iPhone 6… Mais do mesmo, mas em tamanho maior

A Apple revelou o iPhone 6. A comparação para com a revelação do iPhone original foi que ambas pareciam uma viagem no tempo. Mas se no primeiro iPhone era uma viagem para o futuro, nesta revelação a viagem foi… para o passado.

iPhone6 2

Sempre fui um amante da Apple. Os seus iPhones são excelentes telefones e a qualidade do seu software é intocável. Mas infelizmente, a nível tecnológico a Apple começou a ficar para trás. E com o 5S a decepção foi tremenda para mim! Desde o primeiro iPhone que as diferenças a cada geração não são verdadeiramente revoluções, e quando o eram, vinham atrasadas face ao mercado Android. Daí que após vários anos de iPhone acabei por me render ao Galaxy Note. Mas no entanto, ficou um amargo na boca: O iPhone 6 estava a caminho e seria certamente a revolução há muito esperada.

Mas não foi!

Ao ver a apresentação da Apple a ideia notória com que fiquei foi que estava a reviver algumas apresentações de aparelhos Android à dois anos atrás. Situações como ecrãs Full HD e o chip NFC eram introduzidos com pompa e circunstância, com apresentações alargadas que mostravam a percentagem de aumento do número de pixels, bem como era feita referência aos milhões de pixels que agora estariam no ecrã. E tudo para a apresentação de um ecrã… Full HD.

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Contrariando os rumores o iPhone de 5.5 polegadas foi apresentado. E assim confirmou-se que o iPhone 6 existirá em versões de 4,7 polegadas (iPhone 6) e de 5.5 polegadas (iPhone 6 Plus), com resoluções de 1334×750 para o primeiro, e 1920 x 1080 para o segundo.

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Curiosamente será preciso regressar a 2012 para vermos um android a ser lançado com esta resolução de ecrã do iPhone 6 Plus como novidade, sendo que actualmente o novo Note 4 apresentou uma resolução de 2560×1440 num ecrã de 5,7 polegadas. A mesma que a Apple usa no seu iPad.

Daí que fiquei extremamente pasmado quando vi a Apple a dar tanta relevância uma característica que de inovador não apresenta absolutamente nada. Aliás este iPhone 6 é aquilo que, na nossa opinião, o iPhone 5 deveria ter sido, ficando bem aquém daquilo que se esperava para o iPhone 6.

Outras novidades passaram pelo processador A8, 20% mais rápido, e com um GPU 50% mais rápido. Curiosamente algo que me deixou a pensar uma vez que as imagens anteriores tinham mostrado aumentos de resolução de 38 e 185%. Isso quer dizer que o iPhone 6 Plus é, matemáticamente, mais lento que o iPhone 5, uma vez que o aumento da capacidade de processamento não acompanha o aumento do número de pixels. É mais ou menos o que se passou com o iPad 3 que se revela ligeiramente mais lento que o iPad 2 quando explora a sua resolução máxima.

Mesmo a apresentação das capacidades NFC, uma novidade para o iPhone, são algo que já existe no Android à alguns anos. Desde o tempo do iPhone 5 que sempre se esperou viria a ter esse chip presente.

Há um aumento da autonomia, o que seria apenas de esperar uma vez que há mais espaço para baterias de maior capacidade. A Apple refere uma capacidade de 24 horas de bateria em conversação no iPhone 6 Plus.

Na câmara não teremos mais pixels, mas um autofocus mais rápido, estabilizador digital no 6 e óptico no 6 plus, filmagem Full HD a 30/60 fps e slow motion a 240 fps (mas sem termos percebido a que resolução).

Basicamente o iPhone 6 está longe de ser uma revolução. O que oferece era aquilo que se esperava no iPhone 5, pelo que podemos apenas dizer que… vem atrasado.

Daí que a opinião geral sobre o actual estado do iPhone mantém-se. Torna-se mais fácil um utilizador Apple mudar para Android do que um Android mudar para iOS. O novo iPhone é um mais uma vez uma versão mais rápida e ligeiramente melhorada da versão anterior, só que desta vez em tamanho maior. Mas revolução… não há! E face ao que já existe no Android a Apple anda atrasada.

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