Microsoft ganha processo contra o FBI mostrando que pretende defender os clientes. Mas há clientes… e clientes?

A Microsoft ganhou em tribunal o processo que tinha contra o FBI e que a impedia de alertar o seu cliente empresarial de que o FBI tinha solicitado dados seus.

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A Microsoft recebeu um pedido de entrega de dados do FBI relativo a um seu cliente empresarial, sendo que ficava impedida de dar conhecimento ao cliente da situação. Não concordando a Microsoft foi para tribunal e ganhou.

A Empresa entregou nos tribunais um processo no qual alegava que deveria poder alertar os seus clientes empresariais e governamentais caso recebesse ordens do tribunal para entregar ao FBI dados pessoais, privados, ou relacionados com actividade empresarial desenvolvida, pretendendo impedir que futuramente o FBi pudesse solicitar dados em termos que impeçam a empresa de comunicar a situação ao seu cliente.

A Microsoft alegava que esse tipo de situações seria inconstitucional e que violava o direito constitucional da liberdade de expressão, e o tribunal de Seatle deu-lhe razão, o que levou o FBI a retirar o pedido de informação alegando que dessa forma não conseguia caso contra o investigado e que a informação obtida desta forma não valia o esforço.

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Retomando o nosso artigo

Apesar da atitude da Microsoft ser de louvar, um pormenor que não passou despercebido a ninguém é que no processo a empresa apenas solicitou a protecção dos seus clientes empresariais e governamentais. Isto inclui Empresas legítimas, governos e organizações, mas e os clientes individuais? Porque foram esses negligenciados? Porque motivo a Microsoft não procurou incluir os mesmos no lote uma vez que os princípios aplicados são exactamente os mesmos?

Será que a Microsoft dá ao indivíduo a mesma protecção que dá ao grandes clientes?

Fonte: Microsoft

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