EA quis cobrar cerca de 5 dólares por demonstrações de jogos na Xbox One?

Todas as demos da Electronic Arts apareceram na Xbox One com preços entre os 3.99 e os 4.99 dólares. A EA refere que foi um erro de sistema, mas não há um único gamer que acredite.

Depois de ter sido condenada por publicidade enganosa e práticas desonestas no seu jogo Dungeon Keeper a EA parece voltar à carga atirando o barro à parede a ver o que cola. É que, como revelou o Hardcore Gamer,  na loja da Xbox One todas as suas demos apareceram a pagar e com preços que de aleatório não tinham nada. Eram valores de 3,99 ou 4,99 euros.

Como todos sabemos, as demonstrações foram criadas com o intuito de dar a conhecer ao público como será o jogo final que é vendido a um preço elevado de 60 ou mais dólares. Trata-se de uma forma de as empresas promoverem os seus produtos, ou de forma mais simplista, de uma forma de publicidade e teste do seu produto.

Para o público as demos são a única forma de se testar um produto antes de o adquirir. Saber se o jogo corresponde às suas expectativas uma vez que as revistas apenas exprimem uma opinião pessoal de quem analisa e que mesmo que seja a mais consensual poderá não ser a sua. Da mesma forma, fotos, e vídeos não permitem “sentir” o jogo, o que só pode mesmo ser feito com as demonstrações. E dessa forma a existência das mesmas é apenas algo benéfico para promover um produto e as suas vendas.

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A EA nega que tenha colocado estas demos a pagar, referindo que se tratou de um erro de sistema, o que parece pouco provável pelo valor apresentado e coerência dos mesmos em todas as demos. E vindo de uma empresa conhecida pelas suas práticas de sacar dinheiro  consideradas pela comunidade como vampirescas, é algo que se torna ainda menos credível.

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Menos credível se torna depois de se ter sabido que os preços apareceram em diversas lojas Xbox One pelo mundo fora, e com preços adaptados à moeda e realidade económica dos paises, o que tornaria o erro demasiadamente coerente.

A EA defende-de alegando que a provar o erro temos o facto de que as demos não tiveram qualquer custo na Playstation Store, mas os gamers possuem uma justificação para tal. A situação foi detectada e o alarme geral soou depressa demais, sendo que as vozes de protesto que se levantaram foram tantas e tão rápidas que a EA recuou antes de a Sony ter tempo de actualizar os preços.

A realidade é que a EA tem uma imagem de mercado horrível. O facto de ter sido declarada por várias vezes seguidas a pior empresa da América não foi uma mera coincidência, e deve-se exactamente ao facto que as pessoas verificam diariamente as suas práticas pouco correctas de obtenção de dinheiro. Desde DRMs abusivos como o de Sim City, a conteúdos retirados de jogos para serem vendidos posteriormente como DLC, a conteúdos de dia um que deveriam vir com o jogo (Mass Effect 3 é um bom exemplo destas duas coisas), a microtransações excessivas e abusivas em jogos como Dungeon Keeper e Real Racing 3 para os dispositivos móveis e mesmo jogos de preço completo como Dead Space 3.

A verdade é que “à mulher de Cesar não basta ser séria, há que parecer séria”. E a EA ao longo dos tempos não só não tem parecido séria como não tem sido séria. Daí que se realmente foi um erro, a ideia de que não foi vai ser difícil de remover, e a EA terá de trabalhar seriamente para repor a sua imagem.

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