Israel atinge os limites do Wi-Fi.

Em Israel os limites do Wi-Fi estão atingidos, mas não estamos a falar de velocidades, mas sim de frequências. É que pura e simplesmente a saturação é tal que é difícil arranjar-se há frequências para usar.

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Israel deverá ser o primeiro país do mundo a atingir a saturação do Wi-Fi, e isto ao ponto de o governo estar a pensar em banir os hotspots.

The acordo com o jornal Globes (link em Hebraico), as frequências estão de tal forma saturadas que se torna difícil o uso das mesmas seja por operadores de telecomunicações, ou por um simples comando de abertura de garagem.

Assim o governo está a pensar em impedir o uso de hotspots gratuitos mantendo apenas em uso as frequências de privados, restaurantes e centros comerciais. Mas não às operadoras de internet e às suas redes Wi-Fi que cobrem cidades inteiras.

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Retomando o nosso artigo

A maior parte das frequências tais como as das estações de TV, Rádio, Telefone, dados 3G/4G, frequências de emergência outras frequências radio são licenciadas e vendidas em leilão, sendo que estas ocupam a maior parte do espectro das bandas disponíveis. Daí que o número de frequências disponível de formas não licenciadas e para usos comerciais seja bastante limitado. O que acontece é que a maior parte dessas frequências é usadas pelas redes Wi-Fi nas casas, restaurantes, cafés, centros comerciais, etc. E sendo redes localizadas vários routers podem usar a frequência em simultâneo usando canais diferentes. O problema surge com as redes Wi-Fi que cobrem cidades inteiras e que sendo em quantidade utilizam as frequências e os canais disponíveis criando depois problemas com o bloqueio dos sinais a todos os restantes.

Para os operadores o Wi-Fi é uma mina. Licenciar redes 3G e 4G é algo caro e quantos mais utilizadores mais utilização da frequência é precisa. Daí que as redes Wi-Fi sem licenciamento são uma forma de tirar a sobrecarga da sua rede, e sem custos de licenciamento. E se considerarmos que este serviço pode funcionar apenas localizado em locais como restaurantes, cafés e centros comerciais, nada justifica cobrir cidades inteiras e atrapalhar as redes particulares das pessoas.

Esta é uma situação curiosa, e que mais curiosamente ainda se atingiu primeiro em Israel. Mas o certo é que carregamos para a sobrecarga das redes e este é um problema que mais cedo ou mais tarde se vai tornar global.

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