É opinião de especialistas que a vigilância em massa que a NSA faz, é prejudicial à boa espionagem

Num excelente artigo, alguns especialistas em espionagem referem que a espionagem em massa é prejudicial à boa espionagem, referindo que o atentado de Boston só não foi impedido a tempo porque as agências estavam afogadas em informação inútil.

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Para todos aqueles que percebem ingles e se preocupam com a questão da vigilância maciça que a NSA está a realizar, o Washingtons blog tem um excelente artigo onde vários especialistas deixam claro que o tipo de vigilância maciça que a NSA está a realizar é prejudicial ao bom funcionamento da agência.

O antigo chefe das operações de recolha de inteligência da NSA, William Binney começa por referir que a actividade de espionagem que a NSA está a realizar é não só ilegal, mas igualmente algo tão mau que interfere claramente com a funcionalidade da agência e a sua capacidade de resposta.

Refere ainda que apesar de o governo referir que isto é feito para protecção das pessoas, a experiência que tinha quando estava activo era que a agência não tinha qualquer dificuldade em localizar fosse quem fosse, pelo que vê esta situação como desnecessária.

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Retomando o nosso artigo

Refere ainda que antes a agência tinha 2 graus de prioridade, o terrorista que contactava alguém nos EUA, e a pessoa contactada, mas que agora esses graus são mais. O resultado é que se dantes, já por muitas vezes, a agência procurava uma agulha num palheiro, agora estão a procurar a mesma agulha, mas num palheiro que eles estão, por decisão própria, a tornar muito maior.

Num comparativo algo radical e cómica, é referido que a NSA agora anda a vigiar e revistar velhinhas de 80 anos, em vez de se centrar nos verdadeiros terroristas.

Talvez a frase mais interessante seja mesmo a que refere que não é a quantidade de material que conta, mas sim a necessidade de reconhecer e localizar o material mais vital. É inclusive feito um comparativo com o ataque a Pearl Harbour onde os americanos tinham a capacidade para concluir que o ataque ia ocorrer, mas estavam tão focados em situações secundárias que a principal passou ao lado.

Para os interessados, o artigo encontra-se neste link.

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