Ficarias contente se soubesses que o produto que compraste foi melhorado secretamente 2 meses após o seu lançamento?

A Microsoft possui ideias e políticas que são de deixar qualquer um a questionar-se. No caso do tablet Surface PRO, 2 meses após o seu lançamento, e secretamente, houve um upgrade no CPU.

surface pro

Não haja dúvidas que para ser um dos primeiros compradores de um produto há que se confiar na empresa. No caso da Microsoft quem adquiriu um Surface PRO foi um dos que acabou por ser enganado no processo.

Dois meses após o lançamento do Surface PRO, a Microsoft, sem qualquer anuncio e de forma completamente secreta, trocou o processador Intel Core i5 4200U a 1.6GHz por um Core i5 4300 a 1.9GHz.

Trata-se não só de uma melhoria de performances, mas igualmente da introdução de um processador completamente novo e melhorado.

Publicidade

Retomando o nosso artigo

Pode parecer a muitos que 300 MHz não é uma diferença significativa, mas na prática é uma diferença que só por si se deverá reflectir em ganhos de cerca de 18% nas performances.

Mas as diferenças não se ficam por aqui. Este novo CPU possui 1 MB de cache L2, ao passo que o anterior apenas possuía 512 KB. Apesar de esta situação não apresentar ganhos rapidamente quantificáveis, os aumentos de cache realizam-se exactamente para existirem mais ganhos de performance. Ou seja, não estamos apenas perante um aumento de MHZ, mas sim de um ganho mais complexo.

O novo CPU suporta igualmente “Trusted Computing”, uma característica completamente ausente do anterior, e as performances por watt consumido são cerca de 50% menores, o que num produto dependente de bateria é algo significativo.

Apesar de não existir nenhuma regra sobre o tempo que um produto necessita de estar no mercado antes de poder sofrer actualizações, o certo é que esta medida da Microsoft é demasiadamente descarada. Certamente a maioria, se não mesmo a totalidade, dos compradores aguardariam 2 meses se soubessem que pelo mesmo dinheiro obtinham um produto mais rápido e com ganhos de 50% no consumo de bateria. Afinal actualmente as alterações são realizadas a uma média anual, e 2 meses é certamente um período demasiadamente curto. Tão curto que a Microsoft preferiu calar-se e nem sequer anunciar a alteração e certamente comparado com as práticas normais de mercado, esta medida só pode ser vista como desleal, para não usar um termo mais forte.

Imaginem agora que por combate à PS4 a Microsoft lançava uma nova Xbox One com mais ESRAM, superando assim os problemas da versão inicial. Quem gostaria disso?

Publicidade

Posts Relacionados