Futuros carros vendidos na Europa poderão ter um sistema que permite desactivação remota pela policia

Desactivar um veiculo em fuga é uma tarefa difícil. Mas a União Europeia espera criar um standard que permita a paragem remota de veículos.

KillSwitchSinceramente seria ideal que um carro reportado como roubado pudesse ser parado pela polícia de forma remota, ou que uma perseguição nem fosse necessária mediante a desactivação do carro criminoso. E isto parece ser o que a European Network of Law Enforcement Technologies quer ver a acontecer em toda a Europa ao estar a trabalhar num aparelho que poderá vir equipado como standard em todos os veiculos Europeus.

A ideia é o corte do fornecimento de combustível ou energia de forma remota por um polícia em frente a um monitor em qualquer outro ponto. Não se trata de controlar o veiculo, mas apenas desactivar o mesmo que ficaria parado na rua. E a ideia é ver a tecnologia implementado no período de seis anos.

Naturalmente apenas a polícia teria acesso a este sistema.

No entanto há várias questões que se mostram pertinentes de colocar:



1- Não se fala de como se controlariam os travões ou se controlava o veiculo até este parar, mas apenas em desactivar o mesmo. Como se garante a segurança dos ocupantes?
2 – O sistema é apenas acessível pela polícia. Mas como todos sabemos todos os sistemas informáticos são passíveis de hack, e uma ferramenta dessas seria imediatamente explorada por amigos do alheio de forma a imobilizar veículos em locais remotos para futuro roubo.
3 – Se um carro desactivado se mantiver em movimento por inercia, causando um atropelamento ou acidente, quem é o responsável?
4 – Sendo que actualmente o sistema hidráulico dos travões, e da direcção assistida, são dependentes do trabalhar do motor, como se garante a paragem em segurança de um veiculo com o corte do motor?
5 – Se um carro possui instalado um sistema electrónico capaz de o desabilitar, como se garante que esse sistema, tal como qualquer outro sistema electrónico, não é passível de avaria, colocando a segurança de todos os tripulantes em causa?
6 – Como se pode obrigar uma pessoa a ter de pagar por um sistema que vem por defeito no seu carro e que poderá causar-lhe a morte em caso de avaria ou uso indevido?
7 – O que impede os ladrões de causarem interferências com um misturador de frequências bloqueando assim o acesso a sinais remotos, e tornando o sistema completamente inútil?
8 – Não será esta situação idêntica à identificação por GPS, com desactivação remota do veiculo, que com roubos por profissionais devidamente preparados, se tem vindo a revelar inútil, com a diferença que desta vez a utilidade do sistema, por ser um standard, pode ser revertida tornado um sistema concebido para segurança numa ferramenta para o roubo?

Sinceramente as questões são tantas que nem se compreende como se pode pensar em colocar algo assim como standard. Opcional, ainda vá lá… mas standard… não se compreende.

Fonte: RT



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