Goldman Sachs quer que a Google permita “desenviar” e-mails

Mandar um e-mail para um endereço errado é uma realidade comum. Aliás já o era nas cartas tradicionais. Mas a Goldman Shachs meteu a Google em tribunal por não poder “desenviar emails”.

gmail

Dizem que errar é humano. O problema vem quando o humano não quer assumir o erro e culpa os outros.

Na Goldman Sachs um funcionário enviou um e-mail para um endereço gmail.com, quando na realidade o que pretendia era que ele fosse para um gs.com. Enfim, um erro!

O problema é que o conteúdo da mensagem possuía dados confidenciais de um cliente. E dado que deverá ser um cliente de peso, a Goldman Sachs tremeu!



Assim rapidamente contactaram a Google para tomar medidas, o que a Google generosamente fez ao bloquear o acesso à mensagem e impedindo o destinatário de lhe aceder.

O problema é que a empresa finaceira acha que isso não chega e quer ver o e-mail apagado da conta do cliente. E é aqui que as empresas entraram em choque.

A Google afirma que não pode e não irá apagar um e-mail de uma conta de um cliente sem o seu consentimento, a não ser que seja por ordem do tribunal. E a Goldman Sachs tomou isso à letra, e avançou mesmo para tribunal.

Assim, alegando possíveis perdas financeiras e de reputação (a Goldman Sachs ainda tem reputação? De acordo com isto, isto, isto e isto, não parece). A Google defende-se com a abertura de um precedente enorme que seria aberto caso fosse obrigada a apagar o e-mail, alegando que a empresa tem de aceitar o seu erro e que um simples erro de um funcionário não é uma justificação válida para violar os direitos de terceiros.

Actualmente desconhecemos qualquer sentença quanto a esta situação.

Fonte: Engadget

 



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