HLG ou Hybrid Log-Gamma… É o termo a ter em conta pois é o HDR do futuro!
Com a evolução da tecnologia, as coisas nunca param de evoluir… E eis que surge o HLG!
Como se já não bastassem termos como UHD (Ultra High Definition), HDR (High Dynamic Range), WCG (Wide Colour Gamut) e HFR (High Frame Rate), eis que aparece agora um novo, o HLG (Hybrid Log-Gamma).
Bem, o HFR e o HLG ainda são termos pouco ouvidos, particularmente o segundo. Mas o certo é que nenhum deles ainda estão em força no mercado, sendo no entanto que ambos são extremamente apetecíveis, o primeiro pelo facto que vai permitir a apresentação de taxas de fotogramas muito elevados, e consequentemente input lags reduzidissimos, e o segundo porque vai revolucionar o HDR. E é sobre ele que vamos incidir!
O HLG será um termo que no futuro vamos ouvir falar bastante. E porque? Vamos explicar:
Basicamente o HLG é HDR… mas com uma diferença fundamental… tão fundamental que o torna em algo indispensável e completamente diferente!
O que o torna então diferente do HDR 10 e do Dolby Vision?
Como já vimos em outros artigos publicados neste website, o Dolby Vision é uma versão mais completa do HDR10, mas que no entanto não se diferencia na sua forma de funcionamento. É que infelizmente tanto o HDR 10 como o Dolby Vision funcionam à base de Metadados estáticos incluídos no fluxo de dados video. Estes metadados contêm a informação necessária para a funcionamento do HDR, como por exemplo a luminusidade máxima a mostrar na cena, e a luminosidade média do fotograma.
O problema é que estes metadados não são dinâmicos, são estáticos, ou seja, eles não se criam por si, e necessitam de um pós processamento de imagem para os definir. E isso quer dizer que só podemos ter HDR em conteúdos tratados previamente. A excepção são os jogos onde os dados são criados em tempo real, processados junto com o 3D!
Mas no que toca ao cinema o HDR é colocado após tratamento em estúdio, e não é obtido directamente da filmagem. Isso quer dizer que o HDR só existe em filmes devidamente pré processados, mas não pode, por exemplo, existir numa transmissão ao vivo, ou mesmo em gravações não tratadas.
Estes metadados possuem ainda outro problema, o facto de eles serem eliminados com novas produções. E isso quer dizer que na re-destribuição de filmes, para dobragens, para adaptações, ou para qualquer outra situação que envolva editar o video, eles podem ser perdidos.
Isso não é um problema para serviços como o Netflix ou outros que lidam exclusivamente com conteúdo pré produzido e já codificado com os dados HDR que partem dos seus servidores. Basicamente um serviço 100% controlado! Mas no caso das Televisões esse tipo de controlo fechado não existe, e o HDR é fácil de se perder.
E é aqui que entra o HLG!
A tecnologia foi criada em parceria pela BBC e a Japonesa NHK, e cria uma solução cobre como se reproduzir conteúdo HDR em televisores que não and sets out to resolve the conundrum of how broadcast UHD TV services with HDR can be made backwards compatible with regular HD TVs.
O HLG não depende desses dados pré codificados para explicar a uma TV com colocar o HDR. Ele funciona num sistema de cenas onde o sinal já reflecte plenamente a luz da cena original, tal e qual como foi filmada. Ou seja, aquilo que foi fotografado, tal como foi fotografado é o que é mostrado na nossa TV, e os metadados não são necessários.
Basicamente tudo o que é necessário existir é um sinal que indica à TV que deve activar os 10 bits de profundidade de cor pois vai receber sinal que tira partido dele. Ou seja, basta à TV ter capacidade para emitir mais cores e esta depois limita-se a reproduzir a imagem enviada.
Isto quer dizer que com o HLG o HDR de cada imagem não tem de ter níveis de brilho a atingir. E a imagem pode variar confirme o ambiente de visualização. Já no caso do HDR10 o nível de conteúdo médio na imagem do HDR não pode ser mudado, o que quer dizer que numa sala mais iluminada o material HDR pode ficar escuro. Já com o HLG ajusta a imagem de acordo com a luz ambiente, mantendo sempre a imagem aceitável.
Esta situação não só permite o uso do HDR em todo e qualquer tipo de filmagem que o preveja, como melhora consideravelmente a experiência de visualização.
Mas tanto o HLG como o HFR são tecnologias que vamos ver a aparecerem em força em 2018, pelo que passem a ter em conta estes dois termos.

O LG V30 grava vídeo nesse formato e a minha TV também da LG não tem problema nenhum em reproduzir
É tanta sigla que acho que realmente vamos precisar de I.A. implantada no cérebro pra dar conta do recado, ou quem sabe, processamento auxiliar de memória na nuvem… 😛
Mas olha só, eu não conhecia esse HLG, os outros até já tinha ouvido falar, mas realmente é bastante interessante e fico imaginando como a imagem das telas tem ainda tanta coisa que pode ser acrescentada, mesmo as TVs 4k já contando com uma imagem excelente.
Esses artigos são uma preciosidade, quando chegar a hora de ir na loja, o duro vai ser saber se o que diz na etiqueta corresponde a realidade do display. Assim como hoje vemos aparelhos de som de 400 watts RMS superiores a outros de 800 watts, por exemplo.
E os vendedores que só sabem falar coisas como, “essa tv é LED”… Pouts
Pesquisa é fundamental, e acesso a internet na hora da compra, isso pra loucos como eu, agora o cidadão comum está tranquilo e contando que apareça o gramado verde já está tudo certo.
Quase dá pra dizer; “a ignorância é uma benção”
Huehuehue