Mercado Brasileiro é abandonado pela Nintendo

A realidade Brasileira é completamente diferente do resto do mundo. Altas taxas limitam preços e a liberdade de escolha e compra. E assim sendo o mercado deixa de ter verdadeiramente escolha livre, para ser dominado por aqueles que conseguem escapar às taxas.

mariogameovernintendobrazil

Se és Brasileiro e fan da Nintendo, temos más notícias para ti. A marca anunciou oficialmente que vai deixar de vender os seu produtos no Brasil.

Como se as fracas vendas da Wii U não fossem já preocupação para a Nintendo, os impostos elevados que o Brasil aplica aos produtos importados fizeram com que a marca pura e simplesmente desistisse de vender os seus produtos.

Não é que o mercado Brasileiro não possa ser considerado apetecível, porque o é! É um pais com muitos milhões de pessoas que são ávidas por estes produtos de entretenimento. Mas infelizmente o governo aplica taxas elevadíssimas aos produtos vindos de fora de forma a incentivar as empresas a estabelecerem-se no país e produzirem internamente. Algo que nem sempre se revela vantajoso, pelo que por vezes é conseguido, e outras vezes não.



Uma das empresas que resolveu apostar no Brasil para descer os preços dos seus produtos foi a Sony, que criou fábricas para produção da PS3 posteriormente vendidas a preços mais baratos. No entanto tal medida não se deverá ter revelado compensadora uma vez que não se seguiu o mesmo conceito com a PS4 que se tornou nesse país a consola mais cara do mundo, vendida a 1800 dólares e com 60% desse valor a ir directamente para o governo.

Nota: Este assunto já foi aqui discutido, é polémico, há quem afirme que tal não é totalmente verdade, mas é a posição oficial da marca.

Esta situação de taxas elevadissimas torna a realidade Brasileira muito diferente da do resto do mundo. É que se em outros locais a escolha é livre, a disponibilidade é idêntica, e os preços de produtos com o mesmo custo são efectivamente iguais, no Brasil tal não é assim, obrigando aqueles que querem mesmo os produtos não produzidos no país, a recorrer a mercados paralelos, ou a pagarem couro e cabelo por eles.

Não é assim de admirar que no Brasil haja uma diferente realidade face a outras partes do mundo uma vez que as escolhas livres de condicionalismos são mais reduzidas.

Falta agora saber como a Nintendo lidará que com as vendas online das suas consolas e jogos, uma situação que a empresa não esclareceu.

Mantêm-se porém uma réstia de esperança uma vez que a Nintendo irá continuar a trabalhar com a “Juegos de Video Latinoamérica”, e monitorizará a evolução do mercado procurando tentar servir, no futuro, os fans da melhor maneira possível.



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