E3 2015: Previsões para a conferência da EA

Neste ano que passou desde a última E3, a EA não esteve, pela primeira vez em muito tempo, nas notícias pelas piores razões. Aliás, até foi um ano positivo coroado por Dragon Age Inquisition, um título de qualidade com muitos prémios “Jogo do Ano”, por vários sites e revistas de renome.  Será isto o início de uma nova fase?

NOTA: Artigo do nosso leitor/colaborador Bruno Ribeiro

EA Logo

A Electronic Arts é uma companhia com 30 anos de história, ao longo dos quais já teve os seus momentos altos e baixos. Na última década, passou de uma adorada companhia conhecida pelos seus franchises de desporto a ser eleita a pior empresa da América, por dois anos seguidos. Claro, o título pode ser exagerado. É dificil imaginar que seja precisamente uma empresa ligada ao ramo dos videojogos a receber o título quando muitas outras, cujas actividades tem mais impacto na nossa saúde, no que comemos, no que ganhamos e no estado do meio-ambiente, passaram impunes. Mas a verdade é que se o recebeu, foi porque o mereceu. A EA é considerada, por  unanimidade, uma companhia sedenta por dinheiro, que continua a lançar os mesmos jogos, ano após ano, com quase nenhuma inovação, e muitas vezes sacrificando qualidade. FIFA e Battlefield são IPs conhecidos por isso. Afinal quem não se lembra de Battlefield 4? Se não é isto, são os DLCs, que acabam por revelar a pior faceta da companhia, ao entregar jogos com conteúdo propositadamente cortado, com o intuito de nos fazer pagar mais. The Sims 4 foi o mais recente título a sofrer com isso.

O ano de 2014, contudo, serviu à EA para se redimir um pouco, já que foi responsável pelo jogo do ano, segundo muita imprensa especializada: Dragon Age Inquisition. Este jogo que distinguiu-se precisamente por ter tido o nível de inovação devido, ser mais tecnologicamente avançado ( isto é, uma sequela digna desse nome, não o mesmo jogo com uma operação plástica de baixo custo e entregue no ano seguinte) e, sobretudo, em bom estado. O jogo foi um sucesso comercial e claro a EA quer repetir a faceta. Só espero que entenda o porquê do sucesso do jogo e não destrua a franquia com entregas anuais. Infelizmente, a EA possui franquias bastante interessantes sobre a sua alçada. Infelizmente, porque muitos títulos interessantes, feitos com expectativas irrealistas de vendas, acabam por não ter continuação por causa disso. Mirror’s Edge foi um desses casos. No entanto parece que vai ter outra oportunidade. A EA ouviu os fãs e um novo título foi anunciado. Será que a companhia está a tentar mudar as suas práticas? O que poderemos esperar da EA na E3 deste ano?

 EA Sports e  FIFA 16 (já anunciado)

Tão previsível como a chegada do Outono é a chegada de FIFA todos os anos O simulador de futebol teve a sua primeira entrega em 1993, com a exclusividade do licenciamento da FIFA, e desde então têm sido entregas anuais atrás de entregas anuais. Muitas vezes levando apenas um pequeno upgrade gráfico, outras vezes sendo precisamente o mesmo jogo lançado numa consola diferente, outras vezes tendo as inovações devidas. Ao lado de FIFA, que nós conhecemos bem, a EA lança anualmente outras entregas baseadas nas outras licenças que possui, como Madden, NHL e até mesmo NBL live, os quais são melhor conhecidos no mercado americano. Será, por isso, de esperar que todos os jogos sobre o selo da EA Sports tenham a sua versão 2016, lançada este ano e que ouçamos falar disso na conferência.

Star Wars: Battlefront (já anunciado)

O próximo Star Wars Battlefront é um reboot da série iniciada em 2004. É um jogo de acção-aventura, que pode ser jogado quer de uma perspectiva de primeira pessoa quer de terceira. Os jogadores poderão explorar planetas do universo Star Wars, como Endor, Hoth, Tatooine e Sullust. À disposição, também terão uma grande variedade de veículos terrenos e aéreos. Todos os confrontos ocorrerão em planetas – confrontos no espaço não irão ser incluídos. As personagens, as armas, as ferramentas e as habilidades são alteradas ao gosto do jogador, o qual pode escolher entre o Rebeldes e os Stormtroopers, como equipa. Personagens iónicas do franchise também estarão disponíveis como Darth Vader e Boba Fett. O jogo não tem modo campanha e incluírá missões em co-op, online e offline. Já foram anunciados, como não podia deixar de ser, vários DLC. O primeiro é Battle of Jakku o qual ficará disponível previamente para os jogadores  que fizeram a pre-order. Star Wars Battlefront será lançado a 17 de Novembro de 2015, e mais detalhes serão revelados na E3, muito certamente.

Need for Speed (já anunciado)

Need for Speed é mais um exemplo de uma série levada até à exaustão pela EA. Por esse motivo, o ano passado não tivemos entrega e este ano temos um reboot. De modo a garantir um trabalho bem feito, a EA promete um nível de realismo nunca antes visto, inspirado na cultura do tunning. Para tal, já anunciou várias parcerias com grupos e comunidades de tunning bem conhecidos como os Zen Garage e os Speedhunters, a comunidade associada à própria empresa. Uma outra inciativa bem vinda é o programa de feedback dos fãs, o quais são convidados a testar versões iniciais, alterando o jogo com base nas suas opiniões. Como já estamos habituados será um jogo de corrida de mundo aberto, que se passará apenas em tempo nocturno (para uma melhor simulação do mundo das corridas ilegais). Este jogo promete concentrar-se mais que nunca em torno do veículo do jogador, o qual terá oportunidade de poder personalizar com partes de várias origens, num sistema que foi prometido ser sem precedentes. Need for Speed chega a 5 de Novembro e de certeza conheceremos mais detalhes na E3.

Mass Effect 4 e trilogy remaster (provável)

Mass Effect é uma série de jogos RPG, de acção-aventura, em que as nossas decisões alteram o rumo da história. Na geração passada tivemos 3 jogos onde seguíamos as aventuras do comandante Shepard, na sua missão para salvar a Galáxia de uma raça de seres mecânicos, os Reapers e os seus apoiantes, bem como, de todos aqueles que os tentam usar para gerar o caos. Os 3 jogos foram um sucesso tanto a nível da crítica, elogiando sobretudo a história e o universo ficcional, como de vendas. É um shooter em terceira pessoa, em que temos que tomar decisões bem como controlar os diálogos da nossa personagem. As nossas decisões alteram o rumo e o final da história e cada entrega continua com as decisões que tomamos na anterior. As combinações de eventos e histórias foram tantas que a terceira entrega teve, supostamente, 1000 finais diferentes, os quais dependiam de decisões tomadas nos anteriores capítulos. Mass Effect 4 foi anunciado através de um teaser trailer na E3 do ano passado, e até agora só temos rumores. Já foi confirmado pelos responsáveis que o protagonista não será o comandante Shepard, da trilogia original, e que vai partilhar muitas características de Dragon Age Inquisition, na mecânica de jogo e progressão. O jogo está a ser escrito por Chris Schlert, o mesmo de Halo4. O produtor Mike Gamble também disse que seria uma boa ideia manter os ficheiros gravados dos títulos anteriores, indicando que as nossas decisões em Mass Effect 3 poderão influenciar a história. Nesse sentido não é difícil imaginar que os remasters da trilogia original poderão surgir na nova geração.

Mirror’s Edge 2 (provável)

O original Mirror’s Edge de 2008, foi um jogo em primeira pessoa com combinava elementos de Parkour e que se distinguiu pela sua originalidade conceptual e estética. O jogo passa-se numa cidade utópica, sem nome, onde a vida é confortável e o crime inexistente. Isto vem com um preço: um regime totalitário que monitoriza todos os aspectos das vidas dos seus cidadãos, controla os média, e implementou políticas que incluem a proibição do tabaco e do álcool. A justiça e a democracia são uma ilusão. 18 anos antes dos eventos do jogo, houve uma grande revolução da qual resultou a morte de milhares de pessoas, entre os quais os pais de Faith Connors, a protagonista. Faith, é uma runner, isto, é pertence a uma organização que actua à margem da lei, entregando mensagem não censuradas entre pessoas. Quando a sua irmã, uma agente da autoridade, é incriminada por um crime que não cometeu, Faith irá até ao limite, para a salvar. Mirror’s Edge é um FPS, mas a sua originalidade vem do fato de se focar mais na corrida e na navegação do cenário em parkoor que no confronto com armas de fogo. Aliás,  neste título as balas são menos eficazes que um bom pontapé. O jogo foi bem reebido pela crítica e apesar de não ter stido sucesso comercial, ganhou, com o tempo, o título de jogo de culto e uma legião de fãs. Em 2013 uma nova entrega foi anunciada para a nova geração, sem mais detalhes.. Será que este ano vamos ter mais novidades?


Crysis 4  e Crysis trilogy remaster (provável)

A série Crysis, é composta por 3 títulos FPS, desenvolvidos pela Crytek, que se destacaram sobretudo pela sua qualidade gráfica e física realista, tornando famoso o motor em que foi consruído o Cryengine, que se tonrou numa referência do mercado. Os 3 títulos contam a história da descoberta, num futuro próximo de uma raça alienígena altamente perigosa e tecnologicamente avançada, os Ceph, numa ilha do pacífico (no primeiro título) e da sua infestação da cidade de Nova York, (segundo título), para depois ser revelado que uma companhia corrupta, a CELL, está a usar a ameaça para controlar a população mundial (terceiro título). A CELL é uma empresa militar privada, que é contratada para controlar a ameaça, tendo desenvolvido um fato usando nanotecnologia, o qual dá aos soldados que o usam capacidades físicas sobrehumanas, inclunindo elevada força, velocidade e resistência. O jogador controla um desses soldados. Crysis 3 foi lançado em Fevereiro de 2013, com críticas positivas e vendas fortes. Depois disso a Crytek já entregou Ryse para a Xbox ONE, em Novembro do mesmo ano. Entretanto sofreu vários problemas eonómicos, e agora parece que está em recuperação. Sabemos que Hunt: Horrors of the Gilded Age está em produção, mas não será também altura da companhia apostar numa nova entrega na série que mais a notabilizou? Uma entrevista com Mike Read, ainda antes de Crysis 3 ser lançado deixou bem claro que a companhia não descartava Crysis 4. E não há razão nenhum para que o jogo não venha a existir. Por outro lado, os fãs também levantaram a hipótese de vermos uma versão dos 3 títulos anteriores, nas consolas de nova geração. A Crytek certamente agradeceria o dinheiro extra. Será que vamos ter notícias na E3?

Plants Vs Zombies Garden Warfare 2 (provável)

Plants vs Zombies Garden Warfare foi uma agradável surpresa. O spin-off da série que se popularizou no mobile não cometeu o mesmo erro de outros títulos 2D, tentando entregar o mesmo jogo em 3D. Pelo contrário, reiventou o conceito, apostando numa experiência diferente, mas que do seu modo resulta. Assim, temos as já conhecidas plantas ( verdadeiramente letais), contra os zombies, num shooter em terceira pessoa, em multiplayer mantendo a característica “tower defence” do título mobile.  Recentemente foi revelado que a Popcap HD, estava à procura de profissionais para um novo título da série. Será que na E3 teremos mais detalhes?

Star Wars ( provável)


Este é definitivamente o ano Star Wars. Para além do filme, a primeira sequela à trilogia original, e de Star Wars Battlefront, sabemos que um outro título da franquia está em preparação. Sabemos porque Amy Henning, que trabalhou como diretora criativa de Uncharted, juntou-se à Visceral Games para contribuir para um novo Star Wars. Segundo as especdulações, o novo título será uma aventura em terceira pessoa. Pode ser que se trate mesmo de Star Wars 1313, o promissor título que estava em desenvolvimento, e que entretanto cancelado devido à compra da Lucasfilm pela Disney. Dos poucos detalhes conhecidos sobre o projecto, sabe-se que era uma aventura em terceira pessoa, cuja história se centrava em Boba Fett, quando era apenas um jovem-adulto, enquanto deambulava numa área subterrânea de Coruscant (o planeta-cidade de Star Wars: Episode VI), o nível 1313. Será que mais detalhes serão revelados na E3 deste ano?

Star Wars 1313 Aug 3

The Sims ( provável)

The Sims, é uma série de jogos eléctrónicos de simulação de vida. A série foi criada pela Maxis como um spinoff de Simcity. Neste jogo o jogador cria e controla vida de pessoas virtuais ( Os Sims), enquanto estes crescem, constroem uma carreira, se relacionam, têm filhos, etc. Devido à sua simplicidade a série atraiu milhões de fãs, e diversas entregas foram feitas para as mais diversas plataformas, desde o PC, às consolas, às consolas portáteis e mesmo o mercado Mobile. A última entrega The Sims 4, foi lançado em Setembro de 2014 para PC, e foi assombrado por críticas devido à falta de inovação, de boas ideias e de até mesmo ter perdido o que tornou a entrega anterior, the Sims 3, tão especial. Isto sem contar os imensos conteúdos extra, que tinham que ser pagos, e que, claramente foram cortados do jogo original já com o intuito de lucrar com a venda. Será que este ano veremos uma versão para as consolas de nova geração?

SimCity 2013 (pouco provável)

Em 2013, a série Simcity sofreu um reboot, chamado apenas de Simcity e foi lançado para PC. A suportar este novo título está um novo motor, o GlassBox, o qual permite realizar uma simulação mais realista e detalhada que em jogos anteriores. Pela primeira, vez, as ruas são curvas, e as áreas residenciais, comerciais e industriais poder-se-ão adaptar a diferentes tipos de estrada. As cidades estão também mais interconectadas a outras cidades, desta vez, por ferrovias e vias fluviais para além das estradas. O tráfego de veículos e a poluição, os recursos naturais e a economia serão mais dinâmicos e mais interligados, obrigando o jogador a pensar em diferentes tipos de estratégia e a especializar a cidade em diferentes setores económicos. O jogo também possui um modo online (o qual teve problemas após o lançamento) onde podemos ter a nossa cidade em comunicação com a cidade de mais 16 pessoas. Jogos da série Simcity, na década de 90, já foi lançada em consolas de mesa, incluindo a Playstation original. Pessoalmente gostaria de ver este título na nova geração. Será que veremos algo anunciado na E3?

Battlefield (pouco provável)

A série Battlefield teve o seu início em 2002, com Battlefield 1942, jogo ambientado na segunda guerra mundial. Ao longo dos 13 anos de existência o foco já passou da segunda guerra mundial para o tempo presente, desde o combate militar em cenário de guerra, para o conflicto entre as forças da autoridade e criminosos. Apesar da mudança de foco, e das várias tentativas de reinventar a série ano após ano ( algo que consegue em conceito mas muitas vezes falha a nível técnico), na essência continua a mesma coisa: um FPS centrado nas grandes batalhas multijogador. Com o lançamento eminente de Star Battlefront, que está a ser produzido pela DICE, também responsável por esta série, e depois das duas útlimas entregas não terem sido bem recebidas, é provável que Battlefield não marque presença este ano.  Sobretudo se considerarmos que Hardline foi lançado em Março passado. Já foi confirmado que não haverá um Battlefield 5, mas um spinoff como Hardline, ou até mesmo Battlefield Bad Company 3 pode sempre aparecer aparecer, na conferência da E3. Afinal este é um franchise que a EA gosta de explorar.

Dead Space 4 (pouco provável)

A série Dead Space passa-se durante o século XXVI, durante o qual os recursos da Terra se esgotaram completamente. Para conseguirem sobreviver, os humanos começaram a explorar outros planetas por recursos. Durante a exploração do planeta Aegis VII, um estranho artefacto é encontrado e o contacto com a colónia nesse planeta é perdido, assim como com a nave USG Ishimura, nave de escavação e extracção de minerais, que estava no local. A USG Kellion, que transporte a bordo o engenheiro Isaac Clarke, o protagonista, vai ao local investigar o que aconteceu. Cedo começam os ataques e percebem tarde de mais que toda a tripulação desapareceu, e que a nave está recheada de criaturas monstruosas. Dead Space é um survival horror em terceira pessoa, por muitos considerado como o sucessor de Resident Evil. A série teve 3 entregas, mas Dead Space 3 não atingiu as expectativas da EA, a nível de vendas, apesar da legião de fãs. A Visceral Games já declarou que gostaria de voltar a série mas tendo em conta o  possível envolvimento do estúdio num novo título da saga Star Wars, achamos pouco provável ter notícias de um nova entrega na saga Dead Space este ano. Mas nunca digas nunca!

A conferência da EA ocorre dia 15 de Junho às 21h00 ( hora de Lisboa). E vocês o que acham que iremos ver este ano?

Fonte: IGN, Gamespot, Gameinformer, Wikipédia, Heavy

Publicidade

Posts Relacionados