Google quer revelar dados sobre a NSA e cita a primeira emenda da Constituição Americana.

A Google pretende avançar para os tribunais devido ao escândalo da NSA. Os motivos? A Google quer ser transparente mas está impedida de revelar os dados na sua totalidade, e para a empresa isso é uma violação do seu direito a liberdade de expressão (primeira emenda da constituição).

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A Google solicitou ao Foreign Intelligence Surveillance, um tribunal dedicado a questões de segurança nacional e vigilância, a autorização para revelar ao público todos os pedidos de dados que as agências governamentais lhe tem solicitado. O argumento é que o impedimento de falar viola o seu direito constitucional de liberdade de expressão.

Este pedido surge naturalmente na sequência do escândalo da National Security Agency (NSA) e o programa PRISM, e a Google acha-se agora no direito de defender a sua reputação e a sua imagem face aos seus clientes divulgando tudo o que lhe foi ordenado entregar.

Acima de tudo a Google pretende que este processo seja bem visível e badalado de forma a pressionar ao governo a ceder e mostrar aos seus clientes que a empresa colabora, mas não gosta de manter estas situações secretas. E estas situações estão efectivamente classificadas como “Top Secret”.



Esta medida da Google é certamente pouco usual e surge poucos dias depois de negociações entre oficiais federais e algumas empresas de tecnologia, nas quais a Google se insere. E nessas negociações é cada vez mais claro que as empresas em causa não lhes agrada o terem de colaborar na violação da privacidade dos seus clientes.

O Transparency Report da Google, emitido anualmente, revela já parte destes dados, mas apenas a parte que o governo permite revelar. A intenção da Google é revelar a maioria, ou mesmo a totalidade dos casos.

O Facebook, a Microsoft e a Yahoo conseguiram já que o Governo Federal lhes permitisse passar a indicar nos seus relatórios pedidos de tribunais que até agora eram impedidos de revelar. Mas a Google rejeita esta situação alegando que ela é demasiadamente imprecisa no sentido de ajudar os seus clientes a perceber o âmbito da colaboração com as agências federais, querendo assim ir mais longe.



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