Ago 182012
 

Cientistas de Harvard criaram um Microchip que imita as funções de um pulmão humano. A qualidade da imitação é boa ao ponto de o mesmo poder ser usado para teste de medicamentos novos sem colocar em risco um paciente real.

Os testes em humanos nunca são realizados sem antes serem efectuados testes em animais. No entanto, o organismo humano é diferente, e daí que um sistema intermédio que permita testes fiáveis sem o uso directo de humanos se revela de todo o interesse.

E a solução para esta situação surge-nos de Boston, do Wyss Intitute for Biologically Inspired Engineering da Universidade de Harvard. Aqui uma equipa de cientistas anunciou que numa cooperação com a Defense Advanced Research Projects Agency (DARPA), desenvolveram um instrumento automatizado que integra 10 órgãos humanos num chip e que permite estudar situações complexas da fisiologia humana fora do corpo.

Este é um esforço no qual o Instituto pretende criar microchips que imitem as funções de órgãos vivos como os pulmões, o coração e os intestinos.

Para isso fora criados chips compostos por polímeros flexíveis e transparentes, não maiores do que uma pen USB, e que contem canais com fluidos e células humanas. Dado que os chips são transparentes, eles permitem visualizar a reacção dos órgãos humanos sem ser no interior de um corpo humano.

No caso em questão o microchip contem uma membrana bem como células humanas, capilares e dos pulmões. Estas criam uma atmosfera idêntica à dos pulmões, com o movimento a ser emulado por canais de vácuo que os rodeiam e que criam o movimento de encher/esvaziar nas células interiores.

Naturalmente o aspecto não é em nada idêntico ao dos nossos órgãos, mas os processos de funcionamento, esses são idênticos. A ideia é a criação de 10 chips para 10 órgãos diferentes, e tal será certamente uma ferramenta preciosa para a medicina.

Fonte: WYSS Institute

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