Experimentei o Playstation VR… e fiquei convencido… ao ponto de querer comprar.

O Playstation VR convenceu-me e cativou-me. No entanto nem tudo o que vimos eram rosas e neste artigo explicaremos o que tem de muito bom e o que tem de menos bom.

Graças a um convite da BestGames tive oportunidade de experimentar livremente e sem limites, duas experiências da Playstation VR! E o que posso dizer sobre o que experimentei?

Bem, acima de tudo o produto convence pela qualidade apresentada. O capacete é robusto, leve, confortável, e com uma qualidade de construção excelente. Mas mais do que isso o tracking da cabeça e dos move é pura e simplesmente perfeito, permitindo à pessoa interagir de forma realistica. cada movimento da cabeça responde de forma eficaz, sem que se note ou sinta qualquer atraso na resposta face ao movimento.

No entanto quando coloquei os óculos não posso dizer que fiquei de boca aberta. O ecrã apresentava nessa altura o menu da consola e a única diferença face a uma TV era que a sensação de visualização correspondia ao que teria numa projecção para um ecrã gigante. Não havia 3D, não havia imersão… nada… Apenas um ecrã gigante!

Mas usando dos comandos verbais: “Playstation”, “Start VR Worlds”, a demo arranca e a reacção muda! O que via era algo impressionante! Estava mum edifício antigo, redondo, com colunas em mármore e pinturas e estátuas nas paredes. Mas o mais fantástico era que se me movesse ou movimentasse a cabeça… Eu estava efectivamente lá!



Confesso que fiquei arrebatado pela experiência de uma forma que não imaginava que pudesse vir a ficar. A sensação de estar efectivamente presente naquele mundo é algo fantástico, e superou todas as minhas expectativas. Apesar de saber que estava num mundo virtual, aquele mundo era a minha realidade, e tudo reagia de forma perfeita aos meus movimentos.

Mas isto ainda não era nada do que estava para vir. Apesar do espanto, isto era apenas o menu! E nele eram-me propostas várias experiências, essas sim extremamente ricas de conteúdo.

Resolvi assim nesse dia começar por experimentar duas, uma meramente visual, e outra mais interactiva, optando por começar pela visual com um mergulho às profundezas do oceano!

Caso já tenham acompanhado vídeos do Playstation Vr, esta é a experiência mais conhecida Trata-se de uma demonstração onde assumimos o corpo de um mergulhador novato e que devido a um imprevisto irá ter de fazer uma descida não agendada às profundidades mais recônditas do oceano.

Ao longo desta história acompanhada visualmente e a nível sonoro, ficamos inicialmente abismados com toda a beleza da flora e fauna marinha. Aqueles peixes que se movem por ali e passam mesmo à nossa frente levando a que, instintivamente, recuemos a cabeça para não lhes tocar.

Mas pouco depois o relaxe acaba, e o mergulho começa. E aqui detectamos os destroços de um submarino, que nos impressionam pela enorme sensação de escala que o VR permite ter, e que acaba com um ataque à nossa jaula realizado por um tubarão branco de enormes dimensões.

A sensação de estar lá é gigante. Os óculos são leves e nem damos por eles na cabeça, com o fecho da luz criado pela enorme diversidade de ajustes possíveis a ser perfeito. Daí que o que visualizamos é exclusivamente o mundo em questão, levando-nos a esquecer que não estamos efectivamente ali. E com este isolamento do mundo real a ser feito de forma tão perfeita, acompanhado por um grafismo com excelente qualidade, tudo parece real. Tão real que após o aparecimento do tubarão o stress apareceu. Em pequena escala uma vez que sabia que tudo era falso, mas mesmo assim era impossível ficar insensível ao que via. Afinal o que o meu cérebro registava era a sensação de que efectivamente eu sentia que estava ali!

Não quero desvendar o que acontece depois pois certamente muitos quererão viver esta experiência, mas devo dizer que a mesma é realmente impressionante e só por si cativa, mesmo os mais cépticos, ao ponto de se querer adquirir um produto daqueles, nem que seja como gadget para uso casual e para mostrar aos amigos.

Mas a verdadeira experiência veio com London Heist. Esta é uma demonstração bem mais completa e onde não nos limitamos a ver, mas podemos interagir com o cenário, sendo que cada Move que possuímos é representado visualmente como uma mão que podemos mover e deslocar com os movimentos naturais, e como tal reais, para interagir com os objectos. O mover a cabeça e dos moves move-nos no mundo em todas as direcções possíveis, sendo mesmo possível espreitar por trás de objectos. É efectivamente algo fantástico!



Esta demo foi bastante grande, pelo que vou falar apenas de um pedaço particular. Uma cena onde me encontrava em fuga dentro de um carro, e no lugar do passageiro. Dado que a cena começa de forma calma, comecei por examinar a estrada, o carro e o cenário, mas rapidamente resolvi interagir com o que via. E nesse sentido abri a porta do passageiro, visualizando a estrada que passava mesmo ali ao lado, e fechando-a de seguida. Posteriormente abri o porta luvas e vasculhei o seu interior onde nada de interesse estava presente, peguei num copo que estava no tablier que deitei fora por estar vazio, mexi nas palhetas direccionais da ventilação, subi e desci o volume do rádio, e mudei mesmo de estação. Enfim, mexi em tudo o que havia para mexer e me era permitido, ficando de boca aberta com os resultados. É uma interacção e uma vivência o mais próximo possível do real a todos os níveis!

A certa altura umas motas cortam a frente do carro, com homens armados. O condutor coloca uma Uzi no tablier para que eu use para abater as motas e jipes que entretanto apareceram e que, disparando, e albarroando, nos tentam tirar da estrada.

Aqui temos de nos baixar no tablier, e apontar para as motas e carros, disparando. Entre o piloto e o passageiro um saco cheio de clips está disponível para se recarregar a arma, o que acontece pegando no clip e enfiando-o por debaixo do coldre. É o mais perto de se ter uma arma real na mão que podemos conseguir, sendo que o apontar e disparar foi das coisas mais naturais que já fiz num videojogo pois tal ocorre como na realidade. A sensação global obtida de toda esta experiência é algo único e impressionante!

No global o que posso dizer é que adorei a experiência e pretendo experimentar mais, tendo para isso sido já convidado pela BestGames para ir lá testar as vezes que pretender (Obrigado Nuno!), algo que pretendo vir a fazer.

Infelizmente a experiência não é só virtudes, sendo que o sistema não está livre de pequenos defeitos.

Por exemplo, o suor da cabeça e olhos podem embaciar as lentes, sendo necessário remover o capacete para as limpar. Este não é um problema exclusivo deste produto, existindo em todos, mas é algo que pode estragar o ritmo de um jogo.

Já exclusivo do PS VR é o problema notado com a resolução dos jogos. Na demos testadas foi perceptível que a resolução não era idêntica em toda a área dos óculos, sendo perfeita no centro, mas desfasada e reduzida nas laterais do ecrã. Esta é uma técnica denominada de Radial Density Masking e destinada a permitir melhores performances à PS4 fazendo-a render menos pixels por fotograma.

Infelizmente a situação é perceptível. Não é algo tão eficaz como a reconstrução de imagem da PS4. É certo que aqui a imagem é igualmente reconstruida pela sobreposição de imagens, mas na realidade cada olho vê uma imagem incompleta que é o nosso cérebro depois reconstroi. A questão é que o nosso cérebro ou não é tão eficaz como a PS4 ou não se deixa enganar tão facilmente e rapidamente percebemos que algo ali está diferente.



Segundo me foi referido, esta situação está bastante melhorada com as demos mais recentes, sendo que as que joguei foram das primeiras a serem criadas. Mas isso é algo que terei de confirmar no futuro.

É certo é que se ainda continuamos a ver o VR como um gadget de uso ocasional, agora ficamos a ver o mesmo como um gadget que qualquer amante de tecnologia digno desse nome tem de possuir, até porque as possibilidades oferecidas são gigantes. Mesmo que o uso seja ocasional, alguém que seja amante dos videojogos privar-se da experiência única que o VR oferece é passar ao lado do melhor que alguma vez foi criado no âmbito do entretenimento e imersão no mesmo.!

Pura e simplesmente ADOREI!



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