E3 2015: Previsões para a conferência PC Gaming

O PC gaming é um mercado grande, mas até agora a plataforma nunca esteve consolidada e nunca teve uma conferência na E3. O panorama, contudo, está a mudar. Hardware poderoso nunca esteve tão barato e o Steam e outros serviços como o Origins disponibilizam jogos e suporte, a bom preço. Pela primeira vez desde sempre, há uma conferência dicada exclusivamente ao Gaming em PC. Que novidades podemos esperar?

PCshow

O PC sempre foi uma plataforma de jogos com inegáveis vantagens. Gráficos estrondosos, o multijogador mais sólido de todos (e grátis), jogos a bom preço e o modding, que dá nova a vida a jogos antigos, são apenas alguns pontos a favor da plataforma. Talvez uma das mais importantes é que é a plataforma com mais títulos: o catálogo de jogos vai desde os anos 90 até hoje! Mas a verdade é que associada às vantagens também tinha muitas desvantagens. O preço, agravado pela necessidade regular de substituições de hardware para que o PC pudesse correr os jogos nas melhores condições, o consumo energético, o peso do sistema operativo, que não sendo desenhado para suportar especificamente jogos, colocava entraves na performance – sobretudo com o uso ao longo do tempo, os diversos drivers, que não garantiam a performance e mesmo a impossibilidade de correr jogos antigos em versões do SO mais recentes (isto aconteceu-me com títulos do Windows 95/98 no Windows XP). Eram muitas dores de cabeça, muitas dificuldades, que afastaram os utilizadores que procuram coisas simples e acessíveis. Por outro lado, a pirataria. Piratear jogos em PC é fácil, e foi algo que assolou a plataforma durante anos, tornando-a pouco atractiva para diversas produtoras. Mas as coisas têm começado a mudar. O PC enquanto plataforma de jogos tem crescido ao longo dos últimos anos, e os produtores começam a ver vantagens económicas. Sempre houveram adeptos, claro, desde que jogar em PC é uma realidade mas agora, mais que nunca, o gaming em PC está vivo.

pc

Quem contribuiu em grande parte para isso foi o Steam. A plataforma de DRM, multiplayer e conecção social, desenvolvida pela Valve, conseguiu não só atrair as pessoas para o PC, graças aos preços fenomenais, mas também torná-lo mais atractivo para as produtoras graças à diminuição da pirataria. É que com os preços mais baixos as pessoas desistem de piratear jogos, sobretudo tendo em conta que a plataforma por si só garante a instalação e o update automático dos títulos, permitindo a instalação em múltiplos computadores (são muitas dores de cabeça que a pirataria não elimina). Existem também muitas características apreciadas: lista de amigos e grupos, bem como chat in-game, tudo suportado pela plataforma. O próximo passo da Valve são as Steam Machines. A serem lançadas em breve, prometem a integração online da plataforma com um SO único, o Steam OS, em PCs com determinadas especificações desenhados para serem colocados na sala de estar. O Steam OS é completamente dedicado a correr jogos prometendo ser intuitivo o suficiente para que o processo se dê sem dificuldades de maior. A acompanhá-las está o Steam controller, comando desenhado pela Valve para servir de perfeito substituto ao rato, facilitando a integração com o PC. Muitos já o consideram o melhor comando de sempre. Jogar PC na sala vai passar a ser muito confortável!

A Microsoft, depois de muitos erros com o Windows Vista, o 7, o 8, o 8.1, a iniciativa Microsoft Live Games (que só piorou as coisas), e o DX11, parece estar a encaminhar-se. O Windows 10 já foi anunciado como sendo pensado para jogos e promete cortar com o passado. Com ele chega o DX12, o novo API que herda muito do Mantle da AMD e que promete dar um novo fôlego a hardware já existente, na medida em que o vai conseguir aproveitar melhor. Para além disto, muitas características de suporte que o mercado necessitava à muito serão incluídas no novo API. A concorrer com ele surge o Vulkan, que promete tudo o que o DX 12 promete (e mais um bocadinho). Graças a estes novos APIs, jogar no PC poderá ser muito mais barato do que antes! Estaremos a entrar numa nova era? A era do PC Gaming?

A PC Gaming Show estará a cargo da PC Gamer, revista fundada em 1993, completamente centrada no gaming em PC e noticiando tudo quanto é notícia no mundos dos videojogos: análise de jogos, análise de hardware, mods, e tópicos variados. É a revista do género mais vendida nos Estados Unidos e em Inglaterra, e como não podia deixar de ser, também se tornou no web-site sobre o assunto muito popular. A conferência é patrocinada por várias entidades, mas a principal é a AMD, o que já nos diz muito. Óbviamente a companhia quer deixar bem claro às pessoas que o seu hardware será a melhor escolha para o futuro. Estranho talvez é encontrar a Xbox entre os patrocinadores (atenção Xbox e não Microsoft ou Windows 10). Disto não sei o que pensar a não ser claro que a visão que a Microsoft tem para o PC Gaming é por streaming da Xbox ONE… Interessante é a ausência da Valve. Isto significa que em principio os fãs vão continuar a suspirar por Half-Life 3, e também significa, em princípio, que não irão haver notícias nenhumas sobre Steam OS nem Steam Machines. É um pouco estranho dado que este é um momento chave, e a companhia devia estar a pressionar por divulgar as vantagens da sua inciativa.

A conferência contará com muitos convidados de renome da industria (dado que o PC não possui first party developers) e promete novidades interessantes.

Hardware

amd

Sendo a AMD a única fabricante de hardware PC a promover o evento, é normal que grandes novidades relativas aos seus produtos sejam reveladas. E a verdade é que tendo em conta a chegada dos novos API podemos ter novidades muito interessantes. Novidades que são capazes de mudar definitivamente o mercado PC, e torna-lo numa plataforma mais atractiva. Quem conhece a AMD sabe que a companhia tem tido dificuldades no mercado. Nos processadores as suas arquiteturas recentes perdem para a Intel. O Bulldozer não teve o impacto que se esperava e em temos de desempenho, e os seus processadores de gama alta (AMD FX-9xxx e mesmo os FX 8xxx), apesar de ainda conseguirem entrar em território dos i7 não são comparáveis com estes a nível de aquecimento e consumo energético, requerendo muito mais núcleos para performances semelhantes. Daí que a AMD sempre investiu no processamento paralelo em multi-núcleo, tendo elementos de processamento mais fracos mas em maior número. A arquitetura já sofreu várias revisões (Piledriver, Steamroller, entre outros), de modo a torná-la mais eficiente do ponto de vista energético e melhorar a performance, mas a Intel sempre saiu na frente.  Nos GPUs, o quadro é o mesmo. Apesar de as coisas estarem muito melhor que nos processadores, a empresa continuou sempre a perder em performance face aos GPUs da concorrente directa, a nVidia. Mas há um ponto interessante: a análise da tecnologia empregue neste processadores revela que os GPUs AMD sempre tiveram tecnologia muito superior à nVidia. Aliás, no papel, sempre tiveram uma performance teórica maior que os GPUs da concorrente.

Amd Escavator

Recentemente, com o Mantle, viu-se o problema: não é que o hardware seja fraco, ele apenas não é aproveitado! Nem os SO, nem os jogos, nem os API utilizavam as características do hardware AMD convenientemente. Mas com o Mantle a coisa começou a mudar. As performances dos GPUs AMD começou a equivaler e em alguns casos a ultrapassar os GPUs nVidia.  Esta última, aliás, começou a recorrer a práticas escusas: oferece efeitos gráficos a produtores para colocarem nos seus jogos sem dar a possibilidade à concorrência de optimizar o código desses efeitos para as suas máquinas (algo que a AMD pretendia fazer com o Mantle e sempre fez com os efeitos por si desenvolvidos). Deste modo jogos com efeitos nVidia correm de forma muito pouco optimizada no hardware AMD. Mas a chegada do DX12, que inclui muitas características anteriormente presentes no Mantle e futuramente presentes no Vulkan, vai permitir um melhor aproveitamento dos GPUs AMD. Aliás vimos recentemente que placas AMD já lançadas há algum tempo estão equipadas para as feature levels 12_0, as quais são suportadas pelo novo API da Microsoft enquanto que as nVidia não. Mas não é só nos GPUs que há ganhos. Testando o desempenho dos FX-8xxx no DX 12, ele teve ganhos na ordem dos 2000%! Tudo devido às melhorias efectuadas no processamento multi-núcleo que a AMD à muito desejava ver implementadas.

Deste modo o hardware AMD, com a chegada do Windows 10 e dos novos API vai ter melhor desempenho, e tornar-se uma alternativa mais viável e atractiva para os consumidores. Afinal, devido às fracas vendas a AMD sempre vendeu os seus processadores a preços bem mais baixos que a concorrência. Mas as novidades não ficam por aqui. Este ano a AMD estreia a sua nova arquitetura nos CPU, a Zen (nome de código), tendo já prometido ganhos de 40% na performance face à bulldozer. Para além disso, pode ser finalmente na E3 que a AMD revele a tão aguardada série R9-3xx de GPUs. Do pouco que se sabe, é que irá suportar HBM (High-Bandwith Memory), e que irá ultrapassar a todas as placas que lançaram até agora. E definitivamente o seu lançamento terá sido pensado para conseguir causar impacto com a chegada dos novos API. Podemos ter informações muito interessantes sobre o desempenho das novas linhas AMD neste evento.


Blizzard Entertainment

A Blizzard foi fundada em 1991. Iniciou a sua actividade fazendo port de jogos para outras plataformas, tendo começado em 1994 a produzir os seus próprios jogos. Warcraft, Diablo e StarCarft são as suas propriedades intelectuais mais importantes. Warcraft é um franchise composto por vários jogos, livros e outros média. Divide-se em 5 títulos centrais: Warcraft: Orcs and Humanas, Warcraft II:Tides of Darkness, Warcraft III: Reign of Chaos, World of Warcraft e Hearthstone:Heroes of Warcraft. Os 3 primeiros são jogos de estratégia, onde os jogadores comandam exércitos em batalhas contra outros jogadores. O quarto é um MMORPG muito popular, onde os jogadores criam a sua própria personagem e interagem com avatares de outros jogadores, num extenso mundo aberto, que tem sido actualizado ao longo do tempo através de múltiplas expansões até hoje.

Diablo é uma série de jogos RPG hack and slash que já conta com mais de 25 milhões de unidades vendidas. A série conta com 3 entregas, e passa-se no mundo de Sanctuary e foca-se na batalha entre humanos e demónios que são liderados por Diablo, o principal antagonista. Os humanos são ocasionalmente ajudados por anjos, sobretudo Tyrael, o arcanjo da Justiça. O jogo apoia-se na mecânica de point and click: usamos o rato para mover a personagem. Para progredir temos que constantemente procurar por melhores armas e armaduras. Os itens são aleatoriamente gerados e têm geralmente várias características associadas a eles. Todos os jogos da série foram bem recebidos pela crítica e sucessos comerciais.

Starcraft é um jogo de estratégia de ficção cíentifica e militar. A série centra-se no conflito galáctico pela supremacia entre 3 espécies alienígenas: os adaptáveis e móveis Terrans, os insectóides Zerg e os enigmáticos Protoss. O local é um sector afastado da Via láctea, o sector Koprulu, no ínicio do século 26. O primeiro jogo foi lançado em 1998 para PC e na Nintendo 64. A série conta com dois títulos: Stracraft e Starcraft II lançado em 2010. São jogos de estratégia em tempo real, onde o jogador tem o papel do comandante militar de cada uma das 3 espécies. Cada um dos títulos sofreu diversas expansões nos anos que se seguiram. Os títulos foram muito bem recebidos pela crítica, e venderam milhões de cópias em todo o mundo.

É muito fácil prever os anúncios da Blizzard na conferência do PC Gaming. Provavelmente teremos mais expansões para World of Warcraft e talvez um Diablo IV a caminho ou Starcraft III.

Cliff Blezinsky

Cliff Blezinsky tornou-se conhecido pelo seu papel no desenvolvimento do Unreal Tournament e Gears of War. A criar jogos desde os 17 anos, rapidamente se tornou num dos principais profissionais da Epic Games, na qual trabalhou desde 1991 a 2012. Saiu dizendo que fazia jogos à 20 anos e precisava de um intervalo. Em 2014 decidiu voltar a fazer videojogos, e fundou a Boss Key Productions, o seu próprio estúdio, conjuntamente com Arjan Brussee, co-fundador da Guerrilla. Ao longo da última geração, ficou também conhecido pelas suas polémicas declarações: desde a justificação da existência dos DLCs como um mal necessário (algo do qual muita gente discorda) às contínuas queixas sobre os orçamento de jogos e do actual modelo de negócio (defendeu os jogos free-to-play, o Steam e o mobile). O seu próximo título é Bluestrick um free to play de ficção-cientifica para PC, desenvolvido com o Unreal 4. É possível que para além de Bluestrick, outros títulos em desenvolvimento sejam apresentados.


Devolver Digital

A Devolver Digital é uma distribuidora de filmes e editora de videojogos. A companhia tem o seu foco em ajudar os produtores indie a distribuir os seus jogos através de várias plataformas e meios digitais. Títulos como Hotline Miami, Olli Olli, Duke Nukem 3D: Megaton Edition, Shadow Warrior, Serious Sam, The Talos Principle, são apenas alguns dos títulos que foram distribuídos pela Devolver. Em 2013, anunciou também planos para ajudar os realizadores independentes a distribuir os seus filmes de uma forma digital. Na conferência, podemos esperar o anuncio de novos títulos para PC. Estão programados para o próximo ano Paradise Never (um RPG), Crossing Souls (RPG de acção-aventura) e Shadow Warriors 2 (um FPS). Para além destes e doutros títulos, é possível que a companhia fale dos seus filmes podendo mesmo divulgar a estreia de serviços online neste sentido.

Paradox Interactive

A Paradox interactive é uma editora sueca de videojogos, fundada em 1999, que é conhecida pelos seus títulos de estratégia históricos. São jogos de estratégia em grande escala, num mapa que representa fielmente o nosso mundo, e que se caracteriza por usar elementos em tempo real, havendo a possibilidade do jogador pausar o jogo e ajustar a estratégia. A principal característica dos seus títulos é mesmo o conceito histórico por trás: os jogos estão comprometidos a retratar fielmente o eventos históricos neles representados. O jogador deve gerir a economia, o comércio, o desenvolvimento tecnológico e as forças militares de uma nação. São títulos muito complexos, com modelos de gameplay muito detalhados e grandes curvas de aprendizagem. Entre os títulos populares encontram-se Europa Universalis e Hearts of Iron. A Paradox também publica jogos, como Magicka e Mount&Blade. Colaborou com a Colossal Order no desenvolvimento de Cities in Motion e Cities Skylines. Pillars of Eternity, da Obsidian Entertainment é o jogo mais aclamado pela crítica da Paradox até à data. É de esperar que anúncios sobre expansões para alguns destes títulos, bem como novas entregas sejam feitos.

Square Enix

A Square Enix sempre foi uma companhia que soube investir em diferentes formatos. Os seus jogos já saíram para todas as plataformas alguma vez lançadas, mas em PC sempre evitou lançar. De há uns tempos para cá, isso mudou. Tomb Raider, Hitman Absolution e Final Fantasy tiveram entregas em PC. Dos jogos que podemos esperar da companhia na E3 já falamos, mas é possível que se anunciem novos títulos para exclusivos para PC,  bem como características específicas que a plataforma vai receber em títulos multiplataforma: Tomb Raider teve o Tress-FX, assim como Deus EX o vai receber, por isso uma parceria com a AMD para características únicas não será de estranhar. Por outro lado, a companhia já adaptou o seu motor, o Luminous Engine para DX12 e pode ser que uma demo a salientar as virtudes do novo API seja mostrada.

https://www.youtube.com/watch?v=CGsJXINz0LQ

Humble Bundle

Humble Bandle é um programa responsável pela distribuição de colecções de jogos indies em formato digital, a um preço estipulado pelo comprador. Essas colecções, ou bundles, são oferecidos tipicamente a cada duas semanas. As vendas muitas vezes incluem jogos bónus ou outros média, que são oferecidos a meio-da-semana àqueles que já compraram o bundle, ou àqueles que oferecem mais. Inicialmente, os bundles eram de jogos indie sem DRM. Mais tarde, começaram a surgir bundles contendo jogos de produtores já estabelecidos, por exemplo, no Android, bundles a promover “game jams” (quando um jogo é produzido entre 24 a 72 horas por vários desenvolvedores que se reúnem para o efeito), e em alguns casos, bundles a conterem títulos mais mainstream. Os lucros das vendas são divididos entre os criadores e os operadores da Humble Bundle, podendo incluir doações para instituições de caridade. Desde  a criação em 2010, o programa alastrou-se à distribuição de ebooks e música. Vários bundles já conseguiram vender mais de 1 milhão de dólares e os ganhos acumulados até Agosto de 2013 chega aos 50 milhões de dólares. É possível que na conferência novos implementações do programa assim como novos bundles de oferta sejam anunciados.

Humble Bundle

Xbox

Já o disse antes e repito: acho muito curioso o facto de não ser a Microsoft mas a Xbox a participar nesta conferência. O Windows 10 chega a 29 de julho deste ano e com ele o Direct X 12. Este novo API vai possuir muitas características do Mantle da AMD, mas o que nos interessa principalmente é: diminuição da sobrecarga no CPU, suporte a multithread com melhor aproveitamento de vários núcleos, e suporte a dual-GPU (adeus Cross-fire e adeus SLi!) mesmo de marcas diferentes. Isto claro são muito boas notícias, pois vai permitir um nível de desempenho nunca antes visto no PC. Para além de reduzir o custo do hardware necessário para correr jogos – os jogos terão desempenho em hardware de menor gama. É de esperar que o foco da conferência seja sobre o DX12, as suas vantagens e a sua integração no PC e na Xbox ONE e que tipo de novidades podem resultar daí. È possível também que o Windows 10 tenha tempo de antena e que o suporte que o SO vai permitir de raíz ao gaming seja revelado (actualizações automáticas de drivers e patches dos jogos?). Por último considero que é muito provável que o streaming dos jogos da Xbox ONE para o Windows seja um dos temas principais. O Hololens e as suas potencialidades também devem ser referidos com destaque.

XboxWin10

Seria de esperar que a Oculus Rift estivesse presente com o seu equipamento de VR, mas a conferência sobre o equipamento com novos jogos já ocorreu na quinta-feira passada, pelo que não contamos com o dispositivo na conferência do PC Gaming. Creative Assembly, Frictional Games, Bohemian Interactive entre outros são estúdios third party que irão estar presentes trazendo possivelmente novidades em jogos, com suporte a DX12.

A conferência PC Gaming está programada para o dia 17 de Junho, às 01h00 ( hora de Lisboa). E vocês, que novidades esperam do PC Gaming Show?

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