E3 2015: Previsões para a conferência da Bethesda

Pela primeira vez, a Bethesda vai ser anfitriã da sua própria conferência na E3. Esta é a primeira das 8 conferências que compõe o evento que decorre entre os dias 15 e 18 de junho. Para uma companhia se dar ao custo de investir no seu próprio evento significa que algo verdadeiramente grande estará a preparar…

Bethesda-Logo-

NOTA: Artigo do nosso leitor, Bruno Ribeiro

A Bethesda é uma empresa norte-americana fundada em 1986. Foi a primeira empresa a criar um jogo de desporto, baseado nas leis da física: o Gridigon!, lançado originalmente para o ATARI ST, o Commodore Amiga e o Commodore 64/128. Ao longo dos seus quase 30 anos de história apostou em diferentes géneros desde simulação, desporto, corrida, FPS e RPG. O estúdio tem uma longa história de programação para PC, mas só em 1994 teve reconhecimento mundial, com o jogo The Elder Scrolls: Arena, resultando no franchise que todos conhecemos. Nas consolas, o caso foi bem diferente, só se tornou conhecida do grande público com Fallout 3, lançado na última geração, embora tivesse entregue vários títulos, de vários géneros e para várias plataformas desde 2001.

Entre os vários jogos no catálogo desta companhia destacam-se, para além dos referidos acima, Wet, Doom, Brink, Hunted the Demon’s Forge, Rage, Dishonored, The Evil Within e o recente Wolfenstein: The New Order.

O que poderemos esperar da conferência da Bethesda?

Doom ( Já anunciado)

A Bethesda lançou Doom 2 para a xbox 360 e mais tarde para a ps3, e Doom 3: RPG para PC, PS3 e Xbox 360. O pioneiro dos FPS, criado por John Cramack, já teve várias edições e reedições, em várias plataformas, por várias companhias, e a Bethesda foi apenas a companhia que publicou aqueles títulos para aquelas plataformas. Para quem não sabe, o jogo centra-se nos esforços de um marine espacial (sem nome) que trabalha sobre a tutela da Union Aerospace Corporation. É um título de sobrevivência em que o jogador tem de abater hordas de mortos-vivos e demónios para sobreviver, contando  com um arsenal bélico poderoso e variado. Este novo título foi anunciado há mais de 7 anos e desde então tem tido um desenvolvimento atribulado, com vários problemas de gestão pelo caminho, outros projectos pelo meio, como o RAGE  de 2011, e pelos vistos, várias revisões de conceito. Anunciado inicialmente como DOOM4, este título parece que será um reboot na série, com um novo setting, de acordo com o teaser CGI da E3 2014, em que o título não era DOOM4 mas DOOM. Documentos vazados em 2013 apontam para que o jogo ocorra no estado de Massachussets, nos EUA. O jogo está a ser desenvolvido pela iD software, e publicado pela Bethesda. Mais detalhes são desconhecidos mas a Bethesda já fez saber que o jogo estará presente na sua conferência da E3 2015, onde irá ser revelado.


Battlecry (Já anunciado)

É um jogo de acção-aventura,free-to-play e multijogador, onde o jogador se pode juntar a 3 facções distintas Ingleses (combate mais baseado no combate em grupo, em esquadrão e com regras específicas), Cossacos ( combate de estilo mais livre) e uma ainda não revelada. Há oportunidade de costumizar a armadura e armas à medida que prosseguimos como seria de esperar. O diretor Rich Vogel enalteceu o facto de tentar trazer o melhor de títulos acção-aventura como God of War e a série Batman Arkham para um jogo multijogador. O jogo foi anunciado na E3-2014 e até agora não houve mais nenhuma notícia mas há razão nenhuma para que não o tornemos a ver este ano. Deixamo-vos gameplay:


The Elder Scrolls Online: Tamriel Unlimited (Quase Certo)

Anteriormente conhecido como The Elder Scrolls Online, este MMORPG chegará às consolas de nova geração no próximo dia 9 de Junho, sendo que é bem provável que haja algum tempo para falar de conteúdo extra, apesar de já ter chegado há mais tempo ao PC. Este é o primeiro capítulo da saga The Elder Scrolls a ter por base o multijogador online, não incluindo campanha single player. Todo o jogo se passa no continente Tamriel (o único dos 4 existente no mundo fictício de Nirn onde a acção ocorre na maioria dos títulos da série) tendo uma história que não está diretamente relacionada com os outros títulos, e que ocorre um milénio antes dos eventos de The Elder Scrolls V: Skyrim. A gameplay, como já nos habituamos, baseia-se na exploração livre de um mundo aberto cheio de missões secundárias e combates aleatórios, sendo que os produtores sublinharam que há conteúdo mais que suficiente para entreter quem prefere jogar sozinho.


Fallout 4 (muito provável)

Porquê dar um evento tão grande sem falar nada de Fallout 4? A série Fallout ocorre num mundo pós-apocalíptico em que uma guerra-nuclear tornou a superfície inabitável devido à radiação, e mutações resultantes vageiam pela Terra infértil, tendo uma estética baseada na visão futurista e apocalíptica da América dos anos 50 ( transístor-punk?), durante os séculos 22 e 23. É um RPG em primeira pessoa, de mundo aberto, cujos títulos lançados têm tido boa análise pela crítica e aceitação pelo público. O último Fallout New Vegas foi um sucesso com 5 milhões em vendas só no primeiro mês. Os rumores em torno do jogo têm sido muitos e a Bethesda adquiriu os direitos do IP, dando a entender em comunicado que tinha planos para o futuro do franchise. Em 2013, um actor deu a entender que a personagem que tinha intrepertado em Fallout 3, o melhor recebido da série, iria regressar em breve, mas a Bethesda tem-se fechado em copas.


Dishonored 2 (provável)

O primeiro Dishonored saiu em 2012 e foi um sucesso nos VGA, aclamado pela crítica que foi unânime e as suas vendas superaram as expectativas da Bethesda. Uma sequela, portanto faz todo o sentido. Para quem não conhece, é um jogo acção aventura de primeira-pessoa, baseado em stealth, que se desenrola na cidade industrial fictícia de Dunwall, ao melhor estilo steam-punk, e segue a história de Corvo Attano, um guarda costas injustamente acusado de homicídio e forçado a tornar-se num assassino, procurando vingança contra quem conspirou contra ele. Ajudado por rebeldes que lutam contra o regime que impera na cidade e por um ser poderoso que o imbuí de habilidades mágicas, o jogador deverá levar a cabo vários assassinatos, de várias formas possíveis e como bem entender, com as nossas decisões a mudarem o rumo da história. A verdade é que uma sequela vinha bem a calhar.


The Elder Scrolls VI ( provável)

The Elder Scrolls V: Skyrim foi lançado em 2011, e para muitos fãs, The Elder Scrolls Online: Tamriel Unlimited é mais um título secundário que o verdadeiro próximo capítulo da série. Sendo assim há expectativa em torno da revelação do sexto capítulo da série, dado que a 5ª entrega foi aclamada pela crítica e as vendas também não foram nada más. Para queles que não conhecem, The Elder Scrolls é uma série de jogos  RPG de fantasia com elementos de ação-aventura, caracterizado pela sua jogabilidade livre  num mundo aberto, intricado e detalhado. O tom é sério, e a escala épica, tendo geralmente como tema as grandes provações do protagonista contra uma força maléfica ou sobrenatural. O primeiro capítulo foi lançado para o PC, em 1994 e foi um sucesso e desde aí nunca mais parou.



Prey 2 ( provável)

Prey é um FPS  que foi lançado para PC, smarthpones e xbox 360 em 2006. A história segue Tommy Tawodi, antigo soldado, quando ele, o avô e a namorada são abduzidos por uma nave extraterrestre, conhecida como a Esfera. Esta nave, para se manter consome matéria, tanto viva, como não viva , dos vários mundos que visita. Índio Cherokee, a herança de Tommy dá–lhe poderes espirituais, permitindo à sua alma passar através de campos de forças e operar máquinas que estão fora do seu alcance.  É um FPS linear, que se destaca pela gravidade variável, algo que pode ser controlado por certos interruptores, permitindo andar no chão, paredes ou tecto, e pela possibilidade de criar portais (que ao contrário de Portal, se mantém no sítio). O jogo foi bastante elogiado pela crítica e foi considerado um sucesso comercial. A Bethesda adquiriu os direitos em 2009, e uma sequela que estava a ser desenvolvida foi entretanto cancelada, com a empresa a dizer que não estava a ir para onde queriam, mas que se a oportunidade se apresentasse voltariam a apostar no franchise.


Wet 2 (pouco provável)

O primeiro Wet, saiu em 2009, e era um shooter na terceira pessoa, em que o objectivo é combinar uma série de habilidades acrobáticas com golpes de espada e pontaria certeira para matar os nossos oponentes. A protagonista, armada com um sabre samurai e um belo par de pistolas, é Rubi Malone, especialista em resolver problemas para os seus clientes em assuntos turvos. Isto, claro, à lei da bala. O objectivo é combinar os vários ataques (golpes de espada, corrida pelas paredes, delizar pelos joelhos, saltar, rodar na barra, etc), ações que originam sequencias em câmara lenta nas quais podemos mirar para dois inimigos isoladamente com cada uma das armas. Quanto melhor a combinação de movimentos, melhor a pontuação e mais a saúde da protagonista se regenera (as garrafas de Whiskey também ajudam). O jogo tem um tom claramente inspirado na obra de Quentin Tarantino. A crítica ficou dividida, e uma sequela foi cancelada, com a Bethesda a negar planos de alguma vez voltar ao IP, mas se algo é verdade neste negócio é: nunca digas nunca.


Rage 2 (pouco provável)

Rage é um FPS que foi desenvolvido pela id software (por isso achamos pouco provável, dada a revelação de DOOM), e lançado em 2011. A acção passa-se num futuro próximo e pós-apocalíptico, após o impacto de um asteroide. A gameplay divide-se entre sequencias FPS, para navegação principal e combate, e segmentos de condução de veículos com mecânicas a aproximar-se de Motorstorm, sem contudo ser um RPG. As armas são variadas indo desde as clássicas armas de fogo a bestas e wingsticks, objetos com forma de bumerangue, usados em ataques stealth. Nas munições há de quase tudo, desde as normais, a explosivas e a eléctricas, para usarmos como melhor acharmos. Acompanhamos Ark, um humano adormecido à mais de uma centena de anos, em instalações subterrâneas de acordo com o projecto EDEN que tinha como objectivo preservar seres humanos para reconstruir a civilização um dia. Mas as coisas correram mal, grande parte dos indivíduos adormecidos morreu e o equipamento foi destruído. Ark acorda sozinho, rodeado de mortos, com danos graves, e sem objetivo nenhum, coisa que terá que encontrar ao percorrer o mundo da superfície onde os sobreviventes vivem em comunidades isoladas e assoladas por bandidos. Reconhecido pela crítica venceu vários prémios de melhor jogo em várias categorias da E3  2010 e dos Game Critic Awards.


Brink 2 ( pouco provável)

Brink é um FPS multijogador, lançado em 2011, baseado em movimento de parkour na mesma linha de Titanfall, em que se pode jogar em modo cooperativo, juntando-se a equipas que representam facções, no máximo até 16 jogadores. Existe também modo singleplayer. O jogador pode escolher entre 4 classes de personagens: o soldado (que pode fornecer munições e usar explosivos), médico (curar colegas e aumentar saúde), engenheiro (melhoria de armas e posivionar turrets) e operativo (sabotagem, interrogatório e stealth). O jogo assenta num sistema de combate em esquadrão dando ao jogador missões específicas com base na classe da personagem. História passa-se numa imensa cidade flutuante conhecida como a Arca, perto de S. Francisco num mundo que sofreu o aumento do nível dos oceanos em virtude do aquecimento global. Com a população em níveis insustentáveis, os mantimentos são escassos e um grupo de rebeldes, “ A Resistência” luta contra o regime de modo a permitir uma gestão mais equalitária dos recursos, acreditando que a cidade consegue suportar a sua população, enquanto os líderes, que vêm os rebeldes como terroristas, procuram desesperadamente ajuda para salvar uma cidade que estás prestes a desmoronar-se. A crítica esteve dividida e o jogo foi considerado mediano elogiando a arte e o balanço do combate e criticando a gameplay. Não houve notícias de nenhuma sequela em planeamento.


The Evil Within 2 ( pouco provável)

Para quem não sabe (alguém não sabe?), The Evil Within é um survival horror na terceira pessoa, da autoria do pai do Survival Horror, Sinji Mikami, o senhor que defeniu um género com Resident Evil (1998) e o tornou a definir com Resident Evil 4(2004). Este trabalho é um agregar de tudo o que Mikami fez e a sua visão e o seu estilo – inspirado no de Grindhouse – estão bem patentes do principio ao fim. Mesmo a história é tão perturbadora como de série B, o que acaba por ter o seu encanto quando ele a tenta levar tão a sério. O jogo foi bem recebido pela crítica, que contudo apontou os problemas técnicos como o que realmente dava cabo do jogo. Lançado ainda não tem um ano, com o último de 3 DLCs planeados lançado este mês, é muito pouco provável que uma sequela já esteja a ser preparada, mas nunca se sabe. O trailer:


Wolfenstein: The New Order 2 (pouco provável)

A série Wolfenstein, passa-se na 2ª Guerra Mundial,  e teve várias entregas ao longo do tempo que foram reinventando o franchise (o primeiro título é de 1981). A última entrega, foi o ano passado, Wolfenstein: The New Order, e passa-se num versão alternativa da história em que os 3 poderes axiais (Alemanha, Itália e Japão) ganharam o conflito. É um FPS de ação-aventura, linear e em que o jogador tem que enfrentar várias escolhas morais, começando logo no prólogo o que pode alterar a história do jogo. O modo como enfrentamos os inimigos é deixado completamente à nossa escolha, tendo a hipótese de o enfrentar com armas de fogo, corpo a corpo, armadilhas, emboscadas ou até mesmo ataques stealth. O jogo foi bem recebido pela crítica, entrou nos top de vendas e uma expansão foi lançada no início do mês passado. Dada a proximidade do último lançamento é pouco provável que tenhamos notícias de uma sequela tão cedo, mas há sempre quem o faça, certo?



A conferência da Bethesda ocorre dia 15 de junho às 3h da manhã (hora de Lisboa). Façam as vossas apostas.

Fontes: Wikipedia, IGN, ibtimes, ars technica, gamespot, gameinformer

 

Publicidade

Posts Relacionados