detalhada:

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Readers Comments (4)

  1. A Nitendo vai ter que se deitar na cama que ela própria fez, a formula vencedora consola fraca + funcionalidades inovadoras funcionou bem na wii, mas e segundo um ditado já muito antigo: nunca caiem dois raios no mesmo sitio a wii U foi o que foi e esta nova consola vai ter a mesma sorte e a única coisa que a poderá safar é a sua portabilidade, mas as principais editoras não vão aderir, mesmo que a consola venda muito pelo mesmo motivo que não fazem jogos AAA para ONE PS4 PC e tablets, apesar dos últimos citados já terem uma potência consideravel e terem uma grande base instalada, têm uma arquitectura diferente que não os torna atractivos para as produtoras….a switch está condenada a ser uma consola portãtil que corre todos os jogos da Nitendo…o resto é história

  2. Daqui a uns meses o panorama dos video jogos vai ser:
    1ª LIGA : PC e Scorpio (PC como lider incontestado)
    2ª LIGA : PS4 PRO, PS4 Slim e Xbox one S ( PS4 PRO idem)
    3ª LIGA : Switch, Vita, 3DS, tablets e smartphones (e tenho as minhas dúvidas que a Switch tenha poder para liderar a 3ª LIGA por muitos anos)

    • Se isso acontece é uma catástrofe.
      Aceito que possa haver uma consola elite com diferenças grandes face à base. Mas essas diferenças não podem ser ao nível de um fosso que há entre um PC e uma consola.
      Isso não é uma consola melhorada, é basicamente uma separação. Uma consola dos pobres e uma consola dos ricos.
      Apesar de saberes que considero a Pro uma aberração que não deveria existir (algo que se aplica a todas as consolas de meio de geração), o que vejo no fundo é algo bem pensado. A consola é uma PS4 4K. tem os mesmos limites da PS4, mas alargados para uma escala de 4K.
      Se a scorpio faz mais do que isso, mas desta vez a 4K nativos, então algo aí está mal… E a clivagem entre modelos não é aceitável.

  3. Curiosamente foi a Sony que tinha a consola mais poderosa a primeira a lançar um novo modelo, mas nem foi aí que a guerra começou, a PRO foi uma resposta antecipada á necessidade da MS melhorar a Xbox ONE pois a PS4 estava a vender muito mais e o motivo mais evidente dessas vendas era a supiroioridade gráfica da mesma, pois nos inicio a PS4 nem tinha assim tantos exclusivos que justificassem uma diferença tão significativa nas vendas, neste momento temos PS4 PRO, PS4 slim, PS4 normal e a Xbox ONE S apenas aparece em quarto lugar, não têm como a MS ficar com a ONE S como a consola Topo de gama da empresa, principalmente com as vendas a abrandar cada vez mais

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