Jogos de atual geração que foram decepcionantes por um motivo ou outro.

Eis uma lista com alguns dos jogos mais decepcionantes da atual geração. Concordas?

Eis uma lista de jogos que tive a oportunidade de jogar ou testar e que considerei dos mais decepcionantes da atual geração. Os argumentos estão indicados de seguida.

EVOLVE

Era suposto ser algo revolucionário. Basicamente prometia um estilo de jogo multijogador algo diferente. Mas o jogo testou a paciência dos jogadores com uma parada sem fim de DLC, ao ponto de ser o jogo mais agressivo de sempre na história dos videojogos no que toca a microtransações.

O conteúdo base era extremamente limitado e o jogo cansava ao fim de algumas horas, sendo que os jogos constituam-se maioritariamente por andar, andar e andar.

Os jogadores abandonaram o jogo pouco depois do lançamento, o que levou a que este fosse lançado gratuitamente no Steam, o que nem assim o salvou. A 2K separou-se da Turtle Rock, os produtores do jogo, alguns meses mais tarde como consequência de tudo isto.

O jogo foi oferecido gratuitamente em Março na Xbox Live Gold, mas nem isso me atraiu para o mesmo!



THE ORDER: 1886

Basicamente este foi um jogo que favoreceu o estilo sobre a substancia, o jogo era dos FPS para a PS4 mais esperado. prometia visuais de nova geração associado a uma grande história. Mas apenas conseguiu o primeiro.

Lançado com análises mistas, o jogo foi massacrado pela crítica pela sua pequena campanha, que podia ser jogada numa tarde. A falta de multijogador e colectáveis levou a que o The Order fosse esquecido pelo sua narrativa sem calor e sequências de tiro repetitivas. Havia ali uma estrutura de um grande jogo, e muitos pontos muito fortes, mas foi um jogo que por uma razão ou outra, nunca atingiu o seu potencial.

Sendo que a sua história metia lobisomens, torna-se questionável como é que o jogo não possuía sequer uma única cena de batalha contra os mesmos que não fosse sequer divertida.

Jogado numa PS4.

WATCH DOGS

O jogo prometia e bastante. Era um mundo aberto com hacking e na nova geração de consolas. Mas na realidade a coisa não foi bem assim e havia muito pelo qual se podia torcer o nariz no jogo.

O jogo sofreu downgrades gigantes face aos seus trailers iniciais. E a sua jogabilidade falhava em captivar os jogadores, sendo monótona e mal implementada, acabando por ser uma decepção para muita gente. Não é que o jogo seja pobre ou mau, mas o hacking resumia-se a premir um botão  e a condução não tinha o realismo de outros jogos. Mas o pior era mesmo o protagonista pelo qual não se conseguia facilmente criar qualquer ligação afectuosa.

Este foi um jogo que joguei no PC.

THE DIVISION

Aqui a maior decepção deste jogo cai um pouco no próprio mundo. A cidade de nova yorque deveria ser um mundo a explorar, mas na realidade é apenas uma série de ruas vazias onde o vaguear monótono, e os tiroteios repetitivos se repetem e repetem.

Para se tirar partido deste jogo um grupo de amigos é obrigatório, o que mesmo assim não apaga alguns defeitos como o facto que os inimigos são autênticas esponjas a absorver balas, mas que em conjunto se torna mais simplificado de se esquecer.

Basicamente o jogo passa a ideia de um enorme potêncial deitado ao lixo, e há mesmo rumores que a sequela foi secretamente cancelada.

Este foi um jogo que nunca cheguei a adquirir, mas que joguei umas largas horas numa consola de um amigo que me tentava convencer a adquirir o jogo.

DESTINY

Este era um jogo que possuia um Hype tremendo, mas que quando foi jogado não libertou mais do que um simples “eeeh” da boca de muitos jogadores. O jogo basicamente força a matar os mesmos inimigos vezes e vezes sem conta sem contextualizar verdadeiramente uma história.

Apesar de que o jogo foi bastante melhorado ao longo dos anos, as correcções surgiram sob a forma de expansões pagas e que acabaram por entrar na rotatividade das missões diárias, arruinando o jogo a quem não aderia a elas. Mas o pior é que a evolução não trazia nada de novo, e apesar de o tiro e as batalhas serem bastante satisfatórias, o jogo deveria oferecer mais do que a mera promessa de melhor equipamento que melhore ainda mais o tiro e as batalhas.

Apesar de ter comprado e até desfrutado bastante do jogo base na PS4, não entrei na loucura das expansões para continuar basicamente a jogar a mesma coisa da mesma forma.

RECORE

Mais um jogo que lutou com as análises mistas e falta de interesse global.

O jogo sofreu de vários problemas técnicos no lançamento, possuindo uma quantidade de bugs incrível e ecrãs de carga intermináveis. O ritmo de jogo tambem não ajudava até porque os colectáveis eram requeridos para se progredir, pelo que voltar atrás para procurar algo esquecido matava muito do interesse do jogo.

Jogado no PC.

HALO 5

Prometia uma coisa… mas acabou por entregar outra.

Halo 5 aparece aqui apenas por um motivo.

Não pela qualidade do jogo ou por o mesmo ser minimamente decepcionante. Halo continua a ser Halo e a sua qualidade é intocável.



No entanto o jogo não pode deixar de ser referido pois ele está ligado a um dos casos mais infames de marketing enganoso dos jogo modernos. O jogo prometia uma espécie de duelo ou embate entre  o Master Chief e o novo protagonista Locke. Os trailers pareciam prometer um duelo de titans entre as duas personagens, com uma perseguição sem tréguas de Locke a Master Chief devido a uma diferença de perspectivas que viam ora Master Chief como heroi ou como vilão.

Mas todo esse trailer não passou de uma mera cutscene promocional foram de contexto. E todo o confronto e dualidade de visões que se julgava virem a existir nunca existiram.

Eis o trailer em questão:

Já que se fala deste jogo, refira-se ainda como ponto negativo o acréscimo de microtransações no multi jogador .

Jogado numa Xbox One

STAR WARS BATTLEFRONT

Com uma tremenda falta de conteúdo, o mesmo acabou espalhado por DLCs lançados ao longo do tempo.

É díficil de debater o facto que este é um dos jogos Star Wars melhores realizados de sempre, com visuais e audio a um nível inédito. Mas no que toca a conteúdo, quando comparado com os jogos antecessores, todas as comparações caem por terra.

Sem dúvida nenhuma, Battlefront não tem conteúdo. Sejam modos, mapas ou personagens, o jogo está longe de ser a experiência completa que os fans esperavam. E o facto de a compensação a essa falha ser obtida por DLC pago à parte não ajudaram a afastar a ideia de que a EA cortou o jogo de forma a obter mais lucros.

Jogado numa PS4.

POKEMON GO

Lançado antes do tempo o jogo misturou grande jogabilidade e diversão com uma amálgama de falhas incomportáveis.

O jogo revelou-se super divertido e inovador quando saiu. Era magia pura e obrigava pessoas e pessoas em todo o mundo a sair à rua apanhando os pequenos pokemons.

Mas o jogo tinha tremendas falhas, e pouco era feito para se mudar isso.

O jogo crashava constantemente, não havia updates, e acima de tudo a Niantic não estava preparada para lidar com o sucesso do jogo e o fluxo de pessoas, ao ponto de ter eliminado do radar as indicações de proximidade das criaturas (medidas pelo número de pegadas), para não sobrecarregar os servidores, algo que criou um desagrado enorme. A empresa reagiu e atuou posteriormente, mas já bastante tarde, e com milhões de jogadores já afastados do jogo pelos problemas que persistiram durante tempo demais.

Jogado no Smartphone

MASS EFFECT: ANDROMEDA

Matar uma trilogia de sucesso não é fácil. Mas Andromeda parece tê-lo conseguido à primeira.

A trilogia Mass Effect está entre os jogos que mais gosto, e como tal adquiri Andromeda. No entanto, até ao momento, nem sequer instalei ainda o jogo pois aquilo que leio sobre a qualidade geral do jogo está a afastar-me de o jogar, receando estragar a imagem que possuo da trilogia original.

As animações faciais são um dos pontos piores do jogo, com falhas na animação que as colocam numa plataforma inferior ao patamar de qualidade do jogo original e mesmo algo lacustre, e as bugs gerais do jogo fazem o resto, afastando-me de o testar.

Apesar de tudo o jogo parece ser globalmente bom, daí que o esteja a reservar até haver mais uns patches lançados.



THIEF

Um estilo de jogo ultrapassado e uma qualidade mediana, acabou por matar o grande potêncial deste jogo.

Com uma série de problemas técnicos e um grafismo que está longe de inovador o jogo lutou para impressionar o público na transição entre gerações de consolas. O jogo possuia mecânicas já ultrapassadas  apesar de lutar por fazer algo mais contemporâneo.

A qualidade geral do jogo deixou muito a desejar e a aceitação não foi o esperado, sendo que um novo jogo da série parece ser algo que está igualmente em gelo à espera de eventuais melhores dias.

Jogado na Xbox One

MAFIA III

Alguma repetição nas missões até se aceita, mas quando se constrói um jogo sobre essa repetição… algo está mal.

Um bom jogo, mas que é morto por uma mecânica que incentiva a repetição até à exaustão. Basicamente o jogo começa muito bem, e até cativa pela forma inovadora como conta a história, mas quando entramos no jogo propriamente dito, o mesmo é repetitivo até à exaustão esperando que se mate dezenas e dezenas de inimigos em armazéns. Algo que não seria mau se não houvessem igualmente dezenas e dezenas de armazéns.

O jogo possuia igualmente no seu lançamento bugs enormes, especialmente algumas de iluminação com alguns dias a durarem meros segundos entre outros problemas.

No global o jogo foi uma oportunidade falhada, sendo que a qualidade estava lá e ao que tudo indica mais um ano em desenvolvimento poderiam ter mudado muita coisa para melhor, especialmente no que toca à inclusão de maior variedade de missões.

Jogado na PS4.

Esta é a minha opinião… concordas com ela? que jogos tirarias ou que jogos incluirias e porque?



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Andrio
Visitante
Andrio

Ora, ora o que temos aqui.
Sério que o Fernando se divertiu e gostou de um jogo singleplay, com foco na narrativa e curto?
Aquele que vc zera e depois coloca na gaveta?

Vivi para ver isso *-*

bruno
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bruno

Eu fundamento as minhas opiniões Fernando, não começo a tecer comentários como o que tu decidiste tecer do nada, e ainda por cima, claramente não fundamentado.

Eu não digo que Quantum Break não é bom, digo que podia ser um clássico, e ser muito melhor do que é e que, claramente não é.

Mas que fazer quando uns se limitam a aceitar porque é Microsoft?

Livio
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Livio

Mas o curioso é que as novelas interativas venderam mais que QB em um mesmo período.

No 1° ano Heavy Rain vendeu em torno de 1.625.000 cópias, já Beyond em torno de 973.000

Já Quantum Break foi em torno de 670.481 no One e 18.990 no PC.

Estranho reclamarem das novelas mas aqui ou acolá você vê falarem delas, mas QB…..

Por coincidência saiu isso hoje: http://www.eurogamer.pt/articles/2017-06-01-vendas-de-heavy-rain-chegam-aos-4-5-milhoes

Carlos Edgard
Visitante
Carlos Edgard

Humm… Valeu!