Finalista da Mars One revela o esquema de burla envolvido

O projecto Mars One queria levar humanos para Marte numa viagem só de ida, garantindo a sua vida lá. Mas na realidade havia um grande esquema por detrás. Que foi revelado agora!

Lembram-se da Mars One. Um grupo não lucrativo que se proponha colocar 4 humanos em Marte, numa viagem só de ida?

Desde sempre a ideia pareceu-nos estapafúrdia, mas as notícias davam a conhecer que mais de 200 mil pessoas já estariam inscritas, o que levava a pensar.

Mas eis que um dos candidatos finalistas veio falar sobre o projecto e revelar as burlas ali existentes.

Na realidade este candidato que se denominada apenas como Joseph era mais do que um simples candidato. Ele era o Dr Joseph Roche, um professor assistente no Trinity College School of Education de Dublin, com um Doutoramento em astrofísica e antigo pesquisador da Nasa.

Ele fez parte do primeiro grupo de 100 candidatos disponíveis para a realização da tal viagem teórica. E começou a revelar o que ia vendo a envolver o projecto.

Para começar os 200 mil candidatos… as tais 200 mil pessoas que veio a público que estariam dispostas a viajar (nós só publicitamos quando o número conhecido foi 20 mil)… eram na realidade apenas 2 761 pessoas.

Mas o que Joseph percebeu é que nem todos apareceram do nada. A maior parte PAGOU para ser escolhido. Provavelmente acreditando que haviam efectivamente 200 mil candidatos e que seria difícil entrar.

Mais ainda, a Mars One aproveita-se do mediatismo da situação e encoraja os candidatos a sempre que realizam qualquer actividade ligada ao projecto e que possa trazer benefícios financeiros, que estes sejam doados para o projecto. Algo estranho para uma fundação que necessitará de vários Billiões de dólares para o projecto.

Mais ainda, para se ficar apurado… basta ser candidato. E a partir daí o processo de selecção final baseia-se em pontos. Pontos esses que são decisivos na passagem às eliminatórias seguintes. Mas curiosamente a única forma de se obter pontos é comprando Merchandising (T-shirts, bonés, posters, etc) do projecto ou doando-lhes dinheiro.


Em Fevereiro os candidatos terão recebido uma lista com dicas sobre como lidarem com a imprensa, e uma das dicas referia o seguinte:

Caso vos seja oferecido pagamento por uma entrevista, sintam-se à vontade para a aceitar. No entanto, gentilmente pedimos que doem 75% dos lucros à Mars One.

Assim, de acordo com o Dr Roche, os candidatos com melhores perfis, e que foram incluidos numa lista publicada no Jornal The Guardian, são na realidade aqueles que doaram mais dinheiro ao projecto

Os candidatos até hoje nunca conheceram ninguem da Mars One em pessoa. Apesar de terem prometido entrevistas realizadas em pessoa, as mesmas acabaram por ser realizadas no Skype e com durações tão curtas como 10 minutos.

O processo de selecção até ao momento obrigou a preencher um questionário, enviar um video para o website do projecto, e um exame médico. Mas não se julgue que era um médico da Mars One. Na realidade cada candidato marcou a sua própria consulta com o médico à sua escolha e limitou-se a enviar os resultados.

Curiosamente Roche diz que falou via Skype com o responsável médico pela missão. E que a conversa se limitou a questionar sobre conhecimentos de literatura sobre Marte e sobre o conhecimento da missão. Mas rigorosamente nenhum teste psicológico, psicotécnico ou psicométrico foi realizado.

Curiosamente todos estavam igualmente iguais na linha de partida para poderem ser comandantes da missão e pilotar a nave que iria até Marte. Algo que na NASA é impensável para quem não tenha pelo menos 1000 horas de voo com jatos em situações de voo real.

As entrevistas não puderam ser gravadas e não eram autorizadas notas.

Roche conclui que a Mars One não tem dinheiro, ou contratos com empresas para as suas missões. Da mesma forma não há conhecimento de parceiros na TV (a principal fonte de rendimento descrita no projecto pois tudo seria televisionado), nem de parcerias publicitárias. Não há instalações de treino… enfim, não há nada!Apenas uma grande burlice! Mas isso já nós sabíamos desde o início.

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