Depois de várias actualizações ao SDK, e remoção de limitações, a Xbox One apanhou a PS4?

O lançamento da PS4 e da Xbox One foi marcado por uma grande disparidade a nível da resolução de ecrã, fps e mesmo efeitos gráficos. Algum tempo depois, após uma série de reformas da Microsoft à sua consola, como elas se comparam?

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O conhecimento das especificações das duas consolas de nova geração revelaram uma realidade. A nível de capacidade de processamento, o GPU da PS4 era 40% mais potente.

Essa situação associada à menor complexidade de programação no que toca à gestão de recursos na consola da Sony levou a disparidades gráficas nos jogos lançados para ambos os produtos.

Mas apesar das realidades do lançamento, será que a situação se alterou entretanto?

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Para verificarmos isso dividimos o tempo de vida das consolas em dois. Um até Julho de 2014, altura até à qual tinham sido lançados 28 jogos multi-plataforma, e de Agosto até à presente data, altura em que se lançaram 25 jogos multi-plataforma. Conseguimos assim alguma equivalência no número de lançamentos.

Esta divisão permite ainda dividir o período de vida das consolas em duas partes devidamente distintas no que toca à Xbox One. Em Maio de 2014 a Microsoft substitui definitivamente a driver gráfica da Xbox One pela nova driver Monolítica com acessos de baixo nível ao estilo DirectX 12 e que até então estava reservada às equipas first party da empresa, e em Junho a Microsoft remove a obrigatoriedade do Kinect e as respectivas reservas de potência existentes na consola.

Assim, ao dividirmos a vida da consola em dois períodos, o primeiro desde o lançamento em 2013 até Julho de 2014 e o segundo desde Agosto até à presente data, ficamos não só com alguma equivalência no número de títulos lançados, como claramente estamos perante duas etapas bastante diferentes na vida da Xbox One a nível de performance e capacidade de utilização da mesma. Há contudo noção que no primeiro período temos já incluidos jogos como Diablo III que foi dos primeiros a beneficiar da potência adicional libertada pela remoção da obrigatoriedade do Kinect, mas a mudança do mesmo para o segundo período alteraria a realidade temporal das coisas, e este foi um dos jogos excepcionalmente optimizados para os novos ganhos dentro deste período.

Assim, e apesar de a tabela que se segue não refere outras diferenças gráficas como efeitos adicionais aplicados às diferentes versões, em Julho de 2014, o panorama do mercado face aos principais títulos era (salvo eventuais falhas) o que se segue:

 

O resultado era claro: 13 dos 28 jogos, ou perto de 46,42 % dos jogos Xbox One não atingiam os 1080p, sendo que 14.28% desses jogos corriam a menos de 900p, com 10,71% a 720p,  e 3,57% (um jogo) a 792p.
No caso da PS4 também tínhamos 6 jogos, ou 21,42% dos jogos PS4, sem atingir os 1080p, mas curiosamente tínhamos também 2 jogos, ou 7,14% dos seus jogos até processavam um framebuffer superior a 1080p. No global, tambem em 46,42% dos jogos lançados para ambas as plataformas a Xbox One apresentava menor resolução ou fps que a PS4 (ou a PS4 apresentava melhores resoluções e FPS que a Xbox One, como preferirem), sendo que em 53,58% dos jogos, salvo eventuais diferenças nos efeitos gráficos ou sua qualidade, as consolas equivaliam-se

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Nota: Neste gráfico, os valores apresentados correspondem a metade dos valores dos restantes gráficos pois os jogos são contabilizados por duas vezes, na versão PS4 e na versão Xbox One. Ou seja, o universo de jogos está duplicado.

Mas desde essa altura, como já referido, várias alterações ocorreram e que foram devidamente conhecidas na Xbox One.

A consola teve o lançamento de versões mensais e melhoradas dos seus SDK, que incluiram entre outras situações a introdução do PIX, a ferramenta de análise e optimização das performances da consola, a remoção das reservas do Kinect (10% de reserva do CPU e GPU), a introdução da driver monolítica com acessos de baixo nível ao estilo do que acontecerá com o DirectX 12, etc.

Vamos por isso analisar os jogos que saíram neste segundo período e que contaram com estas optimizações já disponíveis (apesar que nem todos os jogos, especialmente os lançados nos primeiros tempos deste periodo, acabaram por tirar partido delas), para vermos até que ponto a Xbox One conseguiu com todas as alterações, aproximar-se da PS4.

Da actual lista, a Xbox One falha em atingir os 1080p em 52% dos jogos, com 12% a ficarem-se pelos 720p! Comparativamente a PS4 só não consegue os 1080p em 2 jogos, ou 8%!

Significa isto que a percentagem de jogos que não atingem os 1080p aumentou na Xbox One, mas diminuiu na PS4. E a percentagem de jogos 720p aumentou igualmente.

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A nível de menores resoluções e fps que a PS4, a Xbox fica atrás em 13 jogos o que equivale a 52%. Igualmente uma subida face ao anteriormente existente! Isto quer dizer que a paridade desceu para 44% dos jogos (menos de metade). Podemos contudo dizer aqui que pela primeira vez, em AC: Unity, a Xbox One mostrou alguma superioridade (CPU) face à PS4.

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Nota: Neste gráfico, os valores apresentados correspondem a metade dos valores dos restantes gráficos pois os jogos são contabilizados por duas vezes, na versão PS4 e na versão Xbox One. Ou seja, o universo de jogos está duplicado.

Vamos assim que, no global, apesar de todas as melhorias aplicadas à performance e rendimento da Xbox One, a disparidade entre as consolas não diminuiu nos último ano. Pelo contrário, aumentou ligeiramente revelando que a Sony, apesar do desconhecimento das suas novidades, apresentou igualmente melhorias no seu sistema.

A grande novidade que se avizinha será a introdução do DirectX 12 e as suas alterações adicionais. Talvez nessa altura a Xbox One consiga diminuir o fosso para a PS4, mas falta saber como a Sony irá responder. Afinal nada indica que o DirectX 12 tenha novidades que o GNM, o API da PS4, não suporte, ou possa vir a suportar, igualmente.

Mas teremos de esperar para ver qual o aproveitamento do hardware face às melhorias do software, e a Xbox possui algumas características no seu hardware onde bate a PS4 e que se podem revelar importantes (largura de banda e CPU por exemplo). E as expectativas, essas certamente são grandes.

Quem sabe, daqui a mais 6 meses não se faz novamente uma comparação do género?

 

 

 

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