Google corrige a bug Stagefright nos seus smartphones android, e compromete-se com a segurança. Samsung promete fazer o mesmo!

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A bug Stagefright afecta todos os smartphones desde o Android 2.2. Mas a Google apenas lançou um patch que corrige o problema nos dispositivos vendidos pela empresa, a gama Nexus, anunciando patches futuros de segurança regulares que a Samsung prometeu acompanhar.

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Na tentativa de manter o Android um sistema operativo seguro, a Google e a Samsung prometeram lançar actualizações de segurança regulares que mantenham a plataforma segura.

Os anúncios de ambas as empresas surgem depois de ter sido descoberta uma bug algo embaraçosa no sistema de gestão de media do Android que ficou conhecido como Stagefright. A Google foi alertada para a bug em Abril, mas dado que a empresa nada fez, o pesquisador de segurança Joshua Drake tornou a bug pública 90 dias depois.

Nesse sentido a Google anunciou agora uma série de actualizações frequentes, bem como um patch que resolve a bug Stagefright na sua linha de smartphones Nexus. A empresa garante ainda que a maioria dos utilizadores não estava em risco dado que a Sandbox onde as aplicações correm limitariam os danos que o atacante poderia causar.

Indepentemente de tal, Adrian Ludwig, engenheiro principal da segurança Android refere:

Desta semana para a frente, os aparelhos Nexus irão receber actualizações “over the air” regulares e mensais, focadas na segurança, para além das usuais actualizações… Os aparelhos Nexus continuarão a receber as actualizações principais por pelo menos dois anos e os patches de segurança por tres anos, a contar das datas de lançamento, ou 18 meses após o aparelho ser descontinuado na loja da Google.

Após o comunicado da Google, a Samsung, por Dong Jin Koh, chefe da pesquisa de aparelhos móveis da Samsung, fez um algo parecido, compromentendo-se igualmente a manter actualizações de segurança mensais:


Com as questões de segurança recentes, temos repensada a aproximação sobre como se ter actualizações de segurança nos aparelhos de uma forma mais ajustada no tempo. Dado que o software está sempre a ser explorado de novas formas, desenvolver uma resposta rápida para se entregar as actualizações de segurança nos nossos aparelhos é crítico para os manter protegidos.

Acreditamos que este novo processo irá melhorar substancialmente a segurança dos nossos aparelhos, e queremos oferecer a melhor experiência móvel aos nossos utilizadores.

Diferentes discursos que prometem o mesmo. No entanto a Samsung não refere períodos de lançamento, e nem qual o tempo pelo qual dará suporte aos aparelhos.

A nível da distribuição da segurança há grandes diferenças entre os produtos Apple e Android.

A questão é que a Google não corrige os problemas dos smartphones dos outros. A empresa limita-se a corrigir os problemas no seu código open source e são os fabricantes que as necessitam de adaptar aos seus smartphones.

Ao contrário igualmente da Apple que é unica a pedir autorizações e a colocar as actualizações no ar quando disponíveis, aqui os fabricantes necessitam todos eles de pedir licenças aos operadores de redes moveis para colocar as actualizações no ar. Infelizmente alguns operadores funcionam  com margens tão baixas que cortam o suporte muito rapidamente.

A diferença é que na plataforma da Apple as actualizações acabam nos smartphones mal estão disponíveis, ao passo que na plataforma Android cada operador decide por si se e quando irá actualizar os smartphones que produz.

Daí a importância do comunicado pronto da Samsung. Torna-se cada vez mais importante saber-se com quais empresas os utilizadores podem contar na plataforma Android para manter os seus smartphones seguros. Afinal parte da má fama do OS acaba por ser criada pelos smartphones de baixo custo que pouco ou nenhum suporte dão os seus telefones.

Sabemos igualmente que alguns dos smartphones mais populares como o HTC One M7, One M8, One M9, LG Electronics G2, G3, G4 w Sony Xperia Z2, Xperia Z3, Xperia Z4, w Xperia Z3 Compact terão ainda este mês correcção para o Stagefright.

Fonte: The Guardian

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