E3 2015 – Previsões para a conferência da Microsoft

Xbox Slim

A conferência da Microsoft vem acompanhada de muito hype devido aos inúmeros exclusivos anunciados já o ano passado. Terá 90 minutos e Phil Spencer já fez saber que esses não serão suficientes para todos os jogos que quer apresentar. O que mais é preciso dizer para toda a gente esperar nada a não ser o melhor?

Nota: Artigo do nosso leitor Bruno Ribeiro

A conferência da Microsoft na E3 deste ano promete estar cheia de novidades, e não só no que a jogos diz respeito! No próximo mês de Novembro as consolas da atual geração farão 2 anos no mercado, o que significa que novos modelos podem ser apresentados na E3. Há, aliás, vários indícios nesse sentido. A Lamee, uma loja de retalho de videojogos espanhola, listou o pacote “Xbox ONE Basic” por 449.99€, a ser lançado a 23 de Junho,  o que pode indicar que um novo modelo com 1 TB pode estar a caminho. Por outro lado, a notícia de que a AMD passaria ao processo de fabrico a 20 nm, levou a rumores sobre uma possível xbox ONE slim. Embora ainda seja cedo no ciclo de vida (normalmente é após 3 anos ou mais), a versão slim seria muito bem-vinda dadas as dimensões do modelo atual. É também possível  que o novo SKU incorpore um sintonizador de tv, ou então que abandone completamente as funcionalidades de tv e o HDMI-IN, de modo a cortar custos. Um modelo low-cost, com menor armazenamento, também não está fora de questão.

Xbox Slim

Com o lançamento do Windows 10 para o final do próximo mês de Julho, é muito provável que  o cross-play e o DX 12 tenham lugar na conferência deste ano. Assim, podemos esperar muitas novidades sobre a integração dos jogos entre a xbox ONE e o PC e também será possível ver, por fim, o que é que o DX 12 vai permitir nos jogos com ele programados, os quais devem ser mostrados durante o evento. Além disso, temos o Hololens, cuja presença já foi confirmada, e muito possivelmente novas e excitantes novidades sobre a integração entre o dispositivo e a consola poderão estar a caminho, incluindo jogos dedicados. A grande incógnita é o Kinect. A verdade é que o dispositivo deixou de ser obrigatório e no ano passado ele quase não teve menção. Será que este ano será apresentado algum jogo que tire partido do dispositivo?

Jogos que vão ser apresentados:

Halo 5 (já anunciado)

A paz é interrompida quando as colónias são atacadas inesperadamente. Quando o maior herói da humanidade desaparece, é pedido a Spartan Locke que localize Master Chief e resolva o mistério que ameaça toda a galáxia.”

Halo 5 é a grande aposta da Microsoft para o Outono de 2015. Com a saída da Bungie,  a 343 industries provou ser bem capaz de carregar o testemunho do maior e mais importante franchise no catálogo da Xbox. Halo 4 marcou uma nova fase na série estando inicialmente previso dar início a uma nova trilogia, a trilogia Reclaimer. Contudo Phil Spencer já fez saber que o novo arco de história não passará necessariamente por somente 3 jogos. Do enredo de Halo 5 pouco ou nada é conhecido: o destino de Cortana é incerto, Spartan Locke estará presente e muito provávelmente atrás do Master Chief, os Covenant e os Prometheans podem ter uma presença no jogo e os Guardians serão revelados podendo ter um papel central (sejam eles quem ou o que forem). Halo 5 vai correr num motor completamente novo, desenvolvido para tirar o melhor partido da nova geração, e está confirmado a correr a 60 fps. Relativamente à gameplay, muitas novidades foram reveladas pela beta de multijogador, a qual começou em Dezembro de 2014. Há, por exemplo, uma maior liberdade na movimentação, dado que os jogadores podem usar o propulsor quando quiserem, abrigar-se rapidamente ou carregar sobre o inimigo; as habilidades armadura são substituídas pelas habilidades spartan, as quais podem ser partilhadas por vários jogadores; e o jogo suporta dois jogadores em ecrã dividido. Com cada entrega a ser um estrondoso sucesso de vendas e bem recebida pela crítica não é de esperar que este título se fique por menos. Halo 5 chega a 27 de Outubro de 2015, altura em que a série produzida por Steven Spielberg também deve estrear.

Scalebound (já anunciado)

Scalebound está a ser produzido pela Platinum Games, estúdio japonês que se notabilizou por títulos frenéticos de acção-aventura entre os quais se contam MSG Rising: Revengeance e a série Bayonetta. Do pouco que se sabe até agora, controlamos um jovem guerreiro de cabelo branco, que formará uma aliança improvável com um dragão, à medida que ambos tentam sobreviver num mundo hostil e pejado de monstros. O objectivo da Platinum é ambicioso, planeando um jogo de cortar a respiração e a uma escala épica, com elevada qualidade gráfica. O jogo tem como diretor Hidecki Kamya, o qual tem uma carreira recheada de êxitos, tendo no seu currículo Resident Evil, Resident Evil 2, Devil May Cry, Okami, Bayonetta e Viewtiful Joe. Tudo indica que este ano será apresentada alguma gameplay.

Crackdown (já anunciado)

Carckdown foi anunciado o ano passado com um trailer CGI e parece tratar-se de um reboot do jogo do mesmo nome lançado em 2007, exclusivamente, para a Xbox 360. O jogo original passava-se na fictícia Pacific City, que se vê a sucumbir ao aumento no crime e na mão de 3 organizações criminosas. A organização responsável por manter a cidade sobre controlo, os Peacekeepers, procuram ajuda na Agência, uma outra organização que lhes serve de apoio, e que usou avançada tecnologia cibernética para criar supersoldados, os Agentes. No jogo, controlámos um desses agentes e temos a missão de destruir as 3 organizações criminosas que controlam cidade, tendo pelo meio várias missões secundárias incluindo corridas, as quais, quando completadas, permitem desbloquear imensas melhorias e acessórios. É um shooter em terceira pessoa, de mundo aberto, e recheado de acção. O jogo foi bem recebido pela crítica, foi um sucesso de vendas e teve uma sequela.

Phantom Dust (já anunciado)

Phantom Dust é um exclusivo da Xbox original lançado em 2004, e a Microsoft apostou num reboot para a Xbox ONE. O jogo passa-se num futuro distante, em que a superfície da Terra se tornou inabitável, árida, à mercê da poeira e a humanidade foi forçada a procurar abrigo subterrâneo. Os humanos perderam a memória e não sabem o porquê da Terra estar como está. Alguns humanos, os Espers, possuem a capacidade de controlar a poeira, podendo sobreviver à superfície por curtos períodos de tempo. Durante esses periodos, eles têm a missão de procurar artefactos que revelem mais sobre o passado. Um dia, uma equipa de Espers, encontra, nas ruínas, dois homens, o protagonista e um homem chamado Edgar, ambos sem memória mas com habilidades semelhantes à dos Esper, que podem ter em si a resposta para o estado atual da Terra. É um jogo de acção-estratégia em que o jogador tem que recolher skills e memórias e com isso construir arsenais, e equipá-los, atribuindo-os aos botões do comando (em tudo semelhante ao posicionamento de cartas em jogos como Magic: The Gathering), para os combates. A jogabilidade incorpora, por isso, elementos de estratégia que requerem capacidade de reflexão ao enfrentar outros jogadores. Deixámo-vos o trailer:

Quantum Break (já anunciado)

O novo título da Remedy promete. Uma experiência relacionada com viagens no tempo corre muito mal, na ficcional Universidade de Riverport, provocando quebras no continuum temporal e dando às 3 personagens principais – Jack Joyce, Beth Wilder e Paul Serene – a capacidade de manipular o tempo. Serene é o antagonista principal que tem a capacidade de ver o futuro. O jogador controla Joyce que consegue parar o tempo. Tanto Joyce como Beth Wilder são perseguidos pela Monarch Solutions, uma empresa que foi fundada por Serene. O jogo é um shooter em terceira pessoa, muito ao estilo de Uncharted, em que podemos parar o tempo para nossa vantagem nos combates. O jogo está dividido em segmentos, sendo que no fim de cada segmento, um episódio de uma série live-action, que está a ser produzida em simultâneo com o jogo, será revelado. Os eventos estão interconectados: as nossas decisões no jogo influenciam a série, e a série demonstra o que jogamos nos jogos. O jogo está planeado para sair em 2016, sendo muito provável que mais detalhes sejam revelados na E3.


Rise of The Tomb Raider (já anunciado)

A sequela do reboot bem-sucedido de Tomb Raider, de 2013, é outra das grandes apostas da Microsoft para o Outono de 2015. Do pouco que se sabe sobre a história, Lara, após o eventos do jogo anterior, procura respostas sobre os fenómenos sobrenaturais que presenciou. Com o caso de Yamatai a ser abafado pelas autoridades, a nossa heroína viaja até à Sibéria, em busca da mítica cidade de Kitzeh, construída no século 13, a qual Lara acredita ter respostas para as perguntas que a assombram. Do jogo anterior sabemos do retorno de Jonah, e que o antagonista principal será Trinity, a misteriosa organização que investigava Yamatai. Relativamente à gameplay, há muitas novidades. O combate foi redesenhado, sendo que há mais opções para ataques stealth, nos quais podemos usar àrvores e arbustos para confundir o adversário, ou até mesmo evitar o combate. O jogo vai possuir um sistema climatérico, aos quais tantos os humanos como os animais reagirão e um ciclo dia e noite, o qual irá influenciar os tipos de inimigos e animais que encontraremos. Relativamente ao equipamento, o melhoramento das armas será baseado nos mantimentos que conseguimos recolher ao invés dos pontos de experiência e pelo que já foi revelado as grandes novidades no arsenal incluem uma faca de caça e um segundo machado de alpinista. As roupas também poderão sofrer melhorias através deste sistema. O jogo está programado para sair no quarto trimestre deste ano.


Forza Motorosport 6 (já anunciado)

Não se sabem quase detalhes nenhuns sobre a próxima entrega na série Forza, o simulador de corridas de eleição na Xbox. O jogo foi revelado em janeiro deste ano no NAIAS ( North American International Auto Show)  e um acordo com a Ford já foi revelado sendo que o novíssimo Ford GT será a capa do jogo. Além deste,  outros novos modelos, o Ford F-150 Raptor e o Ford Mustang GT350, estarão disponíveis no jogo. Dan Greenawalt, do estúdio Turn10, já prometeu que detalhes adicionais e gameplay serão revelados na E3 2015.

Forza6

Fable Legends ( Já anunciado)

Fable Legends é um RPG de acção/fantasia, free-to-play, que está a ser desenvolvido pela Lionhead Studios, para a Xbox ONE. O jogo foi anunciado pela primeira vez em Agosto de 2013 e a primeira gamelay foi mostrada na E3 do ano passado. Este título decorre centenas de anos antes dos eventos da trilogia original, num período em que o folclore, a mitologia e a magia fazem parte do dia a dia da humanidade, a qual sobrevive em pequenas vilas, demasiado escarças para que as pessoas se atrevam a aventurar no mundo que os rodeia. A jogabilidade baseia-se em 5 personagens: 4 heróis e um vilão, sendo que para além do jogador, os restantes papeis podem ser ocupados por outros jogadores em co-op. Cada personagem tem o seu conjunto de habilidades próprias, e o trabalho em equipa é essencial para os heróis conseguirem atingir os seus objetivos. O jogo implementará características do Smart-glass, terá suporte para o DX12 e sairá para o Windows 10, com a possibilidade de cross-play.

Gears of War 4 (provável)

A série Gears of War é um dos franchises mais importantes da Xbox, e foca-se no conflito entre humanos e humanoides reptilianos que vivem em ambiente subterrâneo, conhecidos como os Locust, e as suas vertentes mutadas os Lambent, num planeta semelhante à Terra chamado Sera. É um shooter em terceira-pessoa, com ênfase num sistema de combate baseado em cobertura, em que acompanhamos Marcus Fenix, um soldado da COG (Coalition of Ordered Governments), que tem como missão liderar uma equipa, num último esforço para derrotar os Locust.  Após a trilogia incial, um novo título, Gears of War Judgement, serve de prequela ao primeiro, e foca-se em Damon Baird, um companheiro da equipa de Marcus. Depois da saída da Epic Games de cena, a Microsoft adquiriu os direitos do IP e fundou a Black Thusk studios para se dedicar exclusivamente a esta série. Rod Fergunson, antigo director de produção da Epic Games e que teve um papel nos anteriores Gears of War, juntou-se ao novo estúdio recentemente formado. Após Phil Spencer reconhecer Gears of War como um franchise importante para a Xbox,  Jack Ferling, um developer da Black Tusk, confirmou por twitter que o próximo jogo da série seria exclusivo da Xbox ONE. Por isso, com a sua existência mais que certa, a única questão é se vamos ver alguma coisa do título este ano ou não.

Gears of War Remaster (provável)

Apesar de Rod Fergunson ter negado a existência de um remaster de Gears of War um vídeo libertado na Internet mostrou um pouco do novo jogo com visuais retrabalhados e cutscenes refeitas. E a verdade é que faz todo o sentido. A única questão por responder neste momento é se o remaster é só do primeiro título ou dos 4 títulos da xbox 360, numa colecção. A revelação na conferência deste ano é mais que provável.

Alan Wake Remaster (provável)

Um questionário recente procurava saber a posição dos donos da Xbox ONE face à possibilidade de um remake de Alan Wake. O título de 2010 da Remedy é um thriller psicológico de acção em terceira pessoa, no qual controlamos um famoso escritor, Alan Wake, que procura desvendar o mistério por trás do desaparecimento da sua mulher, Alice, quando o casal passava férias na cidade fictícia de Bright Falls, em Washington DC. Tudo isto enquanto certos acontecimentos da história do seu mais recente livro começam a ocorrer, sem que Alan se lembre de o ter escrito, e uma força obscura, a escuridão, torna pessoas normais em homicidas maníacos.  O jogo recebeu aclamação da crítica e vários prémios, sendo o meu exclusivo da xbox 360 preferido. Por isso, penso que um remaster só iria acrescentar valor à Xbox ONE, além de dar nova vida à série. Uma sequela chegou a estar nos planos da Remedy mas a Microsoft vetou a ideia querendo algo novo. O trabalho feito no planeamento do segundo jogo foi reaproveitado no título direto para download: Alan Wake American Nightmare.

Minecraft: Hololens Edition e outros títulos para o Hololens( provável)

É só uma possibilidade, mas com a presença do dispositivo na conferência já confirmada, é bem possível que vários jogos que tirem partido do dispositivo sejam anunciados para Xbox ONE e PC. Dos vídeos revelados durante a apresentação do Hololens, a integração com o Minecraft foi uma das novidades que mais impressionou dado que permite transformar o jogo numa experiência completamente nova e diferente de todas as versões anteriores. Deste modo, a hipótese de uma nova edição não é de descartar.

Indies e Inside ( provável)

Inside foi apresentado na E3 do ano passado para a xbox ONE. Da Playdead, o mesmo estúdio por trás de Limbo, este novo título é bastante similar: um jogo de plataformas a um ritmo lento, de cores escuras e num ambiente tenebroso. O jogo estava previsto para ser lançado no início deste ano, mas sofreu vários adiamentos, sendo por isso provável que o voltemos a ver na conferência deste ano. Conjuntamente com ele, é bem possível que outros títulos sejam anunciados, no âmbito do programa ID@Xbox.

Novo IP e Battletoads(provável)

Phil Spencer já confirmou a presença de um ou mais novos IPs na E3 2015. Quantos são e quem os está a fazer são informações que só saberemos no evento. É provável que um deles seja o novo projecto em desenvolvimento na Rare, do qual está à frente Gregg Mayles, que trabalhou em Viva Piñata e na trilogia Donkey Kong Country, entre outros títulos. Por outro lado, também é possível que esse novo projecto seja uma nova entrega de um IP pertencente ao extenso reportório do estúdio, como por exemplo, Banjo Kazooie ou Battletoads. A Microsoft já tinha registado a marca Battletoads, em Novembro de 2014, e no evento do Windows 10, que ocorreu em Janeiro de 2015, Phil Spencer surgiu em palco com uma t-shirt com o logo dos Battletoads, o que dá crédito a esta segunda hipótese.

A conferência da Microsoft está marcada para o dia 15 de Junho às 17h30 ( hora de Lisboa). E voçês, o que acham que irá ser revelado na conferência deste ano?

Fontes: IGN, Gamespot, Gameinformer, Gamesradar, ibtimes, Ars technica

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