Estará a Konami em braços com uma crise?

MGS-Antes

As implicações da saída de Kojima da Komani podem ser maiores do que se pensa. E a Konami poderá estar com uma crise entre mãos.

Como é já do conhecimento geral, Hideo Kojima abandonou a Konami, e a empresa tem tentado pintar uma imagem na qual a saída é apenas um mero acontecimento. Mas na realidade a coisa poderá não ser assim, e a Konami poderá ter em mãos uma das suas maiores crises de sempre.

Para começar, apesar de Hideo Kojima e a sua equipa estarem ainda ligados à produção de Metal Gear Solid V, a Konami retirou o nome de Kojima das capas dos jogos Metal Gear. E isso implica que a rotura existe, está criada, e que mesmo este jogo poderá sair diferente das ideologias originais de Kojima.

Antes:

MGS-Antes

Depois:

MGS-Depois

Metal Gear Solid V: Phantom Pain será certamente lançado. É um dos jogos mais falados do ano, e parece pouco provavel que dada a data prevista para o seu lançamento este acabe por não ver a luz do dia. Mas fora isso, a Konami fica sem grande coisa para mostrar. Por exemplo, o mesmo não acontecerá com outro dos grandes projetos da empresa e que estava a ser aguardado com impaciência, Sillent Hills.

O jogo foi cancelado com a saída de Kojima, tendo a situação sido confirmada por Guillermo del Toro, um dos nomes sonantes que estava ligado a esta produção.


Apesar de a Konami ter vindo afirmar que estaria ligada e seria a responsável pela continuação do Franchising Sillent Hills, qualquer jogo que venha a sair não será o que inicialmente foi apresentado, uma vez que esse project foi oficialmente cancelado e Kojima e del Toro afastaram-se do mesmo. E a demo P.T. foi um dos lançamentos de maior sucesso de 2014.

A saida de Kojima é um rude golpe para a Konami. Não só este cancelamento, mas franchisings como Metal Gear Solid e Zone of the Enders, dois jogos de grande renome da Konami, ficam órfãos de pai. E mesmo que a Konami mantenha os direitos sobre os mesmos, estes certamente nunca mais serão os mesmos.

A situação terá sido bastante danosa para a Konami, que agora, naturalmente, faz controlo de danos, mesmo que as “rachadelas” sejam visiveis a todos.

Um dos outros grandes franchisings da Konami, Castlevania parece estar  igualmente numa fase de transição, pois a MercurySteam já não está a trabalhar no franchising pois em 2014 a Koji “Iga” Igarashi abandonou a Konami para fundar a sua própria empresa.

O único Franchising que está intocado e que resta à Konami é Pro Evolution Soccer 2015. Que no entanto tem como factor de dependência do seu sucesso a qualidade do seu Rival, o Fifa.

Mas os sinais de crise na Konami não se ficam por aqui. Por iniciativa própria, a empresa resolveu retirar-se da bolsa de Nova Iorque.

Apesar de a empresa se justificar alegando que apenas aderiu à bolsa em 2002 para criar alguma visibilidade para a empresa, e que tal agora não é economicamente justificável (podem ler a justificação total aqui).

Apesar de não podermos, nem devermos, associar as situações, a realidade é que há motivos para que se possa pensar que a Konami ficou, no mínimo, bastante abalada com a saída de Kojima.

 

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