John Carmack acha o Kinect uma “interacção fraca”, preferindo o Ps Move.

Gostos são gostos, mas quando uma das maiores vozes da industria dos videojogos fala, o mundo escuta. E para John Carmack a solução de interacção da Sony é superior à da Microsoft.

johncarmack

Durante a Quakecom. John Carmack fez uma comparação entre as soluções de interacção da Microsoft e da Sony, nomeadamente o Kinect e o PS Move. Esta análise, feita apenas na perspectiva de interacção com os jogos, levou Carmack a considerar que o Kinect é inferior ao possuia uma interacção menos capaz do que o oferecido pelo PS Move.

Basicamente Carmak revela que o Kinect ainda não o convenceu, reconhecendo que ele como produtor poderá não ter as mesmas necessidades e desejo pelos tipos de uso das tecnologias que o consumidor pode ter, sendo que o uso e sucesso do Kinect será determinado por estes. Seja como for, Carmack não deixa de apontar os defeitos reais da tecnologia, a latência e o framerate, bem como a incapacidade de detectar todo o tipo de interacção do utilizador.

Assim Carmack compara a critica que actualmente está a fazer ao rato de apenas um botão da Apple e que na altura também criticou devido aos limites impostos à interacção deste nos jogos. Considera por isso que o Kinect é um rato com zero botões e que ainda por cima possui tremenda latência.



Curiosamente, após esta afirmação Carmack foi tremendamente aplaudido pela audiência e este tentou conter um riso.

Basicamente a grande queixa de Carmack é que a interacção não é tão simples como pressionar um botão, forçando a movimentos específicos que sejam claramente reconhecidos e lentos. Assim, considera que o reconhecimento posicional associado a botões, como acontece com o PS Move, possui nesta fase vantagens fundamentais.

Carmack reconhece que a tecnologia até pode vir a reconhecer pequenos movimentos dos dedos, mas não está convencido que consiga vir a distinguir os que são efectivamente intencionais.

A sua intervenção termina com a frase de que reconhece que a tecnologia possui um grande futuro, mas refere que não consegue ainda ver que seja algo definitivo nesta próxima geração.

Igualmente interessante foi a chamada de atenção, logo no início da sua intervenção, para o facto de a Xbox One e PS4 serem bastante semelhantes (mas isso não é uma novidade).

No fundo as palavras de Carmack são apenas uma opinião. Podem ver a participação de Carmack na Quakecom a partir do minuto 15.




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