Link colocado na internet ameaça dar 10 anos de cadeia

Mais uma vez um caso que vem provar que a Justiça pode ser tão cega ao ponto que violar e roubar parece compensar face aos crimes informáticos. Por mais simples que estes sejam.

brown

Foi em Dezembro de 2011 que um ataque realizado pelo colectivo Anonymous à Starfor Global Inteligente, permitiu o acesso a mais de 5 milhões de e-mails que foram colocados no wikileaks.

Juntamente com estes e-mails existiam cartões de crédito, códigos de segurança e documentos internos da empresa, incluindo alguns com revelações de laços próximos e mesmo inapropriados entre as agencias governamentais e empresas privadas de contratação de serviços.

Nessa altura, Barret Brown era um jovem jornalista/activista que seguia a pista desses documentos divulgados pelo colectivo, e que devido a tal foi colocado debaixo de observação pelo FBI. E aparentemente a pressão do FBI foi tal que ele cedeu e colocou no youtube um vídeo onde ameaçava um dos agentes que o atormentavam.



Naturalmente Brown teve de ir a tribunal por essas ameaças. Mas no entanto apenas 3 das 15 acusações que possui são relacionadas com o vídeo, sendo que 12 estão relacionadas com um link que este colocou numa sala de chat

Assim a acusação é que o Snr. Brown “forneceu acesso a dados roubados da Stratfor Global Intelligence incluindo 5 mil números de cartões de crédito, a identificação dos seus donos e os dados de autenticação para os mesmos.”

No entanto o Snr. Brown não participou no roubo em si, e nem sequer é acusado de tal. Ele apenas é acusado de colocar um link para os documentos.

A acusação pretende 105 anos de cadeia, e curiosamente a maior parte desses anos não tem a ver com o vídeo, mas sim com o link. Brown não roubou ou hackou fosse o que fosse e apenas colocou um link que muitas outras pessoas/organizações também colocaram.

Curiosamente o hacker que realizou o ataque está aparentemente preso. E mesmo tendo sido ele que efectuou o roubo em si, a sua pena de prisão máxima poderá ser de 10 anos.

Um bom exemplo de como a justiça americana funciona bem.

Fonte: Motherjones



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