Este artigo é só para gamers


O artigo que se segue foi escrito pela primeira vez em 2009 para um outro website (e publicado em 7 partes com outro nome), tendo agora sido revisto e actualizado, com algumas diferenças quer nos textos de então, quer na selecção de jogos que foi entretanto revista colmatando algumas situações que ao longo do tempo me apercebi existirem, particulamente por negligenciar títulos mais significativos que na altura me passaram. E não me recorda de o ter publicado alguma vez na PCManias (pelo menos ele já não está cá).

Diga-se que quando da redacção original, a ideia era escrever sobre aqueles que seriam os dez jogos que na minha opinião se poderiam definir como os melhores jogos de sempre. Mas rapidamente me apercebi que tal não era fácil: Os videojogos tem vindo a sofrer evoluções gráficas e sonoras que os tornam claramente superiores aos seus predecessores, mas no entanto isso não significa obrigatoriamente um maior grau de entretimento oferecido.  A satisfação que se obtinha na altura, ao desfrutar de muitos jogos agora completamente ultrapassados, com gráficos monocromáticos e meros “piiis” como som, era igual ou superior à que agora é obtida em muitos dos jogos modernos – apesar dos seus gráficos ultra detalhados e banda sonora orquestral.

Assim, perante este dilema e a dificuldade efectiva em referir os dez jogos que mais prazer me deram jogar, resolvi optar por fazer não uma única escolha que se revelaria forçosamente injusta, mas sim múltiplas escolhas associadas a máquinas e períodos de tempo.

Mesmo assim, não foi fácil limitar o número de títulos aos dez pretendidos, pois analisando todos os jogos que já me passaram pelas mãos e que me deram tremendo prazer jogar, a lista começou a crescer tremendamente. 

Dividi assim a minha escolha a várias etapas: a pré-1984, onde já tinha contacto com computadores mas efectivamente não possuía nenhum; a minha era 8-bits com o ZX Spectrum; a minha era 16-bits com o Atari ST; e posteriormente várias épocas divididas em períodos que se tentarão manter de 5 anos máximo, com os vários PC’s e consolas que possuí.

O resultado final é não só um apanhado daqueles que, na minha opinião, foram os melhores jogos que joguei, mas também um passeio pelas memórias do passado que muitos irão com toda a certeza apreciar.

Fiquem então com as minhas escolhas, esperando que estas vos tragam memórias de tempos já longínquos muito bem passados.

NOTAS: A escolha é limitada a 10 jogos por período. Isto quer dizer que forçosamente alguns períodos terão excluídos grandes jogos. A data indicada no jogo não é necessariamente a data em que o jogo foi lançado, mas o ano em que eu tive acesso ao mesmo.

1ª Etapa – Período anterior a 1984

Este período foi para mim marcado por três tipos de máquinas. As famosas Game & Watch (maquinetas de jogos de cristais líquidos, que agora se adquirem nos chineses, com jogos de muito pior qualidade que os originais, e a preços tão baixos como 2.5€), e que foi efectivamente o primeiro sistema electrónico de jogos que possuí. No entanto, ainda nesta época tive acesso a alguns computadores de familiares, o célebre ZX 81, uma máquina com 1 KB de Ram e um dos primeiros computadores acessíveis ao público em geral; bem como um PC equipado com um Intel 8088, o predecessor dos célebres x86. Foi uma época de fascínio, pois como miúdo que era, as tecnologias e os jogos existentes, por muito maus que possam agora parecer, eram uma fonte de deslumbramento e encanto.





Para este período destaco os seguintes jogos (e nesta fase não chego sequer ao limite de dez jogos propostos):


Afundar o Bismark – ZX 81 – 1980

Infelizmente não há imagens deste jogo. Mas o seu conceito era a coisa mais simples que podia existir. Um amontoado de símbolos representava o famoso navio alemão que era colocado aleatoriamente no fundo do ecrã. A distância ao canto esquerdo do ecrã variava, e o jogo consistia apenas em indicar uma potência de tiro introduzindo um número de 1 a 9.
Após a sua introdução um * percorria o ecrã indicando o local onde o obus explodia. A cena repetia-se até se acertar, sendo que o jogo indicava o número de tentativas gastas. Jogado com amigos ganhava o que acertasse em menos tentativas.

Golf – ZX 81 – 1980

Mais uma vez não há imagem para este jogo. O conceito era em tudo semelhante ao do Bismark, mas algo mais completo. Um “P” representava a bandeira sobre o buraco num green de golf e um “o” a pequena bola. Mais uma vez apenas nos era solicitada a força de 1 a 9, mas agora os buracos tinham um “PAR” (numero de tacadas previstas). Desta forma interessava fazer o percurso todo no menor número de tacadas possíveis, preferencialmente fazendo “birdies” (uma pancada abaixo do “PAR”), “eagles” (duas baixo do “PAR”), ou um albatross (três abaixo do “PAR”). Muito simples mas para a altura era um excelente entretimento.

PACMAN – ZX 81 – 1982



Um jogo baseado num grafismo deveras rudimentar, mas que foi uma das primeiras implementações caseiras do famoso PACMAN, um título que por mérito próprio ganhou um lugar na história dos videojogos. Como tal, tendo sido a primeira versão deste jogo a que tive acesso não a podia deixar de referir aqui.



PARATROOPER – MS-DOS PC 8088 – 1982

O que dizer de paratrooper? A imagem diz tudo! Um pequeno canhão, capaz de rodar 180º tinha de abater os paraquedistas antes de estes chegarem ao chão.
Naturalmente abater os helicópteros tinha bónus pontual para álem de eliminar as fontes de arremesso de soldados, mas o fundamental era garantir que os soldados uma vez nos paraquedas não chegavam ao solo, local que, depois de atingido, estava fora do nosso alcance de tiro.
Os pequenos soldados presentes no chão dirigiam-se então para perto da nossa torre, e depois de terem uma pequena pirâmide humana formada por cinco soldados, lançavam uma granada que nos destruía o canhão. Muito evoluído e interessante, com movimentações super fluidas.


IBM ALLEY CAT – MS-DOS PC 8088 – 1984


Um dos primeiros jogos comerciais para PC a que tive acesso, Alley Cat punha-nos no controlo de um pequeno gato que tinha de andar a explorar caixotes do lixo e a saltar de janela em janela pendurado nas peças de roupa que se encontravam a secar. Dentro das diversas casas havia objectos para apanhar, mas também havia que fugir da temida vassoura que nos perseguia, Simples e divertido, até porque os gráficos para a época eram do melhor que se fazia.

Monkey – Time&Fun – 1984


monkey

Monkey foi um jogo esquecido no artigo original (até porque na altura não me lembrava do seu nome). E um jogo básico e pura e simplesmente, vi…ci…ante. Tão viciante que arranjei o seu remake para PC, e que vos aconselho a experimentar. A ideia é impedir os macacos de chegarem às bananas movendo o homem no topo das palmeiras para a arvore correcta. A velocidade de jogo vai aumentando e atinge ritmos alucinantes. Pura e simplesmente um jogo que me divertiu e ainda diverte, e que tinha sido esquecido porque a memória já não dá para tudo. 🙂

Shuttle Voyage – Game & Watch – 1984


Shuttle Voyage era extremamente simples, mas igualmente viciante. A ideia era deslocar o space shuttle numa linha recta que partia do pequeno planeta azul até Saturno. Pelo caminho apareciam diversas naves e satélites dos quais a nave se podia desviar praticando pequenas correcções na rota. Na fase final do percurso havia que aguardar por aberturas na linha de asteróides que rondavam Saturno, o que nos expunha ainda mais. A sequência era repetida constantemente, mas o ritmo a que os oponentes se mexiam ia aumentando progressivamente. Repetitivo, mas viciante (e ainda funciona).

2ª Etapa – Período de 1984 a 1988

O período de 84 a 87 foi para mim um dos mais importantes no que toca à informática. Para além de ter tido o meu primeiro computador, foi nesta altura que ganhei o bichinho e que aprendi a programar, tudo graças ao ZX Spectrum. Neste período possuí um 48K e mais tarde um 128K+2 que me fizeram experimentar as delícias dos seus jogos. 
Recordo com saudades as tardes passadas com os meus primos a programar e a jogar, bem como das idas ao centro comercial Dallas para adquirir jogos. Curiosamente, ainda possuo estes dois computadores e estão ambos perfeitamente funcionais.



Eis os meus destaques para esta fase.

GALAXIANS – ZX Spectrum – 1984

Juntamente com o meu primeiro computador Spectrum vinha uma cassete com vários jogos. Desses, alguns tornaram-se clássicos e garantiram a sua presença nesta lista. Galaxians foi um desses jogos.
Extremamente simples no conceito – disparar e desviar das balas e inimigos – e com movimentação limitada às laterais, o jogo era simples mas extremamente aditivo. 
O som era ridiculamente eficaz. Simples, mas de uma eficiência extrema, criando um ambiente que, para a época, era fora de série.

MANIC MINER – ZX Spectrum – 1984

Seria quase impossível falar do Spectrum e negligenciar o Manic Miner. Mais um dos jogos que vinha de origem com a minha máquina e um grande clássico.
Nunca fui grande fan de jogos de plataformas, mas nesta época houve vários que me cativaram tremendamente, sendo que Manic Miner foi um deles. Bem produzido e com boa jogabilidade exigia perícia e destreza, possuindo uma banda sonora que ainda hoje, apesar de básica, qualquer jogador desta época é capaz de cantarolar. 

CHUCKIE EGG – ZX Spectrum – 1984

Não falar de Chuckie Egg seria cometer a maior atrocidade da minha vida. Foram horas e horas perdidas a jogar. Um dos jogos mais viciantes da era Spectrum e que ainda hoje experimento em emuladores. Controlar o pequeno mexicano para apanhar os ovos todos do galinheiro evitando os patos parece simples, mas não o é. Aberturas, elevadores, e escadas contribuíam para uma estrutura de jogo fabulosa e inesquecível que era ainda aumentada pelo facto de vários jogadores poderem alternar as suas partidas, tornando-o no jogo ideal para quando várias pessoas se juntavam no computador.

CYCLONE – ZX Spectrum – 1985

Cyclone foi outra das obras-primas do Spectrum e um jogo que ainda hoje se joga bem e sem chocar, quer a nível gráfico, quer sonoro ou de jogabilidade. A ideia era simples, fazíamos parte de uma equipa de socorro colocada num arquipélago de ilhas eminentemente ameaçado por um ciclone que se deslocava entre elas. A ideia era evitar os ventos fortes criados pelo ciclone e salvar as várias pessoas existentes nas ilhas recorrendo a um guincho instalado no helicóptero. A proximidade do ciclone, que se movia aleatoriamente entre as ilhas, criava ventos fortes e instabilidade no voo e caso não nos afastássemos estávamos condenados ao acidente. Havia ainda de ter atenção ao combustível e ao tráfego aéreo do local. Simplesmente fabuloso!

SABOTEUR – ZX Spectrum – 1986

Saboteur foi um dos jogos do Spectrum que mais recordo. Era relativamente curto, mas impressionava pelo grafismo e dimensão das personagens.
Controlávamos um Ninja que entrava numa instalação militar protegida por câmaras de segurança, policias e cães de guarda, com o objectivo de roubar um disco com dados ultra secretos.
Abrir portas, hackar computadores, lutar corpo a corpo ou usando as armas disponíveis eram tudo realidades existentes neste jogo que uma vez concluído dava uma satisfação tremenda e a vontade de se repetir tudo outra vez. E eu repeti-o inúmeras vezes. Oh se repeti.

DAN DARE – ZX Spectrum – 1986


O bom uso da cor sempre foi uma dificuldade no Spectrum. Normalmente os jogos que o conseguiam usavam os recursos da máquina de forma pouco inteligente, optando por um grafismo enorme e exagerado. Dan Dare conseguia de forma primorosa o que poucos conseguiram. O uso de cor era assombroso, a jogabilidade fabulosa, a fluidez era impressionante, e a história e desenvolvimento do jogo extremamente bem conseguido. Este foi um dos jogos que mais joguei e adorei no spectrum, sendo que ainda recentemente andei a jogar um bocado num emulador para matar saudades.

THANATOS – ZX Spectrum – 1986


Thanatatos era uma revolução para a época. Num mundo medieval e mitológico controlávamos o enorme e pesado Dragão cuspidor de fogo, Thanatos contra criaturas das profundezas dos oceanos, outros dragões e acima de tudo, malvados humanos. Para tal podíamos usar a chama expelida pela boca ou as enormes garras do dragão que era capaz de levar homens e cavalos pelos ares. Fabuloso eram os ataques aos castelos onde teríamos de queimar as pesadas portas de madeira antes de podermos prosseguir.


MATCH DAY 2 – ZX Spectrum – 1987


O Spectrum maravilhou o mundo com um jogo de futebol denominado MATCH DAY. Era efectivamente dos primeiros jogos dedicados ao desporto rei onde o que víamos e jogavamos efectivamente se assemelhava a futebol. Mas Match Day, apesar de ser um bom jogo não foi dos jogos que mais me impressionaram, o que já não pode ser dito do seu sucessor, o Match Day 2. Match Day 2 era uma melhoria significativa sobre o predecessor, quer a nível gráfico, quer na jogabilidade onde se podia controlar a força do remate e mesmo dar toques de calcanhar, impondo-se assim como sendo o primeiro título de futebol realmente impressionante. Foram muitas as noites e os torneios de match day 2 com amigos. Marcante!

TURBO ESPRIT – ZX Spectrum – 1988

Uma das maiores proezas técnicas conseguidas no Spectrum contribuiu igualmente para um dos jogos mais viciantes existes para a máquina. Em Turbo Esprit conduzíamos um Lótus Turbo Esprit em diversas cidades, com o objectivo de capturar os carros dos passadores de droga locais. A atenção pelo pormenor era notável – várias faixas de rodagem, semáforos, peões, obras, homens em escadas a trocar lâmpadas, bombas de gasolina, etc – eram algumas das coisas que podíamos encontrar no jogo. Uma cidade a pseudo 3D com carros realizados da mesma forma e onde podíamos inclusive ver as luzes de pisca a indicarem as manobras criaram uma obra-prima que foi nada mais, nada menos, do que uma proeza para a época. Pessoalmente não me consigo recordar deste jogo sem me virem à cabeça várias músicas de “Bruce Springsteen” dado que habitualmente sempre que jogava este jogo estava uma “cassette” desse autor a tocar.

Laser Squad– ZX Spectrum – 1988

Laser Squad

Laser Squad foi outra grande lacuna do artigo original (que apenas tinha 9 títulos nesta época), e o facto é que se não conheces Laser Squad não és deste planeta. O jogo teve direito a re-edições em diversos sistemas e foi mesmo inspirador de outros grandes jogos como X-Com (que aliás se iria chamar inicialmente Laser Squad 3).

Foi dos primeiros jogos Turn Based que apareceram, e controlavamos uma equipa de soldados que tinha como missão infiltrar edifícios e aniquilar o inimigo, ou obter informações de computadores.

Armas, armaduras, e equipamento tinham peso que influenciavam o número de pontos que a unidade usava para cada acção, e em cada jogada, cada unidade tinha um determinado número de pontos disponíveis. O campo de visão das unidades era tomado em conta, pelo que a unidade podia ser vista sem ver.

Dado que era um jogo para dois jogadores, a diversão era garantida. E Laser Squad era demasiadamente bom para não marcar!

3ª Etapa – Período de 1987 a 1990

De 1987 a 1990 a época foi marcada pelos 16 bits. O ATARI ST foi a minha máquina de eleição, nomeadamente o 1040 FM, com 1 megabyte de ram e o seu processador Motorola 68000 a 8 Mhz. Nesta fase sofri também a influência das “arcadas”/máquinas de café, mas a realidade é que esses jogos acabaram todos por possuir uma versão para o ATARI.
Foi uma época de mudança, pois o visual gráfico mudou radicalmente face ao apresentado pelo Spectrum, e era igualmente uma época onde o PC não se revelava interessante para jogos, dado que tecnicamente era bem inferior (a nível gráfico e sonoro), apesar de mais caro.


Eis os jogos que mais destaco neste período.

POLICE QUEST 1 – IN PERSUIT OF THE DEATH ANGEL– Atari ST – 1987

A série Police Quest foi constituída por vários jogos, e fui um apaixonado por todos. Comecei contudo a perder algum interesse pela mesma quando as aventuras deixaram de ser escritas – com comandos do género “pick up gun” – para passarem a ser “point and click”. No entanto, Police Quest 1 (na foto), 2 e 3, foram marcantes e merecem um lugar de destaque pela qualidade das histórias apresentadas e interacção apresentada. E confesse-se que escrever os comandos era só por si uma aventura de descoberta.

Bubble Bobble – Atari ST – 1987

Bubble Bobble é um dos jogos de plataformas mais famosos de sempre. A sua jogabilidade é viciante e fabulosa, e a sua banda sonora fica na cabeça. Conversão das “arcades”, a versão ST é uma cópia fiel e fabulosa que naturalmente teria de estar nesta lista. Um dos melhores jogos de plataforma de sempre que quem não conhece, ou não é deste planeta, ou então nem imagina o que perde.
Lançado hoje, mesmo com os gráficos originais, este jogo estava condenado ao sucesso tal é a sua elevada jogabilidade e o nível de diversão imediata obtida sendo que existem mil e uma variantes do original lançadas ao longo do tempo por diversas editoras.


AFTER BURNER – Atari ST – 1988

Uma conversão directa das máquinas de “arcade”, after burner era um colosso de acção. Extremamente repetitivo mas com explosões e efeitos visuais constantes que enchiam o ecrã e o olho do jogador. Era rápido, frenético e viciante e a versão árcade possuía mesmo uma cadeira hidráulica que rodopiava. Fascinante e cativante sabia alternar muito bem entre os momentos mais pausados e os mais tensos.

OUT RUN – Atari ST – 1988

Um dos títulos mais famosos da história dos videojogos e das arcadas viu igualmente a luz no dia no Atari ST. Out Run era uma conversão quase fiel do jogo de corridas original, apenas desprovido do cockpit, volante e caixa de velocidades ai existente.
Out Run, pela sua qualidade gráfica e sonora, associada a uma jogabilidade viciante, foi um sucesso na altura e ainda hoje é recordado como um jogo que marcou um período. Naturalmente não podia faltar aqui!

F16 Combat Pilot – Atari ST – 1988

Um título impressionante. Ficava fascinado sempre que introduzia este jogo pela qualidade gráfica e realismo apresentado. Os objectos 3D no solo, as vozes de aviso digitalizadas, o realismo da pilotagem com sistemas que podiam ficar danificados individualmente, e muitos outros pormenores, tornaram este jogo no primeiro simulador de voo que me viciou.
Mais fascinante ainda era a possibilidade de ser jogado em rede e com computadores diferentes (algo inédito na altura). Cheguei a jogar este jogo ligado por um cabo RS232 usando um PC e um ATARI ST. O primeiro jogo de rede que alguma vez joguei.

SPACE QUEST 3 – THE PIRATES OF PESTULON – Atari ST – 1989

Space Quest foi uma saga de vários episódios, dos quais destaco os três primeiros. Dos mesmos produtores da saga Police Quest, a história era transposta para um jovem cadete da academia espacial – Roger Wilco – e as histórias passavam-se naturalmente no espaço e em planetas alienígenas.
Space Quest foi ainda mais marcante para mim do que Police Quest, e isto derivado do meu gosto pela ficção científica, mas começou, à semelhança da série anterior, a perder com a passagem para o “point and click”. Space quest 3, em particular (na foto), é um dos meus favoritos de sempre.

SPACE ACE – Atari ST – 1989

Se os gráficos alguma vez venderam jogos, então SPACE ACE foi um dos jogos que mais vendeu por esse motivo. Com uns gráficos de arrasar para a época e que podiam perfeitamente adaptar-se a títulos vinte anos mais recentes, este era um jogo visualmente ARREBATADOR.
Infelizmente esses gráficos tinham um custo que era a interactividade. No fundo o jogo era quase uma sequência vídeo onde o jogador tinha de apertar determinados botões em determinadas alturas de forma a não morrer. Como jogo nada de espectacular, mas os seus assombrosos visuais marcaram uma época e marcaram-me a mim também.

NORTH & SOUTH – Atari ST – 1989

Terá existido alguém que tenha jogado North & South sem ficar viciado? O jogo era simples e as partidas rápidas, consistindo na conquista de territórios e na supremacia do mapa (um pouco ao género do famoso “RISCO”). Mas o fabuloso eram as batalhas: Cada exército era composto por um batalhão de infantaria, um de cavalaria e um de artilharia, sendo que nas batalhas dois exércitos eram postos frente a frente (por vezes alguns mais equipados que os outros devido a reforços recebidos). A artilharia era a mais eficaz, mas vulnerável à cavalaria que se movia depressa. Essa por sua vez era vulnerável à infantaria que era carne para canhão para a artilharia.
Um ciclo interessante e que tinha de ser gerido de acordo com as escolhas do oponente pois apenas controlávamos um destes três de cada vez. Fabulosos gráficos e jogabilidade num jogo fascinante.

XENON 2 MEGABLAST – Atari ST – 1989

Quem nunca jogou ou viu Xénon 2 Megablast está a perder um dos melhores Shoot em Up’s alguma vez desenvolvido.
Com uns gráficos fabulosos e banda sonora digitalizada dos “BOMB THE BASS”, Xenon 2 megablast é um colosso de jogo.
A qualidade gráfica, variedade das armas, a fluidez do jogo, a variedade de inimigos, os bosses fenomenais e colossais, os upgrades, a quantidade de balas e inimigos no ecrã e tudo o mais fizeram de Xénon 2 um dos melhores jogos de tiro de todos os tempos. Tinha obrigatoriamente de estar nesta lista.

THE SECRET OF MONKEY ISLAND – Atari ST – 1990

Com a passagem para o “point and click” comecei a perder grande parte do interesse pelas aventuras gráficas, mas houve um título que marcou a reviravolta não só pelo seu sistema inovador, mas igualmente pelo regresso do humor e qualidade, quer gráfica quer da história. O seu nome: The Secret of Monkey Island, tornou famoso o sistema SCUMM desenvolvido pela Lucas Arts para o jogo Maniac Mansion e que inovou muitos sectores incluído a forma de interagir nos jogos “point and click” (lembro-me da famosa luta de espadas baseada em insultos verbais). 
Vários jogos fenomenais foram lançados usando este sistema, mas The Secret of Monkey Island destaca-se pois foi aquele que mais qualidade e consenso apresentou, sendo dessa forma o que mais contribuiu para o tornar famoso.

4ª Etapa – Período de 1990 a 1995

Este periodo marca a entrada definitiva dos PCs na minha vida. Apesar do ATARI ST possuir um emulador de 286 e de ter vindo mais tarde a adquirir um portátil 386, o meu primeiro computador PC foi um Intel 486 DX 33 Mhz. Ainda neste período fiz o respectivo upgrade a essa máquina para um Intel DX2 66 Mhz e posteriormente um AMD DX4 100 Mhz. É por esse motivo uma época marcada pelos jogos MS-DOS.
A par dos jogos, esta época ficou também marcada pelo online, nas BBS’s e a minha participação na Fidonet onde fiz vários GRANDES amigos que ainda hoje mantenho, bem como pelo aparecimento da Internet e a introdução dos CD-ROMS.




Para esta época destaco os seguintes jogos:

WING COMMANDER – PC – 1990

A saga Wing Commander foi vivida por mim com grande intensidade, tendo dado origem a diversos jogos e tendo mesmo sido transposta para o cinema (num filme de péssima qualidade, mas isso é outra história). Desde a primeira versão que, como fan de ficção científica, fiquei vidrado no jogo, tendo jogado todos os jogos da série, incluindo as versões mais avançadas e lançadas posteriormente em CD ROM, com participação de actores como Mark Hammil, Malcolm McDowel e John Ryes-Davies. Um jogo que me marcou tremendamente nesta época e que, acreditem, compraria imediatamente caso saisse um novo episódio (daí que ando a espumar para o futuro Star Citizen 😉 do mesmo criador e com a mesma temática) .

PRINCE OF PERSIA – PC – 1990

Prince of Persia foi o primeiro de muitos jogos de um “franchising” de sucesso e explorado até à exaustão. A versão inicial era um mero jogo de plataformas 2D, mas que impressionava pela qualidade e realismos das animações da personagem que para álem de serem e parecerem realmente semelhantes às humanas, apresentavam influências da inêrcia natural do movimento com tempos de paragem e arranque para corrida progressivos. Um grande jogo que ainda nos dias que correm move multidões de fans nas suas sucessivas versões (entretanto a 3D), e que viu à uns anos um excelente filme baseado no seu tema.

4D SPORTS DRIVING – PC – 1990

Cronológicamente o jogo mais antigo desta época, sendo que os requisitos para o mesmo eram os de um mero 386. 4D Sports driving apresentava um mundo 3D completamente aberto onde vários carros poderiam efectuar acrobacias diversas nas pistas existentes. Mas o ponto forte do jogo era o seu editor de pistas que fornecia a liberdade criativa ao jogador, podendo este posteriormente partilhar as suas criações com os amigos. Velocidade, diversão e liberdade de criação. Uma perfeita novidade para a altura que fascinava qualquer um.

WOLFENSTEIN – PC – 1992


Quando do seu lançamento, o revolucionário Wolfenstein espantou o mundo. Um universo 3D (na realidade a altura (eixo Z) era algo inexistente, dado que o jogo todo se passava ao mesmo nível) onde o jogador se movia livremente aos tiros em soldados alemães que se moviam igualmente de forma livre pelos cenários.
Passagens secretas, armas diversas e inimigos inteligentes eram algo nunca visto e que exigia uma máquina potente. O seu realismo era viciante, e a jogabilidade extrema prendiam milhares de jogadores em frente aos ecrãns de todo o mundo. Marcou o verdadeiro início do 3D, tal como o conhecemos, nos jogos de tiro. O jogo foi na altura proibido na Alemanha.

INDIANA JONES AND THE FATE OF ATLANTIS – PC – 1992


O SCUMM da Lucas Arts introduzido em the Maniac Mansion veria em Indiana Jones and the fate of Atlantis aquela que eu considero como uma das melhores aventuras gráficas de todos os tempos.
Apesar da qualidade inegável dos outros títulos anteriores desta série, The fate of Atlantis, com uma história fabulosa e que poderia efectivamente fazer parte da saga Indiana Jones, bem implementada e seguindo o espírito da série, acaba por ser a melhor e mais original aventura de Indy nos computadores. Uma das aventuras gráficas que mais prazer me deu jogar e que recentemente revivi.

DOOM – PC – 1993

Doom foi lançado pouco depois de Wonfenstein e era uma evolução desse jogo em todos os aspectos. Agora o jogo era verdadeiramente 3D, com zonas desniveladas o que não acontecia anteriormente em Wolfenstein onde todo o jogo se desenrolava ao mesmo nível (apesar de mesmo aqui a arma não inclinar verticalmente, sendo que a detecção do inimigo na altura era automática e a bala é que subia, mesmo com a arma continuando a apontar em frente). A história contava a invasão de uma base terrestre, por forças vindas das profundezas do inferno, e foi o percursor de vários jogos da saga, todos eles prezando pela qualidade e pioneirismo a nível de inovações tecnológicas e de técnicas de programação. Um dos jogos mais marcantes de todas as épocas, e que sem dúvida merece um lugar em qualquer lista dos melhores jogos de sempre. Foi mais um dos jogos que teve direito a uma versão cinematográfica.

NASCAR – PC – 1994


Numa altura onde os jogos eram maioritáriamente em resoluções 320*200 e os objectos 3D com texturas de qualidade eram escassos, eis que aparece Nascar. Carros bem texturados e com desenhos personalizáveis criados pelo utilizador que corria de forma fluida a 640*480 num DX2 66 Mhz atraiu as atenções de muitos. Pelo menos esse foi o meu caso que não me cansava de ver os carros 3D a desfilar nas repetições existentes no final das corridas. Eis aqui um exemplo de um jogo que me marcou nesta época não pela extrema qualidade do jogo em si (e não pretendo aqui retirar mérito à que efectivamente existia), mas pela excelência técnica apresentada que era para a altura um regalo para os olhos. Curiosamente os restantes títulos desta saga não me suscitaram interesse.

NEED FOR SPEED – PC – 1994

Apesar dos gráficos serem agora completamente ultrapassados, quando do seu lançamento Need for Speed era um colosso. Grafismos 3D extremamente avançados para a época e com tremenda atenção ao pormenor (lembra-me de ficar pasmado ao ver as jantes rodar ao ritmo certo e a acompanhar a velocidade do carro). Foi um sucesso de vendas e deu origem a muitos mais jogos desta série, dai que tanto para mim, como para muitos outros jogadores, este lançamento tenha sido um marco importante e um nome a reter. Num DX4-100 era possível jogar-se a 640*480 o que aumentava ainda mais o seu deslumbre visual.

UNDER A KILLING MOON – PC – 1994

Under a Killing Moon era assombroso para a época. Um jogo que só poderia ser realizado com a tecnologia oferecida pelo CD-ROM, pois misturava vídeo com objectos pseudo-3d. Efectivamente, e tomando como exemplo a imagem de cima, podíamos-nos mover livremente na sala, mas iríamos verificar que, com excepção de alguns objectos chave, os restantes mantinham a mesma face virada para nós, o que indicava a mistura de 3D com falso 3D (caso das personagens, dos objectos decorativos sobre os móveis, etc). Fosse como fosse, o ambiente criado era algo nunca visto na altura e os resultados eram marcantes pois mostravam a capacidade de evolução que os videojogos poderiam vir a ter.

Bioforge – 1995

BioForge

Bioforge era um jogo puxado para a altura. 8 MB de RAM e um 486 DX 33 eram o mínimo. O jogo apresentava características gráficas que só mais tarde se tornaram comuns com o aparecimento das placas aceleradoras 3D e que tornavam o jogo um prodígio técnico. Data logs, inventários, gestão de baterias, e uma panóplia de situações que hoje tomamos como standard foram exploradas (pelo menos convenientemente) pela primeira vez neste jogo. 

Mas era a sua história que impressionava, e o jogador acabava o jogo com uma sensação de dever cumprido. Sinceramente não me recorda pormenores, mas quando me lembra deste jogo surge uma pequena sensação de nostalgia no estômago, provando que ele efectivamente me marcou.

5ª Etapa – Período de 1995 a 2000

Apesar de esta etapa continuar marcada pelos PCs, algo de novo veio mudar radicalmente a qualidade visual dos jogos: a introdução das placas 3D. Estas placas revelaram-se uma das maiores revoluções introduzidas até ao momento, conseguindo-se grafismos com uma qualidade que até então não se sonhava sequer ser possível. É tambem a altura da implementação definitiva do Windows com a sua versão 95, do Direct X e da massificação dos CD-ROMS. Nesta fase os computadores que possuí foram um Intel Pentium 166 Mhz, um AMD K6-2 300 Mhz e um Intel Pentium III 500 Mhz.



Eis os jogos mais marcantes para este período de tempo e para os respectivos sistemas informáticos que possuí.

SCREAMER – PC – 1995

Este jogo possuía uns gráficos fenomenais e uma física e realismo de condução muito acima de tudo o que se fazia na altura. Apesar de suportar as placas 3D corria muito bem e com bons resultados visuais em qualquer placa. Era uma referência na altura como jogo de condução, até pela maneira fabulosa como suportava com resultados muito realistas os volantes existentes para PC, mas tornou-se pela excelência do seu motor gráfico um benchmark para avaliar as capacidades das diversas placas gráficas existentes. Apesar de que para muitos a frase que se segue não diz nada, todos aqueles que de certa forma partilharam este período comigo nas BBS e mais especificamente na FIDONET irão recordar a seguinte questão: “Quanto é que isso dá no setup do screamer?” 🙂

WARCRAFT II – TIDES OF DARKNESS – PC – 1995

A saga Warcraft nasceu em 1994 com ORCS & HUMANS, mas foi com Warcraft II que a série foi verdadeiramente reconhecida dadas as inovações introduzidas neste estilo de jogo de estratégia em tempo real iniciado com DUNE. Unidades terrestres, marítimas, aéreas com pontos fortes e fracos que eram explorados por outras unidades específicas, em quantidade e variedade eram os seus pontos fortes. Warcraft II, mais do que Warcraft I ajudou a criar e a definir o universo Warcraft que viria posteriormente a tornar-se num franchising de grande sucesso.

FIFA 96 – PC – 1996

Quem não conhece a série Fifa? É um título que vende milhões de cópias todos os anos e dos melhores, se não mesmo o melhor, jogo de futebol existente. Fifa 96 marcou, para mim, o ponto de viragem ao tornar finalmente o titulo como realmente apetecível. Se até então a série já com duas edições tinha-me passado completamente ao lado, com Fifa 96 o nome passou a ser retido e tenho-o acompanhado desde então. O primeiro de uma série de jogos de excelente qualidade.

DUKE NUKEM – PC – 1996

Duke Nukem é um caso curioso da história dos videojogos. Um jogo 3D fabuloso, com boa história, bons gráficos, boa musica, etc. E o jogo fez sucesso, muito sucesso, mas curiosamente foi um jogo que apesar de ter tido uma nova versão bem recentemente, nunca conseguiu atingir o mesmo patamar de sucesso deste original. Duke Nukem assemelhava-se em tudo a DOOM, mas em alguns aspectos era mesmo superior e com muito mais humor. O conteúdo do jogo original aqui referido tinha tudo para que o mesmo pudesse vir a ser um franchising de sucesso, mas nunca o foi. No entanto o capítulo original era tão bom que ainda hoje se anseia por jogo que consiga retomar a sua ideologia e espírito.

DIABLO – PC – 1996



Quem não conhece ou nunca jogou Diablo desconhece um dos melhores jogos de sempre. World of Warcraft (que eu me recuso a experimentar pelo vício que transmite e tempo que ocupa), actualmente o jogo mais jogado do mundo, e da mesma produtora, não faz mais do que expandir os conceitos iniciados em Diablo. E este ainda hoje é um colosso de jogo, fabuloso em todos os campos, e dos poucos RPG’s que até hoje adorei. Diablo I e II viciaram-me tremendamente ficando desde então um apaixonado por este título que actualmente possuo na sua terceira, e bem actualizada, versão. Vários tipos de personagem, níveis de experiencia, equipamentos variados, vários tipos de ataques (electricidade, água, gelo, fogo, etc), protecções específicas para os mesmos, etc, todos esses conceitos nasceram aqui.

Tomb raider – PC – 1996

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Tomb Raider foi um jogo de sucesso e o início de um Franchising. Após o sucesso do primeiro jogo o título foi explorado até ao tutano, dando origem a inúmeras sequelas de qualidade algo duvidosa. No entanto o original foi de tal maneira marcante que nem alguns títulos menos conseguidos conseguiram afastar uma horda de seguidores devotos nos quais me incluí.

Tomb Raider foi marcante ao ponto de, 17 anos depois o nome ainda ser uma referência, e felizmente a ultima edição do jogo, apenas chamada de Tomb Raider, tal como o primeiro jogo, trouxe este titulo novamente para a ribalta e para o lugar que justificadamente merece.

É um dos jogos marcantes, quer para mim, quer para milhares de outros jogadores.

UNREAL – PC – 1998

Um colosso gráfico, Unreal mostrava as novas capacidades 3D do motor gráfico da Epic Games. Várias armas com interacção diferente, texturas de alta definição (para a época) e efeitos de luz sem paralelo tornaram este um nome a reter. E dizer que este jogo marcou uma época é dizer pouco pois o seu motor era de tal maneira bom e versátil que se tornou a escolha de preferência para grande parte dos titulos lançados neste periodo.

STARCRAFT – PC – 1998

Se alguma vez houve um jogo de estratégia em tempo real cativante e diferente, este foi Starcraft. O conceito inicialmente introduzido por Dune e que Command & Conquer tornou famoso era levado aqui ao extremo, com variedade de unidades e de raças que apresentavam uma jogabilidade RADICALMENTE diferente. Apesar das extremas diferenças e características das unidades das diversas espécies, tudo encaixava na perfeição existindo um equilíbrio perfeito que não tornavam nenhuma das espécies superior às outras mas mesmo assim criava preferências nos jogadores. Os humanos usavam armas pesadas, armaduras e naves e tanques blindados, os Zerg eram seres que não usavam qualquer tecnologia mas possuíam exo-esqueletos naturais e evoluções que lhes permitiam criar criaturas que eram autênticas máquinas de guerra, e os Protoss eram serem altamente evoluídos, com elevada tecnologia e poderes psíquicos e mentais extremos. Fabuloso!
Para gáudio de quem o jogou, tivemos recentemente Starcraft II e Starcraft II: Heart of the Swarm.


HALF LIFE – PC – 1998

HALF LIFE é um dos jogos mais conhecidos de todos aqueles que apreciam jogos de computadores. No entanto, apesar de já ter possuído vários capítulos, ainda é a sua primeira edição que é recordada com mais saudade. Não só introduziu a história, personagens e acontecimentos, como,na minha opinião, o explorou melhor do que qualquer outra das suas edições. Um jogo fabuloso, onde encarnando a personagem do cientista Gordon Freeman temos de escapar de uma instalação militar secreta onde uma experiência após ter corrido mal abre um portal para outro universo trazendo até cá diversas espécies alienígenas. Tecnologicamente e a nível da construção de jogo com toda a história, forma de desenvolvimento e integração do jogador no seu meio o jogo foi revolucionários, superando tudo o que havia sido feito até então. E apesar de actualmente esta poder ser considerada fraca, a Inteligência Artificial dos inimigos era um verdadeiro colosso para a altura, deixando boquiabertos todos aqueles que jogavam. Um marco.

UNREAL TOURNAMENT – PC – 1999

Estou neste momento a falar daquele que durante muitos anos foi o meu jogo de eleição. Nunca outro jogo me roubou tantas horas como Unreal Tournament, e nunca nenhum me marcou tanto. Devo dezenas de conhecimentos/amizades a este jogo, bem como algum do melhor tempo passado online. Na realidade dediquei 3 anos a este jogo, jogando-o online em equipa e fazendo parte de um Clan denominado de Murderer Beasts. E a equipa que representava não era uma equipa qualquer mas sim uma das melhores de Portugal (nesta fase estávamos entre os cinco melhores). UT usava o mesmo motor de Unreal, devidamente melhorado e com uma componente online anteriormente inexistente. E que motor! Fabuloso a nível gráfico e com um online assombroso, este foi o jogo que colocou o motor Unreal Engine no topo das escolhas dos criadores de software.


QUAKE 3 ARENA – PC – 2000

Quake 3 arena foi lançado como alternativa a Unreal Tournament, tendo-se mesmo tornado o jogo de eleição para muitos. Para mim nunca chegou a atingir o patamar de UT pelo que nunca me dediquei da mesma forma a ele. A ausência da capacidade de desvio rápido existente em Unreal Tournament, para mim, tornava este jogo demasiadamente previsível. Da mesma forma as personagens maiores e mais pesadas impunham um ritmo mais lento do que o que UT me habituou. No entanto foram muitas as horas perdidas em LAN’s a jogar este jogo, que dessa forma garantiu igualmente um lugar na minha lista de favoritos para este período. 

NOTA: Constatei agora que no artigo original de 2009, esta lista deste período possuía 11 títulos e não apenas os 10 que deveria ter. No entanto, dado que o erro vem de trás, tendo agora dificuldade em eliminar um, irei manter a situação.

6ª Etapa – Período de 2000 a 2005

Finalmente a informática quebra a barreira do Ghz, subindo exponencialmente. As máquinas aumentam de potência e são acompanhadas pelas placas gráficas 3D, assistindo-se assim a jogos com qualidade gráfica e características nunca vistas até então. É também um período de estreia para mim no mundo das consolas, com a aquisição de uma Sony Playstation 2, que se viria a revelar capaz de sustentar de forma exclusiva alguns (a maioria) dos grandes jogos deste período.
Os meus PC’s para este período estiveram equipados com um AMD Athlon 1 Ghz, um AMD Athlon XP 2000+ e um AMD Athlon XP 2400+.




Eis aqueles que para mim foram os melhores jogos para estas máquinas no período de 2000 a 2005:


GRAND THEFT AUTO 3 – PS2 – 2001

Independentemente do autor desta lista, com toda a certeza Grand Theft Auto apareceria sempre como um dos melhores jogos de sempre. Pioneiro no seu género, na liberdade oferecida e na dimensão do mundo ao nosso dispor, este é um jogo de referência. Poderá ser discutivel se alguma outra versão posterior deveria estar aqui em vez de GTA 3, mas a realidade é que as inovações posteriores foram pequenas face ao que este jogo já apresentava. A liberdade de acções seria mesmo questionada moralmente por jornalistas e mesmo políticos, pela forma como a personagem rouba, bate e mata livremente e impunemente, mas sem esquecer que se trata de um jogo e apenas um jogo, GTA 3 inovou de forma inédita e merece um lugar na lista dos melhores jogos desta época, senão mesmo nos de sempre.

ICO – PS2 – 2001

A história é estranha e nem se percebe sem se ler os manuais, mas ICO é um caso sério dos videojogos. As personagens não falam, e o miúdo que controlamos possui cornos que não se sabe bem como ou porquê apareceram, mas a realidade é que, apesar destas situações estranhas o jogo cativa desde o primeiro minuto, e a amizade entre o rapaz e a rapariga é de tal forma evidente que a ternura da mesma não passa despercebida ao jogador. Tentando salvar se a si mesmo o pequeno rapaz que controlamos põem em risco a sua vida para salvar a jovem moça que encontra. Ambos estão condenados a um destino trágico, mas o encontro dos dois vai alterar a realidade das coisas. Um jogo e uma história fenomenal!

CALL OF DUTY – PC – 2003

A primeira e segunda guerra mundial são talvez o tema mais usado para a criação de videojogos, mas quando Call of Duty aparece, este destaca-se de todos os restantes títulos por a conseguir recrear como mais nenhum conseguiu até então.
Quando Call of Duty apareceu em 2003 foi uma verdadeira surpresa, conseguindo, como até então não havia sido feito, transmitir ao jogador o stress e a pressão da batalha, mesmo este sabendo que, ao contrário da vida real, recomeçar de novo. Baseado em factos reais, Call of Duty permitiu viver de forma até então inédita, situações da guerra cujo dramatismo passa ligeiramente ao lado mesmo dos melhores documentários. Um colosso que deu origem a um franchising de sucesso e que acompanhei desde o lançamento deste primeiro título.



UNREAL TOURNAMENT 2004 – PC – 2004



Se UT99 está presente nesta lista, igualmente teria de estar UT 2004. Dado o sucesso do jogo original a EPIC resolveu lançar em 2003 uma nova versão, UT 2003, imediatamente seguida de UT 2004. UT 2004 era quase igual a UT 2003, apenas acrescentando veículos ao jogo (e assim nos privam de mais 60 euros).
Apesar de tal, foi com UT 2004 que o Clan onde jogava (Murderer Beasts) realmente se destacou. Tendo eu a iniciativa de criar uma equipa para o novo UT, esta atingiu o “estrelato” ao se tornar na melhor equipa Portuguesa e atingir um lugar no ranking mundial entre os 15 primeiros. O tempo que dediquei a UT 2004 foi bem menor do que o dedicado a UT 99, sendo que acabei por abandonar as competições por falta de tempo, mas UT 2004 ficará sempre relembrado como o apogeu da minha era online. Um bem haja a quem me acompanhou na altura e que possa estar a ler isto.

FAR CRY – PC – 2004

Com o poderio das placas gráficas a aumentar, os jogos que eram verdadeiras montras tecnológicas começaram a aparecer, e Far Cry foi dos que mais impressionou. Um grafismo fora de série num jogo passado no ambiente paradisíaco de uma ilha, com vegetação luxuriante, abundante vida animal, águas cristalinas e… monstros. Sim, monstros! A ilha está dominada por militares como ordens para abater tudo e todos, pois em experiências mal sucedidas os militares criaram monstros que acabaram por fugir e agora dominar a ilha. Desta forma, após um acidente de barco, aquilo que poderia ser uma ilha paradisíaca transforma-se num horror do qual há que conseguir escapar. Um autêntico show off num jogo que requeria uma máquina potente, mas que estava bem feito o suficiente para se adaptar a qualquer sistema onde corresse.

METAL GEAR SOLID 3 – SNAKE EATER – PS2 – 2004

A saga Metal Gear Solid é para mim uma das minhas favoritas. Snake Eater é o titulo que até ao momento mais me chamou a atenção. Os factores de destaque foram diversos passando pelo grafismo que muitos se recusariam a acreditar ser possível realizar numa PS2, e passando pelos pormenores que Metal Gear sempre acrescentou aos seus jogos. Alguns exemplos de pormenores notáveis e inesquecíveis passam pelas batalhas com os Bosses. Por exemplo “The End”, um dos bosses do jogo é um velhinho que andam numa cadeira de rodas guardando-se para a batalha suprema com Solid Snake. E a batalha não é fácil, pois ele é um sniper que muda deposição constantemente e que teremos de descobrir antes de poder ripostar.
Mas há curiosidades no combate com este Boss. A primeira é que ele pode ser totalmente evitado, pois após uma CUT SCENE onde “The End” aparece na sua cadeira de rodas, quando retomamos o controle de Snake, vemos o velhinho a recolher para o interior de um edifício. Ora um tiro de sniper bem colocado evita imediatamente o combate. Mas mais ainda, durante o combate não podemos gravar, pois o carregar do save é tempo suficiente para que “The End” nos apareça por trás e nos mate. Para quem cometeu o erro de gravar durante a batalha no único save que tinha a solução é esperar uma semana desde a data da gravação para voltar a jogar, pois “The End”, velhinho e, nas suas ultimas forças irá morrer facilmente de fome e sede. Assombroso!

GRAN TURISMO 4 – PS2 – 2004

Apesar de sempre ter sido um fan de Gran Turismo, GT4 arrebatou-me completamente pela qualidade apresentada, superando claramente todas as edições anteriores. GT4 era, na altura do seu lançamento, e na minha modesta opinião, o melhor jogo de carros existente. E nessa época havia quem concordasse comigo, pois Jeremy Clarkson, do famoso programa TOP GEAR, e uma das poucas pessoas neste planeta que teve a oportunidade e conduzir todos ou quase todos os carros presentes no jogo, era da mesma opinião. Mas para alem de jogar este jogo dava gosto pelas suas repetições ultra realistas. Um grande, grande jogo.

DOOM 3 – PC – 2004

Como já referi anteriormente, os títulos associados a DOOM sempre foram associados a grandes proezas tecnológicas. E Doom 3 era uma proeza no uso de luzes dinâmicas e de pixel shaders. Pretendendo transmitir a ideia da invasão de seres vindos das profundezas do inferno numa base situada em Marte, a verdade é que o jogo conseguia mesmo transmitir um ambiente assustador e arrepiante com os seus jogos de luz e de sombras. Mais um grande jogo da ID que me merece destaque nesta lista.


SHADOW OF THE COLOSSUS – PS2 – 2005

Caso tivesse seguido com a ideia original de uma lista com apenas dez jogos, sendo esses os melhores de todos os tempos, tinha de reservar um lugar a Shadow Of The Colossus. Este é um jogo épico e que quem o jogou nunca esquecerá. Dos mesmos criadores e com um ambiente semelhante ao de ICO, desta vez controlamos um jovem rapaz que anseia salvar a sua amada das garras da morte, sendo-lhe incumbida a tarefa de matar nove colossos que habitam aquelas terras. Assim, na companhia de Agro, o seu fiel cavalo, vamos enfrentar 16 criaturas gigantescas em combates desiguais e que perdurarão para sempre na mente de quem os realizou. Este é merecidamente dos melhores jogos de sempre.

GOD OF WAR – PS2 – 2005

Nunca tendo sido um verdadeiro fan do estilo de jogos de esmagar os botões da consola de forma repetitiva, God of War surpreendeu-me pela sua qualidade extrema e história. Apesar da sua sequela, God Of War II ser ainda superior, decidi dar o lugar à primeira versão, pelo pioneirismo e qualidade apresentados, pois foram elas que tornaram este jogo num título de sucesso. Os combates contra os bosses são fenomenais e originais e os cenários memoráveis, com a história baseada na celebre mitologia grega.

7ª Etapa – Período de 2005 a 2010


Esta é a era dos 64 bits e da massificação das consolas. Adquiri durante este período as seguintes máquinas: AMD Athlon 64 3200+, Intel Core 2 Duo E6420 e Intel i7 920. Torna-se também a era do processamento paralelo, iniciado com o Dual Core E6420, mas que levei ao extremo no i7 920, ao possuir 8 cores (4 reais + 4 Hyperthread), discos em Raid e duas placas gráficas em SLI.


No domínio das consolas é a era da Nintendo DS, Nintendo Wii, Xbox 360 e PS3. Curiosamente, apesar de possuir todas estas consolas, e apenas me faltando a PSP para fechar o ciclo, esta ultima não me atraiu minimamente, e como tal ficou fora dos projectos de aquisição.


É de referir que no início deste período aparecem factores que me começam a afastar cada vez mais dos videojogos, tais como as protecções idiotas usadas nos mesmos, em que após gastar 60 ou mais euros num jogo (actualmente há jogos a atingir os 200 euros) sou tratado como um imbecil e gatuno; com a instalação de softwares não solicitado nas minhas máquinas, limitando-me o uso dos mesmos com instalações limitadas, controlos de originalidade online, etc.

Mais ainda, começa-se a notar que são cada vez mais os jogos lançados para o mercado com falhas limitativas da sua jogabilidade que nunca são corrigidas, ou o são de forma deficiente, mas que nem por isso trazem um preço de custo inferior. Exemplo disso é o jogo Guitar Hero III, na versão Wii que, apesar de ser totalmente baseado em som e ostentar o logótipo DOLBY PRO LOGIC, saiu para a Europa com o áudio em MONO, um standard dos anos 70. Quando o liguei ao meu sistema DTS e confrontado com esta realidade, contactei o fornecedor que desconhecia o facto mas que, após investigação, reconheceu o problema revelando que não existiam planos para corrigir essa situação em Portugal dado que eu teria sido o único Português, apesar da venda de milhares de cópias, que reclamou do facto. Felizmente para mim, dado o barulho que gerei recebi uma versão corrigida do jogo, mas creio, acreditando no fornecedor, que sou o único Português que pagou (90 euros) pelo jogo original que a possui.


NEED FOR SPEED MOST WANTED – PC – 2005

NFS: Most Wanted foi, para mim, o pico da série Need For Speed. Uma banda sonora extraordinária acrescentava ainda mais emoção ao extraordinário ritmo do jogo. As perseguições policiais desde jogo são lendárias e visualmente assombrosas, com acidentes, colisões, explosões, etc. A acompanhar tudo isto temos uma história bem conseguida que nos leva a percorrer um sem número de provas para alcançar o topo de uma lista de “street racers”, acompanhada por intrigas e pressões policiais. Um jogo fabuloso, com uma cidade de dimensões impressionantes e bem modelada com gráficos de chorar por mais e dezenas de carros que podem sofrer alterações mecânicas e visuais das mais completas que se pode imaginar, mas que infelizmente marcou não só o topo, como o declínio da série, dado que os títulos posteriores foram de fraca qualidade e acabaram por alterar radicalmente o estilo de jogo.

WII SPORTS – WII – 2006

Com gráficos ultrapassados, uma pista áudio como já não se usa, Wii Sports choca quem está habituado aos actuais jogos de topo com grandes gráficos e som. Mas esperem até jogar! Wii Sports tem uma jogabilidade FABULOSA, FANTÁSTICA, ABISMAL, etc. Todos os adjectivos são poucos para conseguir definir a jogabilidade deste jogo, o que é conseguido graças ao uso do fabuloso comando Wiimote. Há poucos jogos na Wii capazes de impressionar, mas curiosamente Wii Sports que até vem com a consola é um desses títulos, e a Nintendo deve a maior parte das vendas da sua consola a este jogo que foi fornecido durante muito tempo como oferta em todas as Wii. É curiosamente o estilo de jogo que atrai mesmo aqueles que não apreciam jogos de computador, e isso é um feito notável.

ASSASSINS CREED – PC – 2007

Alternando entre o presente e o passado, o jogo conta-nos a história de Desmond Miles um descendente de Altaïr Ibn la-Ahad (“Filho de ninguém”), um membro de um clan de assasinos que existiu em 1911 e que pretendia obter dos cavaleiros templários um objecto místico capaz de criar grandes ilusões. Com a ajuda de uma máquina capaz de descodificar a memória genética de Desmond, este vive na primeira pessoa as memórias do seu antepassado Altair. Com cidades medievais extremamente bem modeladas e onde o tráfego de pessoas pelas ruas é uma constante vendendo, passeando, conversando, etc, o jogo oferece um mundo aberto e livre onde a história se desenrola e onde assistiremos a tramas politicas diversas conforme vamos desvendando o verdadeiro objectivo que se encontra por trás da missão fornecida para matar 9 personagens influentes da época. Um colosso de jogo e que na minha modesta opinião não recebeu as notas a que verdadeiramente deveria ter direito e que foram dadas pela critica da especialidade. É o percursor de um dos franchisings de maior sucesso da actualidade.

CALL OF DUTY MODERN WARFARE – PC – 2007

Apesar de Call of Duty ter já conquistado um lugar de destaque na minha lista de melhores jogos de sempre, quando se pensava que a série já tinha surpreendido tudo o que podia, eis que surge o quarto episódio desta série, desta vez acompanhado do sub-titulo Modern Warfare. E que jogão surgiu aqui! Ultrapassando tudo o que a série já tinha feito até então, este titulo foi um sucesso imediato de vendas e deu mesmo origem a um novo franchising separado dentro da série Call Of Duty. Um jogo fabuloso, com uma história fenomenalmente concebida e contada, com sequências de acção fabulosas. As missões de sniper (na foto) são de uma qualidade extrema e destacam-se dentro do jogo já de si fabuloso, tornando-se memoráveis e inesquecíveis. 

LEGEND OF ZELDA: PHANTOM HOURGLASS – DS – 2007

Muitos poderão questionar o que faz um jogo para a Nintendo DS no meio dos melhores jogos de uma época marcada pela extrema qualidade gráfica e sonora.
Mas na realidade se esses fossem os únicos imperativos de escolha teríamos já eliminado Wii Sports desta lista. Felizmente não o são, e a jogabilidade e diversão, aquilo que verdadeiramente conta num jogo, foram os meus critérios, e dessa forma Legend of Zelda – Phantom Hourglass ganhou todo o direito a aqui estar.
Com uma história fabulosa ao nível do que de melhor a série Zelda sempre apresentou, e com uns gráficos invejáveis para uma Nintendo DS, Zelda prima pela qualidade. Mas felizmente prima por mais factores, nomeadamente a interactividade e a forma como explora as capacidades da consola. Assim, iremos explorar ao máximo, e de uma forma única, características como o ecrã táctil, o microfone, o duplo ecrã e, imaginem lá, mesmo o facto de a consola abrir e fechar.
Legend of Zelda – Phantom Hourglass pode estar realizado num sistema tecnicamente inferior, mas as suas características únicas que só poderiam ser obtidas na DS tornam-no num título de referência, batendo outros jogos tecnicamente superiores realizados para outros sistemas. Quem tem uma DS é um jogo que deverá forçosamente experimentar.

CRYSIS – PC – 2007

Se existe jogo que é uma montra tecnológica daquilo que de melhor se faz a nível de grafismo, então Crysis é esse jogo. Trata-se de um jogo com uma qualidade altíssima em todos os aspectos, mas que graficamente é pura e simplesmente incomparável. Nada, mas mesmo nada no mercado atingia os patamares de excelência gráfica que Crysis apresentou Crysis. Felizmente era possuidor de um sistema que me permitiauusufruir da qualidade máxima do grafismo que este jogo oferece, mas essa é uma situação que não foi possível imediatamente pois o jogo é de tal forma exigente que, quando foi lançado era impossível com os sistemas da altura manter-se uma performance gráfica aceitável com o grafismo no máximo. É um jogo que joguei, re-joguei, e voltaria a jogar, desfrutando agora do melhor que o jogo tem para oferecer. Um COLOSSO!

Halo 3 – X360 – 2007

halo-3

Se houve jogo que apresentou tudo o que se esperava dele, então Halo 3 é esse jogo. Sucessor dos grandes Halo anteriores, Halo 3 é o vincar do sucesso da série. É difícil dizer se é o melhor jogo da série, mas o poder da Xbox 360 permitiu que ele pela primeira vez se tornasse efectivamente impressionante ao ponto de esta ser a versão que primeiro ganhou o direito de estar presente nesta lista.

E sobre Halo cremos que não é preciso dizer mais nada pois quem se considera Gamer e nunca o jogou terá de reconsiderar a situação.


LITTLE BIG PLANET – PS3 – 2008

Litle Big Planet é um caso curioso de um videojogo fabuloso baseado num estilo completamente ultrapassado. É que, efectivamente, Little Big Planet é um mero jogo de plataformas, mas possui uma qualidade tal que o torna fabuloso. O grafismo é perfeito, com pequenos bonecos de saco controláveis permanentemente ao pormenor, desde a movimentação dos braços à expressão facial, e com cenários fantasticamente bem conseguidos em cartão ou outros materiais vindo do mundo dos brinquedos. Acrescentando alguma profundidade, o jogo não se torna do estilo tradicional de plataformas 2D, mas antes um 3D limitado, até porque os objectos e personagens possuem profundidade e não são meros pedaços de papel (a paisagem da imagem é uma mera coincidência de um cenário de cartão). Concebido para ser jogado online e por vários jogadores em simultâneo, LBP é uma diversão permanente, e é por essa característica que o jogo que se destaca dos demais.

BATMAN ARKHAM ASYLUM – X360 – 2009

Arkham Asylum caiu literalmente do céu. Ninguém estava a contar que este título fosse tão bom como efectivamente se veio a comprovar. Um grafismo fora de série, com texturas de alta definição de qualidade extrema, uma jogabilidade fabulosa e aquela que é, na minha opinião, a melhor representação da personagem que Batman é suposto ser. Com Mark Hamill, o célebre Luke Skywalker no papel de Joker, o vilão principal do jogo, temos aqui uma obra de altíssima qualidade que é de jogar e no fim, de chorar por mais. Curiosamente todos os jogos da série que se seguiram conseguiram não só manter o nível deste original, como até o superaram, tornando o frachising uma referência.

UNCHARTED 2 – PS3 – 2009

Dizer que Uncharted 2 tinha melhores gráficos que Crysis é mentir. No entanto o seu grafismo é abismal e parece mentira afirmar que, ao contrário de Crysis que requer um sistema ultra potente com imensa RAM, Uncharted 2 foi criado para uma plataforma de menor capacidade e com apenas 512 MB de RAM. Se já Uncharted 1 era um grande jogo e dos melhores da PS3, Uncharted 2 consegue ser fabuloso em TODAS as vertentes que podem existir, tornando-se naquele que é, provavelmente, um dos melhores videojogos de sempre, para todos os formatos: 
Banda sonora – Fabulosa √
Grafismo – Maravilhoso √
Jogabilidade – Lendária √
Acção – Prodigiosa √
História – Assombrosa √
etc etc (também se me estavam a acabar os sinónimos : ). 
Uncharted 2 está ao nível de uma obra-prima do cinema (e vai mesmo ser realizado um filme Uncharted), é um portento tecnológico e uma obra prima da programação, sendo a melhor montra que se poderia imaginar para demonstrar aquilo que a PS3 realmente era capaz de fazer quando programada de raiz para o seu hardware. Apesar de Uncharted ser um jogo da anterior geração, quando este saiu quebrou uma barreira de qualidade na anterior geração de consola que não existira até à altura.

8ª Etapa – Período de 2011 a 2014

Finalmente a última etapa. Pesquisar datas e enquadrar no tempo todos os jogos para este artigo revelou-se moroso e mesmo cansativo, sendo contudo compensador pelas memórias que relembrei durante a sua realização, ao reviver 30 anos da minha vida passados com computadores.

Esta ultima etapa é curiosa pois marca um renascer para os videojogos. Após algum desencanto criado pelas situações expostas na introdução da etapa anterior, o meu interesse para os videojogos renasceu. 

A programação viu nos últimos tempos da etapa anterior uma tremenda evolução, e como tal este é um período que viu grandes jogos a aparecerem.

A nível de hardware PC mantive o meu i7 920, apesar de lhe ter feito entretanto um upgrade à placa gráfica. Mas mais recentemente a ultima aquisição foi um i7 4770K com uma R9-290X. Desfiz-me assim do SLI, apesar de o Raid se manter activo, desta vez com SSD. 🙂

i7 4770k

A nível de consolas é um período curioso e de transição. PS3 e Xbox 360 ainda continuam bem activas, apesar do aparecimento das novas PS4 e Xbox One. Apesar de a fase de transição só se ter iniciado à dois anos, algumas das novas consolas já cá estão. As restantes terão de aguardar por melhores dias.

PSVitaPS4  Xbox One

Eis alguns jogos marcantes deste período:

Mass Effect II – PC, X360, PS3 – 2010

Mass Effect 2

Mass Effect foi um grande jogo, mas Mass Effect 2 pegou e melhorou o primeiro jogo até à perfeição que um jogo deste tipo pode atingir. Se Mass Effect tinha partes extremamente aborrecidas, Mass Effect 2 pegava no universo, retirava as componentes chatas, acrescentava uma história fabulosa e tornava-se num dos jogos mais marcantes deste período. Sem dúvida toda a trilogia é de destacar e algo que todos devem jogar (é algo imperdível), mas no meu caso, é Mass Effect 2 é quem leva o destaque.

Battlefield III – PC, X360, PS3 – 2011

Battlefield_3

Battlefield 3 revolucionou os jogos online. A nível gráfico, destrutibilidade, interacção, o jogo está um patamar acima de tudo o resto. O seu motor é pura e simplesmente fabuloso e a jogabilidade viciante. Joguei e retomei o meu gosto pelo online, tendo encontrado antigos membros dos Murderer Beasts com quem me juntei para jogar em um novo Clan. Um jogo sem dúvida que me marcou não só a mim, mas que marcou toda a evolução dos videojogos ao criar uma nova fasquia de qualidade.

Heavy Rain – PS3 – 2011

Heavy Rain

Sinceramente pensei se deveria colocar nesta lista Hevy Rain ou Beyond: Two Souls uma vez que ambos os jogos são muito ao mesmo estilo. No entanto, dado que Heavy Rain foi pioneiro no género, seria injusto retirar-lhe os méritos, até porque foi graças a ele que ponderei a compra de Beyond.

O estilo de jogo não é do agrado de todos, e trata-se de uma relação de amor/ódio. No meu caso adorei. Drama, stress, uma história impressionante, um grafismo de topo e uma série de outros pontos que tornam o jogo inesquecível, trazem-no para esta lista.

Forge of Empires – PC – 2012

forge

Quando escrevi o artigo original em 2009 nunca me passou pela cabeça que um dia o actualizaria. Mas menos me passaria pela cabeça que iria acrescentar à lista um jogo jogado num Browser.

Forge of empires é um jogo Free to Play, jogável em Browser e que acompanho desde que apareceu. Por motivos profissionais suspendi o jogo por mais de meio ano, mas o bichinho levou a que o retomasse recentemente.

Sinceramente não sei dizer o que torna este jogo bom. É relativamente simples e até chato, mas o facto é que já o jogo à cerca de 3 anos, e continuo a ter prazer em o jogar.

A ideia é criar um império, evoluindo uma cidade desde a idade da Pedra até à era Moderna (a Pré-moderna deverá aparecer em breve), gerindo recursos e atacando impérios vizinhos. É viciante, e tendo experimentado outros jogos do género bem mais conhecidos, os mesmos não me cativaram.

Pelo facto, não posso deixar de o incluir aqui como um jogo marcante pois negar que o mesmo me cativou seria negar a realidade.

Need for Speed Most Wanted – PS Vita – 2012

Este jogo é a re-edição do jogo de 2005 que tanto me cativou e que adquiri para a PS Vita. E apesar de ter pontos onde está abaixo do seu antecessor, é inegável que o jogo possui pontos fortes só por si.

É o meu jogo favorito nesta consola, e jogo-o regularmente quando levo a consola comigo não podendo negar que tiro sempre prazer de uma corridinha a velocidades vertiginosas.

Não nego que o facto de este jogo estar disponível para a PS Vita que não possui assim tantas alternativas de qualidade, possa influenciar a escolha do jogo, mas o facto é que foram já tantas as horas perdidas nele que não o colocar aqui seria injusto.

GTA V – PS3, X360 – 2013

Se GTA é um jogo que até já falamos nesta lista, GTA V é o pináculo do que de melhor se consegue fazer com um jogo open World e com total liberdade.

Com um grafismo lindo de morrer, GTA V é o melhor GTA de sempre. Sem dúvida o melhor da série e o mais marcante de todos os GTAs. É mais do que um jogo, é um jogão, é um líder de vendas e um jogo adorado pela maior parte dos Gamers. Teria forçosamente de estar nesta lista.

The Last of US – PS3 – 2013

Provavelmente não andarei muito longe da verdade se disser que The Last of Us é o melhor jogo de sempre. Gostos são gostos e há quem goste mais de A do que de B, mas as obras primas são obras primas, e este é um jogo que é uma obra prima.

Uma história arrebatadora e bem contada, uma jogabilidade extrema que mantém sempre o jogador em sobressalto, um grafismo com uma qualidade extrema e superiormente executado a nível técnico tornam este jogo algo de fabuloso. Se Uncharted 2 teve direito a uma lista de sinónimos para as diversas componentes, aqui não temos problemas em copiar o adjectivo:

Banda sonora – Prodigiosa √
Grafismo – Prodigioso √
Jogabilidade – Prodigiosa √
Acção – Prodigiosa √
História – Prodigiosa √

Assassins Creed IV: Black Flag – PC, X360, PS3, Xbox One, PS4 – 2013

Numa altura onde Assassins Creed parecia cair na monotonia, eis que Black Flag desperta novamente o interesse pela série e a um nível inesperado. A ideia de ser pirata e de percorrer as caraíbas a pilhar barcos fazem parte do imaginário de cada um, e este é um dos primeiros jogos que explora essa temática com a devida liberdade. Tornou-se por isso imediatamente um dos meus favoritos, ao ponto de o completar quase a 100% (e há muita coisinha para fazer para além da missão principal).

Ryse: Son of Rome – Xbox One – 2013

Se houve jogos aqui nesta lista que marcaram pela jogabilidade sobre o grafismo, Ryse marca pelo contrário. Não o considero um grande jogo (é repetitivo e cheio de quicktime events que até se podem falhar sem grandes problemas), mas sem dúvida é uma impressionante mostra tecnológica do poder da Xbox One.

Ryse mostra do que a nova geração de consolas é capaz, e deixa-nos a todos de água na boca. Eventualmente daqui a uns anos, caso refizesse esta lista, e com a geração já mais avançada Ryse seria removido por ter sido igualado graficamente e superado na jogabilidade. Mas nesta fase o jogo tem de ficar cá, pois graficamente é do melhor que se produz actualmente e impressiona.

inFamous Second Son – PS4 – 2014

inFamous

Tal como Ryse, inFamous poderá no futuro não ficar na memória futura como um jogo marcante. Mas é-o nesta fase! Se Ryse é um prodígio técnico da Xbox One, inFamous é-o na PS4, e até bate Ryse em vários campos. Ambos os jogos possuem pontos fortes e fracos, sendo que a direcção de arte é claramente distinta pelo que se torna difícil dizer qual impressiona mais.

No entanto, nesta fase posso claramente dizer que inFamous me deixou de boca aberta com a qualidade gráfica apresentada.

Conclusão:

Como perceberam, os dois últimos títulos possuem uma memória recente demais para que os possa considerar como verdadeiramente marcantes a nível futuro. Tratam-se de jogos de início de uma geração que estão a impressionar, mas que rapidamente poderão acabar sufocados em outros títulos com qualidade ainda superior.

No entanto, actualmente, coloco-os aqui com toda a justiça.

Mas e quanto a vocês? Que jogos vos marcaram? Desde quando jogam? Quero ver listinhas do género… vá lá 😉



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