Ideias erradas que correm nas discussões (a mentira na verdade do fanboy)

“Os exclusivos não vendem consolas”. “A PS4 vende porque é mais potente”. “A Ps4 vende porque as pessoas cresceram com ela e familiarizaram-se com a marca”, e muitas mais afirmações são recorrentes nos comentários desta página. Há realmente razão em alguma destas afirmações?

O mercado é uma coisa muito curiosa. As reacções do mesmo são muitas vezes imprevisíveis, e é difícil perceber como este funciona. No entanto há certas situações que se explicam, mas a análise não pode ser superficial, necessita de ser mais profunda e baseada em dados mais concretos.

Infelizmente certos meios como redes sociais e foruns, pela repetição de certas situações falsas que ali são repetidas e passadas vezes sem conta, fundamentadas em ideologias que se apoiam em factos isolados e fora de contexto, passam ideias erradas como verdade que são depois trazidas aqui para as discussões.

Infelizmente as respostas e explicações que aqui damos a quem as refere, na maior parte das vezes não possuem o efeito desejado. Ultimamente os argumentos referidos na resposta, não podendo ser rebatidos pois por norma são fundamentados, não levam a uma mudança de opinião. E o que acontece é que, por algum fanatismo associado, pura e simplesmente esses argumentos são ignorados e tratados como se nunca tivessem existido, insistindo-se novamente no mesmo baseado apenas no “porque sim”.

Como se compreende tal leva à exaustão, a respostas mais curtas e secas, e uma perda total de paciência que posteriormente podem até levar a eventuais más interpretações de terceiros, podendo dar a ideia de preferências!



Mas o certo é que uma mentira repetida até à exaustão pode passar como verdade em alguns meios, mas não é e nem nunca será verdade, não alterando por isso nada na realidade das coisas, mas sim e apenas no psicológico de quem repete! E primando aqui a PCManias pela informação devidamente fundamentada, é nesse sentido que vamos aqui falar sobre várias situações que aqui ocorrem e que demonstram como o mercado, as pessoas e os fans (ou fanboys) funcionam, desmistificando algumas das afirmações normalmente usadas e procurando mostrar aquilo que é a realidade que rodeia as situações abordadas, tentando, de uma vez por todas, acabar com a necessidade de respostas constantes à mesma coisa.

Vamos então abordar algumas das frases mais usadas como argumentos nos comentários:

“Os exclusivos não vendem consolas.”

Ainda recentemente escrevi um artigo que mostrava de forma clara, e com exemplos, como os exclusivos vendem consolas, motivo pelo qual não me quero alongar muito nesta afirmação. Mas não vou deixar de reafirmar alguns pontos.

Naturalmente que nem todos os exclusivos vendem consolas. Não vamos negar que há exclusivos que vendem mais que outros, e alguns que nem sequer se vendem a si, quanto mais à consola.

E uma outra realidade é inegável, que aqueles exclusivos que criam picos de vendas nas consolas não só já não surtem o efeito de outros tempos, como são cada vez menos, apesar de eles ainda existirem. Basta ver o recente Monster Hunter, que nem sequer é exclusivo, mas possui conteúdo exclusivo nas consolas Sony, que levou a um pico de vendas de consolas PS4 no Japão.

No entanto isso não é a realidade toda! E isso define mais momentos de venda do que vendas em si!

Onde é que os exclusivos são mais relevantes? Bem, na comparação entre uma Xbox e uma PS4 há algo que salta imediatamente à vista! As consolas são basicamente iguais em conceito e serviços! São concorrentes directas que partilham o mercado o que se comprova pelos jogos multiplataforma que actualmente, até o código base partilham. E a realidade é que os jogos para elas disponíveis, mais pixel, menos pixel, mais fotograma, menos fotograma, são basicamente iguais. Possuem as mesmas mecânicas, o mesmo conteúdo, o mesmo aspecto geral. Basicamente aqui o que temos são duas consolas que oferecem, salvo diferenças pontuais, exactamente a mesma coisa!

Perante esta realidade de semelhança, o que as distingue são as pequenas diferenças. Elas existem e não serão certamente ignoradas por ninguém! Mas a realidade é que olhando para a maior parte dessas diferenças, escolher uma consola ou a outra por elas não leva exactamente alguém a sentir-se verdadeiramente privado de algo que a outra consola oferece. Certamente não a nível da qualidade global dos jogos!

Qual é o factor que as distingue então de uma forma que se torna efectivamente relevante? A livraria…

Se as consolas basicamente oferecem o mesmo, ter algo que a outra não tem é um factor primordial para marcar a diferença. É algo mais! Aqui há, claro, outros factores que podem pesar, mas sendo uma consola criada para se jogar jogos, a livraria é dos que mais conta, e uma livraria maior é uma escolha mais alargada! É nesse sentido que os exclusivos fazem a diferença. Não fazem tanto no inicio de vida da consola onde são poucos e não se sabe o que esperar do suporte da marca e concorrência, mas caso este factor se torne realmente diferenciador, ele assume uma tremenda proporção.

Ponderar a compra de uma consola ou outra só pode ser um real exercício se a livraria, no que toca à oferta, puxar de igual forma para os dois lado. Não o fazendo, para o comprador não preso ao fanatismo de uma marca, um produto com mais oferta e variedade torna-se mais atractivo do que o outro, e é nesse sentido que os exclusivos existem, para tentar desequilibrar a balança para um dos lados. Isso até pode, como já referido, ser algo que um único exclusivo não consiga plenamente, excepto se a sua qualidade for extrema! Mas o certo é que qualquer exclusivo ajuda, e conta, sendo que se sabe à partida que, como qualquer outro jogo, um exclusivo não agradará a toda a gente da mesma maneira. Mas quando os exclusivos são muitos de forma a alcançar uma variedade de estilos e gostos diferente, e fazem uma grande diferença na dimensão e oferta de qualidade da livraria, a coisa muda de figura. E aqui não precisamos de ter exclusivos best sellers, basta termos exclusivos com qualidade.

Estes jogos também tomam preponderância quando sabemos que em foruns e websites de notícias, os exclusivos são discutidos e constantemente referenciados como fator diferencial. A ausência, ou menor número de exclusivos, levam a que a consola que não os tem fique num lugar secundário nas notícias e discussões diárias, o que consequentemente tem impacto na ideia pública e nas vendas.

Se os exclusivos não contassem, outros factores assumiram preponderância, sendo que o fator preço assumiria um peso relevante como sendo o fator diferenciador! Afinal, como sabemos, apesar de alguma diferença de performance, mais pixel, ou menos pixel, que criam alguma diferença visual, os jogos base são os mesmos nas consolas Sony e Microsoft, sendo que no que toca à experiência de jogo oferecida esta está lá em ambas. E o que se tem verificado não é o fator preço a pesar como deveria para o lado da mais barata. Exactamente porque sendo a oferta e suporte dedicado bastante diferente o preço passa a factor secundário na relação entre o pago e o oferecido. Basicamente a relação qualidade/oferta/preço reequilibra-se num nível de interesse superior.

Esse é o real objectivo dos exclusivos. Criar a diferença. É ela que distingue os produtos! As consolas usam-nos para atrair clientes, os serviços de streaming usam-nos pelo mesmo motivo, os canais de Tv também o fazem, enfim, muitos serviços e empresas fazem-no. Gastam-se milhões e milhões neles com um único objectivo, o de ajudar a vender um produto. Chama-se a isso criar um factor diferenciador da concorrência que torne o seu produto mais atractivo aos olhos do consumidor. E as consolas não são mais do que um produto vendido num mercado concorrencial onde ter algo que as distinga se revela importante.

Na parte que toca ao mercado Nacional, bastou ver as publicidades da PS4 que passaram em 2017 na TV. Com excepção de Call of Duty, todos os jogos associados à publicidade da consola só podiam ser jogados na mesma, ou seja, era exclusivos! Naturalmente da Xbox não falamos… e Microsoft não aposta em Portugal.

Não se perceber a importância dos exclusivos no diferenciamento das consolas é de muito pouca coerência lógica. É achar-se que as empresas quando gastam milhões e milhões neste tipo de investimento fazem-no porque são estúpidas. Mas não são! Elas fazem-nos porque os resultados do investimento confirmam que ele vale a pena. É no entanto preciso é olhar para o investimento como um todo, vendo os lucros gerais e não os de cada jogo, não olhar caso a caso! A Sony faz isso, a Nintendo faz isso, a Microsoft não o fez, e quando os jogos não vendiam, tal como a EA, fechava o estúdio que o criou.

O resultado é que se em 2012 a Sony tinha 14 estúdios que subiram em 2017 para 17, a Microsoft em 2012 tinha 19 e agora apenas possui 7 (ver aqui). E quer queiram ver isso ou não, o resultado de tal está espelhado nas vendas das respectivas consolas. Aliás na última geração, com uma consola mais cara e muito mais difícil de ser aproveitada, foram os exclusivos que permitiram à Sony, com uma consola que no global ficava em segundo plano, recuperar terreno e igualar as vendas da Xbox.

Num exemplo recente, para além do Monster Hunter já referido, podemos ver como a conversa sobre o Game Pass da Microsoft, já lançado em Junho de 2017, renasceu graças à indicação que os exclusivos Microsoft passariam a ser incluídos no serviço! Quer se queira, quer não, só o uso do termo move as pessoas!

Outro exemplo que comprova a fraca qualidade dos argumentos de quem refere que os exclusivos não vendem consolas foram os rumores da compra da EA pela Microsoft. Uma operação que caso acontecesse teria um custo assombroso, superior ao orçamento de muitos paises! E com que intuito? O coleccionar jogos que pudessem ser um argumento de vendas para a Xbox… ou seja, exclusivos! Nessa discussão já ninguém dizia que a Microsoft estava louca, que os exclusivos não importavam… pelo contrário, seria uma jogada fantástica que ajudaria a vender a consola. Vá-se lá perceber isto!

Convêm terminar esta parte com esta frase do Presidente da Nintendo, Tataumi Kimishima, na última reunião de accionistas e onde explicava o sucesso da Switch:

Fomos capazes de oferecer vários títulos de sucesso muito cedo na vida da Nintendo Switch, o que serviu como uma força poderosa na venda do hardware.

Por favor, os entendidos que andam por aí a dizer que os exclusivos não vendem consolas expliquem isso a este senhor.

“Os exclusivos não vendem e só alcançam uma pequena percentagem da base de utilizadores da consola”

Quando uma empresa como a Square Enix vem dizer que 5 milhões de copias de Tomb Raider foram um flop e não cobriram os custos, algo realmente está mal. E isso pode dar a ideia que os jogos necessitam de vender grandes quantidades para dar lucro.

Mas isso não é bem assim! Na realidade esses casos são péssimas gestões! Olhando para os exclusivos Sony, o que vemos é que a maior parte deles dá lucro. Aliás a Sony já referiu em tempos que não olha para os jogos de forma estanque, ou seja não olha para eles como o jogo A, o jogo B, e o jogo C, olha para eles como “os jogos”, e isso quer dizer que o que a preocupa é que no final do ano “os jogos” tenham dado lucro. Se A deu mais que B, e se C deu prejuízo, isso são situações acessórias face ao agrado da base de clientes e desde que o global tenha dado lucro, compensou!

Quando olhamos para empresas como a EA que fecham estúdios, cancelam jogos e fazem 30 por uma linha porque todos os jogos necessitam de dar lucro, a coisa muda de figura. A EA tem lucros fantásticos anualmente mas só se preocupa em criar jogos que dêem mais e mais lucros. Os que não dão, são arrumados e nunca na vida tem hipóteses de voltar a sair, mesmo que tenham agradado a bases com 4 ou 5 milhões. Alternativamente até saem novas versões, mas carregadas de microtransações!

É uma situação diferente, pois na EA os jogos são criados para venderem por si… não para ajudarem a separar o produto da concorrência, e a vender as consolas. É uma empresa que vive das receitas destes jogos. Algo que não acontece com os detentores das plataformas cujas grandes receitas não advêm exclusivamente dos jogos que produzem, mas acima de tudo das royalties que recebem das vendas dos restantes jogos e produtos vendidos na plataforma e que são o grosso do mercado. Ou seja, estamos perante empresas que acima de tudo se interessam em alargar o alcance da plataforma e por isso criam os exclusivos para a promover.

É nesse sentido que a Sony e a Nintendo se tem destacado de tudo o resto. As empresas apostam em jogos que os outros consideram de alto risco, jogos que se sabe atraem os clientes, mas que a nível de vendas não são fenómenos, até porque a questão dos fenómenos de vendas não é algo que alguém decida criar. Ninguem sabe nunca o sucesso que um jogo terá, e nem sequer o pode prever pois os factores de sucesso ou insucesso são tantos que são deveras incontroláveis.

A Sony tem tido uma gestão cuidada com os custos dos seus exclusivos, fazendo os diversos estúdios partilhar tecnologia, e mesmo que os motores usados por diversos estúdios sejam diferentes e mais adequados ao que produzem, a tecnologia interna é a mesma. Só isso permitiu a um pequeno estúdio como a Bend criar um jogo com a dimensão e qualidade que se antevê em Days Gone.

Num outro exemplo, Horizon Zero Dawn teve um orçamento de 47 milhões de euros para ser produzido. Aqui os custos de marketing não são verdadeiramente contabilizados pois sendo um exclusivos eles diluem-se e associam-se aos custos gerais de marketing da consola (a publicidade ao jogo é publicidade à consola). Mas apenas 47 milhões para desenvolvimento num jogo de mundo aberto, e com a qualidade que o jogo possui, foi algo que surpreendeu muita gente pelo baixo custo nos dias atuais.

A 70 euros cada cópia, 1 milhão de cópias vendidas teria tido receita de 70 milhões e com 4 milhões vendidos, isto torna o jogo num sucesso, dá à Sony margem para cobrir todos os custos e apostar em outros novos IPs com o interesse de cativar ainda mais utilizadores.

Só para se ter uma ideia, a Microsoft cancelou o MMO de Halo, no qual já tinha investido 90 milhões, e cancelou Fable Legends, onde já tinha investido 75 milhões. Tanto a Ensamble Studios como a Lionhead foram igualmente fechadas. E dessa forma, e com esta má gestão, não é de admirar que a Microsoft não aposte em exclusivos. A Sony também fechou a Evolution por má gestão interna, mas ao menos lançou o jogo e não fechou a empresa enquanto os problemas com ele não ficaram resolvidos. Driveclub é hoje um exemplo de um dos jogos com qualidade da PS4. E após o fecho de tanto estúdio, atualmente o estado dos estúdios dos três grandes é o já referido anteriormente e podemos claramente ver que só a Microsoft desinvestiu nesse campo pois a Sony, mesmo com o fecho da Evolution, aumentou o número de estúdios.

Acima de tudo o que isto mostra é que, com controlo de custos, com a devida gestão e a preocupação em segurar a base de utilizadores, mesmo que com isso os lucros sejam menores, compensa claramente investir nos exclusivos que distinguem a consola. E isso é um investimento que se paga no futuro! Eles só precisam de vender o suficiente para que no final as contas sejam positivas e que os estúdios não pesem nas contas da empresa. Quando isto não acontece, e se olha para cada um dos jogos de forma individual, naturalmente que os estúdios correm o risco de durar pouco, e as formas alternativas de monetização se tornam muito atractivas, mesmo que isso signifique extorquir mais e mais o cliente. E o resultado de tal passa por uma aposta cada vez maior no online, um meio onde as microtransações se adequam como uma luva.

Independentemente dos valores, os exclusivos vendem… e dão lucro! A prova é que eles continuam a ser criados e há investimento neles. Mas mesmo que não dessem, o investimento ali feito não é só para o presente! Por exemplo, com uma base atual que é o dobro da consola concorrente, parece lógico pensar-se que a a Sony está à partida muito melhor posicionada para uma nova geração, especialmente se a retro-compatibilidade existir. Ou seja, o investimento nos exclusivos, mesmo que pudesse estar a não dar lucro actualmente, pelas vendas adicionais que traz, certamente acabará por compensar a longo prazo! E actualmente já está pois graças a eles a base de utilizadores da PS4 não pára de crescer em valores recorde!

A realidade é que se o referido em cima não chega para acabar com esses argumentos de que os exclusivos não vendem, nada o fará! E perante as evidências de cima, acrescentar mais dados torna-se irrelevante pois certamente não há vontade de se aceitar as coisas, mesmo elas entrando pelos olhos dentro. Aliás ver-se que quem refere isto são as mesmas pessoas que estavam entusiasmadas com a compra da EA para a criação de exclusivos Xbox mostra bem que a racionalidade fica muitas vezes para segundo plano.

Mas deixemos a questão dos lucros e das vendas, falemos então do outro ponto, o alcance dos jogos face à base!

E esses valores revelam-se totais falácias! Para começar, comparar as vendas de um best seller com um outro jogo mais banal é claramente querer iludir. É comparar batatas com laranjas! A comparação tem de ser feita de best sellers para best sellers e dos outros com os outros. E a comparação tem de ser feita em números de vendas de alcance da base, nunca em percentagens, isto porque percentagens não se podem comparar. O que se compara são números de vendas, e mesmo esses necessitam de ser enquadrados dentro de realidades!

Imaginemos um caso teórico, uma consola com 5 milhões de utilizadores. E que tem um grande jogo exclusivo que vende… 5 milhões!

A base alcançada é de 100%.

Agora imaginemos outra consola com 70 milhões de utilizadores.

Para alcançar os 100% precisava de um exclusivo que vendesse 70 milhões de cópias!

Aqui não é uma questão de base, é uma questão de realismo! Um jogo pode muito bem vender 5 milhões, e mesmo neste mercado concorrencial ainda há muitos jogos que vendem 5 milhões! Mas alcançar o mercado total de uma consola, neste caso todos os 5 milhões é uma situação que dificilmente ocorre pois obrigava a que todos gostassem do estilo e que a grande percentagem de pessoas que gostam daquele jogo se tivesse concentrado naquela consola. Mas teóricamente não é impossível pois 5 milhões é um valor de vendas realista para um jogo acima da média.

Já alcançar 70 milhões… Não brinquemos! Quantos foram os jogos que o fizeram? E os que o fizeram, em quantas plataformas foram lançados? E quantos anos demoraram a chegar a esses valores?

Que se diga que é surpreendente o alcance da base da consola que atingiu os 100%, isso é, mas que a outra consola é pior… são balelas! A realidade é que se nesta mesma consola esse exclusivo conseguisse alcançar 7% da sua base, o jogo vendia o mesmo número de cópias que o outro jogo na outra consola, ou seja os mesmos 5 milhões!

Nas duas plataformas o jogo estaria em 10 milhões… ou seja, valores pouco comuns para um jogo. E dificilmente venderia mais! A anormalidade aqui é na distribuição de vendas. Nos 100% da primeira consola, e não nos 7% da outra!

Este exemplo não é casual. Ele foi baseado numa realidade: Zelda: Breath of the Wild até vendeu acima dos 100% da base (vendeu na altura mais cópias do que haviam consolas), já TLOU vendeu cerca de 6 milhões na PS4 (aproximadamente 10% da base de utilizadores PS4 na altura das vendas de Zelda)… Percentualmente, face à base, o alcançado é 90% menos… mas na realidade, em números de vendas, quando Zelda tinha vendido cerca de 1 milhão, esses 6 milhões de TLOU eram 600% mais!

Daí que se torna claro. Falar em percentagens da base alcançada é claramente tirar as coisas do contexto! É entrar no irrealismo! É querer brincar com números ignorando as realidades matemáticas por detrás das percentagens e realidades de alcançe global dos videojogos! Uma base de 1 milhão vender 10% são 100 mil cópias. Uma de 70 milhões, vender 10% são 7 milhões de cópias. Qual parece mais simples de se atingir?

Daí que falar-se em percentagens até pode ser feito em muitos casos. Mas fazê-lo ignorando as realidades de vendas e números de cópias é um engano. Se um jogo alcança 5% da base de utilizadores de uma consola, não tem forçosamente que alcançar 10% numa outra consola com o dobro da base de utilizadores. As coisas não são fisicamente assim! Pode ficar a menos, ou até a mais, sendo que não se pode concluir muito daqui pois a proporção não é uma obrigatoriedade.

No entanto, como já vimos em cima, mesmo falar-se em números de venda acaba por ser também um engano. Interessa é saber-se se o jogo vendeu o suficiente para dar lucro. Um jogo pode vender 5 milhões e dar prejuízo (Tomb Raider), ou vender 1 milhão e ser um sucesso (Bloodborne), ou até menos (500 mil cópias chegaram para Hellblade: Senua’s Sacrifice dar lucro). E no caso da Sony e Nintendo, nem isso se revela verdadeiramente relevante… interessa é saber se as empresas criadoras de jogos que possui, e usadas para criar a diversidade que distingue o seu produto, não dão, no seu global, prejuízo. Acima de tudo há que se perceber que o sucesso dos jogos é difícil de ser previsto, que o mundo não acaba hoje, e que o importante é cimentar a base de utilizadores para garantir as vendas de amanhã. Porque o grosso da fonte de receita de uma consola não advém das receitas de meia dúzia de jogos exclusivos, mas sim do grosso das vendas que envolvem as consolas, e eles existem maioritariamente para ajudar o resto a vender melhor.

Os jogos single player não vendem

Verdade ou mentira? Esta é uma frase que actualmente é muito dita por utilizadores, e estes no fundo limitam-se a despejar o paleio das grandes empresas que leem na internet, e a quem interessa investir no Online, acima de tudo devido à facilidade de se criarem fontes de receitas extras, nomeadamente nas Microtransações que, como sabemos, requerem internet.

Mas a realidade das coisas que nos salta à vista é diferente. O que se constata claramente sem grande esforço é que, atualmente, os jogos multi de grande sucesso vendem mais cópias que um single de grande sucesso. E isso é um facto indesmentível. Agora isso não só impede os jogos single de venderem, como não impede os jogos single de venderem tanto ou até mais do que os multi.

Só por curiosidade, eis um estudo de 2017 que mostra os principais fatores tomados em compra por um Gamer na escolha de um videojogo:

O grafismo do jogo (e aqui fala-se da qualidade gráfica, não de resoluções, e de jogos e não de consolas) é o fator principal. logo seguido pelo preço, mas a qualidade da história aparece antes das capacidades online! É por isso duvidoso que as coisas sejam como se diz, até porque histórias decentes são mais comuns no single.

Como podemos então tirar esta questão a limpo! Bem, vamos fazer o que ninguém teve a pachorra de fazer, e dar-nos ao trabalho de ir ver,

Acima de tudo para este estudo foi necessário saber se os jogos se enquadram no conceito de single ou de multi. E essa é uma tarefa ingrata e muito difícil de ser feita. Aliás não temos dúvidas que muitos de vocês discordarão das nossas decisões em alguns jogos, mas o facto é que tentamos seguir alguns critérios nesta decisão.

Eis o que usamos como critérios:

  • Jogos multi são jogos online, mas jogos online não são forçosamente multi. (Exemplo de jogo multi online: Battlefield. Exemplo de jogos online, que não são forçosamente multi mas jogos single jogados online, uma variante do co-op local: Street Fighter)
  • Jogos multi são jogos que são encarados como tendo a sua maior vertente no online e na competição e não em componentes que, mesmo obrigando ao online para jogar, podiam muito bem funcionar offline. (Exemplos de jogos multi com a sua maior vertente no online: Halo . Exemplo de jogos online que podiam ser offline: Forza Horizon)
  • Jogos single com as suas componentes mais procuradas a serem multi devem ser encarados como multi! (Exemplos: Fifa, GTA)

Com estas situações esclarecidas, para verificar qual a realidade sobre as vendas coisas consultei o VGchartz. Sabemos que muitos não consideram estes números 100% fiáveis, mas mesmo que os números possam estar desactualizados, é uma ferramenta. E não só teremos de aceitar que o erro será igual para todos os lados, como se realmente o que se diz sobre as más vendas dos single é verdade, ela transparecerá de qualquer maneira.

Vamos ver então as vendas das principais consolas desta geração, começando pela PS4.

Dado que é uma tarefa dantesca verificar-se a totalidade dos jogos, vamos pegar apenas nos jogos que, de acordo com o website venderam mais de 1 milhão de cópias, ou seja, uma amostra, mas com jogos mais significativos. Note-se que acreditamos com isto estar a penalizar os jogos single, pois a maior parte dos jogos menos vendidos são single, mas vamos ignorar isso para já!

Ficamos com 118 jogos e eles estão na lista de baixo:

Nome Vendas Online Offline
1. Grand Theft Auto V 16,39 16,39 0 1 0
2. Call of Duty: Black Ops 3 14,95 14,95 0 1 0
3. FIFA 17 10,87 10,87 0 1 0
4. Uncharted (PS4) 9,76 0 9,76 0 1
5. FIFA 16 8,21 8,21 0 1 0
6. FIFA 18 8,12 8,12 0 1 0
7. Star Wars Battlefront (2015) 7,92 7,92 0 1 0
8. Call of Duty: Infinite Warfare 7,76 7,76 0 1 0
9. Fallout 4 7,73 0 7,73 0 1
10. Call of Duty: Advanced Warfare 7,53 7,53 0 1 0
11. Call of Duty: WWII 7,27 7,27 0 1 0
12. Battlefield 1 7,09 7,09 0 1 0
13. FIFA 15 6,3 6,3 0 1 0
14. The Last of Us 5,97 0 5,97 0 1
15. Destiny 5,74 5,74 0 1 0
16. Uncharted: The Nathan Drake Collection 5,28 0 5,28 0 1
17. MineCraft 5,27 5,27 0 1 0
18. Final Fantasy XV 4,82 0 4,82 0 1
19. The Witcher 3: Wild Hunt 4,73 0 4,73 0 1
20. Watch Dogs 4,32 0 4,32 0 1
21. Tom Clancy’s The Division 4,28 4,28 0 1 0
22. Horizon: Zero Dawn 4,19 0 4,19 0 1
23. Call of Duty: Ghosts 4,17 4,17 1 0
24. Assassin’s Creed: Unity 4,14 0 4,14 1 0
25. Batman: Arkham Knight 4,09 0 4,09 0 1
26. Far Cry 4 4,02 0 4,02 0 1
27. NBA 2K16 3,95 3,95 0 1 0
28. Battlefield 4 3,91 3,91 0 1 0
29. Overwatch 3,69 3,69 0 1 0
30. Assassin’s Creed Syndicate 3,57 0 3,57 1 0
31. FIFA Soccer 14 3,43 3,43 0 1 0
32. NBA 2K17 3,42 3,42 0 1 0
33. Madden NFL 16 3,29 3,29 0 1 0
34. Metal Gear Solid V: The Phantom Pain 3,22 0 3,22 0 1
35. Watch Dogs 2 3,21 0 3,21 0 1
36. Tom Clancy’s Rainbow Six: Siege 3,18 3,18 0 1 0
37. Mortal Kombat X 3,17 0 3,17 0 1
38. Assassin’s Creed IV: Black Flag 3,17 0 3,17 0 1
39. Madden NFL 17 3,17 3,17 0 1 0
40. Middle-Earth: Shadow of Mordor 3,16 0 3,16 0 1
41. Killzone: Shadow Fall 3,02 0 3,02 0 1
42. Crash Bandicoot N. Sane Trilogy 3,01 0 3,01 0 1
43. inFAMOUS: Second Son 2,93 0 2,93 0 1
44. Bloodborne 2,92 0 2,92 0 1
45. Destiny 2 2,78 2,78 0 1 0
46. Tom Clancy’s Ghost Recon Wildlands 2,76 2,76 0 1 0
47. The Elder Scrolls V: Skyrim 2,74 0 2,74 0 1
48. Mafia III 2,69 0 2,69 0 1
49. Need for Speed (2015) 2,69 0 2,69 0 1
50. Far Cry: Primal 2,69 0 2,69 0 1
51. NBA 2K15 2,48 2,48 0 1 0
52. Resident Evil VII: Biohazard 2,46 0 2,46 0 1
53. Diablo III 2,39 0 2,39 0 1
54. DriveClub 2,36 0 2,36 0 1
55. Doom (2016) 2,33 0 2,33 0 1
56. Dragon Age III: Inquisition 2,32 0 2,32 0 1
57. Dying Light 2,3 0 2,3 0 1
58. Madden NFL 15 2,23 2,23 0 1 0
59. Ratchet & Clank (2016) 2,2 0 2,2 0 1
60. Assassin’s Creed Origins 2,17 0 2,17 0 1
61. Need for Speed Rivals 2,17 0 2,17 0 1
62. Battlefield: Hardline 2,15 2,15 0 1 0
63. Gran Turismo Sport 2,1 2,1 0 1 0
64. Dark Souls III 2,08 0 2,08 0 1
65. LittleBigPlanet 3 2,01 0 2,01 0 1
66. No Man’s Sky 1,99 0 1,99 0 1
67. Just Cause 3 1,96 0 1,96 0 1
68. Destiny: The Taken King 1,95 1,95 0 1 0
69. NBA 2K18 1,9 1,9 0 1 0
70. Knack 1,87 0 1,87 0 1
71. The Evil Within 1,86 0 1,86 0 1
72. The Elder Scrolls Online 1,85 1,85 0 1 0
73. Dishonored 2 1,84 0 1,84 0 1
74. The Order: 1886 1,84 0 1,84 0 1
75. Until Dawn 1,81 0 1,81 0 1
76. Lego Marvel Super Heroes 1,78 0 1,78 0 1
77. The Crew 1,76 0 1,76 0 1
78. Rise of the Tomb Raider 1,74 0 1,74 0 1
79. Madden NFL 18 1,63 1,63 0 1 0
80. Wolfenstein: The New Order 1,6 0 1,6 0 1
81. For Honor 1,54 1,54 0 1 0
82. NBA 2K14 1,53 1,53 0 1 0
83. Uncharted: The Lost Legacy 1,52 0 1,52 0 1
84. Tomb Raider (2013) 1,46 0 1,46 0 1
85. Dragon Quest XI 1,41 0 1,41 0 1
86. Star Wars Battlefront II (2017) 1,38 1,38 0 1 0
87. Titanfall 2 1,37 1,37 0 1 0
88. Rayman Legends 1,36 0 1,36 0 1
89. Naruto Shippuden: Ultimate Ninja Storm 4 1,33 0 1,33 0 1
90. Metal Gear Solid: Ground Zeroes 1,31 0 1,31 0 1
91. Mass Effect: Andromeda 1,3 0 1,3 0 1
92. WWE 2K16 1,29 0 1,29 0 1
93. EA Sports UFC 2 1,27 0 1,27 0 1
94. Project CARS 1,26 0 1,26 0 1
95. Rocket League 1,24 1,24 0 1 0
96. Injustice 2 1,23 0 1,23 0 1
97. The Last Guardian 1,22 0 1,22 0 1
98. Middle-Earth: Shadow of War 1,22 0 1,22 0 1
99. Mad Max (2013) 1,2 0 1,2 0 1
100. Dragon Ball: XenoVerse 1,19 0 1,19 0 1
101. WWE 2K17 1,19 0 1,19 0 1
102. Persona 5 1,18 0 1,18 0 1
103. Lego Star Wars: The Force Awakens 1,17 0 1,17 0 1
104. Dragon Ball: Xenoverse 2 1,17 0 1,17 0 1
105. Alien: Isolation 1,16 0 1,16 0 1
106. WWE 2K15 1,16 0 1,16 0 1
107. Guitar Hero Live 1,14 0 1,14 0 1
108. Tekken 7 1,13 0 1,13 0 1
109. Borderlands: The Handsome Collection 1,1 0 1,1 0 1
110. EA Sports UFC 1,1 0 1,1 0 1
111. Street Fighter V 1,09 0 1,09 0 1
112. NieR Automata 1,09 0 1,09 0 1
113. LEGO Dimensions 1,04 0 1,04 0 1
114. MLB 16: The Show 1,04 1,04 0 1 0
115. MLB The Show 17 1,04 1,04 0 1 0
116. Final Fantasy Type-0 1,03 0 1,03 0 1
117. Evolve 1 1 0 1 0
118. LEGO Jurassic World 1 0 1 0 1
364,28 181,88 182,4 43 75

Aqui temos na primeira coluna os jogos numerados, na segunda o seu nome, e na terceira as suas vendas registadas no formato físico (não é possível contabilizarmos as vendas digitais).



As colunas 4, 5, 6 e 7 são acrescentadas por mim. A Coluna 4 copia apenas os números de vendas dos jogos que considerei ser maioritariamente jogados em multi deixando os restantes a zero, e a 5 faz o mesmo para os single player. Espero não ter cometido qualquer gafe, até porque muitos deles desconheço plenamente as suas vertentes. Mas verifiquem!  Notem que tive o cuidado de em caso de dúvida beneficiar o online/multi, como aconteceu em GTA (o maior sucesso de vendas atual) cujas vendas não se pode dizer de forma transparente que foram pelo Online, apesar de esta componente ser actualmente muito activa. Mas na dúvida, apliquei o terceiro fator acima referido e contabilizei-o como online.

A coluna 6 verifica apenas se o valor da coluna 5 é diferente de zero, contabilizando assim o número de jogos multi e a coluna 6 faz o mesmo para os single!

Eis então as conclusões medidas com os critérios definidos em cima:

Os totais de vendas dos jogos com mais de 1 milhão de unidades representam 181,88 milhões de cópias em jogos multi, e 182,4 milhões de cópias em jogos single. Salvo qualquer erro da minha parte, nestes 118 jogos mais vendidos há 75 maioritariamente single e 43 maioritariamente multi! 63,55% dos jogos com mais de 1 milhão de cópias foram single, e apenas 36.44% foram multi. Em número de cópias despachadas, apesar de ser basicamente ela por ela, os single ainda vendem mais que o multi!

No entanto, por jogo, o números de cópias vendidas nos multi superam os dos single! Cada um dos 43 jogos multi na PS4 vendeu em média 4,21 milhões de cópias. Já os single venderam em média 2,43 milhões! É o que tínhamos dito em cima, mesmo antes de iniciarmos qualquer estudo! Os multi, ao serem menos, individualmente, vendem mais cópias (citando o dito em cima: “os jogos multi de grande sucesso vendem mais cópias que um single de grande sucesso”)! E para se constatar isso nem precisávamos destas contas, bastava ver que os jogos do topo da lista (os mais vendidos) são maioritariamente multi.

Não posso no entanto deixar de referir que, por exemplo, no top 10 da PS4 assinalei 8 jogos como sendo multi, sendo que desses apenas verdadeiramente 4 deles são efectivamente jogos que se destacaram e definem actualmente de forma consensual pelo multi (Os Call of Duty e Star Wars Battlefront). Dos restantes 4, estes são jogos Fifa e GTA.

Tanto Fifa como GTA, mesmo que vendessem menos, venderiam na mesma em quantidade se não tivessem online. Aliás os jogos Fifa são mais jogos single player online do que verdadeiramente jogos multi, e jogos onde sua componente online basicamente se tornou de grande interesse para a EA pelas micro transações ligadas ao ultimate team.

Já GTA é um jogo de dupla vertente, pois se venderia na mesma sem multi, também venderia na mesma aos magotes sem a componente single player, sendo que por aí se torna difícil dizer quantas cópias foram vendidas a pessoas que o compraram apenas pelo single ou apenas pelo multi.

Seja como for, para efeitos deste estudo, tudo isto será ignorado e será aplicado o terceiro critério de cima, pois não pretendo que possam dizer que prejudiquei os multi de alguma forma, e dessa forma os jogos foram considerados multi.

Esta situação onde os multi vendem mais no global, mas menos de forma individual faz-me lembrar uma situação que constatei em 2000 quando tinha uma empresa de venda de hardware. Nessa altura as grandes superfícies tinham maiores descontos pois vendiam cada um maior quantidade do que os pequenos retalhistas. E apesar dessa verdade, a realidade é que a maior parte da facturação desse fornecedor vinha de pequenos retalhistas, e não dos grandes fornecedores!

Isto prova é uma outra situação. No que toca a vendas globais o mercado PS4 está basicamente dividido em questão de vendas. Basicamente metade, metade! E aqui, qualquer empresa que diga que os multi vendem mais, não está a referir-se à realidade desta consola, e aplicar isso à PS4 só mostra que esta está exclusivamente a pensar no seu interesse de conseguir mais lucros. Até porque quando o mercado é metade metade, ignorar a parte single, é pura e simplesmente deitar metade das possíveis receitas fora, ou seja, estupidez.

Vamos agora fazer o mesmo para a Xbox, para depois concluirmos algo!

Nome Vendas Online Offline
1. Call of Duty: Black Ops 3 7,24 7,24 0 1 0
2. Grand Theft Auto V 7,23 7,23 0 1 0
3. Call of Duty: Advanced Warfare 5,22 5,22 0 1 0
4. Battlefield 1 4,97 4,97 0 1 0
5. Halo 5: Guardians 4,8 4,8 0 1 0
6. Fallout 4 4,68 0 4,68 0 1
7. Call of Duty: Infinite Warfare 4,56 4,56 0 1 0
8. MineCraft 4,2 4,2 0 1 0
9. Star Wars Battlefront (2015) 4,09 4,09 0 1 0
10. FIFA 17 3,69 3,69 0 1 0
11. Assassin’s Creed: Unity 3,58 0 3,58 0 1
12. Gears of War: Ultimate Edition 3,57 3,57 0 1 0
13. Call of Duty: WWII 3,48 3,48 0 1 0
14. Halo: The Master Chief Collection 3,42 3,42 0 1 0
15. Destiny 3,39 3,39 0 1 0
16. FIFA 16 3,25 3,25 0 1 0
17. Gears of War 4 3,21 3,21 0 1 0
18. Titanfall 3,09 3,09 0 1 0
19. Call of Duty: Ghosts 3,04 3,04 0 1 0
20. Forza Horizon 3 3,02 0 3,02 0 1
21. Tom Clancy’s The Division 2,48 2,48 0 1 0
22. Madden NFL 16 2,46 2,46 0 1 0
23. NBA 2K16 2,4 2,4 0 1 0
24. Forza Motorsport 5 2,4 0 2,4 0 1
25. Madden NFL 17 2,32 2,32 0 1 0
26. Assassin’s Creed IV: Black Flag 2,3 0 2,3 0 1
27. FIFA 15 2,17 2,17 0 1 0
28. Overwatch 2,13 2,13 0 1 0
29. Battlefield 4 2,12 2,12 0 1 0
30. Tom Clancy’s Rainbow Six: Siege 2,03 2,03 0 1 0
31. FIFA 18 2,03 2,03 0 1 0
32. Forza Motorsport 6 2,01 0 2,01 0 1
33. NBA 2K17 1,96 1,96 0 1 0
34. NBA 2K15 1,74 1,74 0 1 0
35. Far Cry 4 1,68 0 1,68 0 1
36. Watch Dogs 1,64 0 1,64 0 1
37. Dead Rising 3 1,63 0 1,63 0 1
38. The Elder Scrolls V: Skyrim 1,61 0 1,61 0 1
39. Madden NFL 15 1,59 1,59 0 1 0
40. Rise of the Tomb Raider 1,57 0 1,57 0 1
41. Batman: Arkham Knight 1,57 0 1,57 0 1
42. Mortal Kombat X 1,53 0 1,53 0 1
43. The Witcher 3: Wild Hunt 1,51 0 1,51 0 1
44. Ryse 1,46 0 1,46 0 1
45. Forza Horizon 2 1,46 0 1,46 0 1
46. Destiny 2 1,45 1,45 0 1 0
47. Assassin’s Creed Syndicate 1,41 0 1,41 0 1
48. Middle-Earth: Shadow of Mordor 1,4 0 1,4 0 1
49. Dying Light 1,39 0 1,39 0 1
50. The Elder Scrolls Online 1,36 1,36 0 1 0
51. Tom Clancy’s Ghost Recon Wildlands 1,35 1,35 0 1 0
52. FIFA Soccer 14 1,3 1,3 0 1 0
53. Watch Dogs 2 1,25 0 1,25 0 1
54. Battlefield: Hardline 1,24 1,24 0 1 0
55. Destiny: The Taken King 1,22 1,22 0 1 0
56. Titanfall 2 1,18 1,18 0 1 0
57. Sunset Overdrive 1,16 0 1,16 0 1
58. Doom (2016) 1,16 0 1,16 0 1
59. Lego Marvel Super Heroes 1,12 0 1,12 0 1
60. Madden NFL 18 1,1 1,1 0 1 0
61. NBA 2K18 1,08 1,08 0 1 0
62. Assassin’s Creed Origins 1,02 0 1,02 0 1
63. Final Fantasy XV 1,01 0 1,01 0 1
153,73 109,16 44,57 38 25

A Xbox One possui  63 jogos indicados como tendo vendido mais de 1 milhão. Desses jogos 38 são multi, e 25 são single.

Há aqui uma aparente clara inversão face à PS4!

Basicamente o engano de muitos utilizadores está aqui, e é por isso que os utilizadores Xbox repetem as frases das empresas pois é isso que eles constatam na sua consola. Há uma confusão entre a realidade da Xbox com a realidade dos outros sistemas. Na Xbox os multi tem predominância, em parte porque os exclusivos Microsoft apostam no online, e nesse sentido a consola virou-se mais nessa direcção. Efectivamente na Xbox os multi vendem mais (109.16 milhões contra 44.57 milhões nos single). Na PS4 a situação não é idêntica pois os exclusivos são maioritariamente offline.

Mas a realidade é que por norma as declarações que tem vindo a público não falam da PS4 ou da Xbox, falam do mercado, e isso é algo que inclui as duas consolas!

Qual é então a situação global? Vamos juntar as vendas!

As duas consolas juntas venderam 518,01 milhões de cópias apenas contabilizando os jogos que atingiram mais de 1 milhão de vendas, num total de 181 jogos. Desses, 291,04 milhões são cópias de jogos multi, e 226.97 são cópias de jogos single. Ou seja, em número de vendas, os multi são 56,18% do mercado, e os single são 43,81%. Há uma diferença de vendas de 6,18% (creio não ser preciso voltar à quarta classe para explicar que nestes casos a diferença real é metade das diferença das percentagens, ou será? Se for preciso, avisem.)



6,18%… basicamente pouco ou nada! Para começar seria uma coincidência tremenda que os resultados pudessem dar exactamente 50/50! Poderia haver um equilíbrio ao nível do que vimos existir na PS4, onde a diferença é irrisória se ignoramos os jogos com menos de 1 milhão de vendas, mas o mais coerente era a situação pender ligeiramente para um dos lados. Neste caso pendeu para os multi, o que não é de admirar dado que as grandes apostas atuais da maior parte dos produtores são nesse sentido.

Já a nível de jogos vendidos, 81 são multi, e 100 são single. Apesar das vendas, em número de títulos vendidos, os single são 55,24 dos jogos vendidos, os multi são 44,75!

Conclui-se assim que efectivamente, face a estas duas consolas, atualmente os multi vendem mais do que os single. Mas numa diferença de apenas 6,18%. Já em número de títulos procurados com mais de 1 milhão em vendas, os single possuem mais! E a realidade é que as duas coisas estão relacionadas. Ao haver mais oferta nos single, a procura distribui-se mais! Aumentando a oferta, a consequência é exactamente essa, a queda das vendas individuais,

Resumidamente, perante o que vejo, os valores apontam para algum equilíbrio. E 6,18% não é uma diferença que justifique tudo o que tem sido dito sobre os single não serem procurados e estarem a morrer! Como os números demonstram, isso é falso! Isto apesar de uma consola ter mais procura por eles do que a outra. É certo que face à realidade de há alguns anos onde os single eram 100% dos jogos, há uma alteração. Mas antes a procura pelos single não era uma opção, o online é que não era possível! Daí que verificar o crescimento do multi e afirmar que o single está a morrer é como dizer num aumento da procura do vinho que já ninguém está a beber água. É falso!

Agora deixo um desafio: Acrescentem os jogos com menos de 1 milhão de vendas, maioritariamente offline/single, façam bem a separação entre jogos multi e jogos com vertentes online, ou single player mas online, bem como coloquem aqui a Switch e as portáteis como a Vita e a 3DS… e vejam se, no mercado global das consolas, esta vantagem do multi se mantêm e o online/multi é efectivamente o mais procurado! Porque com apenas 6.18% de diferença, vejo claramente a balança a inclinar para o outro lado, e a favor dos single!

Mas mesmo que só tomássemos em conta a Xbox e a PS4, nesta comparação onde demos a primazia em caso de dúvida ao online e ignorando os jogos vendidos com menos de 1 milhão, perante uma diferença de 6,18%, num mercado que rende anualmente 126 mil milhões de dólares ignorar o single é claro suicídio!

Mas empresas como a EA querem ir por aí, e passam essa imagem, e até usam pessoas como a Amy Hennig para a sua propaganda. Ela que sempre defendeu o single enquanto trabalhava em empresas que produziam singles, e que se tornou famosa a escrever argumentos para jogos single, agora que trabalha directamente na EA, aparece a dizer que os single não vendem. Se isto não é vergar-se perante o corporativismo, não sei o que é! Amy começou por trabalhar na Nintendo e os jogos que ali produziu foram single. Foi para a Crystal Dinamics onde trabalhou nos jogos Legacy of Kane, todos eles single,  foi para a Naughty Dog onde esteve ligada a Jak and Daxter e Uncharted. Basicamente todos estes jogos foram grandes sucessos e foram eles que lhe deram o nome e a fama que possui no mercado! Saiu da Naughty Dog e foi para a Visceral trabalhar num jogo Star Wars Single, mas a EA resolveu fechar a Visceral pois queria que o jogo fosse online. Amy sai e passa a ficar ligada à estrutura central da EA, e em apenas alguns meses… para ela o single está condenado! Será coincidência, agora que ela reporta directamente à direção da empresa que mais quer terminar com os jogos single, ela estar agora a referir o que refere?

Como nota final refiro que os números do VGChartz… não fui eu que os coloquei lá. Confesso que quando fiz este artigo estava plenamente convicto dos resultados a que ia chegar, mas vergava-me e admitiria que estava errado caso os resultados me mostrassem o contrário. Não mostraram!

A PS4 vende mais porque é mais potente

Historicamente nunca a consola mais potente venceu uma geração, e isso vai acontecer igualmente nesta pois a X desequilibrou a coisa para o lado da Microsoft. Mas se aceitarmos as vendas até ao lançamento das consolas de meio de geração, então sim, a PS4 quebrou esse paradigma!

Mas foi realmente pela potência? Eventualmente no início, quando as expectativas eram iguais para ambas as consolas, sim! Mas olhar só para aí é ignorar tudo o que rodeou o passado da Xbox One, o DRM que impedia a venda de usados e forçava ao always online, as políticas, o preço da consola, a inclusão forçada do Kinect, as frases (quem não quer jogar online, compre a Xbox 360), e todo o marketing enganador em torno da Cloud e do DirectX 12, bem como o fecho de estúdios (passaram de 19 em 2012 para 7 em 2016) e o corte na produção de exclusivos.

Mais ainda, a Xbox One X, a consola mais potente de sempre, está aí, e nem com ela a Xbox bateu as vendas da PS4 no seu mês de lançamento, no mercado que lhe é mais favorável, o Norte Americano. Acrescentemos a isso as vendas da Switch que comprovam igualmente que a potência não é tudo, e que ela é apenas um dos pontos que se pode tomar em conta numa compra, sendo que há outros factores que contam.

A realidade é que os exclusivos que separam o catálogo de duas consolas em tudo semelhantes conta e bastante. E graças a ele e à presença nos tops de vários jogos exclusivos, a PS4 conseguiu valores recordes de vendas de consolas e de jogos em 2017. Não só consola vendeu 20.2 milhões de unidades apenas em 2017, mais de metade da totalidade do mercado Xbox obtido em 4 anos, como as receitas da divisão de jogos da Sony são historicamente as maiores de sempre, e as vendas de jogos atingiram também valores recorde, sendo que no Reino Unido, a PS4 sozinha vendeu em 2017 mais de metade de todos os jogos vendidos a retalho!

Sabendo-se que a Xbox One X está no mercado e que a PS4 Pro não vende por aí além, a questão da performance como fator principal de vendas fica atirada para segundo plano, e claramente os factores preço/qualidade e disponibilidade de videojogos entram como primordiais.

A PS4 vende mais porque as pessoas se familiarizaram com a marca

O dizer que as pessoas cresceram com a Playstation e se familiarizaram com a marca para se explicar as diferenças face à Xbox é um dos novos argumentos. Um argumento que a ser verdade, teria também valido na última geração onde a PS3 apenas começou a vender quando desceu de preço e começou a apostar em exclusivos, e onde, mesmo assim, se limitou basicamente a apanhar a Xbox em número de vendas.

Basicamente um argumento que morre à partida.

Conclusões

Este artigo não é algo que escreva com agrado. Mas confesso que repetir nos comentários, e inclusive ser confrontado vezes e vezes sem conta com situações a que respondo, e que, no fundo, qualquer um pode saber e confirmar com uma análise devidamente imparcial, satura. Mais ainda satura quando os argumentos uma vez expostos, não havendo outros com igual peso para contrariar, são pura e simplesmente ignorados para se poder continuar a repetir afirmações iniciais.

Dai que infelizmente sou obrigado a ser claro nisto. Ando a repetir e a desmentir estas situações de forma constante pois estas afirmações continuam a aparecer e a aparecer, e o ignorarem dessas respostas levam a que a coisa seja colocada neste artigo de forma a simplificar respostas. Daí que, não pretendendo continuar a escrever o mesmo, fica aqui a desmistificação de todas essas afirmações mostrando os dados em que nos baseamos para as nossas afirmações.

Termino com uma afirmação de Hiroshi Yamauchi, presidente da Nintendo de 1950 a 2002, e que dizia:

A consola de videojogos não é mais do que uma caixa que compras para jogar o Mário. O hardware em si é irrelevante para o público. A única coisa que conta é o software. Se o teu novo sistema te consegue fornecer os jogos, ele vai ter sucesso. Se não consegues fornecer esses jogos, vai falhar. É tão simples como isso.

Uma política que a Nintendo ainda hoje segue.

 

 

 



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Vitor Calado
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Vitor Calado

curioso que já vi imensas vezes a frase: e ainda dizem que os exclusivos não vendem consolas, mas a frase: Os exclusivos não vendem consolas, nunca vi, ou seja toda a gente concorda que os exclusivos servem para vender consolas, mas criou-se um mito de que há muitas pessoas pensam o contrário.

Em relação aos single player, não é que os single player não vendam quase ou até mais que os multiplayers em certas plataformas, eles vão ter tendência a diminuir quase até a extinção, porque as produtoras sabem que nos jogos só com campanha dão dinheiro na venda e depois podem esticar o negócio com 2 3 4 ou até 5 DLC mas esses DLC tem que ser feitos, ou seja são menores porções do jogo mas que ainda têm custos de produção elevados, nos jogos Multiplayer eles podem ir adicionado novas actividades, novas armas, novos carros, novas roupas, e funcionam como um shopping center, o pessoal vai lá para dar umas voltinhas ao fim de semana, e acaba sempre por comprar alguma coisa, o conceito de jogo vivo é um conceito que as empresas estão abraçar de alma e coração, basta olhar para os lucros do GTA V para se perceber que jogos vivos são mais interessantes que jogos apenas Single Player que morrem passado uns dias. Se o GTA V fosse apenas single player já tinha morrido á 2 ou 3 anos atrás e o facto de continuar a vender tão bem é sinal de que mudam-se os tempos mudam-se as vontades…

Edson Nill
Visitante
Edson Nill

Vitor, vc pode manter um game single com atrativos tb. Alongando-o, criando dlcs que possam valer a pena, etc… No dia em que os singles morrerem, será o dia que a indústria tb morrerá pra mim e para muitos! Eu estou aqui contando meses para o lançamento do Donkey Kong tropical freeze no switch, jogo este que eu tenho no Wiiu e que foi um dos melhores games que joguei na vida, sendo que o comprarei no switch por conta da portabilidade, já pensando em jogá-lo em minha cama com um headset ou fone de qualidade que estou a comprar para me deliciar nas trilhas sonoras do game feitas pelo David Wise( compositor da trilogia dk country no super NES). Tb já comprei meu God of War do ps4 na pré venda, só aguardando-o! Por isso que tenho consoles da Nintendo e Sony, pois da Nintendo são games que me tiram sorrisos, me fazem voltar a ser criança, que ao meu ver tem níveis de criatividade acima de qualquer game do mercado, até msm os da Sony. Jogue um dia Mario Odyssey que vc entenderá o que estou dizendo. Bem, aí vem do lado da Sony, Uncharted que sou hiper fã, fechando os 4 principais da série, tem god of War, The last of us, sendo que ghost of tsushima deverá ser um game incrível tb e tantos outros, e veja: singles! Quando estou tranquilo, ligo meu Mário kart 8 Deluxe e por mais que tenha sim o online que é bem divertido, a diversão está tb no offline, em ganhar todos os campeonatos de todos os modos, não perdendo corrida nenhuma para ganhar o troféu dourado com as 3 estrelas. Não há como imaginar que o single irá morrer, trocando essas experiências mágicas por games fast food, é realmente imaginar o fim da indústria!

Carlos Zidane
Visitante
Carlos Zidane

Aí sim hein?! Donkey Kong é bom demais
Trilha sonora incrível pqp
Tô esperando pra ver se o Switch recebe mais jogos de meu interesse, mas esse já é obrigatório.

Pra mim também o single player é essencial.

Edson Nill
Visitante
Edson Nill

Carlos, pelo que está vendendo, pode acreditar que receberá muitos jogos multi. Com relação a essa semana, está vindo Bayonetta 1 e 2 respectivamente, dois dos maiores games dos últimos 20 anos.

Carlos Zidane
Visitante
Carlos Zidane

Quanto a receber os multis: Amém!

É tudo que eu quero, tô engatilhado, desde o primeiro video do Switch.

bruno
Visitante
bruno

Isso é porque só comentas cá desde 2017. Isto são discussões desde 2013, com as pessoas sempre a repetirem o mesmo. Se apanhas o final do filme podes não entender sobre o que era. Infelizmente, como coisas destas demoram o seu tempo a comprovarem-se estás agora a ter isto.

Será? Há uma coisa que quem anda nessa conversa não consegue entender sobre o mercado. E ela é a concorrência. Os jogos multi têm duas vantagens para as produtoras – rendem muito e custam pouco. E isto consegue-se porque são jogos virtualmente sem fim, e quem os faz apenas tem que continuamente liberar conteúdo adicional para manter as pessoas interessadas e a jogar.

(precisamente por ser pouco conteúdo é que estas experiências para mim são lixo)

Assim, é óbvio que toda a gente que anda no negócios dos jogos queira isto. Mas tem um problema… É que deixa pouco espaço para outros títulos (é apenas lógico, porque se estes títulos vendem muito, e vendem, as pessoas têm tendência a não dedicar muito tempo ao resto)

Por exemplo, toda a gente fala do sucesso deste tipo de jogos. Mas no entanto tiveste o ano passado títulos como Paragon, Lawbreakers, Titanfall 2 e Destiny 2. E nenhum destes foi famoso nas vendas.

O que quero dizer é: o mercado dos multi é um mercado que tende a monipolizar-se, sobretudo pela própria natureza de jogar com os amigos, reduzindo por isso a oferta (tão simplesmente porque um sem número de títulos não consegue sobreviver).

Júlio Esteves
Visitante
Júlio Esteves

Parabens, pelo texto! Devevter dado muito trabalho dm pesquisa.
A concorrência pelo mercado de video jogos está tao acirrada no marketing e no fanatismo, que um texto esclarecedor como este faz um grade serviço em colocar alguns pingos no is.

Carlos Zidane
Visitante
Carlos Zidane

Devo lhe parabenizar pelo artigo contundente, e nem imagino o trabalho que deu para fazer toda essa compilação de dados.

Mesmo estando a matéria com essa argumentação massiva, e praticamente podendo bater o martelo de caso encerrado, não me estranharia algum indivíduo de caráter duvidoso vir com algo extremamente raso (famoso opinião) como:

“Me desculpe, mas numa base de 70 milhões, vender 5 milhões e dizer que exclusivos vendem consoles não me convence.”

Vamos ver se pelo menos há algum argumento razoável, seria bastante interessante.

Edson Nill
Visitante
Edson Nill

Perfeito, Mário! Parabéns pelo artigo, pois está impecável! Ah! Só um adendo: Creio que na parte A PS4 VENDE MAIS PQ AS PESSOAS SE FAMILIARIZARAM COM A MARCA, vc estava querendo dizer ps3, mas colocou ps4. Abraços…

Livio
Visitante
Livio

Correção no trecho:

..teria também valido na última geração onde a PS4 apenas começou a vender quando desceu de preço …

O certo seria PS3!

Excelente artigo, só acho que deveria ter saído no final de semana devido o mesmo ser muito extenso.

O PS3 é sempre meu contra argumento para aqueles que dizem que exclusivos não vendem e que PS só vende porque tem “nome”. Sempre os pergunto sobre estas 2 situações e como sempre nunca respondem.

Daniel
Visitante
Daniel

Quantos aqui já pararam no meio do transito para ver, com várias outras pessoas, algo que estivesse chamando atenção de todos? A esse comportamento chamamos de “efeito manada”… Acho que o texto resume bem esse efeito psicológico no ser humano. Quero dizer, cada um tem as suas preferências, eu por exemplo fui grande consumidor de jogos singles, mas ao comprar meu XBOX e viver a experiência de jogar on line, decididamente foi um divisor de águas, a ponto de hoje achar jogos single algumas vezes chatos e infantis, como se estivesse assistindo um desenho animado em meu sofá. Mas como disse, essa é a minha preferência, independente de marcas ou fabricantes. E antes que me joguem pedras, kk devo dizer que minha primeira experiência on line foi na plataforma da Microsoft, que para mim, devidamente, é mais apelativa nesse quesito, sem com isso denegrir os outros consoles. Meu irmão, por exemplo tem, como eu, um PS4, o qual joga singles e é bem feliz com isso. Inclusive até propus para ele dividirmos contas, como faço no meu xbox com meu cunhado, ele falou que não poderia fazer isso e eu o respeitei. Cada um com suas preferências e experiências.

Fernando
Visitante
Fernando

Exclusivos vendem consoles?

Certamente vendem, muitas pessoas compram console por causa de exclusivos. Vendo os comentários todo mundo sabe que aquela meia dúzia comprou seu PS4 por causa dos exclusivos. Na verdade em qualquer fórum de ps4 todo mundo tem a ideia de que todos compraram o console por causa dos exclusivos. E certamente não é mentira. Aquela quantidade de pessoas está ali dizendo isso e não tem por que não acreditar.

O porém, e isso nunca deve ser esquecido que assim como a opinião dessas pessoas, o texto desse artigo é totalmente uma opinião de quem escreveu.
Números não mentem, apenas são interpretados da forma que convém a quem escreve.
A partir do momento em que o jogo exclusivo mais vendido de uma plataforma atinge uma parcela tão pequena da base de jogadores e aquele multiplataforma que todo mundo chama de batido e repetido continua vendendo a quantidade brutal de sempre, é muito difícil defender que determinada plataforma só vendeu quanto vendeu pelos exclusivos.
Não adianta dizer que somando todos os exclusivos tem tantas vendas, isso não quer dizer nada. Uma base de jogadores grande, a porcentagem que gosta de exclusivos compra todos eles. Somem todos os multiplataforma e a quantidade de vendas é esmagadoramente maior.
Uma galera tenta a todo custo fincar na cabeça dos outros que os exclusivos são o principal motivo de vendas, mas se assim fossem, nunca teria existido um console da Nintendo fracasso de vendas com o N64, Game Cube e WiiU.
Existem fatores muito mais complexos que isto para explicar os resultados de um mercado.
Por que o Xbox 360 dominou a primeira metade da geração passada entre a galera hardcore se Microsoft “não tem jogos”?
Por que o PSOne vendeu tanto a mais que o saturn e o N64 se a Sony mal tinha exclusivos na época?

Em minha opinião, credencio o sucesso inicial do PS4 a boa capacidade de comunicação da Sony e a ineficiência do mesmo na Microsoft, o argumento da potência maior por preço menor e o grande apelo midiático que o console teve em 2013. Por que cá entre nós, o catálogo de exclusivos do PS4 de 2013 até o dia que chegou Uncharted 4 é ridículo, com exceção de bloodborne. Todo mundo passou 2 anos e meio jogando knack, Killzone e driveclub?

Nem bloodborne justifica o sucesso inicial quando o console já vendia a rodo e o jogo citado sofreu pra bater 2 milhões de cópias. Naquela época inclusive, um dos argumentos mais usados pelo autor desse artigo e dono do site é que não era admissível um console de nova geração rodar jogos abaixo de 1080p.
Outro argumento, mas dessa vez utilizado pela manada que segue a mesma opinião é que sobrava mais tempo para aproveitar os multis que rodam melhor no PS4.

Todas as palavras escritas para tentar desmitificar supostas falácias, pra mim é apenas a sua tentativa de emplacar as suas falácias como verdade absoluta.

Fim da minha participação em comentários do PC Manias.
Parabéns Mário, você conseguiu o seu reduto de pessoas que concordam com tudo que você escreve. Todas as pessoas de pensamento contrário abandonaram o site e agora é a minha vez. Já não tenho comentado tanto por achar que no último ano o site parece ter voltado a missão “mostrar como o Xbox não tem jogos”.
Pode remover meu e-mail do bypass da moderação.

José Galvão
Membro

Oh coitadinho…fala o maior falacioso que passou por aqui, bye bye que já vais tarde!

Ennio Rafael Costa Lima
Visitante
Ennio Rafael Costa Lima

É triste, mas tenho que concordar com algumas considerações do Fernando, até sorri quando lembrei do argumento “sobra mais tempo para aproveitar os multis que rodam melhor no PS 4”, era divertido nessa época.

Hoje você tem que concordar com o editorial do site, senão você não é ético, jogas a pouco tempo, é criança, quer o fim dos jogos como arte, não tem cultura, ou inteligência, tem que seguir a opinião de que os jogos só podem ter uma perspectiva e pronto, chega a ser ridículo.

Mas sempre gostei de uma postura do Mário, já um bom tempo onde ele escreveu: “aqui não é uma democracia, o site é meu”, gostei muito da sinceridade dele e de colocar os pingos nos “iis”. Ele esta totalmente certo, mas é humano, com gostos,paixões e sujeito a ideologias como todo mundo.

Enfim a área de comentários do site virou isso, amar uma empresa e odiar outra, sobre o editorial do site, é só contar a quantidade de textos negativos sobre uma determinada empresa, nos últimos anos, e “interpretar” os números, pode ser “a realidades que não queres ver”, ou uma forma de “editorial” do site.

Foi divertido e instrutivo enquanto durou.

Bons jogos a todos.

bruno
Visitante
bruno

Era? Em que época? Estás a falar do ano 2015, em que só se olhou para o período de Outubro a Dezembro esquecendo tudo o resto que foi lançado na PS4 até essa altura? Ano em que tiveste The Withcer 3, Falout 4, Batman Arkham Knight, Star Wars Battlefront e MSG 5, entre bastantes outros?

Esse ano em que a PS4 não apresentou nada no Outono e o pessoal do costume criticou a PS de não ter exclusivos?

Sobretudo quando toda a gente se esqueceu (melhor preferiu ignorar) o lançamento de Bloodborne, Until Dawn e The Order mais cedo nesse ano?

O argumento não foi esse. Foi de que com tanto jogo de peso a sair nesse período, não ia haver verdadeira diferença nas vendas. E foi verdade, dado que até tiveste a Crystal Dinamics a confirmar a chegada de RoTR a outras plataformas antes do lançamento do jogo em exclusivo na XO. Em resposta à brilhante ideia da MS de lançar todos esses títulos exclusivos na época mais sobrecarregada de estreias do ano (tiveste no Outono, Fallout 4, Star Wars Battlefront, MSG 5, CoD BOIII, Rainbow Six Siege, AC Syndicate, Just Cause 3 sem falar do que foi lançado ao longo do ano, e sem contar o habitual FIFA e PES?) Se te lembras, pelo menos lembra-te de tudo corretamente e não apenas de parte.

Ennio, não concordas? Argumenta, apresenta factos! Dizer por dizer, e bater na ceguinha só porque sim… aí é que não.

Fica feio acusar alguém de ser ditador, quando não se tem argumentos.

Livio
Visitante
Livio

Infelizmente Fernando tens argumentos seus que não se sustentem, principalmente no trecho:

credencio o sucesso inicial do PS4 a boa capacidade de comunicação da Sony e a ineficiência do mesmo na Microsoft

Isso foi o inicial, então porquê no meio da geração e até na etapa final(já que a previsão que a nova geração comece em 2 anos) o Xbox One não conseguiu se recuperar?

Teve descida de preço, teve a retro, teve o Game Pass e por último teve o hardware mais potente. O que praticamente não teve foi o surgimento de novas IPs da MS,( ano passado teve CupHead que é exclusivo console mas não é da MS, teve PUBG que é exclusivo console mas não é da MS, teve Sunset Overdrive que é exclusivo mas não é da MS)sendo que esta é uma das diferenças em relação a concorrência.

Concordo em culpar as políticas iniciais pelo baixo arranque inicial, mas hoje o One está diferente e na minha opinião as políticas iniciais não devem ser mais utilizadas como desculpa pelo One não ter se recuperado. Mais uma vez utilizando o PS3 como exemplo, ele e o One tiveram situações idênticas:

alto preço de lançamento;
difícil de programar(embora PS3 aparenta ser mais difícil que o One);
declarações arrogantes de seus executivos;
aposta em um equipamento multimídia ao invés de um equipamento para jogos;
ambos vinham de uma geração anterior de sucesso;
Descida de preços;
Surgimento de novos serviços.

Entretanto em um houve a aposta de novos IPs e se recuperou enquanto o outro até teve, mas de IPs de outras empresas assegurando uma exclusividade por versão(Ver Sunset Overdrive que a Insonmiac quer lançar uma nova versão).

Qual o motivo do One não ter se recuperado? É uma pergunta que os mais fanáticos pelo Xbox não respondem, preferem dizer que a mídia é tendenciosa e sonysta, mesmo quando as análises da DF apontam que a versão do X é melhor.

Ewertom
Visitante
Ewertom

Lívio meu deus cara você sabe muito bem o porque do Xbox estar assim em mercados europeus e asiáticos.
As vezes o que vejo aqui é comentários de europeus contradizendo brs sendo que o suporte nosso aqui dado pela Mic é muito bom não condizente com este mercado onde a Sony reina sozinha praticamente,desde quese encaixou no mercado de games tirando da equação até a Nintendo.
Pra responder esta pergunta que já foi nos dado pela Mic em 2013,não sendo necessário nenhum mágico ou caixista para responder.
Eu e mais 2 amigos de empresa que temos Xbox não estamos e nunca reclamamos e olha que eu só que compro mais exclusivos e nunca o meu primeiro Xbox me decepcionou.
Se fosse por exclusivos cade estes jogadores que compraram o PS4 e séries como uncharted 4 ou afins não passaram de 10 milhões de cópias.
Pelo menos para mim esta realidade de exclusivos aqui em minha região não cola esta conversa.
É que nem a frase de Yamauchi no final que diz o que importa é o software e se tu gostar FOI,divirta-se

Livio
Visitante
Livio

Se a resposta para a não reação do One(a exemplo do PS3) foram os mercados europeus e japonês então porque na América o One vende menos?

Se olhar as vendas nos primeiros anos da geração anterior verá que na maioria o 360 vende mais que o PS3, sendo que este último vendia mais na Europa e Japão.

Mas se o problema são estes 2 mercados então porque desde 2013 o One não se recuperou e não vendeu mais que o PS4 nos EUA? E olhe que são 2 opções de modelo, o mais barato da geração e o mais potente.

…o suporte nosso aqui dado pela Mic é muito bom não condizente com este mercado onde a Sony reina sozinha praticamente…

Falam muito de suporte dado no Brasil o que leva a 2 interpretações:

Suporte técnico, muitos donos de Xbox vivem falando do suporte técnico, até parece que os produtos vivem dando defeito, nunca precisei deste tipo de suporte mas não discordo do que falam.

Suporte de jogos: A MS teve um bom suporte no mercado brasileiro na geração passada, trazendo legendas e dublagens em PT-BR, mas nesta geração o que vejo são jogos de produtoras Br saindo somente no PS4:
Horizon Chase
Eliosi’s Hunt
Get Over Here

Ewertom
Visitante
Ewertom

Lívio,volta a te responder o porque as vendas o Xbox não se estabilizaram após 2013,veja matérias passadas até aqui e você já sabe a resposta amigo.
Esconder fatos que sabemos Lívio isto no é legal.
O porque destes índios Br saírem no mercado PS4,muitas empresas colocam somente pela base instala,onde maior fluxo as chances de retorno são maiores.
Dados Livio as empresas trabalham com dados,somente isto.
Pô você sabe mais que ninguém Lívio que a mídia BR a maioria é sonysta.
Ta na cara infelizmente.
Ficar debatendo que tem mais que quem ta ficando chato aqui.

Ewertom
Visitante
Ewertom

Calma Fernando,você é uma pessoa muito inteligente para ficar se preocupando com isso.Sei que alguns dos seus argumentos retratados aqui ao longos dos anos condizem com a verdade nua e crua do mercado que amamos.
Achei muito deselegante o amigo aqui em cima dizer o desagradável.
Mas olha para frente e sempre para frente,as pequenas coisas passam e quando se vê passou e você ficou.
Repito você é uma pessoa inteligente e o mais importante o pensar diferente das outras pessoas é normal,o anormal é ofender em conversas que não levam a nada e isto você nunca fez.
Você é um exemplo amigo de um ser humano racional que conversa(dialoga)sem ofender e muitas vezes foi ofendido.
Bola para frente e espero um comentário seu log,logo,na minha opnião você éimportante aqui.
Abraços.

bruno
Visitante
bruno

“Números não mentem, apenas são intrepertados da forma que convém a quem escreve.”

As percentagens que usaste durante anos são um belo exemplo disso, sobretudo porque eram tiradas fora do contexto, como aquela bela pérola dos exclusivos Xbox que vendiam mais que 80% da base do PS.

Mas não estes. Porque estes não são percentagens sabe-se lá obtidas de que forma. São dados brutos, disponíveis para todos. Quando se sabe como as contas foram feitas e de que forma foram feitas, pouco lugar há para intrepertações, e se realmente queres passar a imagem de seriedade, pelo menos fazias o esforço de contradizer estes valores com contas tuas. Mas não. Apenas falas por falar. Típico.

“A partir do momento em que o jogo exclusivo mais vendido atinge uma parcela tão pequena da base de jogadores e aquele multiplataforma que todo mundo chama batido continua vendendo aquela quantidade brutal… ”

Não achas que pelo menos, se acusas os outros de intrepretar números a seu bel prazer devias ter o cuidado de não cair tu nesse mesmo vício que te caracterizou durante anos aqui neste site? Dois pesos, duas medidas sempre! Imagino que o exclusivo mais vendido é Uncharted 4 e o multi que referes será… GTA V (e este nem é aquele a que toda a gente chama batido, mas é o jogo com maior vendas). Ora para Uncharted 4 tens 9.87 milhões e para GTA V 16.81 milhões. Respetivamente 13.3 % e 22% da base de utilizadores. Em comparação Halo 2 representou 34% na Xbox original. Mas só vendeu 8.49 milhões. Algo normal em qualquer jogo… Então que se passou aqui? Ah! A base é que não eram 74 milhões, só 24.65 milhões.

Que tal isto para a possibilidade de intrepretação de parcelas?

” … é muito dificíl entender que determinada plataforma só vendeu o que vendeu pelos exclusivos…”

É? Mas não tinhas dificuldade nenhuma em entender isso quando Halo 5 foi anunciado, e quando andavas a escrever neste site que este exclusivos iria dar a liderança à ONE nos EUA… É te difícil entender que a plataforma vende pelos exclusivos ou é te difícil engolir que a PS vende pelos seus exclusivos?….

” Uma base de utilizadores grandes, a percentagem que gosta de exclusivos compra todos eles”

Mau, mau. Andas a acusar os outros de intrepretar os números a seu bel-prazer e tu andas a deturpar o que o texto defende, intrepretando a teu bel-prazer. Fernando, pelo menos tenta parecer sério já que não o consegues ser. Desde quando um utilizador da PS que compra a consola pelos exclusivos tem que comprar todos eles? Eu tenho PS desde a PS2 e nunca comprei Twisted Metal ou Siren e não tenho intenção de comprar o GT Sport para a PS4. O que dizes aqui é uma mentira pegada e um disparate.

“Não adianta dizer que somando os exclusivos todos tem tantas vendas isso não quer dizer nada”

Porque não? EU detesto FPS, há quem goste. Há quem goste de jogos de luta, há quem não. Há quem goste de God of War e não goste de Uncharted. Há quem goste de Until Dawn ou Detroit, há quem não. Dizer isto é dizer que as pessoas gostam todas do mesmo. Ou seja, uma mentira. EU compro Uncharted, compro Infamous, não comprei GTS. Por outro lado há quem compre GTS, e não goste de Infamous. No entanto se quero ver o peso das vendas dos exclusivos não posso ir só pela venda de um jogo, tenho que ver a perspetiva geral – isto é, no extenso catálogo da consola, qual o peso dos exclusivos lançados para ela? Quer dizer, pegar na parcela de um jogo individual faz todo o sentido, mas pegar na parcela representada por vários jogos, não? Mais uma vez, interpretas a teu bel-prazer. E dizes aos outros que não é correto fazê-lo (acusando-os disso quando até se apoiam em dados brutos). Isto nem é alvo de discussáo. SE um canal de TV só passa novelas, tem mais ou menos adiência que um que passe novelas, o jornal e diretos de futebol?

“Somem todos os multiplataforma e a quantidade de vendas é esmagadoramente maior.”

Bem, com jogos com mais de um milhão de unidades vendias não é tão maior assim. Aliás, como vês no artigo está ela por ela. Seria bom se apresentasses dados em que te basear…

” … se assim fossem, nunca teria existido um console da Nintendo fracasso em vendas N64, Gamecube e Wii U.”

N64 e Gamecube rivalizaram respetivamente com a PS1 e PS2, empresas que tu mesmo admitiste tinham muitas exclusividades de jogos thirds como GTA e Metal Gear. Wii-U interrompeu uma geração que estava a ser muito bem sucedida para rivalizar com duas consolas fortemente apoiadas em exclusivos sem entregar mais que o que elas entregavam. Mas uma vez intrepretas os factos a teu bel-prazer. Por acaso essas consolas que referes venderam alguns milhões por absolutamente nada tendo em conta que até os thirds rareavam no seu catálogo, não?

“Porque o Xbox 360 dominou primeira parte da geração passada entre a galera hardcore se a Microsoft “não tem jogos”?”

Porque deixou de dominar a segunda parte da geração passada se tinha melhor desempenho e melhor rede do seu lado? Porque ignoras isto, que tantas vezes foi perguntado aqui, inclusive a ti? Intrepretação a teu bel-prazer, mais uma vez? Depois, A 360 dominou a primeira parte precisamente porque tinha jogos. OU esqueçeste de Gears, Perfect Dark, Fable que chegaram nessa fase da geração passada? Sem falar Mass Effect? Curioso que não dizias isto em 2014/2015 quando o assunto era defender Halo como grandes exclusivos. Como as coisas se te voam da memória.

“Porque o PS ONE vendeu tanto a mais que o Saturn ou N64 se a Sony mal tinha exclusivos na época?”

Ai a tua pobre memória… Há uns tempos atrás a PS4 só vendia pelo nome. De onde vinha esse nome peruntei-te eu. De uma empresa que pagava ás developers para não lançarem nos concorrente, quando chegou ao mercado disseste tu. Algo de que também acusaste a Sony quando as pessoas se revoltaram contra a exclusividade de RoTR na Xbox, dando o exemplo de TR II. E agora dizes que a PS ONE não tinha exclusivos? Então se antes dizias que até os tinha e muitos!! Mais uma intrepretação a teu bel-prazer?

“o catálogo de exclusivos da PS4 de 2013 até ao dia que chegou Uncharted 4 é ridículo…”

Quer dizer, primeiro a PS vende pelo nome… depois não vende pelo nome? Achas que o facto de não ter havido Uncharted até 2015, de alguma forma apaga a perspetiva de The Last of Us 2 ou Uncharted 4, quando toda a gente sabia que iam existir? Pá, decide-te de uma vez. Uncharted 4 foi anunciado em 2014, pela primeira vez. Relativamente à qualidade do catálogo, só a pergunta que fazes a seguir demonstra que desconheces a sua composição, bem como a sua qualidade.

“um dos argumentos usado pelo dono do site é que era inadmissível um console da nova geração chegar em 1080p… um argumento usado pela manada é que sobrava mais tempo para aproveitar os multi que rodavam melhor na PS4…”

Mais uma vez a intrepretar a teu bel-prazer?

Nem consegues tentar parecer sério pois não Fernando? TU defendes que não se deve fazer intrepretações falsas para depois logo a seguir vir fazer intrepretações falsas. O dono do site criticou o hardware da consola e disse isso em respeito à ESRAM, quando toda a gente falava no poder ultrasecreto da XO, e o mesmo andavam a tentar a fazer ver a manada verde iludida de que tudo não passava de fumo sem fogo. Isto no mesmo mês em que a consola foi lançada e os próprios fãs Xbox, tu incluídos, estavam raladíssimos com a resolução. Mas se bem te recordas quando lhe perguntavam qual consola comprar… o mesmo recomendava a Xbox a quem gostava dos exclusivos Xbox, como também noticiou vária formas de se conseguir mais poder. Como também teve o trabalho de provar a essa gente que os 1080p eram possíveis, se houvesse dedicação.

É preciso muita lata vir acusar o dono do site de dizer isto, quando tudo o que tu dizias desde essa altura é que esta geração não aguentava sequer os 1080p (sim inclusivamente a PS4) e não iria durar muito tempo (com a PS4 nesta fase a apresentar os títulos a 720p de acordo com as tuas contas mágicas). Para mal dos teus pecados, isso ocorreu, mas na XO devido às políticas de quem tanto defendeste e te deixou ficar mal.

Sobre o mais tempo para os multi, é preciso ser muito sem-vergonha. Na altura em que os exclusivos ainda te importavam, celebraste que nem louco a chegada de Halo 5, um dos Forza e RoTR à Xbox ao mesmo tempo que, convenientemente esquecendo que o ano não são 3 meses, a PS4 não tinha exclusivos AAA nesse período. Isto no mesmo ano em que MSG 5, The Witcher 3 e Falout 4 chegaram ao mercado, entre outros. O que se disse na altura não é que sobrava tempo mas sim que num período tão marcado por tantos lançamentos de peso, era um erro concentrar aí também os exclusivos e que muito possívelmente, a chegada de todos esses títulos não iria criar o sucesso que tanto querias na Xbox. Que o facto de a PS4 não lançar nada não iria ter efeito nenhum. E foi o que se viu.

Isto não implica que exclusivos não vendem consolas, mas quando tens tantos títulos muito desejados todos concentrados num curto período de tempo… é a canibalização do mercado.

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O teu último comentário? Então adeus. Como disse o Galvão, cinismo e hipocrisia não são necessários. Nem me vou dar ao trabalho de tentar fingir não saber que te vais porque todos os teus argumentos até hoje foram destruidos pela realidade e a evolução da situação.

Mas que fique claro às vítimas do costume que a decisão é do próprio.

Valerio Fernandes
Visitante
Valerio Fernandes

Chora Boy que é de menina!

marckos
Visitante
marckos

Sobre a questão dos multi vs single, dias desses estava lendo um comentário do Tomas Puha ,da Remedy:

“A verdade é que a tradicional experiência AAA singleplayer é simplesmente muito cara de desenvolver. O nível de expectativa dos jogadores é muito alto em termos da longevidade do jogo, o tipo de funcionalidades que tem, o quão bons são os valores de produção,” disse Puha.

“Todas essas coisas são muito caras. Se recuares 10 anos, podes dizer que o mercado de consolas é basicamente do mesmo tamanho. A audiência à qual estás a vendê-lo é relativamente do mesmo tamanho, mas o custo de desenvolver o jogo aumentou 10 vezes atualmente. Esse é um problema óbvio.”

http://www.eurogamer.pt/articles/2018-01-16-remedy-o-custo-dos-aaa-singleplayer-multiplicou-por-10

Talvez por isso muitas empresas estão cada vez mais seduzidas por jogos multi-player… Mesmo que o jogo não recorra a artistas caros de Hollywood(como em Quantum Break), hoje desenvolver um jogo AAA tem custos bem mais elevados que na gen passada, pois há gastos crescentes com programadores dublagem, captura de movimentos,trilhas sonoras orquestradas,tecnologia em geral,etc. além dos gastos excessivos com o marketing… E, como sou muito mais adepto do single player, fico preocupado se a indústria vai chegar em um ponto em que títulos single, de produção mais caprichada, vão poder deixar de existir…

José Galvão
Membro

Eu já tinha lido essa noticia e na minha opinião é choradinho para ir para o que é popular e dá mais dinheiro.

O que a Remedy diz é pura treta, e parece que jogou pela janela tudo o que aprendeu em Max Payne, não sei se vocês já repararam mas o protagonista Max, no jogo Max Payne, é o próprio fundador do estúdio, Sam Lake, a vilã que ele defronta no final não é nem mais nem menos que a sua mãe na vida real, ou seja, souberam fazer um grande jogo com um orçamento controlado, mas com o Quantum Break não fizeram nada disso, foram buscar não um mas uma mão cheia de actores de hollywood e depois queixam-se que é caro fazer jogos SP, dá vontade de rir no minimo.

Vitor PG
Visitante
Vitor PG

Teve um fanboy idiota numa rede social que disse que o Xbox era melhor pois usava cloud,eu o refutei dizendo que qualquer aparelho conectado à internet pode usufruir da cloud, até mesmo um Dreamcast poderia e expliquei que a ms exalta tanto a cloud pois ela investe muitos em cloud, expliquei também que ( pelo menos ao meu ver) a cloud era o futuro,que as empresas devem e vão investir mais e mais em cloud até em servidores dedicados pra seus produtos mais relevantes,o fanboy continuou dizendo que só o Xbox que foi projetado pra cloud e continuou falhando,fanboy não tem argumentos Mário você não deve perder tempo