HDR chega aos monitores graças às novas normas VESA.

O HDR vai chegar aos monitores, e em três níveis de qualidade. E sinceramente… o primeiro deixa algo a desejar!

A Video Electronics Standards Association (VESA) anunciou o primeiro standard aberto para o padrão de qualidade high dynamic range (HDR) em monitores, que inclui a liminescência, a gama de cores, a profundidade de cor, e tempos de respostas, através do lançamento de especificações.

A versão 1.0 das especificações DisplayHDR estabelece três níveis de performance HDR. Diz a VESA que a ideia é facilitar a adopção do HDR no mercado PC.  O HDR fornece melhor contraste e perfeição nas cores, bem como cores mais vibrantes comparado com o Standard Dynamic Range (SDR), e torna-se extremamente relevante nos jogos, criação de fotos e conteúdo video.

A especificação DisplayHDR foi criada pela VESA em colaboração com mais de duas duzias de empresas fabricantes de monitores, de placas gráficas , drivers e fornecedores de software de programação. A lista pode ser encontrada aqui.



A especificação inclui três níveis de performance HDR para o PC. A base será o DisplayHDR 400, o meio de gama será o DisplayHDR 600 e o topo de gama o DisplayHDR 1000. Estes níveis são definidos em 8 parâmetros específicos, que são:

  • Três níveis de luminescência que envolvem cenários diferentes – espaço pequeno/alta luminescência, período breve em ecrã total de luminescência em flash, e uso optimizado em ambiemonintes brilhantes (exemplo, luz exterior, ou luz de escritório forte);
  • Dois níveis de medições de contrastes – um para contraste em paineis nativos e outro para iluminação local;
  • Testes de cor tanto na gama de cores BT.709 e DCI-P3;
  • Testes de requerimento de profundidade de bits – estipulam a profundidade de bits e incluem um teste visual simples para o utilizador confirmar os resultados.;
  • Teste de resposta da performance HDR – Define critérios de performance para resposta da luz de fundo ideal para jogo e filmes de acção rápida ao analisar a resposta que a luz de fundo responde a mudanças de luminosidade.

A VESA refere que escolheu os 400 nitts de luminosidade, um valor que consideramos demasiadamente baixo para se poder considerar um HDR de qualidade, por três razões:

  • 400 nitts é 50% mais que o oferecido pelos ecrãs SDR normais.
  • A profundidade de bits requerida é 8 bits puros, quando a maior parte dos painéis usam truques de “dithering” com 6 bits para simular 8 bits.
  • O DisplayHDR 400 requer no mínimo suporte HDR-10 e escurecimento global.

O cumprimento destas normas permite obter-se parâmetros HDR mesuráveis.

Naturalmente para um juizo correcto teriamos de ver monitores a suportar estas três normas, mas sabendo-se que o HDR-10 aponta para 100 nitts de brilho, mesmo sabendo-se que 400 nitts é 50% mais do que oferecem muitos ecrãs SDR, a realidade é que não são todos, e 400 nitts soa-nos a pouco…

 



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Readers Comments (26)

  1. Mário, estou tentado a comprar uma tv 4k agora, pois a minha está estragando, porém não tenho condições financeiras de comprar algo acima de 50 polegadas, ficando no limite de 50 para menos. Vc sabe me informar se tb há problemas de distância com resoluções 4k com relação às saúde dos olhos, haja visto que eu comprando, a distância com relação a cama para a parede não é lá grandes coisas, dando por volta de 3 metros. A tv que está a estragar é uma da Samsung de 32 polegadas Full HD. Vc me indicaria algum modelo de 40 até 50 polegadas com HDR, e outra… Quando falam que tv 4k abaixo de 50 não se tem 4k real procede? Obrigado por sempre responder com muita educação e didática! Abraços..

    • A distância acaba por ser uma questão de hábito. Na minha sala de jantar vejo a cerca de 3.75m e tinha uma TV de 42. Quando meti uma de 55 pareceu-me enorme, parecia que não a abrangia com os olhos. Agora já a acho normal!
      Tu a 3 metros recomendo entre 40 e 50, sendo que mal aos olhos não faz, pode é ser confuso ver TV com uma grande por não abrangentes o ecrã todo com os olhos.
      Quanto a abaixo de 40 não teres 4K é falso. Tens sempre 4K, o que acontece é que, dependendo da distância de visualização a resolução faz mais ou menos diferença. Até 50 polegadas, mais coisa menos coisa, à distância de visualização normal a diferença entre 1080p e 4K não é nada demais. Acima disso nota-se mais claramente. Mas como digo depende da distância. O retina da Apple explica bem isso ao definir uma densidade de pixels para uma distância normal de visualização.
      Aproveito para dizer uma coisa quando falas da educação! Acredita que às vezes me custa perante a adversidade. Eu tento apenas relatar o que vejo acontecer, passar a realidade face ao que vejo é interpretar o porquê das coisas. Penso que com isso estou não só a ser honesto como a prever e a contribuir com um website útil.
      Acima de tudo acho que a informação relata a realidade do que existe, livre da praga da publicidade e pop Ups que há na NET.
      Faço isto por gosto, não por lucro, e penso que o mínimo seria reconhecerem as coisas.
      Sim, eu sei que respondo mais aos fans Xbox. Isso é consequência da realidade das coisas. Eu olho para o mercado e vejo uma coisa, algo que se reflete na realidade das vendas, mas eles vêem outra coisa, e falam como se o que digo fosse irrelevante, o que não é.
      Lamento, gostava que as coisas fossem diferentes, que o mercado estivesse dividido como na geração passada. Mas não está!
      Enfim, estou a divagar.
      Quanto a marcas de TVs posso recomendar LG e Samsung. Já modelos é mais difícil pois o vosso mercado usa referências diferentes.
      HDMI 2.1 ainda não vais ter, mas procura que tenha HDR. Eis uns modelos para começares a ver.
      LG49UJ6565, LG49SJ8000, LG49UH7700.

      • Muito obrigado, Mário!!! Agradeço msm pela ajuda!!! Até+

      • Também gostaria muito de uma tv 4k em 2018, mas tem umas coisas que me deixam “travado” nessa decisão;
        Quando teremos modelos com HDMI 2.1? E faz realmente tanta diferença das atuais?
        Porquê há quem diga que se conforma com painéis TN, mas pra mim se o monitor não for IPS, bom, pra mim ele não vale 1 centavo.

        Problemas:
        Há pouco conteúdo 4k, o 1080p ainda domina absoluto, e as vezes nem isso… e nos consoles como não vou aderir aos meia geração, resta aguardar a próxima que deverá ser realmente 4k, e lá pra finais de 2019 ou até 2020 segundo se especula. É um longo período.

        Estas tv’s são fantásticas mas com esses entraves fica pra mim difícil investir tanto dinheiro, pois já me decidi que quero uma 55″, (que namorei bastante no Shopping) e que não será barata…

        O único lado bom que vejo nisso é o amadurecimento desse mercado enquanto não resolvo entrar nele, o que me aconselharia Mário?

        E desculpe tanta pergunta…
        Bom dia.

        • O HDMI 2.1 faz diferença… e toda.
          Atualmente as TVs com o HDMI 2.0 possuem resoluções 4K a 60 fps. A cor emitida para cada pixel é a real, ou seja, cada um dos pixeis possui a informação de cor dele próprio.
          Mas passas para HDR, uma das maiores revoluções a nível de imagem dos últimos tempos, e a largura de banda já não chega com o HDMI 2.0.
          O que acontece é que a mais de 30 fps a resolução da cor desce para metade da resolução do ecrã, sendo a informação dos restantes pixels interpolada.
          Isso quer dizer que para 4K reais com HDR e sem restrições só mesmo com o HDMI 2.1.
          Dado o pouco conteúdo 4K, o pequeno mercado do 4K, o facto que as tuais consolas, mesmo a X não conseguem ainda 4K, e o facto que não será o HDMI 2.1 que vai encarecer as TVs, sendo que para o ano, mesmo com essa nova tecnologia deverá ser possível arranjar-se algo mais barato e melhor, eu recomendaria esperar pelo menos por meados de 2018. Se a diferença dos 1080p para os 4K fosse como do SD para o HD não diria isto, mas na realidade uma imagem 1080p é já excelente e o 4K é um refinamento. Daí que com 1080p ninguem fica a penar.
          Ah sim… paineis não sendo Oled ou é ips ou esquece.

          • Obrigado Mário.
            Quer dizer então que se eu vejo um filme em uma dessas tv’s 4k atuais, não há perda relevante em comparação ao HDMI 2.1?
            Pois se o cinema adota a experiência de 24 fps, pelo menos pra filmes as atuais já são suficientemente boas, exceto para games a 60 fps (raríssimos), se bem entendi…

      • Sei que a especificação HDMI2.1 está para sair, mas se fosse eu apostaria ainda em uma FullHD de 50 polegadas, principalmente depois que a Sony anunciou alguns modelos HDR para FullHD.

        • Bom, nessa altura tendo tido algumas experiências nos painéis UHD, fica praticamente impossível pra mim me manter nos 1080p, percebi uma profundidade de cor e até de campo impressionante vendo o filme “Doutor Estranho” a 4k… Em game mesmo a 30 fps achei realmente espetacular.
          A questão é se haveria prejuízos perceptíveis em comparação com as HDMI 2.1, pois pelo que vi, uma TV 4k atual já me é bastante interessante, mas se for pra torrar uma pequena fortuna, que se faça como hot dog… “com tudo que tem direito” rs.

          • Eu não sei o que viste, mas se foi HDR fica a saber que 1080p com HDR pode ser uma experiencia melhor do que 4K.
            Depois tudo depende do Bitrate. Eu tenho o Avatar a 1080p num BD de 50 Gigas e a usar a capacidade toda.
            Já o tenho desde que o filme saiu, e posso dizer. De tudo o que tenho a 1080p nada se compara àquilo. Aquilo é o que os 1080p podem realmente fazer.
            Mas por norma os filmes vem em BDs de 25 GB e mesmo aí nem sempre cheios.
            O Bitrate faz toda a diferença!

          • Num aparte, e uso esta mensagem pois a administração não permite criar novas mensagens. Como está o vosso inglês?
            Ando aqui com uma outra paixão minha, os legos, e estou a criar uma BD com eles. Ainda não acabei até porque algumas partes requerem efeitos especiais e isso dá trabalho. Ainda por cima preciso de alguns Legos que estão em casa dos meus pais e que os tenho de trazer.
            Mas digamos que a coisa está muito bem encaminhada e gostava de partilhar com vocês. O que acham?
            É que comecei a BD com dialogos em Inglês, e agora dado que depois de gravada a imagem final e já avancei tanto, não dá para alterar, vou ter de ir assim até ao fim.
            Se quiserem, lá para Janeiro começo a partilhar algo com vocês!

          • Bom, nunca vi FullHD com HDR, então não posso dizer.
            Já vi inúmeras filmes em bluray e não sei dizer qual era o bitrate, mas costumam ter uma imagem linda na minha atual tv, que levei um bom tempo regulando pra chegar ao melhor resultado possivel. Porém nada que se compare ao 4k, isso na minha experiência.

            Quanto ao Lego, devo admitir que não sou um grande fã, mas compartilha-o com a galera. Pode ser bacana. Meu inglês é precário mas dependendo da velocidade da fala eu acompanho um pouco ;p

          • Não é video… é BD, banda desenhada! Os textos estão em balões!
            Estava bem desgraçado se trabalhasse com stop motion, hehehehehe.

          • Há sim, ok! Haha
            Então legal, manda ver

          • Sou intermediário… Hora vamos ver..

  2. antes de mais, muitas boas festas para todos
    Mario já que nos comentários se fala em tv’s posso pedir a tua opinião sobre este modelo LG 55SJ850V?

    pelo teu projecto para mim e bem vindo mesmo que o meu ingles nao seja la muito bom, ainda compreendo um pouco

    • Muito bom… mas creio que consegues muito semelhante por um pouco menos de dinheiro! Aqui esse vende-se a perto de 1300, mas o 810 por exemplo arranja-se a 900 euros e as caracteristicas são muito parecidas.
      Dá uma vista de olhos e compara a ver se te compensa!

      • aqui onde estou custam praticamente o mesmo pois a 850 esta em saldos e visto que é a única que existe na loja onde tenho vales de compras por isso é que penso comprar esse modelo

  3. EDSON e quem mais quiser comprar TVs.

    Eu não recomendaria Samsung para videojogos. A Samsung deixa muito a desejar no processamento da imagem. Tive uma Samsung ku6300, e o processamento do movimento da imagem era do pior. Os objetos no ecrã deixavam um rasto de cor visível atrás de si, sobretudo em modo jogo, e fora deste também mas menos. Era horrível estar a jogar Rise of the Tomb Raider nos níveis mais escuros na Siberia e ter de parar a cada 5 min, para perceber o que raio estava a ocorrer no ecrã. Infamous também ficou horrível nessa TV. Pensando que era apenas do facto de ser uma TV mais barata, estive a pesquisar se os modelos mais premium sofriam do mesmo, e encontrei este vídeo na net relativo à MU8000 (tida como uma boa TV). Repara no que acontece, quando troca de ombro ao mirar (partir dos 0:39):

    https://www.youtube.com/watch?v=bm8PFC-rJek

    Ves o ghosting que a cabeça da personagem deixa à medida que o ponto de vista se desloca? Agora imagina que estás numa floresta, a nevar, à noite e escura, com várias sombras e a deslocar-te. Pois.

    Eu gosto do design desta TV mas devido aos pontos anteriores mantenho-me longe.

    Se eu fosse a comprar uma TV este ano, e se estás interessado já em 4k, a minha escolha seria ou a Sony xe90 ou a Sony xe80. A xe90 tem uma das melhores implementações de HDR neste momento, com um brilho excelente (a xe93 e a xe94), e um input lag aceitável em modo jogo. A xe80, tem um wide color gamut (muito bom), mas sofre com o contraste e o brilho, que são aceitáveis para o painel que tem, mas longe de serem os ideais. No entanto, eu gosto de jogar com o motion interpolation ligado (dá uma sensação 3d à imagem, dando maior profundidade e imersão. Em algumas pessoas provoca enjoos, por isso vê qual é o teu caso.) e essa Tv é a única com o input lag mais baixo com esse modo ativado (50 ms).

    Dito isto, eis algumas dicas para te ajudar (coisas que deves procurar saber antes de comprar):

    Painel:

    VA – bons níveis de preto (uniformes e escuros), o que proporciona um elevado contraste. Contudo, tem um reduzido ângulo de visualização, isto é, só observas a imagem com toda a qualidade mesmo de frente, se te puseres de lado, as cores começam a perder força (ficam deslavadas) e os pretos começam a ficar acinzentados.

    IPS – maus níveis de preto (são acinzentados) o que se traduz no pior contraste atualmente disponível. No entanto, tem elevados ângulos de visualização – conserva as cores mesmo que vejas de lado. Ideal para salas de estar com sofás de lado.

    Oled – o ecrã quase ideal. Níveis de preto puros, resultando num contraste infinito. No entanto o brilho não tem sido grande coisa comparado com o VA, mas os modelos deste ano têm estado quase ela por ela. O problema reside no facto de, ficando parado num cena um determinado período de tempo, ela fica gravada no ecrã – é preciso ativar um processo especial para limpar. Nao mata mas mói. No entanto conserva as cores mesmo de lado.

    Só mais um ponto – os fracos níveis de preto do IPS são um problema apenas quando a sala está escura. Numa sala iluminada, não afecta tanto. Eu tenho um IPS e apesar de notar esse defeito, não me afecta muito no que vejo.

    Este ano foram introduzidas algumas variações:

    Qled – da Samsung, é o mesmo que o VA, mas com uma camada de pontos minúsculos antes do painel, para aumentar a intensidade das cores e o contraste. Apesar de ser bem sucedido aqui, acaba por ser um retrocesso em outros face ao próprio VA. (Samsung série Q)

    NanoCell – da lg. Basicamente a mesma ideia, mas a um painel IPS. Pelo que li, há uma ligeira melhoria, mas não chega para colmatar os defeitos do IPS. (série lgsj).

    Pessoalmente, se queres uma TV para uso comum, numa sala ampla em que as pessoas tenham que ver de lado, o painel tem que ser ou IPS (ou NanoCell) ou Oled. Os mais baratos são IPS. Caso contrário, podes ir com VA.

    Neste aspeto tens toda a gama LG e as Sony xe70 e xe80 com painel IPS. Nos OLED tens o LG E7, B7 e o C7 (que recomendo) ou o Sony A1E (muito caro, com um design interessante mas que não é para todos).

    Por último, a minha última recomendação, é que escolhas o maior ecrã dentro das tuas prioridades, ao inicio custa um bocado mas compensa quando puderes ver em cena em todos os seus detalhes.

    • Antes da minha atual tv que apesar de ser Philco tem uma imagem ótima, tive uma Samsung, que tinha uma imagem otima, porém o brilho deixava a desejar, e em cenas escuras parece que ficava ainda mais escura.
      Tive uma Sony que fiquei apenas 3 dias, pois a imagem era ruidosa e o brilho fraco, uma LG que tinha bom brilho e contraste, mas não era das mais modernas, bordas enormes que me incomodavam e ela não lia as legendas dos meus Torrents, coisa que a atual faz, por isso troquei essas todas nos últimos 2 anos, até chegar nessa atual, que é smart e 3D com brilho e contraste muito bons.

      Foi dificil chegar nela, a 4K estou seriamente decidido a ir de LG 55″ e se tiver a tela semi curva melhor ainda.
      Mas a melhor tela mesmo é do meu Samsung S7 super amoled, se pudesse queria uma tv com essa tecnologia. É sensacional hehehe

      PS: acho as IPS muito boas, e mesmo com esse problema dos pretos, não chega a ser tão incômodo, e as cores são mais vivas e equilibradas que aquelas que é uma espécie de TFT meio opaco.

      • As Oled são melhores que as IPS, mas não são assim tão melhores. Os OLED tem o problema das vinhetas, ou imagem queimada no ecrã, algo que os IPS sofrem muito menos. Mas felizmente nos OLED esse problema resolve-se (não sei em que extensão), pois eles possuem uma função de limpeza. O problema também diminuiu muito mas últimas gerações!
        No global, pesando a relação qualidade/preço, um bom IPS vale a pena!
        Eis um OLED com vinhetas queimadas após meras 200 horas de uso! (isto claro varia com as marcas e mesmo modelos)
        http://www.avsforum.com/photopost/data/2362306/d/de/de880bb8_uniformity.jpeg

        • Acho que muito que o burning fez a Samsung desistiu do oled em TV’s, já basta substius as telas dos smartphones..

        • Pelo que me tenho informado, isso ocorre, mas os fabricantes têm cada vez mais aplicado procedimentos para remover isso. Para limpar o ecrã. E é só quando a imagem é estática por longos períodos de tempo. O Rtings fez um teste com modelos deste ano, em que deixou uma mesma imagem durante 24h. Não sei se há casos em que fica permanente, mas se sim, é inadmissível em modelos topo de gama.

      • No meu caso, evito VA. A Samsung que eu tive era VA e portanto só mesmo em frente é que tinha a imagem correta. Se me sentasse um pouco de lado, já detetava cores deslavadas e redução do contraste. Foi a pior compra que fiz e felizmente consegui livrar-me dela sem perder muito dinheiro.

        Mesmo no Qled que vejo nas lojas ainda noto isso ligeiramente, embora mesmo de lado a imagem seja bonita.

        Foi uma pena, porque tive uma Samsung durante 11 anos, antes dessa, que gostei muito. Essa TV foi até usada em feiras oficiais em demonstrações com a 360 (era RE5 o jogo). Mas já estava velhinha e manchas no ecrã (apesar de continuar a funcionar muito bem, dei-a a alguém que náo liga muito a isto e só queria uma TV – estava a substituir uma de tubos de cátodo dos anos 90!). Também gostei muito do SO da TV. Mas VA para mim nunca mais!

        Eu acho que a melhor relação qualidade preço está no IPS (que devido aos níveis de preto, não costuma receber boas pontuações).

        Já por isso recomendo a Sony xe80. É IPS, tem um bom HDR só estragado pelos fracos níveis de preto, culpa do IPS, e um excelente processador de imagem resultando no excelente processamento de movimentos, e um input lag baixo na interpolação.

        Eu tenho um ecrã IPS de 55 polegadas, Full HD e estou muito contente com ele.

    • Bruno, obrigado pelas dicas!!! Um abração!!!

      • Só um aparte. não ligues àquilo que pus entre parêntesis “(xe93 e xe94)”. Refero-me apenas à xe90, isso era algo que eu ia escrever mas apagei e ficou. Esses dois modelos são mais caros, e contam talvez somente com maior dimensão de ecrã e no caso da xe94, pelo que me informei, não são tão bons como a xe90.

        • Outra coisa, de que me esqueci: para escolheres uma TV, para além do ecrã, convém veres a frequência (quanto maior, melhor) e o input lag.

          Consulta no Rtings sobre a frequência exata e não liges àquilo que os fabricantes anunciam (pura treta). Quanto maior a frequência, mais suave o movimento no processamento da imagem (melhor fica). Há 3 valores no mercado atualmente, 60 hz, 120 hz e 240 hz ( para vender, os fabricantes deturpam esta escala com valores completamente espalhafatosos, usando diferentes métricas e escalas – não ligues a isso). Consulta o Rtings para veres, o valor real.

          Neste aspeto, a Sony xe80 tem 60Hz, a xe90 120 Hz e a LG sj850 tem 120 hz (a 810 não sei quanto tem). A frequência importa para a interpolação.

          E claro o input lag. Aqui tens que ter cuidado. As Tvs com menores valores podem não ser necessariamente as melhores (para multijogador competitivo, são sem dúvida). O que ocorre, é que esses valores baixos, no modo jogo, é conseguido à custa de cortes no processamento da imagem, o que significa, que tens menos input lag, e por conseguinte menor qualidade de imagem. (Na ku6300 era uma palhaçada, porque a imagem piorava e muito – via os ramos finos das árvores pixelizados mesmo com o sharpening a 0, embora a TV fosse votada pelo site como uma com muito bom input lag e por isso excelente para jogos).

          Eu, que prefiro apreciar os jogos enquanto os jogo, quero o melhor dos dois mundos, por isso, vejo sempre o input lag fora do modo jogo (e por esse motivo recomendo a xe80 porque, de acordo com o Rtings, é aquela com menor input lag fora do modo jogo).

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