Jogo do ano… O meu voto!

Finalmente votei para a votação do jogo do Ano, e tinha algumas hipóteses em mente. Mas curiosamente a minha votação foi para um jogo que nem sequer tinha em mente quando coloquei a listagem.

Votar em consciência para aquele que goi o melhor jogo do ano é algo complexo. Afinal a nossa mente é induzida de certa forma em erro pela distância a que já jogamos o jogo. Um jogo jogado em Janeiro e que seja igualmente bom terá dificuldades em superar um jogo jogado mais recentemente uma vez que as memórias são mais frescas.

Mesmo tendo essa realidade em mente, e consciente que a mesma me poderia induzir em erro, a minha primeira ideia foi The Last of US. Sem duvida o jogo é uma proeza em todos os aspectos, desde a história fenomenal que possui, à forma como a mesma é narrada, à forma como o jogo tem um final surpreendente, e à proeza técnica e gráfica que o jogo representa.

É sem duvida o merecedor do título de melhor jogo do ano, e nesse aspecto está decadentismo na nossa votação.

Mas não, não foi nesse jogo que eu votei.



A alternativa mais evidente dentro do meu estilo de jogos seria Grand Theft Auto 5. Um jogo que mais uma vez atinge novos limites técnicos, demonstrando que PS3 e Xbox 360 não estavam esgotadas. O jogo possui melhorias tremendas face a GTA IV, particularmente no domínio gráfico e nas animações, e certas componentes, como a animação do mar e das ondas, são pura e simplesmente do mais realista que já vi.

O único inconveniente de GTA é ser GTA. É um jogo que adoro, é um jogo com uma dinâmica e liberdade única, mas é um jogo que não inova verdadeiramente, algo que será até difícil de ser feito em muitos campos onde já atinge a perfeição, mas que pode ser melhorado em outros onde o jogo ainda se revela um pouco atrasado no desenvolvimento, nomeadamente na física e inteligência artificial. GTA V inova porém no online, o que lhe oferece uma maior liberdade do que nunca.

No entanto, apesar de ser um fan gigante de GTA, quando perto do final do jogo estava já um pouco saturado de fazer sempre o mesmo. Não por culpa do jogo, mas por culpa da mecânica GTA onde deslocações em distâncias longas se tornam monótonas. Há claro a possibilidade de usar um taxi para que as mesmas sejam instantâneas, mas isso é feito à custa de se perder viaturas que podemos não querer largar.

Por esse motivo, apesar de este ser um jogo que se vai qualificar no segundo lugar, GTA V não foi igualmente o jogo em que votei.

Mas tinha ainda duas alternativas na cabeça.

Battlefield 4 é actualmente terceiro lugar, e é um dos jogos que me dá imenso prazer jogar anualmente. Mas BF4 decepcionou-me tremendamente!

A mecânica do jogo é viciada e peca por permitir acesso a melhores armas e equipamentos a quem joga mais tempo. Quer isso dizer que cada vez mais se torna difícil para quem dispõem de menos tempo, entrar no jogo e conseguir fazer seja o que for. É uma benesse para quem se dedica que prejudica quem não se dedica, e tal é algo que critico neste jogo ao não existir uma opção de nivelamento de jogadores no servidor. Há-o nas equipas, mas não no servidor!

Mas o grande problema de BF4, para mim, nem foi esse, mas a enorme quantidade de bugs que o jogo apresentava e ainda apresenta. Joguei com amigos o jogo online mas tornava-se insuportável o jogo bloquear o sistema completamente e sem aviso, obrigando a reboot. E isto num computador super estável que nunca me crasha. Sinceramente em dias onde dispunha de tempo e vontade, afastei-me do jogo perdendo a vontade de jogar o mesmo, devido a estas situações incríveis, e que ainda por cima, durante muito tempo eram agravadas por falta de performance incompreensível no meu PC, apenas derivada de má optimização para as placas da Nvidia.



Por estas e por outras, BF 4 foi logo excluído da minha lista de possíveis vencedores, e sinceramente é com grande tristeza que o vejo a mesmo assim atingir um terceiro lugar.

Finalmente restava-me Tomb Raider. Adorei o jogo! Sinceramente achei Tomb Raider o melhor jogo da série de sempre, e adorei ver a evolução de Lara e a forma como ela se tornou naquilo que é. Sofreu a bom sofrer, e pela primeira vez em toda a série temos a consciência de que estamos perante uma personagem humana e sofrida, que faz o que faz motivada pelo instinto de sobrevivência e a necessidade imperativa de triunfar.

Este foi um jogo que analisamos aqui.



Assim, com The Last of US a não necessitar do meu voto, este estava preparado para ir para Tomb Raider. Mas eis que surge um novo competidor que me arrebatou de surpresa: Assassins Creed: Black Flag.

Sou fan da série! Confesso! Mas estava saturado com a mesma.

Joguei Assassins Creed e adorei, e mais ainda adorei Assassins Creed 2 que explorei ao máximo. Graças a estes dois jogos, tornei-me fan da série.

Mas eis que a Ubisoft resolve verter todo o leite que a sua nova vaquinha lhe podia dar. E o mercado é saturado com novas versões de Assassins Creed II. Sinceramente tentei acompanhar, mas era mais e mais do mesmo, e comecei a entrar numa saturação tal que não voltei a acabar mais nenhum dos jogos. Estava aparentemente saturado.

E tão saturado estava que quando Assassins Creed 3 saiu, tendo lido algumas criticas, resolvi passar completamente ao lado do jogo. Para mim, a série Assassins Creed estava saturada.

No entanto, eis que resolvi jogar Liberation na PS Vita. Mas sem o encarar verdadeiramente com bons olhos! Aliás diga-se que penalizei o jogo ao ver o mesmo com os olhos de saturação com que encarava a série, e a forma como o jogo era encaminhado voltou a não me agradar. Foi mais um jogo onde o investimento não passou de algumas horas de jogo.

Daí que quando joguei Assassins Creed 4: Black Flag, a ideia é que seria mais um jogo a encostar e um mau investimento.

Mas não podia estar mais enganado. A algumas horas de acabar o jogo que já ando a jogar à mais de duas semanas, estou tentado a fazer tudo o que são missões paralelas que ainda me faltam fazer. E o motivo? Porque tal como com os dois jogos iniciais da série, AC4 fez-me voltar a ficar apaixonado pela mesma. Estou a adorar o jogo, e particularmente a liberdade que ele dá e as missões no mar dentro do barco.

Confesso que acho porém que a Ubi exagerou um bocado no que toca a peças do Animus e arcas. São em demasia e apesar de até certa altura andar tentado a apanhar tudo, acabei por desistir quando me apercebi da tarefa gigante que me esperava.

Mas actualmente, com duas armaduras especiais desbloqueadas (elogios à armadura Maia), com planos de armadura e canhões de elite desbloqueados para o barco, e tendo inclusive já derrotado um barco épico de nível 70, estou apaixonado pelo jogo, e com tremenda pena que o mesmo esteja perto do fim.

E é para esse jogo que o meu voto vai. Um voto perdido, é certo, mas não deixa de ser uma votação em consciência, apesar de reconhecer que face a The Last of Us, a distância temporal poderá estar a prejudica-lo. Seja como for, um voto nesta fase em The Last of US faria igualmente pouca ou nenhuma diferença. pelo que prefiro mesmo votar em AC4.

 



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