Divisão de jogos da Sony abandona o Japão.

A Sony é Japonesa e sempre teve a sua sede neste território. Mas a parte relativa ao entretenimento vai mudar-se para os EUA.

A notícia foi surpreendente. A Sony vai mover a marca Playstation para o Ocidente.

A partir de Abril a Sony Computer Entertainment e a Sony Network Entertainment International vão unir-se para criar a Sony Interactive Entertainment LLC. E apesar de a sede da Sony se manter no Japão, esta secção irá passar a ter sede em San Mateo, California, com filiais em Tóquio e Londres.

Numa medida para estreitar os laços entre a as suas divisões, bem como reduzir custos, , a Sony vai passar a centrar a parte relativa ao Entretenimento nos Estados Unidos.

Apesar de tal não ser referido como um dos fatores para esta decisão, certamente, mesmo que em pequena escala, não será alheia a tal decisão o facto que o mercado oriental não parece mostrar os interesses de outrora nos videojogos. Daí que parece apenas lógico que a Sony tenha decidido acompanhar as tendencias e desta forma dirigir os seus esforços para agradar melhor a sua audiência nuclear. E dado que esta é a área que maiores lucros gera na empresa, a mudança só pode ser vista com bons olhos por todos os sectores da empresa.

Mas a realidade é que certamente isto é algo que seria impensável há 15 anos atrás, altura onde falar-se de videojogos e não se falar do Japão era impossível.

Com um total de cerca de 36 milhões de consolas PS4 no mercado, onde apenas 2 milhões advêm do Japão, a reação parece ser apenas adequada à procura.

Tal atitude terá reflexo no estilo de jogos criados, que será assim mais adequado aos gostos ocidentais, ao mesmo tempo que permite à Sony uma concentração de recursos e consequentemente redução de despesas.

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Comentarios dos Leitores (1)

  1. Estou surpreso com a mudança, mas considerando as circunstâncias, faz sentido. O Japão precisa se atentar mais ao mercado de videojogos, o Japão sempre foi visto como uma verdadeira força neste mercado; apesar dessa mudança, eu espero que a SONY não abra mão do mercado japonês.

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