Director técnico da Frostbyte elogia os ACEs da Playstation 4

O director técnico da Frostbyte (conhecida pelo seu motor com o mesmo nome) fala da PS4 dizendo que ela não precisa do Mantle, e elogia os seus ACEs.

r9 290 arquitectura

Muito se tem falado das performances do Mantle que já mostraram casos com ganhos de 300% face ao uso do DirectX. Johan Andersson é o director técnico da Frostbyte e um dos “evangelistas” por trás do Mantle, mas vem referir que a Playstation 4 não precisa minimamente dele uma vez que o seu API é igualmente bom.

Esta foi uma resposta dada quando questionado no Twitter sobre se o Mantle alguma vez viria para a PS4.

O API Gráfico da PS4 é igualmente bom e não precisamos do Mantle na consola



Mas o mais interessante foi a revelação de uma conversa que Andersson teve com Cort Stratton, um dos membros da ICE Team da Naughty Dog e responsável pelo software da PS4, sobre os ACEs (Asynchronous Compute Engines) da consola.

Recorde-se que esta é uma caracteristica que a PS4 partilha com as novas placas gráficas Vulcanic Islands, sendo que tal como a R9-290 a PS4 possui um total de 8 unidades ACE na sua placa gráfica. As restantes placas gráficas AMD apenas possuem 2 ACEs (incluindo a gráfica da Xbox One, como confirmado na entrevista dos Engenheiros da Microsoft à Eurogamer). Esta característica coloca o GPGPU da PS4 num patamar de nova geração de placas gráficas.

Nessa conversa, Stratton da Naughty Dog refere que alguns programadores sentem falta da arquitectura do Cell, particularmente os engenheiros de programação de baixo nível que adoram esse tipo de tecnologia.

Para um certo tipo de programador, os SPUs são uma delicia pura em forma de silicone. Sentimos falta deles.

Andersson respondeu igualmente com nostalgia, mas relembrou a existência dos ACEs na PS4.

Não será o mesmo que os bons e velhinhos SPUs, Mas pelo menos os ACEs são alguma coisa.

Sinceramente não estamos a ver que a conversa rode em torno de potência uma vez que um ACE não se compara a um SPU, mas apenas da versatilidade que as duas tecnologias oferecem à capacidade de programação genérica em componentes que não o CPU.



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